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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Papel da educação para o desenvolvimento dos territórios transfronteiriços debatido nos Conselhos Raianos em Mirandela

O Ministro da Educação participou na última sessão dos conselhos raianos, em que defendeu que a educação tem um papel fundamental para o desenvolvimento da região transfronteiriça.
Tiago Brandão Rodrigues considera que a cooperação nesta matéria entre os dois países pode contribuir para a coesão territorial na zona raiana.

“A sociedade civil diz-nos que temos de ir mais longe, sabemos que a fronteira soberana é acima de tudo simbólica neste momento e temos de conseguir construir as pontes para podermos articular, neste caso com Castilha e Leon, para podermos ter aqui também novas oportunidades e o ensino profissional tem aí um papel de relevo, todos sabemos que estes alunos do ensino profissional que tem a certificação académica e a certificação profissional, serão também os profissionais de amanhã independentemente de seguirem estudos universitários ou nos politécnicos. Mas terão a possibilidade de terem uma profissão e desenvolver estes territórios e poderem mover-se daqui para o outro lado da fronteira e sentir que do outro lado podem vir para este lado da fronteira e criar sinergias para que a coesão territorial possa ser uma realidade” referiu o governante.

Os dois países assinaram um acordo na última Cimeira Ibérica para que em Castela e Leão haja ensino do português nas escolas públicas e castelhano nas escolas do lado português, na região com que faz fronteira.

O conselheiro de educação do Governo autónomo de Castela e Leão, Fernando Rey, que também esteve este sábado, na Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais, considera que esta é uma boa oportunidade para os alunos das zonas raianas.

“Estamos a trabalhar para melhorar a cooperação abrindo os centros de formação aos professores, a professores portugueses, para que se actualizem de forma conjura. E vamos tentar que em poucos anos os alunos da raia portuguesa e espanhola tenham estudos desde a primária à secundária para que quando concluírem saibam português e espanhol”, destacou.

Para Francisco Alves, o presidente da Rionor, a associação responsável por organizar estes conselhos raianos, o papel da escola no que respeita à inserção dos alunos na comunidade ainda enfrenta problemas. “Parece que há algumas limitações a esse nível se privilegia mais a educação intelectual do que profissional ou de inserção local e o estudo das culturas. O que aqui foi falado pelos directores do lado espanhol e português é que é preciso adaptar os currículos à realidade e ensinar a cultura local e a amar a terra, acho que vai nesse sentido muitas das reivindicações, a escola ter em conta a cultura local”, destacou.

A sessão final dos conselhos raianos de 2018, integrados na iniciativa de Laboratórios de Participação Pública, que debateu “A escola e o futuro dos territórios raianos” decorreu este sábado na Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais, em Mirandela. Depois de reunidas todas as intervenções vão ser elaboradas propostas e criadas resoluções que serão enviadas às entidades competentes em Portugal e Espanha. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

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