A empresa concessionária da exploração das minas de ferro de Torre de Moncorvo anunciou hoje que espera arrancar ainda este ano com a exploração que poderá colocar Portugal como segundo maior produto da União Europeia.
A perspetiva foi deixada por Luís Martins, representante da concessionária, a MTI-Ferro de Moncorvo, SA, num seminário, em Bragança, sobre o futuro do interior, organizado pelo jornal diocesano Mensageiro de Bragança por ocasião dos 75 anos da fundação do periódico mais antigo da região.
Desde 2008, quando foi anunciado o início dos trabalhos de prospeção com vista a uma possível reativação das antigas minas que o projeto está a gerar alguma expectativa na região do Nordeste Transmontano, sobretudo ao nível dos impactos económicos.
O representante da empresa explicou hoje que os trabalhos de prospeção confirmaram que existe "potencial que permite tornar Moncorvo uma das maiores minas de ferro do mundo" com "543 milhões de toneladas de recurso que aguardam apenas pela aprovação do Estudo de Impacto Ambiental para se iniciar a exploração.
A expectativa da empresa é a de que a luz verde estará para breve e, consequente a licença definitiva que permitirá que "a exploração se se possa iniciar ainda durante este ano de 2015" com a criação de "110 a 150 postos de trabalho no ano de arranque".
Luís Martins explicou que o projeto irá desenvolver-se de forma faseada, avançando com a exploração das várias jazidas ao longo dos 60 anos de concessão.
Também o processo de criação de postos de trabalhado será faseado apontando-se para um total de 540 postos de trabalho diretos e 800 indiretos, que representarão "metade" da população ativa do concelho de Torre de Moncorvo, segundo os promotores.
Luís Martins afirmou que "toda a produção destina-se à exportação" devido à inexistência de siderurgias em Portugal, e os resultados previstos "podem colocar Portugal como segundo maior produtor da União Europeia".
Afirmou ainda que "com este projeto, a União Europeia aumentará em 30 por cento a quantidade de ferro".
As minas de ferro de Torre de Moncorvo foram desativadas em 1991 e o regresso da exploração enfrenta ainda algumas indefinições, nomeadamente relativamente ao transporte do minério.
De acordo com os planos apresentados hoje, o porto de Leixões será o destino, mas continuam em estudo três cenários para lá chegar.
O primeiro é o transporte rodoviário na totalidade do percurso.
O segundo é rodoviário até ao Pocinho e daí até Leixões pela via ferroviária do Douro.
Outra possibilidade é seguir por estrada até ao cais de mercadorias de Lamego e daí por via fluvial e marítima.
HFI // MSP
Lusa/fim
Número total de visualizações do Blogue
Pesquisar neste blogue
Aderir a este Blogue
Sobre o Blogue
SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário