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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

CNA contesta anúncio do governo de acréscimo de 225 milhões de apoios pagos aos agricultores

 A Confederação Nacional de Agricultura (CNA) emitiu um comunicado através do qual contesta o anúncio feito pelo Ministério da Agricultura sobre os montantes pagos aos agricultores até ao dia 31 de Agosto, com um “acréscimo de 225 milhões de euros (+39%) face a igual período de 2025”.


Segundo a CNA “uma boa parte deste aumento (perto de 40%) deve-se ao acerto dos pagamentos devidos aos agricultores nas medidas de apoio ao investimento do PDR2020. Recorde-se que o Governo não acautelou uma normal transição entre o PDR2020 e o PEPAC, levando a que muitos agricultores ficassem meses à espera de receber o que lhes era devido, já depois de terem concluído os seus projectos. O Governo bem pode apregoar o feito como sucesso e previsibilidade para os agricultores, mas do que se trata, na verdade, é de um atraso nos pagamentos, tendo em conta que este montante deveria ter sido pago em 2025, mas os agricultores só o receberam em 2026”.

Relativamente às medidas extraordinárias para fazer face aos aumentos dos custos dos factores de produção, impulsionados pela guerra contra o Irão, a CNA aponta que o Governo pagou cerca de 30 milhões de euros, sendo a maioria dos pagamentos efectuados no final de Julho. “Importa, contudo, referir que, desde o início da guerra, só em gasóleo, os agricultores portugueses já gastaram a mais cerca de 55 milhões de euros para poderem produzir, o que evidencia de forma clara que os apoios do Governo estão muito longe da resposta necessária para atenuar os custos acrescidos e para defender os pequenos e médios agricultores e a agricultura nacional”, explica a confederação.

Já no que diz respeito aos apoios para fazer face aos prejuízos causados pelas intempéries do início do ano, na ajuda simplificada o Governo ainda não pagou metade do anunciado e nos avisos do PEPAC “ainda não pagou um único euro” lamenta a CNA. “Assistimos, mais uma vez, a um subterfúgio já bastante recorrente do Governo e do Ministério da Agricultura, em que se repetem os anúncios de milhões. Mas apesar da criatividade do Ministério da Agricultura na utilização dos números para passar uma ideia de que está a trabalhar bem para a resiliência do sector, o facto é que milhares de agricultores, principalmente os pequenos e médios, estão a passar por grandes dificuldades este ano e a resposta do Governo está muito aquém do necessário. A realidade do sector e o dia a dia dos agricultores são a prova disso mesmo e a estabilidade financeira é apenas uma miragem”, acrescentam.

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