O distrito de Bragança perdeu numa década, entre 2001 e 2011, 30 por cento dos jovens e 17 por cento da população, sendo hoje apontado, num seminário sobre o futuro do interior como uma dos casos preocupantes.
Os números foram avançados por Carlos Laranjo Medeiros, professor da universidade católica e investigador, num seminário organizado pelo jornal diocesano Mensageiro de Bragança no âmbito das comemorações dos 75 anos daquele periódico, o mais antigo da região.
O investigador indicou que em 2013 o número de população residente era de 131 mil pessoas, inferior aos cerca de 140 mil usualmente invocando pelas entidades locais e vincou que o distrito "está em perda acelerada de população", perspetivando para dentro de 15 anos, em 2030, mais uma redução de "10 por cento da população".
O investigador ressalvou que "todo o país está a envelhecer, a ficar com menos habitantes, com menos pujança", mas o problema "é mais preocupante nas regiões do interior e concretamente no distrito de Bragança com todos os 12 concelhos a perderem população permanentemente.
Os residentes nesta região representam 1,3 por cento da população portuguesa dispersos por um território com poucos habitantes por quilómetro quadrado, que corresponde a 7,2 por cento do território do país.
De acordo com o orador, a taxa média de crescimento neste distrito tem sido negativa, sendo que "mais grave é o envelhecimento" da população.
A idade média passou de 45 anos, em 201, para 49 anos em 2011, década em que a região perdeu 30 por cento dos jovens, seis por cento dos adultos e aumentou em 10 por cento o número de idosos.
Nas últimas duas décadas a região perdeu 17 por cento da população, segundo ainda o orador que lembrou que "durante muitos séculos Bragança era uma terra de mão-de-obra abundante e agora de escassez de população ativa".
A evolução demográfica é também revelada em outros indicadores como a diferença entre o número de óbitos e nascimentos que quase duplicou de 1996 para 2013, passando de um saldo negativo de 717 para 1240.
Melhores são os indicadores económicos, segundo ainda o investigador, já que o distrito tem "uma balança de pagamentos positiva", na medida em que exporta mais do que importa.
É em Bragança também que se concentra três por cento da castanha do mundo.
Agência Lusa
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