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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Teatro Municipal de Bragança vai ser requalificado

 Ao que tudo indica a empreitada deverá ser lançada no mês de março


O Teatro Municipal de Bragança vai ser alvo de requalificação, revelou hoje a autarca, Isabel Ferreira, à margem da apresentação da agenda de programação deste espaço cultural.

A presidente da câmara de Bragança destaca aquelas que serão as principais intervenções. “Este é um edifício emblemático da nossa cidade e que precisa de manutenção. Aquilo que pretendemos fazer agora e que é o mais urgente é a nível da pintura do edifício e também toda a zona do foyer, que precisa de intervenção também estrutural, mas não só. Pretendemos ainda transformar aquele espaço que tem um potencial muito grande e que muitas vezes é subaproveitado”, frisou.

Isabel Ferreira não avançou qual será o custo deste investimento, mas o objetivo é lançar a empreitada brevemente. “A nossa ideia agora é desde já começar a preparar os procedimentos de levantamento desses custos para que possamos lançar a empreitada em março”, concluiu.

A requalificação do Teatro Municipal de Bragança será suportada na totalidade pelo município, visto que esta obra não tem enquadramento em fundos europeus, segundo a autarca.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

Câmara de Bragança implementa nova organização dos serviços municipais com 10 novas nomeações

 Das 31 unidades orgânicas do município, 10 receberam novas nomeações


Entra em vigor, a partir de hoje, a implementação da Estratégia de Reorganização dos Serviços Municipais  e o recém-aprovado Regulamento Orgânico, na Câmara de Bragança.

Segundo o município, este processo pretende modernizar a administração, reforçar a eficiência interna e garantir uma resposta mais ágil e eficaz às necessidades dos cidadãos.

Em comunicado, o município explica que para garantir o início imediato da execução desta reorganização, “foram realizadas nomeações para os titulares das diferentes unidades orgânicas municipais, nucleares e flexíveis”.

Avança ainda que se trata de uma “solução temporária”, uma vez que todos os lugares agora provisoriamente ocupados serão posteriormente preenchidos através de concursos públicos, dentro dos prazos legais.

Das 31 unidades orgânicas do município (nucleares e flexíveis), seis não têm, para já, provimento de chefia. Das restantes 25 unidades, 15 mantêm anteriores titulares do município, garantindo continuidade e experiência, enquanto 10 recebem novas nomeações.

Conheça as nomeações por departamento, divisões e unidades:

Gabinetes / Serviços diretamente associados à Presidência

Gabinete de Apoio Pessoal, Comunicação e Imagem: Paulo Afonso
Divisão de Fundos Europeus, Planeamento Estratégico e Prospetiva: Vítor Félix
Gabinete de Auditoria Interna, Compliance, Provedor do Munícipe e Encarregado de Proteção de Dados: Marisa Alexandre
Gabinete de Apoio às Freguesias e Desenvolvimento Rural: Vítor Padrão
Serviço Municipal de Proteção Civil: Alexandre Chaves
Aeródromo Municipal: Orlando Gomes

Direção Municipal de Administração Geral – Sem provimento

Divisão de Contratação Pública: João Lopes
Divisão de Informática e Serviços Inteligentes: Sem provimento
Divisão Jurídica: Sem provimento
Divisão de Economia e Emprego: João Cameira
Unidade de Apoio Técnico aos Órgãos Municipais e Atos Eleitorais: Sem provimento

Departamento Administrativo e Financeiro – Sílvia Nogueiro

Divisão Financeira: Paula Mourão
Divisão Administrativa: Helena Cordeiro
Unidade de Atendimento Integrado ao Munícipe: Marisa Veloso

Departamento de Pessoas e Sociedade – Ana Rodrigues

Divisão de Educação e Juventude: Manuel Cordeiro
Divisão de Habitação, Ação Social e Saúde: Sérgio Ferreira
Divisão de Cultura: Fátima Martins
Bibliotecas e Arquivo: Ivone Brás
Teatro Municipal: João Cunha
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais: António Meireles
Museu da Língua Portuguesa: Sem provimento
Unidade de Desporto: Rui Salselas

Departamento de Ambiente e Território – João Rodrigues

Divisão de Águas e Saneamento: Nuno Diz
Divisão de Urbanismo: Rui Martins
Divisão de Administração Operacional: Lia João
Divisão de Obras: Rafael Correia
Divisão de Serviços Urbanos e Mobilidade: Sem provimento

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

Alfândega da Fé aprova orçamento municipal de 20,8 milhões de euros para 2026

 A autarquia tinha uma dívida de cerca de 20 milhões de euros e entrou para a lista de municípios com excesso de endividamento


O município de Alfândega da Fé sai, este ano, do excesso de endividamento e vai contar com um orçamento de 20,8 milhões de euros para este ano.

 O documento foi aprovado em Assembleia Municipal. O presidente da câmara de Alfândega da Fé destacou alguns projetos que considera prioritários para 2026. “É um orçamento que vai priorizar os nossos projetos identificados no nosso plano de ação no PT2030 no âmbito da nossa comunidade intermunicipal. Tem também um grande investimento na área do primeiro direito, na criação de habitação social no nosso concelho. E há um orçamento de estabilidade, de continuidade da nossa consolidação financeira, porque nós em 2026 queremos sair formalmente do excesso de endividamento municipal”, frisou Eduardo Tavares.

Recorde-se que em 2016, esta autarquia tinha uma dívida de cerca de 20 milhões de euros e entrou para a lista de municípios com excesso de endividamento, recorrendo ao Fundo de Apoio Municipal (FAM). A dívida atual é de cerca de 13 milhões de euros, apesar da redução entre 800 mil e 1 milhão de euros, no ano anterior.

Depois de uma década, será oficializada a saída do excesso de endividamento. “Depois de aprovarmos a conta de gerência do município e fecharmos de facto o exercício de 2025, podemos formalmente pedir a saída do excesso de endividamento às entidades da tutela, ao FAM, e, obviamente, também ao nosso Governo. E é isso que vamos fazer a partir de abril ou maio, podermos instar um novo caminho, um caminho com maior robustez financeira, porque as nossas receitas, felizmente, têm vindo a aumentar, um caminho de maior autonomia, podemos escolher novas medidas e podemos também cumprir um dos principais compromissos que assumimos com os alfandeguenses, que é continuar a reduzir os impostos municipais”, referiu o autarca.

Por este motivo, o orçamento municipal de 2026 é de 20,8 milhões de euros, menos 10 milhões, em relação ao ano anterior, para “garantir estabilidade financeira”.

O documento foi aprovado, no sábado, em Assembleia Municipal, com votos a favor do PS, que tem a maioria e a abstenção do PSD/CDS-PP.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

Município de Mogadouro conta com orçamento de mais de 34 milhões de euros para este ano

 Autarca António Pimentel destaca os principais projetos para este ano


O município de Mogadouro vai contar, para este ano, com um orçamento de mais de 34 milhões de euros.

O documento aprovado, já em assembleia municipal, vai destinar-se a obras estruturantes para o concelho. “Insere-se num processo de continuidade aquilo que temos vindo a fazer. Tem particular incidência em dois vetores, em obras que estão em curso e que vamos lançar de novo. As que estão em curso, como seja o Ginásio Municipal, o Museu Territorial, que vai iniciar-se agora também, além, naturalmente, do Matadouro, que está em fase de conclusão, e temos como, a nível de obras, principalmente para este ano, o lançamento do Centro Interpretativo do Parque Natural do Douro Internacional, o Parque Biológico do Juncal, um projeto de valor elevado, que ronda aos 4,5 milhões”, explicou António Pimentel.

No campo do apoio social, a autarquia pretender manter todos os apoios já existentes, “quer no apoio à medicação, quer no apoio à criação de emprego, quer todos os níveis no apoio à agricultura, isso mantemos tudo. Temos um investimento muito direcionado aqui também para a duplicação dos cuidados continuados de Mogadouro, obra da Misericórdia, mas onde a Câmara vai investir um milhão e meio de euros que já está em execução”, referiu o autarca apontado que este último será um dos maiores investimentos na área social.

O documento também aloca verba para outras infraestruturas, bem como as águas e saneamentos como “a a remodelação de água e saneamentos do Azinhoso, em princípio de Zava e Valverde. Também vamos repor os pavimentos em todas as estradas. Falta-nos uma, portanto, em princípio, que avançará. Falta-nos ligar uma anexa à sede de freguesia, que é de Saldanha à Granja, que também vai avançar. É um conjunto enorme de obras, são 34 milhões, dos quais 14,5 milhões são de investimento”.

No campo dos impostos municipais para 2026, a taxa de IRS será de 2,5% . No campo de IMI o valor mantém-se nos mínimos (0,3%). No que respeita à Derrama a taxa é de 1,5 % aplicável a banca e energético.

O orçamento aprovado por maioria teve um aumento de 4,2 milhões de euros face ao de 2025.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

𝗧𝗲𝗮𝘁𝗿𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗮𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 “𝗝𝗮𝗻𝗲𝗶𝗿𝗼 > 𝗔𝗯𝗿𝗶𝗹 – 𝟮𝟬𝟮𝟲”

 O Teatro Municipal de Bragança apresentou hoje, em conferência de imprensa, a programação para o primeiro quadrimestre de 2026, com diversas propostas artísticas de música, teatro, dança, novo circo e multidisciplinar, para todos os públicos, além de várias iniciativas de serviço educativo.

Consulte AQUI.

Já conhece o concelho de Freixo de Espada à Cinta?

 Se ainda não conhece Freixo de Espada à Cinta, não sabe o que está a perder.
Se já conhece, apostamos que está ansioso por nos voltar a visitar.

Por isso, deixamos-lhe aqui esta sugestão: aproveite neste primeiro fim-de-semana dos 365 dias do ano para visitar Freixo de Espada à Cinta.

Venha visitar o nosso concelho e conhecer de perto o nosso vasto património cultural, arquitetónico e natural que faz de Freixo de Espada à Cinta um destino autêntico, no coração do Douro!

Vai perder esta oportunidade?

Freixo de Espada à Cinta espera por si.

Para marcar ou saber mais sobre visitas guiadas, entre em contacto com o Posto de Turismo de Freixo de Espada à Cinta (turismo@cm-fec.pt | 279 653 480).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Há 390 anos, ficámos sem Bispo…

Por: Rui Rendeiro Sousa
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Há muitas histórias curiosas neste soberbo território que é o distrito de Bragança. Muitas que, por falta de interesse, ou de divulgação, ficam «arquivadas nas gavetas do olvido». 

Quem alguma vez se tenha dado ao trabalho de verificar a sequência dos Bispos de Miranda, terá constatado que entre o 13º titular do cargo e o seu sucessor, o 14º, parece haver um largo interregno, entre 1636 e 1672. É um hiato de mais de três décadas, nas quais a Diocese de Miranda parece ter estado ao abandono, designada como «sede vacante». Mas não foi bem assim…

Este período englobou, grosso modo, a que viria a ser conhecida, numa fase inicial, por Guerra da Aclamação, sendo mais familiar, na actualidade, a designação de Guerra da Restauração. Que isto de festejarmos a nossa independência no dia 1 de Dezembro, tem muito que se lhe diga. Que a esse ano de 1640, seguiram-se 28 anos de conflitos com os vizinhos espanhóis, que não queriam largar mão do império que tinham «conquistado». Em termos efectivos, a independência só seria restaurada com a assinatura do Tratado de Lisboa, a 13 de Fevereiro de 1668. 

Muito devido a esse conflito, a nossa Sé de Miranda esteve vaga por tão longo período de tempo. Porém, em termos efectivos, esteve entregue ao Cabido, constituído pelos Cónegos da Sé, liderados pelo seu Deão. Não sem, no entanto, ter Bispos nomeados. Todavia, estes não estavam presentes, não apenas pelos desenvolvimentos do referido conflito entre Portugal e Espanha, mas também porque a sua nomeação era apenas régia, faltando a necessária homologação por parte do Papa. Aprovação essa que nunca chegaria, que o Reino de Espanha muita influência exercia junto do Papado, não deixando legitimar as escolhas feitas pelo nosso rei, que oficialmente, até à assinatura do dito Tratado de Lisboa, Portugal continuava a ser espanhol... 

E por que motivo trago aqui, hoje, neste primeiro dia do ano, este tema? Precisamente porque, de um dia 1 de Janeiro, há exactamente 370 anos, é datada a «carta de apresentação» de um novo Bispo de Miranda nomeado por D. João IV. Tratou-se de D. Estêvão da Cunha, cujo nome não consta, por falta de homologação Papal, da «Lista dos Bispos de Miranda». Um nome que era muito próximo no nosso monarca, pois fez parte da lista dos célebres «conjurados» que conduziram à referida Revolução de 1640. 

Personalidade que, para lá de ter sido Prior de S. Jorge, em Lisboa, Cónego da Sé do Algarve, um Inquisidor conhecido e, como dito, Bispo de Miranda nomeado, nos deixou uma curiosa correspondência com o Cabido de Miranda, a partir da qual podemos perceber algum «estado anárquico» no referido Cabido, ao longo desse ano de 1656. Correspondência essa na qual são mencionadas as discórdias entre os Cónegos da Sé, sendo-lhes pedido que «sejam amigos». Pedido que parece não ter tido consequências, pois na segunda metade de 1656, D. Estêvão da Cunha lamenta-se, em nova carta, pela persistência da desarmonia entre os Cónegos, renovando o pedido para que pusessem termo às divergências. Divergências estas que tinham motivações políticas e económicas… Mas isso é um tema que daria «pano para mangas», e o que me trouxe aqui foi a coincidência de, há exactamente 370 anos, no primeiro dia do ano de 1656, ser apresentado o novo Bispo de Miranda, que bispo não seria, efectivamente… 

Com os desejos de que os 364 dias que restam até à próxima Passagem de Ano, sejam fantásticos! 

(Foto: Museu da Terra de Miranda)


Rui Rendeiro Sousa
– Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer. 
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas. 
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana. 
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros. 
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O Sonho Comanda a Vida… Bragança acredita.

Na história que nos une e no futuro que se constrói todos os dias, há rostos, gestos e valores que permanecem. Gente que trabalha com dignidade, jovens que sonham e ficam, idosos que sorriem porque não estão sós. Há solidariedade, há cuidado, há amor.

Nesta terra de paz, a esperança passou a ser  uma escolha coletiva. Com fé no amanhã e orgulho no que somos, Bragança caminha unida para um futuro promissor, humano e cheio de vida.

A minha homenagem, e gratidão, neste primeiro dia do ano e sempre, aos Bombeiros Voluntários de Bragança.

HM

Um breve resumo dos principais acontecimentos no Concelho de Bragança em 2025

Um breve resumo do ano de 2025 que ficou marcado por uma forte dinâmica de eventos cívicos, culturais e sociais no concelho de Bragança, refletindo tanto as tradições locais como os desafios contemporâneos que a comunidade enfrentou ao longo dos 12 meses. Entre celebrações centenárias, festivais de música de alcance internacional e um quadro político municipal que se reconfigurou profundamente, Bragança viveu um período de vitalidade cívica e de reforço da identidade cultural transmontana.


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1. Uma mudança significativa no poder autárquico

Um dos fatos mais marcantes do ano foi o resultado das eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, que alteraram o cenário político local. Após décadas de liderança do Partido Social Democrata (PSD), a candidata Isabel Ferreira, pelo Partido Socialista (PS), conseguiu uma vitória significativa à Câmara Municipal, com o candidato do PSD, Paulo Xavier, a reconhecer a derrota publicamente e felicitar a adversária pela vitória, destacando o respeito democrático pelo resultado das urnas. 

Este resultado representou uma mudança de ciclo no concelho, com expectativas renovadas sobre políticas de desenvolvimento local, serviços públicos e participação cidadã. O debate político prévio à eleição foi aceso, com troca de acusações entre PS e PSD sobre questões de governação e desenvolvimento do distrito.

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2. Festivais, tradições e celebrações culturais

O calendário cultural de Bragança em 2025 foi particularmente rico e diversificado, combinando tradições seculares com eventos de projeção internacional.

Festival do Butelo e das Casulas – No final de fevereiro, Bragança acolheu mais uma edição deste festival gastronómico que celebra produtos tradicionais da gastronomia regional, reunindo expositores locais e visitantes na Praça Camões, com degustação e demonstração de costumes culinários. 

Comemoração dos 561 anos de elevação a cidade – Em fevereiro, Bragança celebrou oficialmente o seu aniversário, com lançamento de obras históricas e cerimónias solenes no Teatro Municipal que homenagearam figuras ligadas à memória e à identidade brigantina. 

XXXVII Feira do Artesanato de Bragança & Feira das Cantarinhas – Em abril e maio, este certame secular voltou a ser um ponto de encontro para milhares de visitantes, destacando peças de artesanato, doçaria regional e as tradicionais cantarinas de barro.

Bragança ClassicFest 2025 – De setembro a outubro, a cidade tornou-se um epicentro da música clássica com a 5ª edição do Bragança ClassicFest. O festival atraiu orquestras e solistas de renome mundial, com concertos realizados em locais históricos como a Basílica de Santo Cristo de Outeiro e o Teatro Municipal. Esta iniciativa consolidou Bragança como um foco cultural no panorama nacional e internacional.

Festas de Nossa Senhora das Graças – Tal como em anos anteriores, as celebrações religiosas e populares em honra da padroeira da cidade marcaram um momento de convivência comunitária intenso, reunindo habitantes e visitantes em atividades festivas e culturais.

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3. Temporada festiva de fim de ano e eventos sazonais

No final de 2025, Bragança voltou a transformar o seu centro histórico com o evento “Bragança. Terra Natal e de Sonhos”, um dos maiores festivais de Natal do norte de Portugal. A iniciativa, realizada entre 29 de novembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, iluminou as ruas da cidade, trazendo atrações temáticas e atividades para as famílias.

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4. Desafios sociais e ambientais no território

Ao longo do ano, Bragança enfrenta também desafios que refletem problemas maiores das zonas rurais do interior:

Problemas com javalis – Agricultores e associações de caça alertaram para os danos significativos causados por javalis no território agrícola, agravados pela falta de autorização para reabertura das atividades de controlo, algo que ficou por resolver durante meses causando frustrações no meio rural.

Risco de incêndios e alertas de segurança – Embora não exclusivamente local, o distrito de Bragança foi afetado pelo alerta de risco máximo de incêndios no verão, como parte de um quadro nacional que exigiu atenção dos serviços de proteção civil e da população, reforçando a necessidade de estratégias de prevenção no interior do país.

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5. Participação cívica e lutas locais

Além das eleições, Bragança viveu momentos de mobilização social, incluindo greves e movimentos de trabalhadores (como os motoristas dos transportes municipais), que expressaram descontentamento com condições laborais e pressionaram por valorização das carreiras.

Debates sobre justiça fiscal também envolveram representantes eleitos pelo distrito, com parlamentares locais a afirmarem que decisões sobre a venda de infraestruturas hídricas representaram injustiças sociais para a região, um tema de discussão política que ecoou nos órgãos de soberania.

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Um ano de transição e afirmação

O ano de 2025 foi, para o concelho de Bragança, um período de transição marcante. Houve mudança política significativa, com novas lideranças a assumirem responsabilidades municipais. Culturalmente, a cidade consolidou-se como palco de eventos de grande impacto, desde tradições seculares às artes com alcance internacional, reforçando o seu papel como centro vibrante no interior de Portugal.

Ao mesmo tempo, os desafios, quer ambientais quer sociais, destacaram questões essenciais sobre desenvolvimento sustentável, dinâmica rural e participação cívica, temas que prometem continuar a moldar a agenda local nos próximos anos.

HM

Santo Antonho - CICUIRO

NOSTALGIA DO 1º DIA DO ANO

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


 Hoje o ano nasceu como uma página em branco.  E eu fico aqui, com as mãos manchadas de ontem, a ler as margens da minha própria vida, onde escrevi pouco e apaguei demais.

Carrego uma nostalgia que não é saudade do que vivi, mas pena pelo que não cheguei a viver. Pelas palavras que ficaram presas na garganta, pelos caminhos que apenas vi de longe.

Havia versões de mim que deveriam ter sido mais corajosas, mais inteiras, mais honestas.  

A minha vida tem gavetas fechadas, onde escondo sonhos, promessas e ousadias. Dentro delas, tudo envelheceu à espera.   Fui especialista em sobrevivência e aprendiz de felicidade. Escolhi a segurança como quem escolhe uma cela confortável, e chamei-lhe prudência para não lhe chamar medo.

Hoje, este primeiro dia do ano olha-me fixamente, sem acusações.  Lembra-me que o passado não dói apenas pelo que foi, mas sobretudo pelo que poderia ter sido. Cada silêncio, é um buraco no tempo e eu caminho por dentro desses buracos como quem atravessa uma casa em ruínas. 

Mesmo assim, ainda respiro. Ainda há chão à frente. O ano começa, e eu começo com ele, um pouco desiludida, mas desperta porque a nostalgia também é prova de que estou viva.


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

🎶 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐧𝐨 𝐍𝐨𝐯𝐨 | 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨 🎶

 O Coimbra Gospel Choir apresenta-se na Sé Catedral de Miranda do Douro no dia 3 de janeiro de 2026, às 21h00, para um Concerto de Ano Novo cheio de emoção e energia gospel.
Com um percurso iniciado em 2012 e centenas de concertos realizados em todo o país, o coro, integrado na Amazing Arts – Companhia de Artes de Coimbra, destaca-se por um repertório variado, com espirituais negros e temas gospel contemporâneos de vários pontos do mundo.

A Moura Encantada - Parte 6 – O Canto Eterno da Moura


 Os anos passaram, e a aldeia de Outeiro continuou a viver sob a sombra das suas histórias antigas. Castramouro permanecia isolado, guardando o segredo da fraga e do tear dourado. Mas, para aqueles que tinham ouvidos atentos e coragem no coração, a princesa Moura nunca deixara verdadeiramente o mundo dos vivos.

Numa noite de lua cheia, quando o céu parecia feito de prata líquida, um grupo de aldeões subiu à fraga para ouvir o sussurro do tear. Entre eles estava Margarida, agora mais velha, que carregava a memória das visitas passadas e o respeito profundo pelo legado da Moura. À medida que se aproximavam, o som suave da tecelagem tornou-se claro, quase hipnótico.

A princesa apareceu, radiante, mais viva e etérea do que nunca. Cada fio de ouro no tear refletia histórias de amor, coragem e perda, iluminando o espaço com uma luz que parecia tocar a alma de todos que a viam. Mas naquela noite, algo diferente aconteceu. O tear começou a tecer sozinho, como se reconhecesse a presença daqueles que compreendiam a sua história.

- Esta é a última noite em que mostro meu rosto - disse a Moura, com voz que se misturava ao som da água e do vento. – O meu legado permanecerá no tear, em cada fio, em cada memória, mas já não precisarei de voltar a aparecer. O respeito, a coragem e a lembrança daqueles que vieram até aqui são suficientes para manter a história viva.

Os aldeões observaram, emocionados, enquanto a figura da princesa se dissolvia lentamente na névoa, deixando apenas o som do tear a pulsar como um coração eterno. Margarida sentiu uma lágrima escorrer, mas sorriu, compreendendo que a Moura não tinha desaparecido, permanecia viva na memória de Outeiro, nas histórias que o vento contava e no som dourado do tear.

Dizem que, desde naquela noite, Castramouro tornou-se um lugar sagrado. Ninguém ousa tocar os novelos, mas todos podem ouvir, se tiverem coragem, o canto eterno da Moura. Cada fio de ouro conta uma história, cada ponto carrega um destino, e cada som do tear é uma lembrança de que o passado e o presente estão entrelaçados, como as mãos de uma princesa que teceu não apenas ouro, mas a própria alma de Outeiro.

E assim, a lenda terminou, não com um fim, mas com um eterno continuar, o som do tear que nunca cessa, a água que corre incessante, e a Moura que, mesmo ausente, permanece no coração de todos os que acreditam no impossível. Quem se aproxima da fraga à meia-noite, ouve não apenas o som de fios a cruzarem-se, mas o eco de coragem, amor e eternidade, lembrando que algumas histórias nunca terminam, apenas se transformam, como a luz dourada refletida na água da fraga, para sempre.

FIM

N.B.: Este conto teve como base a Lenda de Outeiro "A Moura  Encantada" e a colaboração, na construção do "esqueleto", da IA. A narrativa e os personagens fazem parte do mundo da ficção. Qualquer semelhança com acontecimentos ou pessoas reais, não passa de mera coincidência.

HM - com IA e IN

𝐗𝐗𝐈𝐈 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐧𝐭𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐢𝐬

 O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe no próximo domingo, dia 𝟎𝟒 𝐝𝐞 𝐣𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚𝐬 𝟏𝟓𝐡𝟎𝟎, o 𝐗𝐗𝐈𝐈 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐧𝐭𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐢𝐬.

Este encontro reúne 𝐚𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐞 𝐟𝐫𝐞𝐠𝐮𝐞𝐬𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨 num ambiente de união, partilha e alegria, mantendo viva a memória coletiva das nossas tradições e da nossa cultura.

Pão e pastelaria com “ligeiro aumento” de preço para 2026

 O pão e os produtos de pastelaria deverão sofrer um “ligeiro aumento” de preço no próximo ano, impactados pelas revisões laborais e pelo agravamento do gasto com os ovos, frutos secos e cartão, adiantou a Associação do Comércio da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP).


“Para 2026, as perspectivas da ACIP são cautelosamente otimistas. A estabilidade nos mercados internacionais da farinha, energia e logística cria condições favoráveis para um ano sem grandes oscilações”, apontou a presidente da direção da associação, Deborah Barbosa.

Contudo, a ACIP antecipa “um ligeiro aumento” do preço do pão e da pastelaria, à boleia dos impactos de revisões laborais e das subidas dos preços dos ovos, frutos secos e do cartão.

A isto poderá ainda acrescer o impacto da possível retirada do apoio do Estado aos combustíveis, avisou.

Segundo dados da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, a 1 de janeiro de 2025 meia dúzia de ovos custava 1,61 euros, mas em 19 de novembro do mesmo ano a mesma caixa já estava a 2,12 euros, verificando-se assim um agravamento de 31,68%.

O preço dos ovos mantém-se estável desde 22 de outubro, quando atingiu o pico de 2,12 euros. Por sua vez, o valor mais baixo foi o atingido no início do ano (1,61 euros) e manteve-se até ao dia 29 do mesmo mês.

Segundo a ACIP, o setor deverá focar-se na “consolidação, eficiência produtiva e reforço da diferenciação”, fatores que para a ACIP são essenciais para atingir margens sustentáveis e responder às expectativas dos clientes.

Deborah Barbosa disse ainda que os dados preliminares do corrente ano mostram um alinhamento dos preços da pastelaria e padaria com a inflação, após anos de forte volatilidade nos custos e de baixa no consumo.

“O setor apresenta uma evolução moderada, com crescimento contido mas positivo, sustentado pela normalização dos preços das matérias-primas e por um comportamento do consumidor mais previsível. Embora ainda existam muitas pressões ao nível da mão-de-obra e dos serviços essenciais, 2025 evidencia um ambiente de maior equilíbrio operacional”, afirmou.

GOVERNO LANÇA APOIO DE 15 MILHÕES DE EUROS PARA REFORÇAR EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO SETOR AGRÍCOLA

 O Governo anunciou a criação de um apoio financeiro no valor de 15 milhões de euros destinado a promover a eficiência energética e a utilização de energias renováveis no setor agrícola, numa medida que visa acelerar a modernização, a sustentabilidade e a competitividade da agricultura portuguesa.


O programa prevê financiamento a fundo perdido, que pode atingir até 100% do investimento elegível, e dirige-se a produtores agrícolas e agropecuários, cooperativas, organizações de produtores e associações de regantes. Entre as despesas apoiadas estão a aquisição de equipamentos e infraestruturas de eficiência energética, bem como soluções para a produção e armazenamento de energia a partir de fontes renováveis.

A iniciativa é financiada pelo Fundo Ambiental e operacionalizada pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP). De acordo com o Governo, o apoio permitirá reduzir significativamente os custos energéticos das explorações agrícolas, contribuir para a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e apoiar o cumprimento das metas nacionais em matéria de clima e energia.

Com este investimento, o Executivo pretende reforçar a resiliência do setor agrícola face aos desafios económicos e ambientais, promovendo práticas mais eficientes e alinhadas com a transição energética e com os objetivos de neutralidade carbónica do país.

A Redação,
Foto: DR

Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros acolhe exposição de mini-presépios da Universidade Sénior

 Está a decorrer no Centro Cultural de Macedo Cavaleiros uma exposição de mini-presépios realizada pelos alunos da Universidade Sénior de Macedo Cavaleiros. A exposição é conhecida por “Mãos Experientes, Presépios Resilientes”. 


A iniciativa resulta do trabalho desenvolvido nas aulas de expressão plástica e reúne vários presépios feitos com materiais simples e reutilizados.

Embora o projeto já se tenha realizado em anos anteriores, este ano distingue-se pelo formato de mini-presépios e, ainda, pela reutilização de diversos materiais.

Sobre a atividade e a forma como os alunos reagiram à proposta, a professora Eduarda Guimarães explica que o envolvimento foi imediato e marcado pelo entusiasmo:

Segundo a docente, o número de presépios acabou por ultrapassar as expectativas iniciais:

A exposição destaca-se ainda pela variedade de materiais utilizados na construção dos presépios:

A Universidade Sénior de Macedo Cavaleiros conta atualmente com cerca de 80 alunos inscritos. Este ano registou também o regresso de alunos que tinham interrompido a frequência durante a pandemia, bem como a entrada de cerca de 20 novos alunos logo no primeiro período.

Entre os trabalhos expostos está o presépio de Rita da Silva, que descreve o processo de elaboração:

Também Joaquim Silva participou na exposição, recorrendo maioritariamente a materiais reciclados:

A exposição de mini-presépios pode ser visitada no Centro Cultural de Macedo Cavaleiros. A exposição de mini-presépios pode ser visitada no Centro Cultural de Macedo Cavaleiros até ao dia 7 de janeiro.

Cátia Barreira

Saída do excesso de endividamento abre caminho a novos investimentos em Alfândega da Fé

 Depois de vários anos condicionada pelo excesso de endividamento, a Câmara Municipal de Alfândega da Fé prepara-se para virar a página


Em 2026, depois de se aprovar a conta de gerência do município e fechar-se o exercício de 2025, a câmara de Alfândega da Fé vai formalmente pedir a saída do excesso de endividamento ao Fundo de Apoio Municipal. O autarca admite que a saída do excesso de endividamento vai permitir percorrer um novo caminho, com maior robustez financeira. “Para o ano, depois de aprovarmos a conta de gerência do município e consolidarmos, fecharmos de facto o exercício de 2025, podemos formalmente pedir a saída do excesso de endividamento às entidades da tutela, ao Fundo de Apoio Municipal, e, obviamente, também ao nosso Governo. E é isso que vamos fazer a partir de abril ou maio, podermos instar um novo caminho, um caminho com maior robustez financeira, porque as nossas receitas, felizmente, têm vindo a aumentar, um caminho de maior autonomia, podemos escolher novas medidas e podemos também cumprir um dos principais compromissos que assumimos com os alfandeguenses, que é continuar a reduzir os impostos municipais”, aponta Eduardo Tavares.

Em entrevista à Rádio Brigantia e ao Jornal Nordeste, o autarca esclareceu que um dos grandes projetos para este mandato é criar uma escola profissional no concelho. “É algo que queremos trabalhar. Aliás, foi até anunciado numa reunião que tivemos com os diretores do Centro de Emprego do distrito de Bragança. Mais do que a agricultura, queremos trabalhar áreas funcionais. Temos falta de mão-de-obra em muitas áreas. Carpinteiros, eletricistas, pedreiros, calceteiros, canalizadores… e temos que perceber o que é a oferta que já temos na região, que ela pode ajudar-nos a criar para atrair também jovens para o nosso território e poder formá-los”.

Neste mandato, o presidente quer ainda construir um pavilhão multiusos. “O nosso grande projeto âncora no PROVERE - Programas Regionais de Valorização Económica dos Recursos Endógenos da nossa região vai ser a criação de um pavilhão multiusos no nosso espaço de feiras, no nosso recinto da feira, onde queremos criar um grande pavilhão para a dinamização da economia da nossa região, do nosso concelho, e há um espaço para os nossos empresários onde podemos, efetivamente, vir a ter um programa anual de atividades económicas. É um processo que tem que avançar nos próximos dois anos”.

O regadio também esteve em destaque nesta entrevista. Eduardo Tavares admitiu que, se um dia a União Europeia vier a alterar os seus pressupostos, a captação de água para rega do Baixo Sabor pode ser uma possibilidade. Ainda assim, destacou que não se pode “pregar no deserto”, sabendo que isso, depois, não é financiado.

A entrevista a Eduardo Tavares pode ser ouvida, na íntegra, hoje, depois do noticiário das 17 horas, ou lida na edição desta semana do Jornal Nordeste.

Escrita por rádio Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Revista do ano: Um território em mudança

 O ano que hoje se fecha ficará registado, no Nordeste Transmontano, como um tempo de acertos de contas com o passado e de interrogações sobre o futuro


Foi um ano em que a justiça, a política, a economia e a identidade cultural se cruzaram de forma intensa, revelando tensões antigas e abrindo novas possibilidades.

O dossier das barragens do Douro voltou a dominar a agenda nacional e regional. A venda das seis barragens realizada pela EDP por 2,2 mil milhões de euros a um consórcio francês liderado pela Engie, foi considerada legal do ponto de vista criminal, mas não fiscal. O Ministério Público arquivou suspeitas de fraude, mas determinou que a Autoridade Tributária avance para a cobrança de mais de 335 milhões de euros em impostos que considera em falta. Em causa estão valores elevados de IRC, Imposto do Selo e IMT. Um dia histórico, considerou, em novembro, a presidente da câmara de Miranda.“O Ministério Público decidiu e em nosso ver e decidiu bem, no sentido de dizer que não houve crime da parte da EDP neste negócio das barragens e o Ministério Público deu ordem à AT para liquidar este valor dos impostos e agora aguardamos que esse trabalho seja feito por parte da AT e que cada município receba aquela parte que lhe cabe”, disse Helena Barril.

Em 2025, as eleições autárquicas trouxeram mudanças relevantes no distrito de Bragança. Em Bragança, Isabel Ferreira pôs fim a quase três décadas de governação social-democrata, tornando-se a primeira mulher a liderar a câmara municipal. A vitória foi atribuída a uma candidatura aberta à sociedade civil e com forte renovação de protagonistas. “Foi um trabalho muito grande de renovação de pessoas, de trazer de fora do quadrante político, estritamente partidária, muita gente. Por isso que era a equipa da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal, das juntas de freguesia, tem muita gente independente. Para muitos é até a primeira experiência política e, portanto, acho que foi uma candidatura que abriu à sociedade civil. Depois foi uma candidatura que ouviu muito o terreno”, apontou a atual autarca de Bragança.

Já em Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, candidato da Aliança Democrática, em Macedo de Cavaleiros, conseguiu destronar Benjamim Rodrigues, do PS, que estava há oito anos no poder. Neste concelho, o presidente da câmara e o presidente da Junta de Freguesia de Macedo mediram forças e Sérgio Borges acabou por levar a melhor. “É gratificante, obviamente que sei que a grandeza de uma junta de freguesia não se equipara à de um município, mas tive sempre equipas e foi sempre um altar que se colocou sempre próximo do povo e escutou o povo”, referiu o agora presidente do município de Macedo de Cavaleiros.

O ano ficou também marcado pela elevação de Mogadouro a cidade. A decisão, aprovada por unanimidade na Assembleia da República, teve um forte valor simbólico. Embora não altere a organização administrativa, a nova categoria reforça a visibilidade do concelho e a sua capacidade de atrair investimento e financiamento. “Foi com muito agrado que por unanimidade o Parlamento reconheceu Mogadouro como cidade. Vai trazer a Mogadouro naturalmente mais obrigações, mas ao mesmo tempo mais competitividade, mas também uma visibilidade maior. Acho que foi um passo grande para Mogadouro, um passo histórico”, frisou o presidente da câmara, António Pimentel.

Outro tema marcante foi o fim da concessão das minas de ferro de Torre de Moncorvo à Aethel Mining. O Governo decidiu retirar a concessão por incumprimento de obrigações legais e contratuais, depois de o projeto definitivo de exploração ter sido chumbado pela Agência Portuguesa do Ambiente.

Um dos momentos politicamente mais sensíveis do ano foi a demissão de Hernâni Dias do cargo de secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, a primeira baixa do XXIV Governo Constitucional PSD/CDS-PP. A saída ocorreu após notícias que levantaram suspeitas sobre possíveis conflitos de interesses, nomeadamente a criação de empresas que poderiam beneficiar da nova lei dos solos, tutelada pelo ministério onde exercia funções.

A situação agravou-se com informações de que estaria a ser investigado pela Procuradoria Europeia por alegadas contrapartidas recebidas quando foi autarca de Bragança. Embora Hernâni Dias tenha sempre negado qualquer ilegalidade, afirmando estar de “consciência absolutamente tranquila”, a pressão política aumentou, com partidos da oposição a exigirem a sua demissão e audição parlamentar.

No desporto, o Sport Clube de Mirandela foi protagonista ao conquistar o campeonato distrital de Bragança de forma invicta, garantindo o regresso ao Campeonato de Portugal. Uma época de afirmação que reforçou o papel do clube como referência regional.

A cultura também ganhou destaque em 2025 com a inscrição das Danças Rituais dos Pauliteiros de Miranda do Douro no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Um reconhecimento oficial de uma tradição ancestral que continua viva nas festas e na identidade das comunidades mirandesas.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Um Bragançano na primeira Regência Trina do… Brasil

Por: Rui Rendeiro Sousa
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Inúmeras vezes, aquilo que por aqui vou partilhando, surge da aleatoriedade de alguns comentários que, amavelmente, são deixados. O que corresponderá ao caso de hoje. Tudo porque numa publicação que aqui fiz, um dos seguidores desta magnífica página se lamentava que, à sua descendente, lhe era ensinada História do Brasil. Considerando que, até determinada época, a História do país do lado de lá do Atlântico se confunde com a do deste lado, nem julgo isso lamentável. Aliás, a «Revolução Liberal» a que ontem fazia menção, muito se deve à partida da família real para o Brasil, onde assentou arraiais, aquando das célebres «Invasões Francesas» do início do século XIX. O que é lamentável é que nas nossas escolas não sejam ministrados ensinamentos acerca da nossa soberba História Regional e Local… Não sei se por desconhecimento, ou se por desinteresse… Adiante…

Na resposta que deixei a esse pertinente comentário, continha esta nota: «E um dos primeiros regentes do Brasil até era bragançano»… E pensei para os meus botões: «Nem é tarde, nem é cedo, porque a dita figura até nasceu em Dezembro, e cumpriram-se, há poucos dias, quase 250 anos sobre a data do seu nascimento. E não haverá muitos, com bastante probabilidade, que a conheçam»… Por isso aqui a trago… 

Muitos saberão que o nosso D. Pedro IV foi, igualmente, o primeiro Imperador do Brasil, como D. Pedro I. Há quase 195 anos, abdicaria em favor do seu filho, o futuro D. Pedro II do Brasil. Todavia, este, nessa época, tinha pouco mais de 5 anos de idade, não podendo, até à sua maioridade, reinar. Até lá, conforme estava consagrado na lei, foi necessária a constituição de uma Regência, que ficaria conhecida como «Regência Trina», por ser constituída por três elementos. E, na primeira Regência Trina, a qual, dada a urgência da sua constituição, ficaria conhecida como «Provisória», um dos seus membros e, como tal, um dos primeiros «Regentes do Brasil», era… Bragançano!!!

Ficaria conhecido para a História como Senador Vergueiro, uma destacadíssima figura que se formaria, em Direito, na Universidade de Coimbra, tendo emigrado para o Brasil, no início do século XIX. País onde ocuparia cargos de relevância, antes e após a sua participação na «Regência Trina Provisória». Não é este o espaço apropriado para traçar a longa biografia deste ilustríssimo Bragançano. De tal forma ilustre que, de São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por outras cidades, tem diversas artérias a ostentar o seu nome. Nome completo esse, para os interessados, Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. Nasceu na pacata, mas fantástica, aldeia de Vale da Porca, quando a mesma ainda pertencia ao concelho de Bragança, no último quartel do século XVIII.

Por curiosidade, há, inclusive, um município, no estado do Rio Grande do Sul, chamado «Nicolau Vergueiro». Todavia, é em honra do bisneto homónimo do nosso Bragançano, também ele uma figura de destaque na política brasileira, especialmente como Deputado Federal. E porque mencionei o Rio Grande do Sul… Lembrei-me da sua capital, Porto Alegre. Onde existe uma avenida a ostentar o nome de outro grande Bragançano: a Avenida Sepúlveda! Artéria essa que honra Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda, o Bragançano retratado no magnífico painel de azulejos que ostenta a soberba Igreja de São Vicente. Bragançano este que, entre outros cargos de relevância, foi Governador da Capitania do Rio Grande de São Pedro, posteriormente Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. Consta-se, inclusive, embora erradamente, que terá sido o fundador de Porto Alegre. 

Como tal, por entre muitas outras personalidades Bragançanas ligadas à História do Brasil, hoje aqui relevo a do Senador Vergueiro e a do General Sepúlveda. Dois grandes Bragançanos, tal como muitos outros grandes, remetidos às «gavetas do olvido». Como se não soubéssemos vangloriar o tanto que temos e somos… Diz isto um primo afastado do Senador, que Vergueiro também é… Orgulhosamente… 

(Foto 1: «Rua Senador Vergueiro – Rio de Janeiro» - Rio – Casas & Prédios Antigos) 

(Foto 2 – «Av. Sepúlveda – Porto Alegre» - Paulo V. Fernandes)


Rui Rendeiro Sousa
– Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer. 
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas. 
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana. 
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros. 
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.