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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Algoso - Vimioso

Castelo de Algoso
A antiga vila transmontana de Algoso foi sede de concelho até 1855, ano em que foi extinto e incorporado no município de Vimioso. No extremo sul da povoação ergueu-se o castelo, obra de Mendo Rufino dos finais do século XII, possivelmente ainda reinado de D. Afonso Henriques, embora alguns autores se inclinem mais para a sua construção, pelo mesmo Mendo Rufino, mas já no tempo de D. Sancho I, a quem de resto o patrocinador do reduto o ofereceu, recebendo a título de recompensa o senhorio de Vimioso.
O pequeno castelo surge no alto do Monte da Penenciada, um cabeço penhascoso que se despenha quase a pique, a mais de 600 metros, sobre o Rio Angueira, que por sua vez vai confluir a oeste com o Maçãs. Quem segue pela estrada de Mogadouro para Vimioso não pode deixar de se impressionar quando, a meio caminho entre as duas localidades, topa com este castelo. Irresistível se torna, pois, a subida a Algoso, nos tempos medievais chamada Ulgoso e Ylgoso, de onde se desfruta de uma vista deslumbrante.
Como deslumbrante é também o castelo, como já se disse de reduzidas dimensões, que fez parte de uma linha defensiva de antiquíssimos tempos com mais três fortificações: as do Milhão e de Santulhão, destruídas talvez pelos leoneses ainda durante os primeiros reinados portugueses, e a do Outeiro, hoje praticamente em completa ruína. O castelo de Algoso, construído à base de xisto quártzico e granito, é de planta rectangular, com entrada pelo lado norte por porta em arco pleno, defendida pelo que resta de um cubelo, já sem merlões. Surge então a pequena praça de armas, onde aparecem, tal como no exterior, panos de muralha em paralelo com a penedia, que em muitos pontos funciona como alicerce da cerca.
Os dois primeiros destinavam-se à zona habitacional e o último à defesa. Ainda na época medieval, o Castelo de Algoso foi cedido, por D. Sancho II à Ordem do Hospital (depois Ordem de Malta), em 1226, e nele residiu o representante real das terras de Miranda e de Penas Róias, ambas ainda acasteladas nos tempos de hoje, se bem que nesta última localidade muito pouco resta da fortificação aí erguida. Já no século XVIII, mais concretamente em 1710, por alturas da invasão espanhola motivada pela Guerra dos Sete Anos, Algoso sofreu saques, tal como outras terras desta região. O principal alvo dos espanhóis foi Miranda do Douro, cuja fortaleza quase se viu reduzida a escombros na sequência de enorme explosão no paiol, mas as localidades da zona do Vimioso também não escaparam à fúria da nação vizinha.
Algoso, no entanto, conseguiu resistir aos ataques e evitou a ocupação, apesar da sua guarnição, comandada por um alferes, ser pouco numerosa. Aquando das invasões francesas ficou célebre o nome de juiz de fora de Algoso, Jacinto de Oliveira Castelo Branco. Este magistrado, além de não acatar em 1808 as ordens de Junot, continuava a usar nos processos o nome de Sua Alteza Real, apesar de D. João VI já ter embarcado com a família para o Brasil e os franceses terem declarado abolida a dinastia de Bragança.

E agora, para animar, uma anedota contada pelo nosso amigo Camolas de Algoso.

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