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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 3 de dezembro de 2023

A Falta de Pontualidade Lusa

 Por: António Pires 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

São muitos os traços comportamentais que nos definem, enquanto portugueses. O verdadeiro tuga tem o seu quê de chico – esperto, de desenrasca, dá sempre a volta ao texto, na adversidade, amigo do sr. Cunha, propenso à subversão das regras e intrinsecamente dado ao cinzentismo (nunca estamos bem; é sempre “mais ou menos”).  Português que se preze é preconceituoso por natureza: o Ter é mais importante que o Ser. O ”Dr” e o “Eng.º” são os “nomes” que mais nos enchem o ego.
De entre todas as marcas identitárias que nos definem como tal, a que mais me incomoda e desapacencia é a falta de pontualidade; ao ponto de pensar que me sinto deslocado e deveria ter nascido noutro país.
Quando se combina qualquer coisa (seja um jantar, uma reunião ou um simples encontro informal entre amigos), temos sempre ali uns confortáveis 60 minutos de tolerância. Nunca nada é marcado para horas certas: é sempre “entre as 9 e as 10”, ou, quando muito, as “8H30 – 9H00”. 
Poucos são aqueles que assistem a uma missa (um acto solene) desde o início. Há até quem entre na igreja, no momento em que o sacerdote profere a bênção final.  Os alunos chegam ao primeiro tempo lectivo depois do segundo toque - sempre culpa dos progenitores, porque não acautelam os constrangimentos impostos pelo trânsito à hora de ponta. As sessões parlamentares, tanto nacionais como autárquicas, nunca começam quando previsto. Tive responsabilidades educativas, enquanto encarregado de educação e a maior parte dos meus “homólogos” chegavam atrasados às reuniões. Mesmo quando o SNS funcionava bem, os médicos não começavam a consulta à hora a que se obrigavam. Nos nossos jogos de futebol dominical, no relvado do IPB (entre cotas), há meia dúzia de atletas (sempre os mesmos) que aparecem meia hora mais tarde do combinado. 
Mas a fama de “atrasados”/ incumpridores de horários vem de longe e extravasa fronteiras. Em novembro do ano passado, inserido numa excursão de Bragança, fui ver a Lisboa, no Altice Arena, um memorável concerto do famoso André Rieu. Músicos e artista, à hora certa (15H30), começaram o espectáculo. 10 minutos depois do início, ainda entravam na sala centenas de pessoas. Um episódio que mereceu a ironia de Rieu: “ we are in Portugal!”.
Um amigo meu, médico espanhol que trabalha em Bragança, a propósito do assunto, confessou-me há pouco tempo que, na qualidade de estrangeiro, esta faceta do desrespeito pelo horário laboral foi uma das coisas que mais lhe custou a compreender.
Há quem diga que este “defeito” - assim como os demais já apontados - é um fenómeno cultural, que nasceu connosco e se cultivou desde o início da nacionalidade, passando de geração em geração, qual legado patrimonial imaterial cá da gente. No entanto, tenho uma opinião diferente desta teoria, que é a seguinte: a geneticidade deste comportamento só acontece em solo português. Isto porque aos nossos laboriosos e respeitados emigrantes, que trabalham, por exemplo, em França, na Alemanha, na Suíça e na Bélgica, não lhes são permitidos estes “àvontadinhas”. Ou seja, o “cultural” é, como no caso em apreço, uma desculpa de mau pagador. Quem não ouviu falar da pontualidade britânica?
Como as minhas esperanças na mudança dos traços comportamentais da lusa gente são remotas e com laivos de romantismo – refiro-me, naturalmente, aos pouco abonatórios -. Resta-me a consolação de saber que os repórteres da CMTV estão no local do crime, antes do mesmo acontecer.

António Pires


António Pires
, natural de Vale de Frades/S. Joanico, Vimioso. 
Residente em Bragança.
Liceu Nacional de Bragança, FLUP, DRAPN.

BRAGANÇA, precisa de uma PRAÇA DO MERCADO! Não há cidades, dignas desse nome, sem PRAÇA DO MERCADO!

DIRETORA DO LRTM SOB ESCUTA: “NÃO INTERESSA QUE MORRA TODA A GENTE”

 A principal suspeita da operação “Gota d’Água” foi apanhada em centenas de escutas. A TVI teve acesso ao despacho de indiciação onde a diretora do Laboratório Regional de Trás-os-Montes, Toniette da Cruz, chegou a afirmar que se realmente ela estivesse sobre escuta ia para a cadeia, no dia 17 de outubro de 2023.


De acordo com a informação divulgada pela TVI, são centenas as escutas onde os arguidos da operação “Gota d’Água” falam sobre o esquema de adulteração de análises e resultados da água de consumo humano e de piscinas.

Na indiciação à qual a TVI e a CNN tiveram acesso encontravam-se, entre outros, os relatórios das piscinas do Pena Park Hotel que davam conta de que poderia estar em causa graves infeções para as pessoas, à qual Toniette da Cruz respondeu, a 23 de julho de 2023, “Oh, não interessa (…) que morra toda a gente… oh, mas alguém morre?”.

A diretora do laboratório encontra-se em prisão domiciliária depois de ter sido apanhada em conversas telefónicas com os funcionários da infraestrutura e com elementos das empresas municipais e entidades gestoras.

Segundo a Polícia Judiciária (PJ), os arguidos suspeitos foram alvo de escutas telefónicas durante meses pela PJ de Vila Real, sendo desta forma registadas algumas conversas que comprovam as contaminações.

Segundo uma fonte do Canal N, durante estas conversas telefónicas eram discutidos, entre alguns dos arguidos, os resultados de determinadas análises de água que não apresentavam os valores próprios para consumo. Optando então por adulterar os resultados finais.

Recorde-se que a operação incide sobre a atividade fraudulenta do LRTM responsável pela colheita e análise de águas destinadas ao consumo humano, águas residuais, águas balneares, piscinas, ribeiras, furos e poços, entre outros.

Jornalista: Lara Torrado

CATEDRAL DE BRAGANÇA E CONCATEDRAL DE MIRANDA DO DOURO - Diversidade na Beleza!

A Diocese nasce em Miranda do Douro, em 1545, pela bula «Pro Excelenti Apostolicae Sedis» do Papa Paulo III, iniciando-se em 1552 a edificação da Catedral. Em 1770, foi dividida em Miranda e Bragança e, dez anos depois, reunificou-se em Diocese Bragança-Miranda. A Catedral funcionou desde então na Igreja de S. João Batista, na Sé, até à sagração da dedicada a Nossa Senhora Rainha, a 7 de outubro de 2001. Está organizada em 4 Arciprestados, englobando os 12 concelhos do distrito.



Relativamente ao território do concelho de Bragança, o respetivo Arciprestado compreende as Unidades Pastorais da Senhora das Graças, São Bento, Santo Cristo e Santa Maria do Sabor. Anotamos que a freguesia do Parâmio pertence à Unidade Pastoral da Senhora da Encarnação, concelho de Vinhais. Inserindo esta freguesia na listagem, identificamos 216 santuários, igrejas e capelas. A que se acrescenta cerca de 30 capelas particulares institucionais e de morgadios/familiares voltadas para o espaço público.
O concelho de Bragança, dos mais extensos de Portugal, (1.173,6 km² de área), tem 39 freguesias, que inclui Bragança, sede de município e capital de distrito, a vila de Izeda, 104 aldeias e cerca de uma dezena de lugares habitados com templo católico. De Bragança e pertença à Igreja de Cristo, foi este multifacetado «mundo transmontano» que nos propusemos percorrer, conhecer a riqueza histórico-patrimonial de cada povoado, apreciar a beleza religiosa na diversidade das igrejas e interagir com o cativante ambiente sociocultural. O ponto de partida foi o livro «Bragança e o Tempo do Senhor Bairro. A Cidade na História e Histórias de Bairro», lançado em Bragança em 2021, de nossa autoria.
Para esse fim, visitámos as povoações e franqueámos as igrejas, observando, avaliando, fotografando e descrevendo-as. Assumiu-se, então, o desenvolvimento de um coerente trabalho Foto-Literário Ecclesia, conscientes do saber ser e saber estar das gentes da terra, replicado por Miguel Torga: «entre, quem é?». Naturalmente que tal é praticável devido ao bom acolhimento da Diocese, nomeadamente dos Bispos D. José Cordeiro, inicialmente, e D. Nuno Almeida, presentemente, e da cortesia dos sacerdotes das diversas paróquias. Contamos ainda com a entreajuda dos presidentes de junta de freguesia e a confiada simpatia dos fiéis guardiães das chaves do templo. 
A par do trabalho de campo, há um manancial bibliográfico e documental a analisar. No primeiro caso, existe considerável acervo, com chancela camarária, de cariz institucional, trabalhos académicos e de autoria individual, principalmente no que à cidade diz respeito. No segundo, o arquivo Distrital tem sido de visita obrigatória, onde a colaboração da Dr.ª Élia Correia, mediante disponibilização de informação, é utilíssima. Trata-se de um projeto exigente, motivante e de largo espectro, entendendo-se pertinente a pública partilha de conteúdos no semanário diocesano «Mensageiro de Bragança». A proposta de publicação de textos, complementados com imagens, colheu interesse e disponibilidade do seu Diretor, Dr. António Rodrigues, a quem muito agradecemos.
Para o efeito, informamos os leitores que as igrejas divulgadas obedecem a escolhas assentes na sua menor visibilidade e conhecimento ou pouco estudas e menos divulgadas, tendo ainda a preocupação de abranger as freguesias e as unidades pastorais. Quinzenalmente e durante um período estimado de dois anos, os artigos de igrejas do concelho de Bragança apresentarão um enquadramento geográfico, caracterização arquitetónica do exterior, descrição religiosa interior dos bens imóveis e eventuais curiosidades.

Susana Cipriano e Abílio Lousada

Estrompa-Albardas - Dezembro 26, 2014 - Caçarelhos, Vimioso, Bragança

sábado, 2 de dezembro de 2023

ESPROARTE: Concerto de Natal - Sopros

 O tradicional concerto de natal da ESPROARTE acontece a 15 de dezembro, pelas 21h00, no Grande Auditório do Centro Cultural de Mirandela. A entrada é gratuita.

Maria, a Neta de Nicolau

 A Câmara de Mirandela celebra o Natal com todas as crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo de ensino básico público e privado do concelho de Mirandela!

Sinopse:

Durante as férias de Natal, Maria descobre que os seus pais têm de ir trabalhar para longe e ela tem de passar o natal com o seu avô Nicolau, que não vê há vários anos.

Durante as suas férias em casa do avô, Maria descobre que o seu velho avô é na realidade o Pai Natal! Mas uma grande desgraça está prestes a acontecer, Natalina a bruxa que odeia o natal decide raptar o Pai Natal, pondo em risco a noite de natal para milhões de crianças. Mas Maria com a ajuda de Rodolfo e da Corredora consegue descobrir onde está o seu avô.

Será que Maria vai conseguir salvar o Natal?

Classificação Etária: M/3 anos

Duração do espectáculo: 3 sessões de 60min

Entrada gratuita

VI Encontro de Associações Juvenis do Distrito de Bragança

 No próximo dia 09 de dezembro (sábado) irá decorrer na cidade de Mirandela, mais propriamente no Auditório Municipal localizado nas instalações do Centro Cultural de Mirandela, o VI Encontro das Associações Juvenis do Distrito de Bragança sob organização FAJUVISDB - Federação das Associações Juvenis do Distrito de Bragança e com apoio do Município de Mirandela.
A FAJUVISDB espera que este encontro seja um espaço de partilha onde os jovens líderes e membros das associações distritais aprendam, colaborem e se inspirarem mutuamente para melhorar a qualidade das suas atividades e contribuam de forma positiva para a comunidade.

Mercadinho de Natal 2023

 O Mercado Municipal de Mirandela acolhe mais uma Feira de Stocks promovida pela Associação Comercial e Industrial de Mirandela. Neste Natal faça compras no comércio tradicional!
Horário: das 9h00 às 18h00

Clube Agulhas em Movimento - 2023

 Iniciámos ontem um novo ciclo: a disseminação dos trabalhos de transformação da lã.
Planeado para o publico escolar e para a comunidade em geral, este tema foi ontem introduzido no projeto Agulhas em Movimento. Embora desvalorizada, a lã faz parte da memória cultural do nosso povo.

Em Trás-os-Montes ela foi, noutros tempos, matéria de sustento para muitas famílias.

Através de um conjunto de oficinas, queremos propagar gestos antigos como cardar, fiar, tecer, feltrar, recuperando de novo estes saberes. Ao longo do ano, o Serviço Educativo apresentará propostas diversificadas, que irão de encontro a vários públicos.

No projeto Agulhas em Movimento, começámos ontem por fazer a lavagem da lã. Escolhemos uma lã transmontana, a churra mirandesa, com fibras compridas.

Todas as segundas e quintas-feiras, das 15h00 às 17h00, na Biblioteca Municipal de Mirandela.

Exposição 'Menino Jesus, a luz que se acende para ti'

 Segundo o Evangelista São Lucas "Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça na presença de Deus e de todas as pessoas" (Lc 2, 52).


Os artistas, tendo por matéria a madeira, e diante de comunidades onde a maioria da população não sabia ler, souberam transportar esta passagem bíblica, com espírito de ensino, para o palpável e assim criaram lindíssimas imagens do Menino Jesus, seja isolado, seja nos braços da Virgem Maria, ou nos de São José ou de Santo António.

Desejando continuar essa tarefa de evangelização através da arte – proposta gradativa para dizer o indizível –, a Zona Pastoral de S. Bento, pela primeira vez, dentro do seu espaço litúrgico-celebrativo, realiza a exposição intitulada "Menino Jesus, a luz que se acende para ti", com várias imagens do mesmo, bem como algumas de Nossa Senhora com Jesus nos seus braços.

As imagens a expor, oriundas de distintas comunidades cristãs que formam a Zona Pastoral de São Bento, continuam hoje a ser uma das formas mais perfeita, mais próxima e mais autêntica da realidade divina, com um teor de beleza que, parafraseando o saudoso Papa João Paulo II "é a expressão visível do bem".

Horário

Sábados: das 14h30 às 16h30
Domingos: das 09h30 às 12h00

Local

Igreja de São Bento - Mirandela

Entrada gratuita

Concurso de Fotografia - 'Paisagens do Azeite de Trás-os-Montes e Alto Douro'

 O concurso de fotografia "Paisagens do Azeite de Trás-os-Montes e Alto Douro", proposto no âmbito do programa Alma do Azeite, assinala o Dia Mundial da Oliveira, dia 26 de novembro.
É um concurso de fotografia focado nas paisagens olivícolas e pode servir como uma ferramenta multifacetada para educar, sensibilizar, celebrar e promover as riquezas culturais, históricas e naturais da olivicultura.

Os participantes deverão agir de acordo com o manual de normas criado para o efeito, disponível AQUI e submeter as propostas até dia 27 de dezembro para o email: moa@cm-mirandela.pt, através da plataforma WeTransfer.

A VERDADEIRA EDUCAÇÃO

 Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Nunca se falou tanto de educação como nos nossos dias, mas são poucos os que sabem educar.
Em norma confunde-se educar com instruir.
Educa-se em casa, no seio da família. Instrui-se na escola, com o professor.
Pais há que preferem abdicar, deixando a difícil tarefa, à escola, o que é um erro. O professor pode ser ótimo mestre, mas corre-se o risco de inculcar, nas mentes em formação, ideologias e conceitos nefastos e perniciosos.
Em: " L Educantion des Filhes" – Paris Corrêa, Mauriac, aborda e indica o que é a verdadeira educação:
"Para muitos pais, o essencial é, antes de tudo o mais, que os filhos estejam de saúde: é esse o primeiro cuidado: " Estás a transpirar, não bebas ainda... Parece-me que estás quente: vou ver se tens febre..." (...) Primeiro cuidar da saúde da criança; depois da educação: " Põe-te direito: estás a fazer corcunda... Não limpes o prato... Não te sabes servir da faca... Não te espojes no chão dessa maneira.... Põe as mãos em cima da mesa! As mãos, não os cotovelos... Com a idade que tens, ainda não sabes descascar um fruto?..." Sim, é preciso que sejam bem-educados! E o sentido que todos nós damos a esta expressão " bem-educados" mostra até que ponto nós a rebaixamos. O que conta é a impressão que possam causar aos outros, ou seja, a fachada. Desde que, exteriormente, não traiam nada do que o mundo não aceita, achamos que tudo está a correr bem.
" Os únicos educadores dignos desse nome - mas quantos há que o sejam? - são aqueles para quem conta aquilo a que Barrés chamava educação da alma. Para esses, o que importa naquela jovem vida, que lhes é confiada, não é só a fachada que dá para o mundo, mas as disposições interiores, aquilo que, num destino, só Deus e a consciência conhecem
A educação moral da criança, é uma coisa importante"
O que devia interessar ao educador, não é como disse Mouriac, a fachada, as boas maneiras, regras uteis para viver em sociedade, mas  a educação da alma, para que cresça com solida formação moral e venha a ser útil à coletividade, como cidadão.

Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Programa Vila F'Liz Natal 2023 🎅🦌🛷🎄

❄️ Já veio conhecer 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮, 𝗧𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹 𝗲 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝗻𝗵𝗼𝘀?

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Estando na minha varanda - Dezembro 26, 2014 - Caçarelhos, Vimioso, Bragança

Fonte Aldeia: As suecas “Kraja” vão cantar na igreja paroquial

 No Domingo, dia 3 de dezembro, a igreja paroquial de Fonte Aldeia (Miranda do Douro) é o palco do concerto de Outono, interpretado pelo grupo de nacionalidade sueca, “Kraja”, um espetáculo que faz parte do festival “Ciclo de Música sem Tempo”.


À semelhança dos concertos de Outono anteriores, a atuação musical agendada para as 17h00 de Domingo, em Fonte Aldeia, tem o propósito de descentralizar a atividade cultural do município de Miranda do Douro e presentear as populações das várias localidades do concelho com eventos musicais.

Com esta iniciativa, o município de Miranda do Douro e a diocese de Bragança-Miranda estão também a divulgar e promover o património de cada localidade, contribuindo assim para uma maior atratividade turística do concelho.

Em Fonte Aldeia, vai atuar o grupo musical “Kraja”, criado em 2001 e constituído pelas músicas de nacionalidade sueca: Linnea Nilsson, Lisa Lestander, Frida Johansson e Eva Lestander.

No seu repertório, as “Kraja” apresentam temas originais e músicas tradicionais suecas e nórdicas, às quais acrescentaram o seu próprio estilo musical.

O nome sueco “Kraja” significa “encontrei o meu lugar”.

A visita deste grupo a Miranda do Douro insere-se no festival “Ciclo de Música Sem Tempo”, que consiste num evento internacional, dinamizado pela associação Cardo, nos municípios de Miranda do Douro, Santo Tirso e Esposende.

Nesta estadia em Miranda do Douro, as “Kraja” vão realizar ainda uma Oficina de Música, que consiste num encontro com o público e os músicos mirandeses para dar a conhecer os instrumentos musicais tradicionais da Suécia. A oficina está agendada para as 18h30, de sábado, dia 2 de dezembro, na Casa da Música Mirandesa.

Na perspectiva do professor de música, Paulo Meirinhos, o encontro com músicos de outros países, são oportunidades de aprendizagem e de enriquecimento musical, cultural e social.

“Estes encontros com músicos de outros países são como um alargar dos horizontes, pois permitem aprofundar o conhecimento musical. Para um músico é muito importante saber, por exemplo, que a gaita-de-foles também existe noutros países e tem características diferentes da nossa, desde os materiais utilizados na sua construção, as próprias peças e até a sua sonoridade”, explicou.

O festival internacional “Ciclo de Música Sem Tempo” foi criado com o objetivo de preservar, divulgar e promover a música tradicional.

Em Miranda do Douro, este festival conta com o apoio do município, através da Casa da Música Mirandesa.

HA

Dr. Hirondino Paixão Fernandes – O Erudito da salvaguarda da memória escrita do distrito de Bragança

 O documento do mês dá relevo à personalidade ímpar do Dr. Hirondino da Paixão Fernandes, onde se desvela um caráter de grande erudição de grande labor incansável e grande investigador de rigor na senda da pesquisa histórica, no que concerne à tradição dos grandes vultos da nossa referência cultural. É imperioso referir a monumental obra do distrito de Bragança em 10 volumes como tratado absoluto da sua grandiosa obra-prima.


Salientamos a sua rica biografia de múltiplas experiências e vivências, onde a escrita foi o seu subtil amor que encarnou na sua vida, estamos sim, perante um grande vulto que sempre viverá na nossa memória coletiva eterna.

Nasceu em 07.06.1931 no Parâmio, concelho de Bragança. Concluída a instrução primária, ingressa no Liceu Nacional Emídio Garcia (Bragança). Em 1950 conclui o 7.º ano e matricula-se na Faculdade de Letras da UC. Em 1956 conclui a licenciatura, Aproveita esse fim de ano para fazer um curso de língua galega na Univ. Int. de Menendez Pelayo, Santander. Em nov. 56 é nomeado prof. prov. do 8.º grupo, da Esc. Ind, e Comer. de Leiria. Aí, além das atividades docentes, foi incumbido de organizar a Bibl. pelo que foi louvado pela Escola. Em nov. 57 está em Bragança na Esc. Ind. e Comercial e em 1959 aí funda Presença (boletim). Em 1961 é nomeado para o Liceu de Bragança. Em nov. desse ano obtém licenciatura em Filologia Românica na Fac. Letras da UC. Em 1962 inicia funções docentes na Esc. Ind, e Com. Brotero (Coimbra). Em 4.9.1964 toma posse do cargo de Diretor da Esc. Ind. e Com. de Bragança. Em 15.6.1965 é empossado como prof. efetivo da Esc. Tec. de Mirandela. Em 1965 é eleito deputado à IX legislatura da AN. Em 7.6.1966 toma posse do lugar de Prof. Efetivo da Esc. Ind. e Com. de Bragança. Em 1974 é convidado para inspetor- adjunto da Inspeção Provincial de Educação de Moçambique. Não aceita. Em 13.8.1974 cessa funções como Diretor da Esc. Ind. e Com. de Bragança e regressa a Coimbra. Foi louvado pela sua atividade naquele estabelecimento de ensino. Em 1986 é nomeado Diretor do Gabinete de Audiovisuais da Esc. Sec. de Avelar Brotero(Coimbra). É, inegavelmente, o autor Com 92 anos, Transmontano com maior número de obras publicadas, de entre os vivos. A mais representativa, por trabalhosa e importante chama-se: Documentos (textos) Publicados, Série Documentos – Bibliografia do distrito de Bragança (2 tomos), Bragança (1 993), com 544 e 590 págs., respetivamente. No mesmo ano saíram mais 2 volumes: Ministério do Reino (ANTT), 242 págs. e Desembargo do Paço (Repartição do Minho e Trás-os-Montes, maços 1-428), 284 págs. Igualmente de 1993 data: Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal). Em 1989 saíra: Estudantes do distrito de Bragança no Colégio das artes de Coimbra.

Outra bibliografia: – Aniversário a relembrar, 1980. – Aprendemos a dizer. 1970. – Audiovisuais (Os), o ensino da literatura e o Clube de Fotografia e Cinema da Escola Industrial e Comercial de Bragança, 1972. – Bacharéis do distrito de Bragança que leram no Desembargo do Paço, 1987. – Bibliografia do distrito de Bragança: Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal) e Monsenhor José de Castro, 1986. Caranguejolas daqui e dali, 1966. – Cartas aos Encarregados de Educação, 1965, 1966, 1967, – Cartas de amor populares, 1965. Cartas do Abade de Baçal a José Montanha, 1972. – Cartas inéditas do Abade de Baçal, 1965. – Contos de espanhóis, carções e ciganos (Parâmio, Bragança), 1981. – Da cultura do linho cânhamo em Moncorvo, 1981. – E eu a cuidar… 1984. – Enquanto se lhe não pode dar mais. – Entrevistas, 1970, 1973. – Falar (0) de Guadramil, 1 – Estudo lexical, 1967. – Férias 86, em Vila Arçã, 1986. – Foi assim que aconteceu… 1963. – Folclore (0) do Parâmio. 1966. – Hora (A). 1977, 1978. – Imagem (A) e o som no ensino da literatura portuguesa, 1973, – Inéditos do Abade de Baçal, 1974. – Inquérito (0) linguística Boléo no distrito de Bragança (ILB). 1987. – Intervenções na Assembleia Nacional, 1966, 1967, 1968, 1969, – Jogo (0) do pião. Contribuição para o seu estudo. 1971. – Mais vale uma hora de sábio… ou O rifoneiro e o ensino, 1973, – Nomes de lugar, 1959. Novas Caranguejolas daqui e dali, 1973. Para a Bibliografia do distrito de Bragança:

Nota prévia, 1981, – 1, Manuscritos da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, 1981. – 2. Manuscritos do Arquivo da Universidade de Coimbra, 1982-1984. – 3. Manuscritos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, 1982-1984. – 4. Manuscritos do Gabinete de Estudos de Arqueologia e Engenharia Militar, do Arquivo Histórico- Militar, do Instituto Geográfico e Cadastral, etc. 1984. – Para uma bibliografia do distrito de Bragança, 1972. – Parâmio (0). Apontamentos para um Visitante, 1983, 1985. – Parâmio (0). Contribuição para o estudo da linguagem e etnografia da região Bragançana, 1961. – Parole, Parole, Parole, 1973. – Páscoa 87, em Vila Arçã, 1987. Regimento do celeiro comum de Freixo de Espada à Cinta, 1986. – Religiosidade (A) do concelho de Bragança vista através da sua toponímia, 1983. – Rifoneiro (0) e a alimentação, 1974. – Saúde (A) e o rifoneiro de Bragança, 1970. – Seara Hoje. (1, 2, 3). 1975, 1976. – Um mestre que teima em se desconhecer, 1967. – Um mestre que vai colaborar, 1967. – Um pequeno curso, uma grande lição. Normas de conduta em sociedade extraídas do rifoneiro regional, 1969. – única (A) maneira, 1981. – Verde pino, 1974. – Virtude (A) da esperança, 1987.

Fonte: Arquivo Distrital de Bragança