A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, explicou que o apoio corresponde à contrapartida nacional de um investimento inicialmente candidatado a financiamento comunitário. Embora a candidatura tivesse sido considerada meritória, o esgotamento da dotação disponível impediu a atribuição da verba prevista.
“Era uma obra que inicialmente teve uma informação de aprovação e o objetivo era garantir a contrapartida nacional. As instituições têm capacidade para ir buscar financiamento e o mínimo que os municípios devem fazer é assegurar essa contrapartida”, afirmou.
Segundo Isabel Ferreira, a Obra Social Padre Miguel decidiu avançar com recursos próprios, apesar de não ter obtido o financiamento esperado, levando a autarquia a manter o apoio inicialmente previsto.
“A candidatura tinha mérito, mas a dotação orçamental esgotou e acabou por não ter financiamento. A instituição avançou com recursos próprios e o município entendeu manter o apoio, porque não só a candidatura tinha mérito, como toda a obra é necessária”, acrescentou.
A nova unidade representa um investimento de aproximadamente três milhões de euros e terá capacidade para acolher cerca de 40 utentes. Destina-se a pessoas com níveis elevados de dependência, designadamente idosos com doença de Alzheimer ou outras patologias que exijam acompanhamento permanente e cuidados especializados.
O presidente da Obra Social Padre Miguel, Manuel Pereira, adiantou que a instituição espera concluir o edifício e colocá-lo em funcionamento até fevereiro ou março de 2027. Durante a visita, foi pedido à secretária de Estado que o Governo assegure os acordos de cooperação necessários à abertura da resposta social e apoie a aquisição do mobiliário e dos equipamentos. “Tivemos a oportunidade de mostrar o edifício para grandes dependentes que estamos a construir e de pedir o apoio necessário para garantir os acordos relativos aos utentes e para equipar aquele espaço”, explicou Manuel Pereira, considerando que a governante se mostrou “bastante sensibilizada” para as necessidades apresentadas.
Isabel Ferreira defendeu, por seu lado, que Bragança necessita de respostas sociais diversificadas, que permitam às pessoas permanecer durante mais tempo nas suas casas.
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