Jorge Alejandro Lanção, cidadão espanhol com raízes familiares no concelho mrandelense, comprou casa naquela aldeia da freguesia do Cobro, em abril deste ano, mas há mês e meio que está a passar por um autêntico calvário.
No último mês e meio, já contabiliza mais de 20 dias sem gota de água. "De 26 de junho até 4 de julho, sem água. Nesse intervalo de tempo, tive que adiar a visita da minha família, alegando que não tinha água", conta.
Entretanto, veio a água, mas não tardou em voltar a falhar. "Do dia 15 de julho, até o dia 22, outra vez sem água. Outra vez tive que abortar a visita da minha família. Agora, desde sexta-feira passada não tenho água", revela.
Nesses períodos sem água, Jorge Lanção conta que a solução foi "uma pequena fonte na aldeia, onde vou buscar garrafões. E no quarto do banho tomo banho com uma caneca", diz.
"Estou a pagar à Câmara os meus impostos. Estou a pagar a água e não tenho água. Porque há muitas hortas para regar. Todos regam da rede pública. Há piscinas. E há uma série de coisas, que podia mencionar", lamenta.


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