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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Teatro vai ter obras de 860 mil euros e integrar rede nacional

 O Teatro Municipal de Bragança vai ser alvo de obras de conservação e beneficiação das coberturas e fachadas, num investimento com um preço base de 860 mil euros, acrescido de IVA, suportado por verbas próprias da Câmara de Bragança.


O concurso público já foi lançado e estabelece um prazo de execução de 180 dias. A presidente da Câmara, Isabel Ferreira, espera que os trabalhos possam começar ainda antes do final do ano, desde que apareçam empresas interessadas e as propostas se enquadrem no valor definido.

“É urgente porque temos aqui um edifício central, com um projeto de arquitetura que vale por si próprio, para além daquilo que acontece no interior em termos de programação cultural, e que está com grande degradação na cobertura, nas fachadas e na própria envolvente”, justificou a autarca.

A empreitada contempla trabalhos de impermeabilização e estanquidade, uma intervenção na claraboia e nos elementos envidraçados e a proteção e recuperação de componentes existentes.

Apesar das obras, o Teatro Municipal deverá manter-se em funcionamento. A intervenção será faseada para procurar compatibilizar os trabalhos com a programação regular do equipamento.

Isabel Ferreira admitiu estar preocupada com a possibilidade de o concurso ficar deserto ou de as propostas apresentadas ultrapassarem o preço base, situação que, segundo explicou, se tem repetido em diferentes pontos do país.

A autarca associou as dificuldades sentidas no mercado ao elevado número de obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), à inflação e ao aumento dos preços na construção, esperando que a situação possa agora normalizar.

“Mesmo para uma obra de reabilitação estamos a falar de 860 mil euros. Quando pensamos em obras novas, o preço entra facilmente na escala dos milhões de euros”, observou Isabel Ferreira, reconhecendo que o investimento provoca “alguma pressão orçamental” numa autarquia com a dimensão de Bragança.

A recuperação do Teatro Municipal foi assumida pelo atual executivo como uma das prioridades de intervenção nos equipamentos da Câmara. O investimento será realizado com recursos do orçamento municipal, embora a autarquia procure financiamento europeu para outros projetos.

As obras deverão ainda reforçar as condições do equipamento numa altura em que a Câmara de Bragança pretende apresentar uma nova candidatura à Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

De acordo com Isabel Ferreira, Bragança é atualmente a única capital de distrito que não integra aquela rede. Uma candidatura anterior não foi aprovada, tendo sido apontada, entre outras questões, a inexistência de um regulamento específico para o funcionamento do Teatro Municipal.

A presidente da Câmara adiantou que a publicação do novo código regulamentar permitirá ultrapassar essa lacuna e avançar com uma nova candidatura.

“Temos condições para isso, temos uma programação cultural de mérito e, com a intervenção nas infraestruturas, teremos ainda melhores condições”, sustentou.

A integração na rede permitirá, segundo Isabel Ferreira, estabelecer sinergias com outros teatros do país e garantir que Bragança tenha representação e voz nas matérias discutidas no setor.

António G. Rodrigues

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