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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

SACRISTIA E SECRETARIA: O futuro do interior bragançano pela fé e pela cooperação


 Será possível travar a degradação patrimonial e apoiar os idosos? No Nordeste Transmontano, a Igreja enfrenta o desafio de, isoladamente, conservar igrejas, capelas ou ermidas. Felizmente, em assinaláveis casos, a cooperação local já é efetiva, mostrando que a união é uma força viva neste território.

Com humildade e caridade, nota-se que, por décadas, os mordomos ajudaram a erguer salões que continuam a mobilar. Faltou apenas colocar as coisas a limpo para se saber o destino desse esforço. Por vezes, dinâmicas de autoafirmação privam a paróquia de investir em formação, na conservação de templos, casas paroquiais e apoio social. Por equívocos na condução deste voluntarismo, espaços deixam de «servir o bem global da comunidade» («Festas», 1991, 23), abrindo caminho a tendências de afastamento individual que urge analisar. Sob o incentivo autárquico, urge harmonizar esta vivência.

O Papa Francisco recorda na encíclica Laudato Si’ (n.º 143) que, «a par do património natural, encontra-se ameaçado um património histórico, artístico e cultural», pedindo o protagonismo local. Sob este apelo, propõe-se um Pacto de Solidariedade Ativa assente em três eixos:

Social: Cooperação para qualificar a assistência à terceira idade e combater a solidão.

Cultural: Parceria para garantir a salvaguarda legal e o rigor dos templos.

Comunitária: Gestão sóbria «como a de um bom pai de família» (c. 1284 § 1 / «Festas», 24), que evite gastos efémeros e perpetue proveitos na conservação do património herdado.

Desta simbiose nasce uma aliança virtuosa, sem confundir sacristia com secretaria. Como advertia Santo Agostinho em “A Cidade de Deus” (Livro IV, cap. 4), «removida a justiça, que são os reinos senão grandes bandos de ladrões?». A justiça realiza-se na gestão reta dos recursos.

Pe. Estevinho Pires

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