(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Nos olhos nasce um rio e navegamos juntos até à curva do horizonte... onde habita a madrugada!... e os dedos são tão somente a música que se ouve... no final do silêncio onde um violino afaga o entardecer... no limite da silhueta... deusa antiquíssima...
...e há um bispo... e Roma antiga e um imperador que proibiu o amor... no fio da espada... onde se cala a dor... e o império alastra...
...e o bispo Valentim falou de amor e o imperador falou de dor!
...e morreu... à beira do poema... da carta... da paixão...do sangue vermelho vivo ... sol nascente !
...e uma cega abriu os olhos... no poema... na carta que tardava... do seu Valentim... e da invenção do amor!
A São Valentim ... me encomendo...responso antigo… novena gregoriana...pelo milagre do amor… do renascer da primavera... do coração da flor... imaterial... para sempre... na leveza do olhar!
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.


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