O governo não recua na recondução dos planos de ordenamento das áreas protegidas. Os parques naturais do Douro Internacional e de Montesinho vão mesmo ter os planos especiais reconduzidos, garantiu a secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Célia Ramos, isto apesar da contestação.
“Este plano vai mesmo ser reconduzido, iniciámos este trabalho para os 14 parques do país, porque decorre da lei de bases do ordenamento do território e também consideramos necessário dotar as áreas protegidas de planos formatados para que possam depois de uma forma mais simples ser transpostos para os planos directores municipais”, referiu a governante.
No entanto, Célia Ramos garante que as populações e entidades locais vão ser ouvidas no processo que deve ser aprovado até ao final deste ano. “É muito importe sublinhar que não estamos a fazer este trabalho contra as populações, queremos fazê-lo com as populações, de tal modo que com o despacho que fiz para iniciar o trabalho está lá clarinho que deve ser envolvido o conselho estratégico de cada área protegida, no qual têm assento as associações de produtores e de agricultores, de produtores florestais e todos os agentes que possam melhorar os conteúdos destes planos, queremos ouvir as pessoas”, assegurou.
A secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza admite que os planos de ordenamento, apesar de reconduzidos na generalidade, vão ser adaptado.
De acordo com Célia Ramos, o governo está empenhado em manter um diálogo e um trabalho articulado, tendo mesmo a intenção de alargar um projecto-piloto de co-gestão desenvolvido no Tejo Internacional, que implica juntar ao Instituto de Conservação da Natureza e Floresta os municípios, universidades ou politécnicos, organizações de produtores, associações de baldios e outros como organizações não governamentais, para que cada uma das instituição possa “dar o melhor que têm para cada uma das áreas protegidas”.
Os planos especiais das áreas protegidas estão neste momento a ser elaborados, tendo uma comissão de acompanhamento.
Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro
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ResponderEliminarA designação dos documentos finais será "programas especiais" e não "planos especiais", conforme refere a autora da peça (ver o despacho n.º 4429/2017, de 27 de abril, Diário da República, 2.ª série - N.º 99 - 23 de maio). De referir que a recondução dos planos de ordenamento surge por imposição legal da política pública de solos, de ordenamento do território e de urbanismo (Decreto-Lei 80/2015), na qual foi ouvida a Associação Nacional de Municípios, e não o ICNF.
Esta recondução retira o estatuto de Instrumento de Gestão Territorial ao documento de ordenamento do Parque Natural de montesinho, que passa a estar hierarquicamente abaixo dos Planos Diretores Municipais de Bragança e de Vinhais. É difícil entender do ruído que vem sendo gerado em torno deste assunto, visto que a recondução em causa surge, de facto, para dar maior autonomia ao poder local.