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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Diputación de Zamora considera que acessibilidades são o “calcanhar de Aquiles” da cooperação transfronteiriça

 O presidente da Diputación de Zamora, Javier Faúndez, voltou a criticar a falta de uma ligação rodoviária de alta capacidade entre a fronteira portuguesa e Zamora, considerando as acessibilidades o “calcanhar de Aquiles” das relações económicas e da cooperação transfronteiriça com Bragança.


À margem da apresentação da feira Fromago, realizada na sexta-feira em Bragança, Javier Faúndez lamentou a lentidão da transformação da N-122 espanhola em autoestrada, recordando que atualmente está em execução apenas um troço de cerca de 1,5 quilómetros.

“É um calcanhar de Aquiles que estamos a sofrer”, afirmou.

Segundo o presidente da Diputación, esse pequeno troço acumula atrasos e poderá ainda sofrer um novo adiamento de cerca de um ano, além de um agravamento significativo dos custos da obra.

“A verdade é que não é muito lógico”, criticou. 

Faúndez considera particularmente difícil compreender que a ligação entre a fronteira portuguesa e Zamora continue sem características de autoestrada.

“Não é lógico que desde o Porto até Helsínquia (Finlândia) o único troço que exista sem autoestrada sejam 82 quilómetros desde a fronteira com Portugal até Zamora. Ninguém entende”, afirmou.

O responsável garantiu que a Diputación continuará a pressionar o Governo espanhol para que sejam dados novos passos na concretização da ligação.

“Sabemos que não se vai finalizar de um dia para o outro, mas pelo menos é preciso dar passos suficientes para continuar a avançar na sua construção”, acrescentou. 

Ligação a Puebla de Sanabria também preocupa

Outro dos dossiers considerados prioritários por Javier Faúndez é a ligação entre Bragança, Rio de Onor e Puebla de Sanabria.

Do lado espanhol, a estrada entre Puebla de Sanabria e Rihonor de Castilla/Rio de Onor encontra-se incluída no denominado Plano da Raia, destinado à melhoria das acessibilidades nas zonas fronteiriças.

Segundo Faúndez, a Junta de Castilla y León encontra-se a concluir o projeto para aquela estrada.

O plano inclui quatro vias rodoviárias, duas das quais já terão sido adjudicadas. Entre elas encontra-se a ligação de Villarino de Manzanas a Puebla de Sanabria, conhecida como Camino del Lobo, num investimento superior a seis milhões de euros.

A estrada entre Puebla de Sanabria e Rio de Onor deverá ser uma das próximas intervenções. 

No entanto, Javier Faúndez alerta que a intervenção espanhola não resolverá, por si só, o problema.

O responsável considera indispensável que Portugal e Espanha encontrem uma solução conjunta para garantir a continuidade da estrada em Rio de Onor e a ligação adequada a Bragança, sobretudo para permitir a circulação de veículos pesados.

“A estrada da Junta de Castilla y León chegará a Rihonor, mas Rihonor não tem neste momento características para que o tráfego pesado possa ligar à estrada de Portugal”, explicou.

Faúndez entende que a questão deverá ser tratada numa das cimeiras bilaterais entre os governos português e espanhol, sendo necessário assegurar também financiamento para a intervenção.

“Se fazemos uma estrada até Rihonor e não facilitamos o acesso com Bragança, realmente não nos servirá de muito”, alertou. 

António G. Rodrigues

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