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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Festa da Montanha promoveu usos e tradições locais

Os usos, tradições e potencialidades da montanha estiveram em destaque no fim-de-semana de 20 de novembro, em Sambade. A Festa da Montanha trouxe realizações desportivas, culturais, de recriação e lazer.

Tudo para potenciar as áreas de montanha, demonstrar a importância económica, turística e cultural da Serra de Bornes, nomeadamente da freguesia de Sambade, uma das mais populosas do concelho e que sempre fez da Serra o seu sustento. A montanha marca e molda o dia-a-dia destas gentes , é a fiel guardiã das atividades agrícolas e de lazer, dos usos e costumes, dos produtos característicos desta zona como: a castanha, o mel, o queijo ou os cogumelos silvestres cada vez mais procurados e apreciados.

A Festa, organizada pela Câmara Municipal em conjunto com a Junta de Freguesia de Sambade, quer valorizar essas riquezas e especificidades, ao mesmo tempo que faz destas características fatores de dinamização turística e cultural e consequentemente de crescimento e desenvolvimento. Uma Festa de Inverno onde não faltou a mostra/venda de produtos regionais, espetáculos e animação que contaram com o envolvimento da população local.

Esta foi a segunda edição do evento que quer afirmar-se no calendário das realizações culturais e turísticas do concelho e região. Uma forma de dinamizar as áreas rurais do concelho fazendo das suas características e especificidades fatores de dinamização e desenvolvimento.

Grupo de Teatro TAFE e Filandorra Animam Festa da Montanha
Valorizar, preservar, divulgar e dinamizar, estes são verbos que presidem à realização da Festa da Montanha na Freguesia de Sambade. Daí que a vertente cultural esteja bem presente e que se pretenda fazer desta ponte para divulgar os usos, tradições e potencialidades da montanha. Foi isso que aconteceu durante a edição deste ano da Festa da Montanha .

As lendas e tradições “associadas à Serra de Monte-Mel (Serra de Bornes) foram contadas durante a Festa da Montanha, com a realização de atividades cénico-performativas que contaram com o envolvimento da população local, do Grupo de Teatro de Alfândega da Fé sob a coordenação técnica da Filandorra-Teatro do Nordeste. Uma experiência de teatro comunitário, que pretende também envolver os locais no processo valorização e preservação da identidade local.

Foi apresentada a Alegoria ao Monte Mel: do nascimento até à eternidade, uma performance de rua que contou com a participação dos cinquenta elementos que compõem o Grupo de Teatro de Alfândega da Fé – TAFÉ, e que pretendeu relembrar a importância para as populações locais da Serra de Bornes, também conhecida por Monte-Mel. A partir de uma construção/visão cénica de forte componente ambiental, esta performance espelha o “nascimento” da montanha, da sua fauna e flora, com recurso à dramatização e a efeitos de fogo pelo Grupo Animamos.

Os visitantes da Festa da Montanha puderam também assistir a extratos da peça “Contas Nordestinas – O diabo veio ao enterro” de A.M. Pires Cabral, autor transmontano natural de Chacim, uma das aldeias do sopé da Serra de Bornes. A Companhia revisitou três contas (modo rural nordestino de dizer contos, histórias) que retratam memórias e usos da vida da montanha: “A Cardadeira Portuguesa”, “A filha do Moleiro” e “As Bruxas”. O conto de abertura do espetáculo teve em conta o facto da aldeia de Sambade ser outrora conhecida como a “Terra dos Cardadores”, pois muitos dos seus habitantes praticavam este ofício.

Este tipo de realizações culturais vai ao encontro da aposta municipal na animação e formação teatral entendendo esta artes performativas como traço importante no processo de formação, desenvolvimento e afirmação cultural.

Recorde-se que a Câmara Municipal, através do Protocolo de Cooperação que mantém com a Companhia Filandorra Teatro do Nordeste, já impulsionou e revitalizou a tradição de produção teatral no concelho, com a criação da Escola Municipal de Teatro donde emergiu o Grupo de Teatro de Alfândega da Fé – TAFÉ, sob a orientação pedagógica e artística da Filandorra.

NI CM Alfândega da Fé

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