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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O Livro de São Cipriano

Com origem envolva numa áurea de mistério, o Livro de São Cipriano é encarado nos meios rurais transmontanos como um “roteiro de tesouros”, mas também como um manual de rituais mágicos, de pactos com o demónio, de operações de vingança, enfeitiçamentos amorosos e desencantamentos. 
A sua leitura tem de ser infalível, de contrário o efeito pode ser trágico. Conta-se em Grijó, Bragança, que um homem emocionou-se de tal modo, ao sentir a riqueza que sonhara já ali tão perto, que acabou por se enganar na leitura, e, ao enganar-se, abriu-se um grande buraco na terra, onde ele entrou e nunca mais foi visto. 
Por outro lado, como nos meios rurais, pouca gente sabia ler, por vezes recorria-se à ajuda dos padres para que a leitura fosse infalível. Assim aconteceu em Lebução, Valpaços. 
Conta-se que um padre, no auge da leitura e do ritual, quando meteu a mão na caldeirinha e lançou ao solo uma chapada de água benta, tudo à volta tremeu, afugentando todos os pesquisadores do tesouro, que, por isso, ainda lá continua à espera de gente mais corajosa.
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Bibliografia: PARAFITA, A. (2006) – A Mitologia dos Mouros, Gailivro, V.N. Gaia.

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