Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 18 de julho de 2026

Energias renováveis: Rewilding Portugal e Quercus contestam novo programa de zonas de aceleração

 A consulta pública do Programa Setorial das Zonas de Aceleração para a Implantação de Energias Renováveis, que terminou esta semana, recebeu mais de 8300 pareceres.

Wind farms seen from Miradouro da Serra do Picoto

A Rewilding Portugal critica a forma como o novo Programa Setorial das Zonas de Aceleração para a Implantação de Energias Renováveis (PSZAER) está desenhado e afirma que “uma transição justa não se pode fazer à custa da natureza que ainda estamos a tentar recuperar”.

O novo plano, cuja proposta esteve em consulta pública até 15 de julho, define onde se podem instalar novos parques solares e eólicos de forma acelerada, lembra esta organização ambiental, que acrescenta que a Agência Portuguesa do Ambiente já indicou que não será realizada uma avaliação de impacte ambiental caso a caso, nessas zonas.

“A proposta atual não impede a concentração excessiva de projetos numa mesma região, não avalia os efeitos cumulativos de várias centrais e das linhas de muito alta tensão associadas, e não protege de forma vinculativa os corredores por onde se movem espécies como o lobo-ibérico e o lince-ibérico, cuja recuperação estamos a trabalhar há anos com fundos europeus”, diz ainda a Rewilding Portugal, que coordena um projeto de rewilding no Vale do Coa e tem estado envolvida em vários projetos LIFE dedicados à conservação do lince-ibérico e do lobo.

A ONG portuguesa pede várias alterações, incluindo “limites reais à concentração de projetos numa mesma zona”, “proteção vinculativa dos corredores de conectividade ecológica para grandes carnívoros e restante fauna impactada por este tipo de projetos (aves de rapina, aves estepárias e morcegos)”, “a manutenção da proteção de zonas húmidas, Geoparques UNESCO e de outras áreas classificadas”, e também “participação pública real nas fases seguintes” deste processo, e não apenas nesta consulta.

Parque solar na zona de Alcoutim, no Algarve. Foto: PDS.2016/Wiki Commons

Também a Quercus emitiu um parecer desfavorável ao projeto em cima da mesa, desde logo devido ao “desfasamento entre o potencial teórico mapeado e a capacidade real de escoamento da rede elétrica”, afirma a ONG em comunicado.

A Quercus sublinha que este programa “propõe uma delimitação que ocupa cerca de 7% do território de Portugal continental, uma área superior à totalidade da mancha urbana nacional (6%, segundo a Carta de Uso e Ocupação do Solo de 2023), quando estimativas científicas apontam que 1% do território bastaria para cumprir as metas nacionais de energia solar”. “Expor áreas sem viabilidade de rede a regimes de licenciamento facilitados não traz qualquer ganho real para a transição energética e gera, isso sim, pressão imobiliária e especulativa artificial sobre o território”, acrescenta.

A “exclusão indevida da Reserva Ecológica Nacional como condicionante”, sem uma justificação técnica para sustentar esse “recuo”, é outro dos pontos do projeto que preocupam a associação.

No total, o PSZAER recebeu 8375 pareceres no Portal Participal, durante o período de consulta pública. Da parte dos autarcas a reação tem sido especialmente negativa, traduzida na rejeição pública do projeto pela Associação Nacional de Municípios e várias autarquias, como por exemplo Porto de Mós, Figueiró dos Vinhos, Vila Nova da Barquinha e Oleiros.

Sem comentários:

Enviar um comentário