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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 21 de julho de 2026

CEIFA E MALHA DE MORAIS MANTÊM VIVA A MEMÓRIA DAS TRADIÇÕES AGRÍCOLAS EM MACEDO DE CAVALEIROS

 Recriação etnográfica reuniu comunidade e visitantes numa homenagem ao trabalho, à identidade rural e ao património cultural de Macedo de Cavaleiros, durante este fim de semana.


A freguesia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, voltou a recuar no tempo com a realização de mais uma edição da Ceifa e Malha de Morais, iniciativa promovida pela Junta de Freguesia que reuniu dezenas de moradores e visitantes numa celebração das tradições agrícolas que marcaram gerações de transmontanos.

Ao longo de um dia repleto de simbolismo, foram recriadas as antigas tarefas da ceifa e da malha dos cereais, proporcionando uma autêntica viagem à ruralidade de outros tempos. O som das foices, os cantares tradicionais, o transporte do cereal para a eira e os gestos transmitidos de geração em geração deram vida a uma das mais genuínas manifestações do património etnográfico das Terras de Cavaleiros.

A iniciativa permitiu recordar o esforço e a dedicação de homens e mulheres que, durante décadas, fizeram da agricultura o sustento das famílias e um dos pilares da economia local, preservando saberes e costumes que continuam profundamente enraizados na identidade da freguesia.

O programa foi enriquecido com momentos de animação cultural protagonizados pelas Ceifeiras de Morais, pelo Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros e pelo Grupo Enxu Fole, que contribuíram para recriar o ambiente festivo associado às antigas jornadas agrícolas.

Um dos momentos mais aguardados voltou a ser a tradicional malha, símbolo do trabalho comunitário e da entreajuda que caracterizavam a vida nas aldeias transmontanas, seguida de um animado baile popular que prolongou o convívio pela noite dentro.

Mais do que uma recriação etnográfica, a Ceifa e Malha de Morais afirma-se como uma homenagem à resiliência, ao espírito de sacrifício e à cultura de um povo que encontrou na terra a sua forma de viver. Ao preservar estas tradições, a freguesia mantém viva a memória coletiva, promovendo a ligação entre gerações e contribuindo para a valorização da identidade rural transmontana.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

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