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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Mirandeses arrecadaram 7 primeiros lugares em 12 seções do Concurso Nacional de Bovinos de Raça Mirandesa

Os criadores de Bovinos de Raça Mirandesa do concelho de Miranda do Douro, arrecadaram 7 primeiros lugares nas doze seções no concurso Nacional da raça, que se realizou este fim-de-semana em Mogadouro.
Segundo o presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes é de “enaltecer os nossos agricultores, estes prémios denotam o esforço, o apoio, orgulho e a dedicação na exploração desta raça autóctone e na criação de excelentes exemplares”.
Este concurso tem por objetivo a apreciação atual da Raça Bovina Mirandesa, bem como estimular os criadores na produção de animais que pelas suas caraterísticas interessem não só a economia do país, mas também á valorização e equilíbrio do espaço rural e á obtenção de produtos dotados de total genuinidade e excecionais qualidades nutricionais e organoléticas.
Este foi um evento levado a cabo pela Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa, em colaboração com as Camaras Municipais de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso e Vinhais, Direção Geral de Veterinária e da Direção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes.

in:noticiasdonordeste.com

Parque Natural do Vale do Tua em discussão

Está em discussão pública o processo de criação do Parque Natural Regional do Vale do Tua.
Até ao dia 16 de Setembro decorre o período de análise da proposta.  
A constituição deste parque surge como contrapartida pela construção da barragem de Foz Tua e envolve os municípios de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.Só com a constituição deste parque é que a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua pode receber os cerca de 900 mil euros anuais resultantes da produção de energia eléctrica. “São cerca de 25 mil hectares de terrenos envolventes ao rio Tua, abrangendo os cinco concelhos”, refere o director executivo da agência, acrescentando que “elegemos como prioridade a protecção da natureza e biodiversidade, o turismo de lazer e de saúde por causa das Termas de S. Lourenço e de Carlão, bem como actividades cinegéticas ligadas à protecção da floresta e actividades económicas que não ponham em causa a natureza”.
Este processo arrancou há cerca de um ano.José Silvano espera receber contributos da sociedade civil para melhorar este plano. “Já recebemos alguns da parte de organizações e desde que não ponham em causa dos pressupostos estratégicos definidos, serão aceites sempre que melhorem este programa”, assegura.Depois da discussão pública o plano deverá ser aprovado pelas associações de municípios.
Deverá ser publicado em Diário da República até ao final do mês para entrar em vigor em Outubro.

Escrito por Brigantia

Terreno para a auto-estrada ainda não foi pago

O proprietário de um terreno em Santa Comba de Rossas, concelho de Bragança, está revoltado com a concessionária da Auto-estrada Transmontana porque ainda não lhe pagou uma expropriação.
O processo já se arrasta há mais de três anos.  No final de 2009, José Videira assinou um contrato de promessa compra e venda com a Auto-estradas XXI com vista à expropriação de um terreno junto ao nó de Santa Comba de Rossas que serviria de apoio à obra. Nesta altura recebeu 2750 euros, o correspondente a metade do montante acordado.A outra metade seria paga quando fosse celebrada a escritura, o que até hoje não aconteceu. “Pagaram-me metade e depois nunca mais resolveram o problema”, refere, acrescentando que “o contrato dava-me 180 dias para apresentar os documentos para fazer a escritura e eu entreguei-os passados 15 dias”. 
O contrato definitivo “devia ter sido celebrado em Março de 2010 mas isso nunca aconteceu”, conta. Depois de vários meses de espera, José Videira decidiu escrever à concessionária, mas não obteve qualquer resposta. “Escrevi-lhe três cartas: uma escrita por mim, outra por um juiz conselheiro e outra pelo meu advogado e não responderam a nenhuma o que revela logo má intenção”, considera.
Agora José Videira exige que a concessionária pague o valor que lhe deve, acrescido de juros de mora. “Quero que me paguem o que me devem mais os juros devidos”, assegura. “Não é pela importância mas pela forma como tratam as pessoas, é o que me indigna”, refere, salientando que “se for preciso vou para tribunal”. 
Contactado pela Brigantia o responsável da Auto-estradas XXI não quis prestar declarações gravadas sobre o assunto mas reconhece que houve uma falha neste processo.
Rodrigues de Castro explicou que devido a alterações ao projecto inicial da auto-estrada, o lote em causa não foi incluído no aditamento feito à obra. Entretanto, foi feito outro aditamento que já incluiu esta parcela, mas agora aguarda aprovação por parte da secretaria de estado das obras públicas para proceder à Declaração de Utilidade Pública.
O responsável acrescenta que o pagamento da expropriação está num impasse porque o proprietário do terreno exigiu a liquidação de juros de mora, sendo que a concessionária não concorda com esta reivindicação e por isso vai procurar chegar a um acordo.

Escrito por Brigantia

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Macedo de Cavaleiros recebe Terceiro Encontro de Escritores Transmontanos

Pelo terceiro ano consecutivo Macedo de Cavaleiros será o palco do Encontro de Escritores Transmontanos que decorrerá no dia 7 de setembro na livraria poética.
As línguas e os dialectos transmontanos serão, este ano, tema central do encontro, que tem também, como ponto de agenda, o lançamento da mais recente obra de Fernando Mascarenhas, “As divinas nádegas de Joana Ludovina” (Editora O Cão que Lê).
O encontro decorre na Poética - Livros, arte e eventos, e tem já confirmadas presenças como A.M. Pires Cabral, Hercília Agarez, Fernando Mascarenhas, Hélder Rodrigues, Raquel Serejo Martins, Marília Miranda Lopes, António Sá Gué, Miguel Pires Cabral, Paula Salema, João de Deus Rodrigues e Henrique Pedro.
Segundo a direção da editora poética, a expectativa é a de que, entretanto, muitos outros escritores confirmem a sua participação.

Um Postal para o Governo

Trás-os-Montes - Miranda leva à cena «Uma peça para dois burros e dois actores»

A 6 de Setembro, em Póvoa, Miranda do Douro, decorrerá uma mostra de burros de Miranda e concurso para eleger os melhores exemplares daquela raça asinina. 
Uma iniciativa que inclui gincanas e um momento de teatro «ARRE: Uma peça para dois burros e dois actores».
O dia vai começar cedo, pelas 8h30, com a prevista chegada, ao recinto de Nossa Senhora do Naso, dos criadores de burros de Miranda. Já pelas 10h30, com todos os participantes presentes, terá lugar a Gincana de Burros.
Às 12h00, haverá mostra e desfile de burros.
Após o almoço, pelas 14h00, arranca o teatro de rua, com representação da peça «ARRE: Uma peça para dois burros e dois actores». 
O final do dia trará por fim a mostra regional da Raça Asinina de Miranda e eleição dos melhores exemplares.
O evento, organizado pelo município de Miranda de Douro e pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA), tem por objectivo «o estímulo e a orientação dos criadores na produção de animais da Raça Asinina de Miranda por contribuírem para a valorização do património genético e cultural associado aos burros de Miranda».
Local: Recinto de Nossa Senhora do Naso, Póvoa, Miranda do Douro

A freguesia de Ala, em Macedo de Cavaleiros, organizou, pelo sexto ano, o Encontro de Grupos Culturais. Bombos e danças folclóricas animaram a tarde dos macedenses.

Voluntários de Bragança são o garante do trabalho no distrito

O voluntariado é a base do trabalho dos bombeiros do Distrito de Bragança, onde o número daqueles que prestam serviço nas corporações sem qualquer remuneração é, em média, seis vezes superior aos assalariados.
Os dados foram avançados à Lusa pelo presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Bragança, Diamantino Lopes, que garantiu que o trabalho é essencialmente voluntário entre as 15 corporações de bombeiros desta região.
De acordo com as contas do presidente da federação, muito do socorro e outros serviços prestados às populações é feito à custa do voluntariado, numa região onde o número daqueles que nada recebem pelo apoio rondará os 1.200 e os assalariados pouco mais de 200.
"A proporção é, em média, de 15 (assalariados) para 80 voluntários", afiançou, explicando que o quadro de pessoal remunerado das corporações de Bragança se resume a motoristas/socorristas, operadores de central e um funcionário administrativo.
Em quase todas as corporações existem também outros grupos profissionais, como as chamadas Equipas de Intervenção Permanente (EIP), mas que são pagos de forma repartida, através de protocolos estabelecidos com outras entidades do setor.
Diamantino Lopes garantiu que "mesmo os assalariados fazem muito trabalho voluntário" e participam em ações para além das funções a que estão obrigados.
A crise que o país atravessa e os cortes nos serviços de saúde, como o transporte de doentes, têm-se refletido, sobretudo nas corporações mais pequenas com a dispensa de pessoal a contrato e a não substituição de bombeiros aposentados.
O presidente da federação apontou o caso da corporação de Alfândega da Fé, que perdeu, nos últimos dois anos, dois funcionários dispensados no fim dos contratos e um reformado que não foi substituído.
Na maior corporação da região, a da capital de Distrito, Bragança, as dificuldades ainda não afetaram o quadro de pessoal.
O comandante José Fernandes garantiu à Lusa que "Bragança tem mantido o pessoal", com 34 pessoas no quadro de efetivos.

Lusa

Banda Filarmónica deu concerto para angariar fundos

Os brigantinos atenderam ao pedido da Banda Filarmónica de Bragança e foram até à Praça Cavaleiro Ferreira para assistir ao concerto de angariação de fundos para adquirir uma tuba, que custa cerca 4 mil euros.  
Para o maestro da Banda o evento correu bem dada a adesão da população. “Nós tivemos São Pedro a ajudar-nos com a noite quente que foi fantástico mas acima de tudo com esta sala ao ar livre cheia e esperemos agora que isso tivesse resultado numa ajuda financeira para nós”, explica Chéu Líbano.
Desde 2007 foi criada uma escola de música com um projecto educativo definido e um corpo docente com apoio à formação dos alunos e músicos efectivos da Banda. Neste momento tem 54 elementos, cuja média de idades ronda os 20 anos.A população contribuiu com os seus donativos, pois, considera este equipamento fundamental para o desenvolvimento cultural da cidade. “É necessário apoiar estas causas porque isto é um equipamento cultural muito importante para a cidade”, refere Margarida Rodrigues.
À medida que o número de músicos vai aumentando é necessário comprar novos instrumentos e essa é a principal dificuldade da Banda.
“A principal dificuldade é exactamente conseguir o plafond para comprar instrumentos que são muito caros e o nosso objectivo é crescer”, explica o presidente da direcção, Leonel Folhento.

Escrito por Brigantia

Criadores querem ver o matadouro fora do papel

Os criadores de bovinos da Raça Mirandesa estão fartos de promessas e querem ver o matadouro construído no Planalto Mirandês. 
Um projecto que consta nos programas eleitorais destas autárquicas.  O criador, Isaías Fidalgo, considera necessário que haja um matadouro com condições e mais acessível aos produtores daquela zona transmontana. “Estão em Miranda, metidos no ribeiro ou no rio. Se for onde haja espaço melhor e que dê emprego à juventude e que tenha condições. Já conheci matadouros que têm divisórias para por os animais, com água e com todas as condições, o que ali não acontece. 
É preciso que haja alguém que faça alguma coisa, vamos ver agora com as eleições se fazem qualquer coisa”, salienta.
Quanto à localização do futuro matadouro, Sendim, outro criador do planalto, Duarte Pires, não discorda mas diz que podia ser mais centralizado geograficamente. “É preciso uma coisa em condições porque os outros são pequenos para a quantidade de gado que tem a nossa região. É uma boa aposta construir um bom matadouro e mais perto da zona onde há o gado de raça mirandesa”, refere. Também para o presidente da Associação de Criadores de Bovinos da Raça Mirandesa, o matadouro será uma mais-valia para os criadores e para a própria raça.
“É uma mais-valia para a raça mirandesa. Era bastante importante que ficasse construído numa zona onde a raça tem bastante implantação. Os animais, na nossa perspectiva, quanto menos percurso andarem menor é a possibilidade das carnes ficarem alteradas porque o transporte altera bastante o pH das carnes”, conclui Arlindo Formariz.

Escrito por Brigantia

domingo, 1 de setembro de 2013

...uma Europa sem Valores...

Portugal "Áreas Protegidas"

MORRE GRANDE CABRÃO!


O Desabafo de um Ex-Comandante de Bombeiros

Caros Bombeiros e Amigos;

Tenho estado remetido ao silêncio com a “mortandade” que atinge os bombeiros, sejam homens ou mulheres!

Fui comandante de bombeiros!

Mas chegou a hora de dizer: BASTA!!!

E, basta porquê?
Porque os nossos homens e mulheres que abraçam a vida de bombeiro e entregam o seu saber e a sua voluntariedade à causa comum não têm o dever de serem sacrificados por situações que qualquer comando ou chefia deviam acautelar: a SEGURANÇA!

Porque o que está em causa é a segurança, a segurança dos homens que combatem os fogos mas que não se devem suicidar no fogo nem devem ser mandados para situações em que a morte é previsível e que essas mortes em grandes fogos não devem ser alimentadas pelos nossos bombeiros sejam homens ou mulheres, na maioria jovens.

O risco cabe aos comandos avaliar, decidir comandando e se é de forma a não por em risco a vida dos seus comandados…não é possível aceitar 5 mortos em incêndios florestais, repito em incêndios florestais, e um número elevado de feridos sem que não se equacione o que está a correr mal!

E, se conheço a voluntariedade, a força de vontade e abnegação de todos os jovens que combatem os incêndios, também sei que não devemos contribuir para termos heróis mortos ou feridos por causa de uma certa ingenuidade e vontade aventureira de combater todos os fogos custe o que custar sem necessariamente e obrigatoriamente se avaliar o risco do benefício ou custo em que o custo primeiro é a vida!

O lema é “vida por vida” e o que em incêndios florestais está em causa não são vidas, são arbustos, árvores, mato, etc. e que no próximo Verão já estão novamente a crescer e, a vida dos nossos homens e mulheres não renasce como renasce a floresta!
A floresta é riqueza, então que os ricos cuidem dela, quando digo isto, refiro-me aos proprietários sejam particulares ou Estado!

Não peçam mortes para cuidar do suposto tesouro que votam desleixadamente ao abandono para depois serem os bombeiros a cuidar dele no Verão.

O maior tesouro, a riqueza de um comandante são os seus homens e mulheres. É a vida deles que enriquece o seu Corpo de Bombeiros pelo que é aí que deve estar a luta! O combate!

A prudência tem que ser lema de todos os bombeiros e sobretudo dos comandantes que devem refrear essa vontade dos bombeiros em querer resolver os incêndios florestais a qualquer preço…temos que friamente deixar arder o que não vale o risco de vida de um bombeiro ou bombeira e saber aceitar a crítica daqueles que aparecem nos incêndios a fazer “turismo de catástrofe” com as tácticas e estratégias de decisão de um combate que só por si é complexo por tão dinâmico ser no seu desenvolvimento.

Daqui, do meu lugar de ex-comandante, de ex-líder de homens e mulheres, apelo que tenhais sempre em mente que só uma vida vale o sacrifício das nossas vidas!
Não tem sido o caso!

Não esqueçam, Bombeiros deste pobre Portugal, nunca deixem de ter em mente, que uma árvore, pinheiro ou sobreiro, renascem e não terão familiares a chorar por eles nem políticos a fingirem que choram, tal como por vós poderão chorar se não tiverem em mente que em qualquer incêndio a missão principal é voltar, voltar, voltar depois de cumprirem as tarefas de que são incumbidos sem o sacrifício da vida por não ser por uma vida humana que combateis!

Srs. Comandantes sejamos realistas!
Nada substitui um bombeiro morto! Já morreram demais!

Vergo-me perante os caídos nessa luta inglória e apelo aos vivos:
ACORDAI e digam BASTA!!!

Rafael Rodrigues
Palmela

O falecido escritor Vilaflorense, João de Sá, tem nas bancas mais um livro. "Últimas Memórias" finaliza o conjunto de obras do autor.

LINHA DO SABOR

Estação de Mogadouro
Um pouco da sua história no ano em que completaria o seu centenário
“Em 15.VIII.1899 deslocou-se ao Pocinho o Ministro das Obras Públicas, decidindo por Portaria de 30.IX.1899 que fosse elaborado “com a possivel urgencia, o projecto do programma para a construcção, por concurso publico... de uma ponte sobre o rio Douro, na estrada real n.º 9, nas proximidades da estação do Pocinho”.
A decisão de se abrir concurso público perante o Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, “para a construção e exploração durante dez annos, de duas pontes sobre o rio Douro, no Pocinho e no Pinhão”, sendo que a do Pocinho, “alem de ligar entre si os dois troços da estrada real n.º 9, será construida de modo que possa ser aproveitada para o caminho de ferro do Pocinho a Miranda”, ocorre a 26.II.1901.” (Carlos d’Abreu e Emilio Rivas Calvo).
Sempre me intrigou o facto de a linha do Sabor ter parado em Duas Igrejas e não ter continuado até Miranda do Douro. E nunca percebi muito bem porque é que esta via que se pretendia estruturante “ignorava” os principais centros urbanos da região que servia (com excepção de Torre de Moncorvo). Repare-se no que se escrevia, a este propósito, em 1914, no jornal “Republica”: “os ultimos trabalhos de campo do snr. engenheiro Wanzeler que tem andado a fazer a rectificação do estudo do caminho de ferro do Pocinho a Miranda do Douro, empurram êste para as povoações raianas da margem do rio, deixando, a grande distancia, o centro do concelho de Mogadouro (…)”. “Para tudo isto chamamos a atenção do senhor ministro do Fomento, lembrando-lhe que fazer um caminho de ferro que a ninguém serve, deixando, a 9 quilómetros, a séde dum importantissimo concelho, é um erro absolutamente imperdoavel, para não dizermos um crime”.
Estação de Vilar do Rei
Contudo, olhando agora, à luz de estudos efectuados que revelam a ideia que lhe presidiu à sua construção, compreende-se melhor a benevolência da medida.
Efectivamente, esta linha cujo primeiro troço entre o Pocinho e Carviçais foi inaugurado em 17 de Setembro de 1911, foi gizada ab initio para fazer a ligação entre o porto de Leixões e Madrid, criando assim um corredor ferroviário entre a via larga do Porto/Pocinho, afunilando depois entre Pocinho e Miranda do Douro, voltando à via larga no campo espanhol.
A Câmara Municipal de Miranda do Douro peticionava ao Parlamento, em Junho de 1888 que: “em Zamora, a menos de 40 kilometros de nós, a linha férrea, que já bem há espera a linha portugueza, a que tem de se ligar…”
De permeio, estavam previstos nós de ligação às principais localidades do Nordeste. A opção por Torre de Moncorvo não seria à partida muito aceitável, dada a dificuldade de execução do troço e a elevada inclinação (a mais acentuada do país, se não estou em erro). Mas tal justificava-se pela existência do rico jazigo ferrífero.
Estação de Torre de Moncorvo
Os restantes troços da linha foram concluídos nas seguintes datas: Carviçais - Lagoaça: 06/07/1927; Lagoaça - Mogadouro: 01/06/1930; e Mogadouro - Duas Igrejas: 22/05/1938
 A História confirma que a ligação a Espanha nunca foi concluída, condenando o projecto, como fatalmente acabou por suceder, pois as distâncias às sedes dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro esvaziou a linha de sentido, cedendo lugar aos autocarros que, através da rodovia, serviam de forma mais eficaz as populações rurais do Nordeste.

Antero Neto
in:lelodemoncorvo.blogspot.pt

Festa de Agrochão, S. da Piedade.

FESTAS EM RIO FRIO BRAGANÇA- PORTUGAL 2013

PASSOS COELHO EM BRAGANÇA

"Bragança na Época Contemporânea" é a mais recente obra literária do município. 25 investigadores, liderados por Fernando de Sousa, recolheram informações da cidade nas mais diversas áreas. São dois mil anos de história, escritos em mil páginas.