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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Esteiros

Quando pensamos num livro juvenil, é difícil aceitarmos que estamos perante um clássico da literatura portuguesa do século XX... e, muito menos, perante o maior exemplo do neo-realismo, literatura de combate, nascida da oposição ao Estado Novo.
Soeiro Pereira Gomes conseguiu que o aceitássemos e que o continuemos a aceitar com os seus "Esteiros". Arrancando das entranhas do Ribatejo a crueldade e a dureza das vidas de um grupo de crianças operárias, Soeiro deu-nos um retrato único da ternura, da simples (e barata) alegria de ter uma infância, porque, mesmo quando o mundo os tenta matar, os sonhos ainda existem. Maquineta, Gaitinhas, Sagui e Gineto são apenas alguns destes meninos que têm na recolha do barro e na sua prensagem em telhas o ganha-pão e o ganha-trocos para a visão que é um carrossel. Por entre aventuras pueris e as cheias do Tejo, que tudo levam à frente e que desgarram as vidas de quem a ele está ligado, surge a crítica social e o tom paternalista que quer conduzir o povo à liberdade através do comunismo.
Alhandra está marcada pela passagem do Tejo. Nós ficamos marcados pelas histórias destes meninos que Soeiro trouxe dos Telhais.

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