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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Reunidos 30 mil euros para salvar o abutre-preto no Douro Internacional

 A campanha de angariação de fundos “Ajudar o abutre-preto após incêndio no Douro Internacional”, lançada em agosto de 2025, atingiu a meta dos 30 mil euros e permitiu avançar com todas as medidas de emergência e recuperação definidas para apoiar a colónia


A iniciativa foi promovida pela Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural, com sede no concelho de Vimioso e, segundo o seu presidente a mobilização foi surpreendente.

“Tínhamos alguma confiança que fôssemos conseguir. Efetivamente, houve uma grande mobilização da sociedade civil, além de toda a rede que felizmente vai acompanhando o nosso trabalho e o trabalho dos nossos parceiros. Tivemos de forma muito interessante momentos de intensificação de apoios de pessoas comuns, da sociedade civil no seu todo, e depois um conjunto de empresas e organizações também internacionais, nomeadamente a Light Source e a REN, que acabaram por corresponder às nossas necessidades”, explicou José Pereira.

Entre as ações já concretizadas está a conclusão do período de aclimatação de seis abutres-pretos, que regressaram à natureza no final de outubro de 2025. Foi também realizada a limpeza da área ardida, reaproveitada a estrutura de um contentor destruído pelo fogo para construir uma nova infraestrutura de apoio e adquiridos equipamentos essenciais, como painéis solares e baterias, para garantir o funcionamento autónomo do sistema de videovigilância.

Já foram também construídos três ninhos artificiais e reconstruídas quatro plataformas-ninho afetadas. Paralelamente, foram instalados bebedouros e comedouros para a fauna selvagem, promovendo a recuperação da base alimentar do ecossistema a médio e longo prazo.

Mas ainda há muito para fazer. “O tempo e a meteorologia não têm ajudado, por isso tem havido alguns atrasos que não eram expectáveis, mas pronto, está tudo em andamento na medida do possível. E se tínhamos previsto, por exemplo, fazer cerca de 20 hectares de sementeiras para a fauna selvagem e apoio à pastorícia, fruto deste temporal constante não conseguimos atingir esse objetivo. Estamos agora a adaptar e iremos instalar sementeiras de primavera, não é, com outro tipo de variedades, com outro tipo de fundo de leguminosas para tentar continuar a dar resposta”.

A monitorização da colónia tem sido contínua e intensiva, permitindo avaliar os impactos do fogo e ajustar as medidas de conservação. “E naturalmente temos um reforço muito significativo das equipas no terreno para monitorizar a população e no fundo a resposta que dão ao evento extremo que tivemos em agosto, mas também e nesta fase muito concreta estamos muito preocupados naturalmente com o impacto que esta tempestade ou estas tempestades que se vão acumulando possam ter também nestes ninhos. Por isso estamos no terreno também sempre a monitorizar e preparados para dar uma resposta urgente”, concluiu.

A campanha de angariação de fundos “Ajudar o abutre-preto após incêndio no Douro Internacional”, lançada em agosto de 2025, e com ela conseguiram angariar-se 30 mil euros para fazer face ao que o incêndio no Parque Natural do Douro Internacional destruiu.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Carina Alves

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