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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 6 de julho de 2019

… quase poema… ou da desesperança

Por: Fernando Calado
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Mateus 19:24: “...é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. E as palavras do evangelista ecoam como um sino altaneiro à beira da memória.
Envelheceu e pouco se lhe dá que levem tudo… que a terra fique deserta… e os montes, na ausência do pão, abriguem carrascos e estevas… que levem tudo…
As contas hão-de se fazer, no final do tempo, lá para os lados dos sete estrelos.
E resignado diz: - a horta me basta… e a galinha será promessa do ovo fresco de cada dia…e o porco vai agasalhar muitos Invernos… e a magra reforma repousa ao canto da arca… para uma doença… tempo incerto.
…que ninguém se ria pelo o meu Clube perder no azar do golo matreiro… e que o meu vizinho não se ria pelo meu Partido ter perdido as eleições…
- Ora essa… era o que faltava!
E a velha mais velha, no abandono do filho…lembra-se: 
- o meu filho foi à tropa… menino lindo… a marchar… a marchar… e só o meu filho acertava o passo… ao toque do tambor!... que tontos os outros soldados que não acertavam o passo!... ao toque do tambor…
… meu menino lindo!... tu é que sabes… pois então! 
… ao toque do tambor, ao toque do clarim!
E a dizer sempre sim!


Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

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