Dez empresas do distrito de Bragança foram este ano distinguidas com o prémio PME Excelência. Uma distinção atribuída pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), Turismo de Portugal e principais bancos portugueses. A nível nacional foram premiadas 1100 pequenas e médias empresas de quatro sectores: comércio, industria, turismo e hotelaria.
No distrito de Bragança foram distinguidas dez empresas.
A farmácia Bem Saúde, de Bragança, fi uma delas.
Maria Gomes sublinha a importância desta distinção.
“Estamos dentro das 1100 empresas que ganharam o prémio e que apresentam os melhores resultados de gestão. É uma questão de mostrar solidez da empresa. Acho que mais empresas se devem candidatar e atingir os objectivos financeiros, o que nos tempos de hoje é muito difícil devido à crise”, adianta.
Cláudio Trovisco, da Trovidoce de Macedo de Cavaleiros, foi outro dos contemplados com a distinção.
E explica as características que uma empresa tem de reunir para ser uma PME de excelência.
“Seria uma autonomia média acima dos 50 por cento, um crescimento entre os oito e os dez por cento, um resultado líquido face aos capitais próprios acima dos dez por cento (aqui se vê a necessidade de recorrer à banca), e os resultados líquidos sobre os activos líquidos das empresas acima dos cinco por cento.”
Já Orlando Carvalho, da Protecção 24, considera que seria importante que mais empresários da região se candidatassem.
“Sem dúvida. Sou daqui da região e fico triste de ver só quatro ou cinco empresas do meu distrito distinguidas entre 1100 em todo o país”, sublinha.
O reconhecimento é anual e as empresas terão de manter os mesmos parâmetros para conseguirem nova distinção em 2011.
Entre as 1107 empresas distinguidas pelo IAPMEI com o prémio PME de Excelência estavam dez do distrito de Bragança.
Para além das três empresas já referidas, também a cooperativa Agro-pecuária mirandesa foi distinguida na área de indústria, a transportadora Santos e a empresa Alfandeguense nos transportes, a sociedade de construções Antero Alves de Paiva no sector de construção. A óptica de Antero Santos, a loja de materiais de construção Melo e a Santosjóias venceram no sector do comércio.
Brigantia, 2010-12-21
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Um Presépio Original
Por: Carla A. Gonçalves
Foi num dia de neve e muito frio que encontramos José Santana, um ex-emigrante reformado, a trabalhar nas figuras e peças que dão forma ao grandioso presépio instalado na rua do Norte, num terreno junto ao antigo Cine-Teatro Torralta, cedido ao artesão para esse mesmo efeito. Quem por ali passa não fica indiferente àquela que é uma das maiores referências cristãs da época de Natal, o grande símbolo do nascimento de Jesus Cristo, em Belém, na companhia de Maria e José. É que o seu construtor não deixa nada ao acaso na tentativa de construir a Belém do seu imaginário e, para isso, mete mãos à obra bem cedo, a tempo de ter a obra pronta cerca de duas semanas antes do Natal.
Mas o que leva alguém a construir minuciosamente tal obra com o intuito apenas de a expor na rua e celebrar a época natalícia e o nascimento de Jesus Cristo? José Santana não tem resposta para esta pergunta que não seja o prazer em dedicar-se a tais trabalhos, apelando a uma tradição cristã que corre o risco de começar a cair em desuso, pelo menos nas grandes cidades. Foi desde que se reformou que o ex-emigrante, com 70 anos, decidiu dar asas à imaginação e construir, pela altura do Natal, um grande presépio. Desde há três anos, essa é uma obra que é colocada na rua, num terreno privado que lhe é cedido especialmente para esse efeito, mesmo de frente à sua casa. “Inicialmente fazia o presépio no quintal de casa, ali no bairro de Além do rio. Mas depois decidi fazê-lo aqui, é onde passa mais gente e onde passamos mais tempo”, conta, recordando que ele próprio nasceu naquela rua, numa casa que hoje se encontra demolida. No tal quintal da outra casa, no bairro de Além do Rio, José Santana tem outras peças que despertam curiosidade: os monumentos da cidade de Bragança. São peças de um tamanho considerável, verdadeiras réplicas de alguns dos mais simbólicos e representativos monumentos da cidade: o castelo, a Domus Municipalis, a Igreja de São Vicente, a Sé de Bragança.
Curioso, no entanto, é que foi apenas há cerca de sete anos atrás que José Santana se voltou para as artes e meteu mãos à obra. Um dom que lhe vem da imaginação e da vontade de ocupar o muito tempo livre que os dias lhe reservam. “É uma maneira de me entreter, nunca aprendi nada com ninguém”, conta, com simplicidade. Na verdade, tudo começou por um acaso.
Antigamente, na Praça da Sé fazia-se um grande presépio, (hoje substituído por um presépio de luzes já pré-feito), onde figuravam alguns monumentos da cidade. “Eu vi desfazer o presépio e reparei nos monumentos que lá tinham. Foi aí que pensei, porque não fazer o castelo de Bragança?”. Essa foi mesmo a primeira peça que se aventurou a fazer recorrendo a madeira, chapa e outros materiais. Bem sucedido na sua empreitada, quis fazer a Sé de Bragança, peça que, ainda hoje, considera como a “melhor e mais bonita de todas”, e nunca mais parou. Na garagem de sua casa, de portas abertas, cumprimentando quem passa, José vai dando largas à imaginação, ouvindo críticas e sugestões.
“No ano passado os Reis Magos ficaram mais pequenos do que os camelos, mas este ano já estão em condições”, mostrou. O seu empenho na perfeição é levado ao ponto de ter mandado fazer umas alforjas, “à moda antiga”, para colocar em cima dos camelos. “Ainda pensei em aproveitar aquelas meias de Natal que se colocam nas chaminés, mas as alforjas são mais típicas, têm mais a ver”, notou, dizendo, com a humildade de quem se faz a um trabalho por dedicação, que “com a experiência” vai melhorando de ano para ano. A apoiá-lo incondicionalmente está Isabel Santana, a sua esposa, que só recentemente descobriu que o marido levava jeito para estas coisas do artesanato.
“Não sabia que ele tinha este dom e este jeito para fazer estas coisas”, confessou, apontando para os pormenores das peças em execução e para o material ali dispendido. É que, depois de construídas as peças e montado o presépio, José Santana ainda coloca iluminação natalícia, recorrendo, para tal, ao gerador do vizinho do lado. “O vizinho dali do lado faz-me esse favor e eu, depois, pago-lhe a luz”. Um trabalho e uma despesa a que não olha, cumprindo um sonho que em criança nunca realizou. “Quando era criança não fazia presépio, mas ia sempre à Sé ver o que faziam lá”, recordou. Puxando pelas memórias, José lembra que, nos seus tempos de criança, há mais de 50 anos atrás, havia um senhor que fazia o presépio da Sé. “Chamavam-lhe o Alberto de Mirandela e eu, em garoto, ainda cheguei a trabalhar com ele e a vê-lo fazer o presépio. Talvez seja daí que me vieram algumas ideias”. Daí e da sua experiência de vida em França, onde viu, pela primeira vez, as igrejas de traço oriental que hoje recorda para dar forma no seu presépio.
Foi também da experiência laboral que teve em França, trabalho enaltecido e louvado pelos seus patrões, como pudemos ver nas inúmeras cartas de louvor que recebeu, que José adquiriu conhecimentos que, hoje, lhe permitem fazer as peças e os trabalhos manuais com tanta destreza e perfeição. “Eu lá trabalhava nas pontes e fazia um trabalho manual. Tinha de fazer as cofragens e depois colar o betão”, explicou, apontando que “isto é quase a mesma coisa”. Numa comparação curiosa, José Santana vai dizendo que gosta tanto de fazer o presépio e estes trabalhos, como gostava de jogar à bola e assim descobrimos, por acaso, estar perante aquele que foi dos melhores marcadores do Grupo Desportivo do Bragança (GDB). José Santana chegou a fazer duas épocas de juniores e esteve oito anos nos seniores, onde jogou como interior esquerdo. Enquanto esteve na tropa, ainda chegou a treinar no Lusitano de Évora, mas apenas por desporto.
Foi convidado a ficar, mas a sua vida já estava encaminhada noutro sentido. Casado, não quis deixar a terra natal, preferindo regressar. Entretanto, porque a vida é mesmo assim, encontrou-se com três filhas e resolveu emigrar para França para ganhar a vida. Instalado em Paris, José ainda chegou a treinar numa equipa francesa. “Tinha 30 anos e ainda me iam buscar a casa para jogar à bola”.
Depois, teve outra filha e o trabalho assumiu o primeiro plano. “Eu gostava tanto de jogar futebol, como gosto, hoje, de fazer presépios, mas a minha vida não dava para isso”, concluiu. Ainda assim, é sem arrependimentos que olha para trás. “Passei bons dias, não tenho pena do tempo que passei porque também gozei muito”. Hoje, o tempo ocupa-o como gosta, num trabalho que expõe a quem por ali passa. Depois de dias e dias a dar forma ao seu presépio, José revela que, este ano, vai surpreender quem aprecia o seu trabalho e, na noite de Consoada, vai colocar a figura de Maria a caminho de Belém, acompanhada de José. Vale a pena ver e apreciar este trabalho que José dedica a toda a cidade.
Foi num dia de neve e muito frio que encontramos José Santana, um ex-emigrante reformado, a trabalhar nas figuras e peças que dão forma ao grandioso presépio instalado na rua do Norte, num terreno junto ao antigo Cine-Teatro Torralta, cedido ao artesão para esse mesmo efeito. Quem por ali passa não fica indiferente àquela que é uma das maiores referências cristãs da época de Natal, o grande símbolo do nascimento de Jesus Cristo, em Belém, na companhia de Maria e José. É que o seu construtor não deixa nada ao acaso na tentativa de construir a Belém do seu imaginário e, para isso, mete mãos à obra bem cedo, a tempo de ter a obra pronta cerca de duas semanas antes do Natal.Curioso, no entanto, é que foi apenas há cerca de sete anos atrás que José Santana se voltou para as artes e meteu mãos à obra. Um dom que lhe vem da imaginação e da vontade de ocupar o muito tempo livre que os dias lhe reservam. “É uma maneira de me entreter, nunca aprendi nada com ninguém”, conta, com simplicidade. Na verdade, tudo começou por um acaso.
Antigamente, na Praça da Sé fazia-se um grande presépio, (hoje substituído por um presépio de luzes já pré-feito), onde figuravam alguns monumentos da cidade. “Eu vi desfazer o presépio e reparei nos monumentos que lá tinham. Foi aí que pensei, porque não fazer o castelo de Bragança?”. Essa foi mesmo a primeira peça que se aventurou a fazer recorrendo a madeira, chapa e outros materiais. Bem sucedido na sua empreitada, quis fazer a Sé de Bragança, peça que, ainda hoje, considera como a “melhor e mais bonita de todas”, e nunca mais parou. Na garagem de sua casa, de portas abertas, cumprimentando quem passa, José vai dando largas à imaginação, ouvindo críticas e sugestões.
“No ano passado os Reis Magos ficaram mais pequenos do que os camelos, mas este ano já estão em condições”, mostrou. O seu empenho na perfeição é levado ao ponto de ter mandado fazer umas alforjas, “à moda antiga”, para colocar em cima dos camelos. “Ainda pensei em aproveitar aquelas meias de Natal que se colocam nas chaminés, mas as alforjas são mais típicas, têm mais a ver”, notou, dizendo, com a humildade de quem se faz a um trabalho por dedicação, que “com a experiência” vai melhorando de ano para ano. A apoiá-lo incondicionalmente está Isabel Santana, a sua esposa, que só recentemente descobriu que o marido levava jeito para estas coisas do artesanato.
“Não sabia que ele tinha este dom e este jeito para fazer estas coisas”, confessou, apontando para os pormenores das peças em execução e para o material ali dispendido. É que, depois de construídas as peças e montado o presépio, José Santana ainda coloca iluminação natalícia, recorrendo, para tal, ao gerador do vizinho do lado. “O vizinho dali do lado faz-me esse favor e eu, depois, pago-lhe a luz”. Um trabalho e uma despesa a que não olha, cumprindo um sonho que em criança nunca realizou. “Quando era criança não fazia presépio, mas ia sempre à Sé ver o que faziam lá”, recordou. Puxando pelas memórias, José lembra que, nos seus tempos de criança, há mais de 50 anos atrás, havia um senhor que fazia o presépio da Sé. “Chamavam-lhe o Alberto de Mirandela e eu, em garoto, ainda cheguei a trabalhar com ele e a vê-lo fazer o presépio. Talvez seja daí que me vieram algumas ideias”. Daí e da sua experiência de vida em França, onde viu, pela primeira vez, as igrejas de traço oriental que hoje recorda para dar forma no seu presépio.
Foi também da experiência laboral que teve em França, trabalho enaltecido e louvado pelos seus patrões, como pudemos ver nas inúmeras cartas de louvor que recebeu, que José adquiriu conhecimentos que, hoje, lhe permitem fazer as peças e os trabalhos manuais com tanta destreza e perfeição. “Eu lá trabalhava nas pontes e fazia um trabalho manual. Tinha de fazer as cofragens e depois colar o betão”, explicou, apontando que “isto é quase a mesma coisa”. Numa comparação curiosa, José Santana vai dizendo que gosta tanto de fazer o presépio e estes trabalhos, como gostava de jogar à bola e assim descobrimos, por acaso, estar perante aquele que foi dos melhores marcadores do Grupo Desportivo do Bragança (GDB). José Santana chegou a fazer duas épocas de juniores e esteve oito anos nos seniores, onde jogou como interior esquerdo. Enquanto esteve na tropa, ainda chegou a treinar no Lusitano de Évora, mas apenas por desporto.
Foi convidado a ficar, mas a sua vida já estava encaminhada noutro sentido. Casado, não quis deixar a terra natal, preferindo regressar. Entretanto, porque a vida é mesmo assim, encontrou-se com três filhas e resolveu emigrar para França para ganhar a vida. Instalado em Paris, José ainda chegou a treinar numa equipa francesa. “Tinha 30 anos e ainda me iam buscar a casa para jogar à bola”.
Depois, teve outra filha e o trabalho assumiu o primeiro plano. “Eu gostava tanto de jogar futebol, como gosto, hoje, de fazer presépios, mas a minha vida não dava para isso”, concluiu. Ainda assim, é sem arrependimentos que olha para trás. “Passei bons dias, não tenho pena do tempo que passei porque também gozei muito”. Hoje, o tempo ocupa-o como gosta, num trabalho que expõe a quem por ali passa. Depois de dias e dias a dar forma ao seu presépio, José revela que, este ano, vai surpreender quem aprecia o seu trabalho e, na noite de Consoada, vai colocar a figura de Maria a caminho de Belém, acompanhada de José. Vale a pena ver e apreciar este trabalho que José dedica a toda a cidade.
sábado, 18 de dezembro de 2010
O Emplastro
Não há muito a dizer. Eis o Emplastro!
Obs* Longe de mim, querer ferir susceptibilidades.
Conversa da Treta
António Feio, vitimado pelo cancro quando ainda tinha tanta conversa da treta para aditar à que quotidianamente escutamos, foi o caso mais mediático de luta contra a doença. Lutou. Acreditou na ciência. Nunca perdeu o sorriso. Deu a cara.
Teve o cuidado de transmitir aos que sofrem de cancro que a detecção da doença não deve ser encarada como o fim. Que a pior solução é baixar os braços e esperar, no desespero, que ela, a encapuzada de negro, nos venha buscar.
Ensinou-nos que a vida deve ser vivida até ao fim. Na luta consciente, pois o optimismo exagerado, como na economia, só pode agravar desilusões. No acreditar na ciência dos homens que tantos progressos tem feito nesta área. Ou na fé no Criador, para aqueles que nele acreditam.
Teve o cuidado de transmitir aos que sofrem de cancro que a detecção da doença não deve ser encarada como o fim. Que a pior solução é baixar os braços e esperar, no desespero, que ela, a encapuzada de negro, nos venha buscar.
Ensinou-nos que a vida deve ser vivida até ao fim. Na luta consciente, pois o optimismo exagerado, como na economia, só pode agravar desilusões. No acreditar na ciência dos homens que tantos progressos tem feito nesta área. Ou na fé no Criador, para aqueles que nele acreditam.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Mau Tempo no Canal - Vitorino Nemésio
Mau Tempo no Canal é um romance trabalhado desde 1939 e publicado em 1949. A acção decorre nas ilhas do Faial, Terceira, Pico e na ilha de São Jorge entre 1917 e 1919 e retrata a sociedade açoriana, mais concretamente, a sociedade estratificada da cidade da Horta, local onde decorre a intriga principal e onde Vitorino Nemésio se encontra nesta altura da sua vida.
O livro começa com um namoro entre Margarida, filha de uma família aristocrática à beira da falência, e João Garcia - filho de Januário, pequenos burgueses com talento para o negócio mas escorraçados pelos primeiros, os Clark/Dulmo.
O pai abusivo de Margarida, Diogo, propõe-lhe que case com o tio Roberto, que virá de Londres e que, rico ainda, poderá salvar da desgraça os fidalgos arruinados seus parentes. Entretanto, Januário, pai de João, congemina vinganças contra os Clark Dulmo que tanto o despeitaram...
Literalmente pelo meio, está o canal do título, o braço de mar que divide as ilhas do Faial e do Pico, que divide os proprietários e novos-ricos da Horta dos pobres, populares e simples baleeiros do Pico, com quem Margarida dialoga na mesma pronúncia, no mesmo sotaque, ao longo do romance.
Mau Tempo no Canal conta uma quantidade de histórias numa só, é uma trama que enreda uma série de sucedidos e cujo ponto de apoio mais evidente é a relação entre dois personagens, entre duas famílias e entre dois estratos sociais.
Os afectos, as paixões e os amores surgem-nos inteiros, frescos, intensos. Entramos no coração de uma menina de boas famílias, dividida entre o amor original de um rapaz de família indesejada e o dever de alianças com famílias de bem. Neste livro, respira-se a maresia, sofremos a melancolia do mar, a sensação de lonjura, de liberdade e esperança: a sensação de ser ilhéu.
O pai abusivo de Margarida, Diogo, propõe-lhe que case com o tio Roberto, que virá de Londres e que, rico ainda, poderá salvar da desgraça os fidalgos arruinados seus parentes. Entretanto, Januário, pai de João, congemina vinganças contra os Clark Dulmo que tanto o despeitaram...
Literalmente pelo meio, está o canal do título, o braço de mar que divide as ilhas do Faial e do Pico, que divide os proprietários e novos-ricos da Horta dos pobres, populares e simples baleeiros do Pico, com quem Margarida dialoga na mesma pronúncia, no mesmo sotaque, ao longo do romance.
Mau Tempo no Canal conta uma quantidade de histórias numa só, é uma trama que enreda uma série de sucedidos e cujo ponto de apoio mais evidente é a relação entre dois personagens, entre duas famílias e entre dois estratos sociais.
Os afectos, as paixões e os amores surgem-nos inteiros, frescos, intensos. Entramos no coração de uma menina de boas famílias, dividida entre o amor original de um rapaz de família indesejada e o dever de alianças com famílias de bem. Neste livro, respira-se a maresia, sofremos a melancolia do mar, a sensação de lonjura, de liberdade e esperança: a sensação de ser ilhéu.
Zip Zip
Sketch protagonizado por Raul Solnado e Fernanda Borsatti na primeira emissão do programa Zip Zip.
O Teatro Villaret foi palco de um dos mais espectaculares programas da Rádio Televisão Portuguesa.o Zip Zip, um programa que teve a colaboração de Carlos Cruz, Fialho Gouveia e o Raul Solnado.
Zip-Zip foi um programa televisivo de 1969 apresentado por Raul Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz e que constituiu um importante marco na história de televisão em Portugal. Foi emitido em plena Primavera Marcelista, foi realizado por Luís Andrade e apresentado por Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado.
O primeiro programa foi gravado no dia 24 de Maio de 1969, tendo Almada Negreiros como convidado principal, e obteve êxito imediato. Foi o primeiro programa português do tipo "talk show" gravado aos sábados, no Teatro Villaret, com público e transmitidos na segunda-feira seguinte à noite.
O Major Baptista Rosa abandonou a Equipa de Produção logo após esse primeiro programa, em virtude de se ter incompatibilizado com os outros membros da Equipa. A partir do 2º programa verificaram-se algumas modificações incluindo o genérico do programa.
Entre o público que assistia à gravação estava presente um agente da PIDE. A emissão dos conteúdos tinha que ser negociada com a polícia do regime entre sábado (dia da gravação) e segunda-feira (dia da apresentação).
José Nuno Martins também colaborou com o programa, trazendo jovens talentos ao palco.
A última emissão foi transmitida no dia 29 de Dezembro de 1969, com os três apresentadores disfarçados de velhos anciãos.
A RTP tem poucas imagens do programa pois não era habitual guardarem-se as imagens dos programas.
Em 29 de Março de 1970 iniciou-se o programa "Tempo Zip" produzido pelas Organizações Zip-Zip e emitido através da Rádio Renascença.
O primeiro disco da editora Zip-Zip foi gravado em Setembro de 1969. O LP incluía muitos dos convidados do programa. Na contracapa aparece uma espécie de poema da autoria de Almada Negreiros. O disco inclui faixas com a Orquestra Zip (a interpretar a "Zipfonia" de Nuno Nazareth Fernandes), Hugo Maia de Loureiro, Intróito, Raul Solnado, António Victorino d'Almeida, Efe 5, Padre Fanhais, Ruy Mingas, Tóssan, José Barata Moura e José Froes Leitão.
O termo Zip-Zip foi inventado por Raul Solnado numa viagem de automóvel ao Porto.
Manuel Pires, funcionário da RTP, foi o autor do boneco.
"O Zip Vida e obra" é um livro da Editorial Ibis com desenhos de autoria de Luís Macieira, Raul Solnado, Filipe Gouveia e Carlos Cruz.
A música do genérico era da autoria do Quarteto 1111.
Zip-Zip foi um programa televisivo de 1969 apresentado por Raul Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz e que constituiu um importante marco na história de televisão em Portugal. Foi emitido em plena Primavera Marcelista, foi realizado por Luís Andrade e apresentado por Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado.
O primeiro programa foi gravado no dia 24 de Maio de 1969, tendo Almada Negreiros como convidado principal, e obteve êxito imediato. Foi o primeiro programa português do tipo "talk show" gravado aos sábados, no Teatro Villaret, com público e transmitidos na segunda-feira seguinte à noite.
O Major Baptista Rosa abandonou a Equipa de Produção logo após esse primeiro programa, em virtude de se ter incompatibilizado com os outros membros da Equipa. A partir do 2º programa verificaram-se algumas modificações incluindo o genérico do programa.
Entre o público que assistia à gravação estava presente um agente da PIDE. A emissão dos conteúdos tinha que ser negociada com a polícia do regime entre sábado (dia da gravação) e segunda-feira (dia da apresentação).
José Nuno Martins também colaborou com o programa, trazendo jovens talentos ao palco.
A última emissão foi transmitida no dia 29 de Dezembro de 1969, com os três apresentadores disfarçados de velhos anciãos.
A RTP tem poucas imagens do programa pois não era habitual guardarem-se as imagens dos programas.
Em 29 de Março de 1970 iniciou-se o programa "Tempo Zip" produzido pelas Organizações Zip-Zip e emitido através da Rádio Renascença.
O primeiro disco da editora Zip-Zip foi gravado em Setembro de 1969. O LP incluía muitos dos convidados do programa. Na contracapa aparece uma espécie de poema da autoria de Almada Negreiros. O disco inclui faixas com a Orquestra Zip (a interpretar a "Zipfonia" de Nuno Nazareth Fernandes), Hugo Maia de Loureiro, Intróito, Raul Solnado, António Victorino d'Almeida, Efe 5, Padre Fanhais, Ruy Mingas, Tóssan, José Barata Moura e José Froes Leitão.
O termo Zip-Zip foi inventado por Raul Solnado numa viagem de automóvel ao Porto.
Manuel Pires, funcionário da RTP, foi o autor do boneco.
"O Zip Vida e obra" é um livro da Editorial Ibis com desenhos de autoria de Luís Macieira, Raul Solnado, Filipe Gouveia e Carlos Cruz.
A música do genérico era da autoria do Quarteto 1111.
Estudo, Trabalho e Armas.
Qualquer semelhança com a actualidade política e económica portuguesa e também mundial...é pura coincidência.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Pó de Arroz
Nasceu acidentalmente em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Cascais. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube.
Em 1980 concorre pela primeira vez ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa, mas não foi apurado. Com Playback ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce e José Cid. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, realizado em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz.
O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico. Telefonia (Nas Ondas do Ar) era o lado B desse single.
Carlos Paião compôs canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho (1980), e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982).
Algarismos (1982), o seu primeiro LP, não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão O Foguete, com António Sala e Luís Arriaga.
Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.
Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, personagem criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.
Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas.
A 26 de Agosto de 1988,quando acabara de actuar num grande espectáculo em ((fornos de Algodres)), morre num violento acidente de automóvel. Na altura, surgiu o boato de que na ocasião de seu funeral não estaria morto, mas sim em coma, porém a violência do acidente por si nega o boato, pois a sobrevivência a este seria impossível.
Morreu no dia seguinte ao incêndio do Chiado. Estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem. Está sepultado em São Domingos de Rana, freguesia do concelho de Cascais.
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de trezentas canções.
Em 2003 foi editado uma compilação comemorativa dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois (Valentim de Carvalho).
Em 2008, por altura da comemoração dos 20 anos do desaparecimento do músico, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns temas do autor na edição de um álbum de tributo, "Tributo a Carlos Paião.
Em 1980 concorre pela primeira vez ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa, mas não foi apurado. Com Playback ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce e José Cid. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, realizado em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz.
O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico. Telefonia (Nas Ondas do Ar) era o lado B desse single.
Carlos Paião compôs canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho (1980), e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982).
Algarismos (1982), o seu primeiro LP, não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão O Foguete, com António Sala e Luís Arriaga.
Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.
Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, personagem criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.
Em 1985, concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas.
A 26 de Agosto de 1988,quando acabara de actuar num grande espectáculo em ((fornos de Algodres)), morre num violento acidente de automóvel. Na altura, surgiu o boato de que na ocasião de seu funeral não estaria morto, mas sim em coma, porém a violência do acidente por si nega o boato, pois a sobrevivência a este seria impossível.
Morreu no dia seguinte ao incêndio do Chiado. Estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem. Está sepultado em São Domingos de Rana, freguesia do concelho de Cascais.
Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de trezentas canções.
Em 2003 foi editado uma compilação comemorativa dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois (Valentim de Carvalho).
Em 2008, por altura da comemoração dos 20 anos do desaparecimento do músico, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns temas do autor na edição de um álbum de tributo, "Tributo a Carlos Paião.
Poema em Linha Recta
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| Fernando Pessoa |
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
Qualidade de Vida do Rendimento Mínimo
Qualidade de vida é receber 800 € mensais (ou mais) para não fazer nada.
Qualidade de vida é levantar á hora que se quer porque os outros trabalham para ele.
Qualidade de vida, é ter como única preocupação escolher a pastelaria onde vai tomar o pequeno-almoço e fumar as suas cigarradas, pagos com os impostos dos outros.
Qualidade de vida é ter uma casa paga pelos impostos dos outros, cuja manutenção é paga pelos impostos dos outros, é não ter preocupações com o condomínio, com o IMI, com SPREAD´S, com taxas de juro, com declaração de IRS.
Qualidade de vida é ter tempo para levar os filhos á escola, é ter tempo para ir buscar os filhos á escola, é poder (não significa querer) ter todo o tempo do mundo para acarinhar, apoiar, educar e estar na companhia dos seus filhos.
Qualidade de vida é não correr o risco de chegar a casa irritado, porque o dia de trabalho não correu muito bem e por isso não ter a paciência necessária para apoiar os filhos nos trabalhos da escola.
Qualidade de vida é não ter que pagar 250€ de mensalidade de infantário, porque mais uma vez é pago pelos impostos dos outros.
Qualidade de vida, é ainda receber gratuitamente e pago com os impostos dos que trabalham o computador Magalhães que de seguida vai vender na feira de Custóias, é receber gratuitamente todo o material didáctico necessário para o ano escolar dos seus filhos, e ainda achar que é pouco.
Qualidade de vida é ter as ditas instituições de solidariedade social, que se preocupam em angariar alimentos doados pelos que pagam impostos, para lhos levar a casa, porque, qualidade de vida é também nem se quer se dar ao trabalho de os ir buscar.
Qualidade de vida é não ter preocupação nenhuma excepto, saber o dia em que chega o carteiro com o cheque do rendimento mínimo.
Qualidade de vida é poder sentar no sofá sempre que lhe apetece e dizer “ TRABALHAI OTÁRIOS QUE EU PRECISO DE SER SUSTENTADO”.
Qualidade de vida é não ter despesas quase nenhumas, e por isso ter mais dinheiro disponível durante o mês, do que os tais OTÀRIOS que trabalham para ele.
Qualidade de vida é ainda ter tempo disponível para GAMAR uns auto-rádios, GAMAR uns carritos e ALIVIAR umas residências desses OTÁRIOS que estão ocupados a trabalhar OU ASSALTAR uma ourivesaria.
Qualidade de vida é ter tudo isto, e ainda ter uma CAMBADA DE HIPÓCRITAS a defende-lo todos os dias nos tribunais, na televisão, nos jornais.
Isto sim, isto é qualidade de vida.
Ass: UM OTÁRIO
Qualidade de vida é levantar á hora que se quer porque os outros trabalham para ele.
Qualidade de vida, é ter como única preocupação escolher a pastelaria onde vai tomar o pequeno-almoço e fumar as suas cigarradas, pagos com os impostos dos outros.
Qualidade de vida é ter uma casa paga pelos impostos dos outros, cuja manutenção é paga pelos impostos dos outros, é não ter preocupações com o condomínio, com o IMI, com SPREAD´S, com taxas de juro, com declaração de IRS.
Qualidade de vida é ter tempo para levar os filhos á escola, é ter tempo para ir buscar os filhos á escola, é poder (não significa querer) ter todo o tempo do mundo para acarinhar, apoiar, educar e estar na companhia dos seus filhos.
Qualidade de vida é não correr o risco de chegar a casa irritado, porque o dia de trabalho não correu muito bem e por isso não ter a paciência necessária para apoiar os filhos nos trabalhos da escola.
Qualidade de vida é não ter que pagar 250€ de mensalidade de infantário, porque mais uma vez é pago pelos impostos dos outros.
Qualidade de vida, é ainda receber gratuitamente e pago com os impostos dos que trabalham o computador Magalhães que de seguida vai vender na feira de Custóias, é receber gratuitamente todo o material didáctico necessário para o ano escolar dos seus filhos, e ainda achar que é pouco.
Qualidade de vida é ter as ditas instituições de solidariedade social, que se preocupam em angariar alimentos doados pelos que pagam impostos, para lhos levar a casa, porque, qualidade de vida é também nem se quer se dar ao trabalho de os ir buscar.
Qualidade de vida é não ter preocupação nenhuma excepto, saber o dia em que chega o carteiro com o cheque do rendimento mínimo.
Qualidade de vida é poder sentar no sofá sempre que lhe apetece e dizer “ TRABALHAI OTÁRIOS QUE EU PRECISO DE SER SUSTENTADO”.
Qualidade de vida é não ter despesas quase nenhumas, e por isso ter mais dinheiro disponível durante o mês, do que os tais OTÀRIOS que trabalham para ele.
Qualidade de vida é ainda ter tempo disponível para GAMAR uns auto-rádios, GAMAR uns carritos e ALIVIAR umas residências desses OTÁRIOS que estão ocupados a trabalhar OU ASSALTAR uma ourivesaria.
Qualidade de vida é ter tudo isto, e ainda ter uma CAMBADA DE HIPÓCRITAS a defende-lo todos os dias nos tribunais, na televisão, nos jornais.
Isto sim, isto é qualidade de vida.
Ass: UM OTÁRIO
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Miudezas da Casa Por Causa da Neve...
Então de novo entramos no Soto da nossa aldeia, um mundo fabuloso onde se misturavam cheiros mágicos e cores deslumbrantes. Aqui tudo era possível e as fazendas, os riscados e as popelinas, estavam arrumadas nas prateleiras ao lado da massa, do pimento, do arroz, do açúcar, bem perto da “tarifa” do polvo e do “atado” do bacalhau vindo das terras longínquas da Noruega.
Mais além estavam as miudezas, uma infinidade de linhas, agulhas, elásticos, colchetes e outras pertenças, necessárias ao quotidiano de quem se fazia ao comércio na urgência de comprar, a fiado, tudo aquilo que assegurava o seu viver, nas pacatas sociedades agro-pastoris.
E por hoje falaremos somente nestas miudezas que perpassam pelo nosso dia-a-dia de citadinos, enquanto sonhamos com a horta, com a faceira e o linhar e enganamos o nosso devir, semeando feijões e abóboras nos vasos do parapeito das janelas do nosso apartamento, onde somos encaixotados, longe da liberdade da nossa casa da aldeia, construída à beira da magia dos campos infindos fazendo-se renovo no milagre da hortaliça temporã.
Hoje, neva lá fora…e em noite de neve desejo sempre regressar a casa …acender a lareira e encontrar de novo o nome que a velha mais velha do povoado sempre me chamou e que sabia a mel…a côdeas de centeio e a medronhos em tempo de Natal.
Enfim…as palavras já tardam… tu tambem tardas...e hoje fico por aqui à beira da janela olhando a catedral feita de neve que o céu cinzento está a construir…
…tempos ancestrais regressam na magia da neve e a avó, para sempre, fia na roca perpetuando os longos serões dos misteriosos Invernos do Nordeste transmontano…
(por: Fernando Calado)
Os Verdadeiros Heróis
Menos futebol e um muito maior investimento nas modalidades olímpicas.
Recuso-me, terminantemente, a que os meus impostos sejam canalizados para sustentar a pouca vergonha do futebol profissional.
Recuso-me, terminantemente, a que os meus impostos sejam canalizados para sustentar a pouca vergonha do futebol profissional.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Abraço...
Há momentos...
Em que um abraço...
Vale muito... muito mais...
Mais do que qualquer fortuna!
Porque a verdadeira riqueza
Está na simplicidade de um abraço
Naquele momento...
... em que a alma mais precisa!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Só 15 Euros...
Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?
O que é? Respondeu o homem.
Pai, quanto é que você ganha por hora?
Isso não é da tua conta. Porque é que estás perguntando uma coisa dessas?
Respondeu o Pai em tom agressivo.
Eu só quero saber. Por favor, diga-me quanto é que o pai ganha numa hora?
"Se queres saber, eu ganho 15,00 € por hora."
Ah..." o menino respondeu, com a sua cabeça para baixo.
Pai, pode-me emprestar 7,50 €?
O pai ficou furioso, "Essa é a única razão pela qual me perguntaste isso? Pensas que é assim que podes conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou alguma outra coisa? Vai para o teu quarto e deita-te. Pensa sobre o quanto estás sendo egoísta. Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades.
O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.
O Pai sentou-se e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do filho. Como ele ousa fazer tais perguntas só para conseguir algum dinheiro?
Após cerca de uma hora, o homem tinha-se acalmado e começou a pensar:
Talvez houvesse algo que o filho realmente precisava comprar com esses 7,50 € e ele realmente não pedia dinheiro com muita frequência. O homem foi para a porta do quarto do filho e abriu a porta.
Estás a dormir, meu filho, perguntou.
Não pai, estou acordado, respondeu o filho ..
Eu estive a pensar, talvez eu tenha sido muito duro contigo à pouco, afirmou o Pai. "Tive um longo dia e acabei descarregando sobre ti. Aqui estão os 7,50 € que me pediste. "
O menino levantou-se sorrindo. "Oh, pai obrigado, gritou. Então, procurando por baixo do seu travesseiro, rebuscou alguns trocados amassados.
O Pai viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a enfurecer-se novamente.
O menino lentamente contou o seu dinheiro , e em seguida olhou para o pai..
Por é que queres mais dinheiro se já tinhas algum? Gritou o pai.
Porque eu ainda não tinha o suficiente, mas agora já tenho, respondeu o menino.
" Pai, eu agora tenho 15,00 €. Posso comprar uma hora do teu tempo? Por favor, chega mais cedo amanhã a casa. Eu gostaria de jantar contigo."
O pai ficou destroçado. Colocou os seus braços em torno do filho, e pediu-lhe desculpa.
É apenas uma pequena lembrança a todos vocês que trabalham arduamente na vida. Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente são importantes para nós, os que estão perto do nosso coração. Não te esqueças de compartilhar esses 15,00 € do valor do teu tempo, com alguém que gostas/amas.
Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas. Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas vidas...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Espírito de Natal
Sem palhinhas, sem burrinho, sem vaquinha, sem pastorzinhos e ovelhinhas...
Para quê adereços se o importante está na ALMA e no CORAÇÃO dos seres humanos?
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