O presidente da Câmara, Hernâni Dias, lamenta as condições meteorológicas mas enaltece o facto de as pessoas saírem de casa para ir ver o espectáculo. “O mau tempo hoje veio estragar um bocadinho o nosso programa.
Tínhamos um desfile programado com muita gente, muitas escolas que este ano aderiram em grande número, mas há coisas que não conseguimos controlar”.
O presidente da Academia Ibérica da Máscara, António Tiza, explica origem da tradição da queima do diabo. “E depois do diabo ser queimado significa que a Natureza e a comunidade estão purificadas”.
Em Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, o Entrudo Chocalheiro atraiu milhares de pessoas para ver os caretos.
A Casa do Careto comemora neste Carnaval 10 anos. O presidente do Município de Macedo enaltece esta festividade e todo o programa envolvente. O Carnaval Chocalheiro de Podence prolonga-se até terça-feira com muitas actividades e animação.
O programa do Carnaval dos Caretos em Bragança continua hoje no Pavilhão do Clube Académico, onde se realiza o “Carnaval Jovem” e na quarta-feira sai à rua o “Diabo, Morte e Censura”.
Escrito por Brigantia
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Cão de gado Transmontano diminui ataques de lobos
O Cão de Gado Transmontano tem contribuído significativamente para a redução dos ataques de Lobo Ibérico na zona do Parque Natural do Montesinho.
A afirmação foi dita pelo técnico do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), durante a acção de sensibilização sobre o Lobo Ibérico, promovida, no passado sábado, pela Associação ALDEIA em parceria com a Junta de Freguesia de Parâmio, Bragança.
Apesar dessa redução, os pastores queixam-se do corte nos apoios para quem possui e cria a raça. O pastor, Humberto Figueiredo, diz que cada vez é mais difícil manter a actividade.
Também o pastor, João Fernandes, entende que o preço de venda do gado não acompanhou a evolução dos tempos. Pastor há 16 anos, João Fernandes é também presidente da Associação de Criadores do Cão de Gado Transmontano e diz que a raça já não está em perigo de extinção mas sim em forte expansão. “Há muitos mais cães, temos muitos mesmo. Tem-se feito um trabalho de divulgação muito grande.
Tivemos uma grande ajuda embora ainda precisássemos de mais”.
A preservação da espécie do lobo Ibérico em destaque na freguesia de Parâmio, no concelho de Bragança.
Escrito por Brigantia
A afirmação foi dita pelo técnico do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), durante a acção de sensibilização sobre o Lobo Ibérico, promovida, no passado sábado, pela Associação ALDEIA em parceria com a Junta de Freguesia de Parâmio, Bragança.
Apesar dessa redução, os pastores queixam-se do corte nos apoios para quem possui e cria a raça. O pastor, Humberto Figueiredo, diz que cada vez é mais difícil manter a actividade.
Também o pastor, João Fernandes, entende que o preço de venda do gado não acompanhou a evolução dos tempos. Pastor há 16 anos, João Fernandes é também presidente da Associação de Criadores do Cão de Gado Transmontano e diz que a raça já não está em perigo de extinção mas sim em forte expansão. “Há muitos mais cães, temos muitos mesmo. Tem-se feito um trabalho de divulgação muito grande.
Tivemos uma grande ajuda embora ainda precisássemos de mais”.
A preservação da espécie do lobo Ibérico em destaque na freguesia de Parâmio, no concelho de Bragança.
Escrito por Brigantia
Técnicos dos Geoparques estiveram no Entrudo Chocalheiro de Podence
Técnicos da Rede Europeia Global dos Geoparques estiveram este fim-de-semana em Macedo de Cavaleiros.
Embora esta não tenha sido uma visita oficial, o presidente do Município de Macedo de Cavaleiros, Duarte Moreno, acredita que pode influenciar um parecer favorável, tendo em conta as festividades carnavalescas culturais a que puderam assistir.
A coordenadora executiva do Geoparque de Terras de Cavaleiros, Sílvia Marcos, explica o contexto desta visita. “O nosso objectivo é na próxima conferência da Rede Europeia, no Canadá, recebermos o galardão da classificação de Geoparque integrante das Rede”.
As expectativas de obter a classificação da Rede, segundo a responsável, são altas. Ainda não está definida a data da visita oficial mas a Autarquia aponta para o mês de Junho ou Julho.
Escrito por Brigantia
Embora esta não tenha sido uma visita oficial, o presidente do Município de Macedo de Cavaleiros, Duarte Moreno, acredita que pode influenciar um parecer favorável, tendo em conta as festividades carnavalescas culturais a que puderam assistir.
A coordenadora executiva do Geoparque de Terras de Cavaleiros, Sílvia Marcos, explica o contexto desta visita. “O nosso objectivo é na próxima conferência da Rede Europeia, no Canadá, recebermos o galardão da classificação de Geoparque integrante das Rede”.
As expectativas de obter a classificação da Rede, segundo a responsável, são altas. Ainda não está definida a data da visita oficial mas a Autarquia aponta para o mês de Junho ou Julho.
Escrito por Brigantia
“Crise agrava discriminação”
A conjuntura económica e política actual tem vindo a discriminar cada vez mais os cidadãos do Interior do País. A afirmação é do historiador Manuel Loff que esteve em Bragança, no passado Sábado, na conferência “A constituição da República e o Desenvolvimento Regional” que se realizou no Auditório Paulo Quintela.
Para Manuel Loff, a deslocalização dos serviços viola o direito democrático, implementado depois do 25 de Abril.
O historiador entende que a crise é mal gerida e está acentuar a desigualdades sociais. “No fundo estamos a agravar a periferização da periferia numa sociedade desigual entre as suas pessoas.
As crises produzem, e a forma péssima como esta está a ser gerida do ponto de vista politico, o agravamento da desigualdade. E a solução passa, segundo este professor universitário, por todos os cidadãos pressionarem os Governo para que a lei seja cumprida de igual forma em todo o país.
A Constituição da República e o desenvolvimento regional em debate em Bragança.
Escrito por Brigantia
Para Manuel Loff, a deslocalização dos serviços viola o direito democrático, implementado depois do 25 de Abril.
O historiador entende que a crise é mal gerida e está acentuar a desigualdades sociais. “No fundo estamos a agravar a periferização da periferia numa sociedade desigual entre as suas pessoas.
As crises produzem, e a forma péssima como esta está a ser gerida do ponto de vista politico, o agravamento da desigualdade. E a solução passa, segundo este professor universitário, por todos os cidadãos pressionarem os Governo para que a lei seja cumprida de igual forma em todo o país.
A Constituição da República e o desenvolvimento regional em debate em Bragança.
Escrito por Brigantia
domingo, 2 de março de 2014
Mariza "Chuva" (Jorge Fernando) | Filipa Lobo
Filipa Lobo é uma jovem de Bragança e tem 18 anos. Quer formar-se em Música e além de cantar divinamente, também toca guitarra.
«A ÚLTIMA MAMADA» (The last feed) by PAULA REGO
Um dos últimos quadros de Paula Rego.
Quiçá como reação à extinção da Fundação Paula Rego, instalada na Casa das Histórias em Cascais, a pintora apresentou o trabalho intitulado The last
feed (a última mamada).
Tendo sido apresentado em Londres, na sua última exposição (jan-março 2013),representa a figura de um 'palhaço rico' (onde se reconhece perfeitamente o
retrato de Aníbal Cavaco Silva), com um pé no pedestal, a mamar nos seios de uma velha e decrépita Republica aperaltada com um chapéu.
O palhaço com a mão esquerda 'coça a micose'.
A Velha pode representar a política, ou a nação.
Apesar de ter tido algum eco nas redes sociais não há registo de grandes referências à exposição (ou ao quadro) na imprensa portuguesa.
Ainda não se sabe se/quando a exposição virá a Portugal e se o quadro fará parte dela.
Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há uma certa
cumplicidade vergonhosa
sábado, 1 de março de 2014
Vaticano II: Diocese de Bragança-Miranda vai promover conferência sobre a «Lumen Gentium»
A Diocese de Bragança-Miranda vai promover dia 22 de março uma conferência sobre a constituição dogmática “Lumen Gentium”, com a presença da professora Maria Isabel Pereira Varanda, do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa.
No folheto explicativo da iniciativa, enviado hoje à Agência ECCLESIA, o bispo diocesano, D. José Cordeiro, recorda a importância que o documento saído do Concílio Vaticano II (1962-1965) teve para “a compreensão que a Igreja tem de si mesma”.
“O fim específico da Igreja é a vocação de todos à santidade” enquanto a “vida consagrada” sublinha a sua natureza “transcendente”, quase como uma “porta-bandeira”, pode ler-se.
A conferência sobre a “Lumen Gentium” (Luz dos Povos), organizada pela Vigararia Episcopal para a Ação Pastoral, vai decorrer no auditório Paulo Quintela, em Bragança, a partir das 9h30.
Maria Isabel Pereira Varanda, especialista em Teologia, vai abordar questões como “a santidade” enquanto “modo de ser”, a “identidade cristã” e o “estilo eclesial de habitar o mundo”.
As inscrições para o evento estão abertas até dia 15 deste mês.
JCP
in:Agência Ecclesia
No folheto explicativo da iniciativa, enviado hoje à Agência ECCLESIA, o bispo diocesano, D. José Cordeiro, recorda a importância que o documento saído do Concílio Vaticano II (1962-1965) teve para “a compreensão que a Igreja tem de si mesma”.
“O fim específico da Igreja é a vocação de todos à santidade” enquanto a “vida consagrada” sublinha a sua natureza “transcendente”, quase como uma “porta-bandeira”, pode ler-se.
A conferência sobre a “Lumen Gentium” (Luz dos Povos), organizada pela Vigararia Episcopal para a Ação Pastoral, vai decorrer no auditório Paulo Quintela, em Bragança, a partir das 9h30.
Maria Isabel Pereira Varanda, especialista em Teologia, vai abordar questões como “a santidade” enquanto “modo de ser”, a “identidade cristã” e o “estilo eclesial de habitar o mundo”.
As inscrições para o evento estão abertas até dia 15 deste mês.
JCP
in:Agência Ecclesia
Municípios do Douro Superior e Planalto Mirandês dão tolerância de ponto no Carnaval
Os municípios trasmontanos de Mogadouro (PS), Vimioso (PSD) Torre de Moncorvo (PSD), Freixo de Espada à Cinta (PSD) e Vila Nova de Foz Côa (PSD) vão dar tolerância de ponto no dia de Carnaval, informaram hoje as respetivas autarquias.
"Temos de compensar os funcionários de alguma forma pela dedicação que têm demonstrado em prol dos municípios, numa altura em que a conjuntura não favorável aos trabalhadores ", disse à Lusa Nuno Gonçalves, presidente da Associação de Municípios do Douro Superior e também da Câmara de Torre de Moncorvo.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Vimioso disse que vai respeitar "uma norma" que está em vigor há já alguns anos no município.
"O Carnaval faz parte da identidade do nosso concelho, havendo muitas aldeias que aproveitam este dia para trabalhos fazer trabalhos comunitários nas respetivas povoações. Tradições que devem ser preservadas.
O ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, anunciou na semana passada que o Governo mantém para este ano o princípio de não conceder tolerância de ponto no Carnaval, dando a entender pouca abertura para alterar a situação após a saída da 'troika'.
Em 2013, Marques Guedes, então como secretário de Estado da Presidência, havia dito que a não tolerância de ponto seria um princípio a manter-se pelo menos durante a aplicação do programa de assistência financeira, que finda este ano.
Este ano, a terça-feira de Carnaval é no dia 04 de março.
FYP // MSP
Lusa/fim
"Temos de compensar os funcionários de alguma forma pela dedicação que têm demonstrado em prol dos municípios, numa altura em que a conjuntura não favorável aos trabalhadores ", disse à Lusa Nuno Gonçalves, presidente da Associação de Municípios do Douro Superior e também da Câmara de Torre de Moncorvo.
Por seu lado, o presidente da Câmara de Vimioso disse que vai respeitar "uma norma" que está em vigor há já alguns anos no município.
"O Carnaval faz parte da identidade do nosso concelho, havendo muitas aldeias que aproveitam este dia para trabalhos fazer trabalhos comunitários nas respetivas povoações. Tradições que devem ser preservadas.
O ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, anunciou na semana passada que o Governo mantém para este ano o princípio de não conceder tolerância de ponto no Carnaval, dando a entender pouca abertura para alterar a situação após a saída da 'troika'.
Em 2013, Marques Guedes, então como secretário de Estado da Presidência, havia dito que a não tolerância de ponto seria um princípio a manter-se pelo menos durante a aplicação do programa de assistência financeira, que finda este ano.
Este ano, a terça-feira de Carnaval é no dia 04 de março.
FYP // MSP
Lusa/fim
Conclusão do Túnel do Marão é prioridade para empresas do Douro e Trás-os-Montes
A conclusão do Túnel do Marão é apontada como a principal prioridade para os empresários do Douro e Trás-os-Montes, de acordo com o barómetro da Associação Empresarial -- Nervir divulgado hoje.
A Nervir tem em curso um barómetro empresarial que regularmente lança questionários aos empresários da região sobre os mais diversos assuntos.
A associação avaliou a importância que os empresários da região dão aos investimentos em infraestruturas e apurou que, a maior parte, defende como "principal prioridade" a conclusão da Autoestrada do Marão, que vai ligar Amarante a Vila Real.
A construção desta autoestrada, que inclui um túnel rodoviário de 5,6 quilómetros, parou a 27 de junho de 2011 e, dois anos depois, a obra foi resgatada pelo Estado, que invocou justa causa fundada no incumprimento por parte da concessionária.
Os três concursos públicos que vão permitir retomar esta obra foram lançados hoje. O valor base dos concursos é de 204 milhões de euros, prevendo-se que os trabalhos arranquem neste verão e que a autoestrada possa abrir no início de 2016.
O estudo da Nervir envolveu 180 empresas, a maior parte das quais microempresas com sede do distrito de Vila Real ou na zona do Douro Sul.
A seguir ao túnel, que é prioridade para 34% das empresas, 24% dos inquiridos defendem a eliminação das portagens na Autoestrada 24 (A24).
O peso do custo das portagens na atividade das empresas é "muito significativo" para 51% dos inquiridos e "significativo" para 27%.
Estas opiniões são mais fortes no setor dos transportes (78%). Em termos de dimensão são as empresas "maiores" que mais valorizam este parâmetro.
Segundo o barómetro, 18% dos inquiridos reivindicam ainda a reabertura da ligação aérea Bragança Vila Real e Lisboa, suspensa há mais de um ano, enquanto 12% pede o reforço da rede viária complementar e 12% quer também reforçar a linha férrea regional.
Relativamente à utilização dos meios de transporte (65%) dos empresários "nunca" utilizou o avião para as suas ligações a Lisboa ou a Bragança.
Ainda na opinião dos empresários a região está mal dotada de infraestruturas (70%), comparando com a média nacional. Esta opinião é mais saliente nas empresas dos setores da agricultura (83%) e dos transportes (78%).
A Nervir considera que a "rede rodoviária contribui para o reforço da atratividade e competitividade dos territórios".
No entanto ressalva que, sem a valorização do território e a criação de condições de atração de empresas e de criação de emprego, "são simples corredores de atravessamento que facilitam a circulação de pessoas e bens".
PLI // MSP
Lusa/Fim
A Nervir tem em curso um barómetro empresarial que regularmente lança questionários aos empresários da região sobre os mais diversos assuntos.
A associação avaliou a importância que os empresários da região dão aos investimentos em infraestruturas e apurou que, a maior parte, defende como "principal prioridade" a conclusão da Autoestrada do Marão, que vai ligar Amarante a Vila Real.
A construção desta autoestrada, que inclui um túnel rodoviário de 5,6 quilómetros, parou a 27 de junho de 2011 e, dois anos depois, a obra foi resgatada pelo Estado, que invocou justa causa fundada no incumprimento por parte da concessionária.
Os três concursos públicos que vão permitir retomar esta obra foram lançados hoje. O valor base dos concursos é de 204 milhões de euros, prevendo-se que os trabalhos arranquem neste verão e que a autoestrada possa abrir no início de 2016.
O estudo da Nervir envolveu 180 empresas, a maior parte das quais microempresas com sede do distrito de Vila Real ou na zona do Douro Sul.
A seguir ao túnel, que é prioridade para 34% das empresas, 24% dos inquiridos defendem a eliminação das portagens na Autoestrada 24 (A24).
O peso do custo das portagens na atividade das empresas é "muito significativo" para 51% dos inquiridos e "significativo" para 27%.
Estas opiniões são mais fortes no setor dos transportes (78%). Em termos de dimensão são as empresas "maiores" que mais valorizam este parâmetro.
Segundo o barómetro, 18% dos inquiridos reivindicam ainda a reabertura da ligação aérea Bragança Vila Real e Lisboa, suspensa há mais de um ano, enquanto 12% pede o reforço da rede viária complementar e 12% quer também reforçar a linha férrea regional.
Relativamente à utilização dos meios de transporte (65%) dos empresários "nunca" utilizou o avião para as suas ligações a Lisboa ou a Bragança.
Ainda na opinião dos empresários a região está mal dotada de infraestruturas (70%), comparando com a média nacional. Esta opinião é mais saliente nas empresas dos setores da agricultura (83%) e dos transportes (78%).
A Nervir considera que a "rede rodoviária contribui para o reforço da atratividade e competitividade dos territórios".
No entanto ressalva que, sem a valorização do território e a criação de condições de atração de empresas e de criação de emprego, "são simples corredores de atravessamento que facilitam a circulação de pessoas e bens".
PLI // MSP
Lusa/Fim
Câmara de Carrazeda de Ansiães admite resgatar concessão da água a privados
O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, José Luís Correia, admitiu hoje que é sua intenção denunciar o contrato e resgatar a concessão a privados da água do concelho transmontano.
"Se puder fazê-lo" esta é uma hipótese que "está sobre a mesa" na análise e renegociação do contrato celebrado em 2001 com a AGS, S.A apontado pelo Tribunal de Contas como das "situações mais problemáticas" numa auditoria realizada, em 2012, a 27 Parcerias Público Privadas (PPP) nas águas por todo o país.
O contrato de Carrazeda de Ansiães foi celebrado antes de José Luís Correia ter chegado à Câmara, pelo antecessor também do PSD Eugénio de Castro, e a concessão leva já 13 dos 30 anos previstos.
O atual autarca social-democrata, no início do segundo mandato, afirmou à Lusa que discorda do modelo por ter "desequilíbrios" para ambas as partes e que "esta concessão "nunca devia ter sido feito".
O autarca já tinha informado o Tribunal de Contas, na fase do contraditório, que "o município pretende proceder à renegociação global do contrato nos termos" recomendados.
O ideal para José Luís Correia "era a Câmara ter capacidade para gerir, que o fizesse por si" e, apesar das dificuldades financeiras atuais, não descarta por completo esta possibilidade.
"Esta concessão está a funcionar com tudo que é da câmara, desde funcionários a infraestruturas e se a autarquia ainda tem de cobrir os desequilíbrios, então porque não o há de fazer por si", questiona-se o autarca.
José Luís Correia reconheceu que "há incumprimentos de parte a parte", nomeadamente, no que se refere à autarquia por não ter atualizado os tarifários em 42 por cento desde o início da concessão.
Ainda assim, à concessionária privada das Águas de Carrazeda são apontados" vários incumprimentos" que o presidente da Câmara confirma, desde logo, o não pagamento da retribuição anual de quase cinco mil euros ao município.
Outra das falhas apontadas pelo Tribunal de Contas era a Câmara estar a assumir o pagamento de vencimentos dos 18 funcionários requisitados à autarquia pela concessionária privada, com um encargo global de quase 1,9 milhões de euros.
O presidente da Câmara confirma a situação, mas assegurou à Lusa que diz respeito apenas até 2009, altura em que chegou à presidência e deixou de pagar os salários, passando este encargo a ser assumido pela concessionária.
O autarca garantiu ainda à Lusa que "na próxima semana" vai ter reuniões com os consultores financeiros e jurídicos do município para analisar o contrato e que depois avançará para negociações com o grupo privado que gere a água no concelho com 6.363 habitantes.
Só depois de analisados todos os dados e as possibilidades jurídicas e das conversações com a concessionária é que Carrazeda de Ansiães tomará uma decisão sobre o futuro do sistema local de água e saneamento, segundo ainda o autarca.
HFI // MSP
Lusa/fim
"Se puder fazê-lo" esta é uma hipótese que "está sobre a mesa" na análise e renegociação do contrato celebrado em 2001 com a AGS, S.A apontado pelo Tribunal de Contas como das "situações mais problemáticas" numa auditoria realizada, em 2012, a 27 Parcerias Público Privadas (PPP) nas águas por todo o país.
O contrato de Carrazeda de Ansiães foi celebrado antes de José Luís Correia ter chegado à Câmara, pelo antecessor também do PSD Eugénio de Castro, e a concessão leva já 13 dos 30 anos previstos.
O atual autarca social-democrata, no início do segundo mandato, afirmou à Lusa que discorda do modelo por ter "desequilíbrios" para ambas as partes e que "esta concessão "nunca devia ter sido feito".
O autarca já tinha informado o Tribunal de Contas, na fase do contraditório, que "o município pretende proceder à renegociação global do contrato nos termos" recomendados.
O ideal para José Luís Correia "era a Câmara ter capacidade para gerir, que o fizesse por si" e, apesar das dificuldades financeiras atuais, não descarta por completo esta possibilidade.
"Esta concessão está a funcionar com tudo que é da câmara, desde funcionários a infraestruturas e se a autarquia ainda tem de cobrir os desequilíbrios, então porque não o há de fazer por si", questiona-se o autarca.
José Luís Correia reconheceu que "há incumprimentos de parte a parte", nomeadamente, no que se refere à autarquia por não ter atualizado os tarifários em 42 por cento desde o início da concessão.
Ainda assim, à concessionária privada das Águas de Carrazeda são apontados" vários incumprimentos" que o presidente da Câmara confirma, desde logo, o não pagamento da retribuição anual de quase cinco mil euros ao município.
Outra das falhas apontadas pelo Tribunal de Contas era a Câmara estar a assumir o pagamento de vencimentos dos 18 funcionários requisitados à autarquia pela concessionária privada, com um encargo global de quase 1,9 milhões de euros.
O presidente da Câmara confirma a situação, mas assegurou à Lusa que diz respeito apenas até 2009, altura em que chegou à presidência e deixou de pagar os salários, passando este encargo a ser assumido pela concessionária.
O autarca garantiu ainda à Lusa que "na próxima semana" vai ter reuniões com os consultores financeiros e jurídicos do município para analisar o contrato e que depois avançará para negociações com o grupo privado que gere a água no concelho com 6.363 habitantes.
Só depois de analisados todos os dados e as possibilidades jurídicas e das conversações com a concessionária é que Carrazeda de Ansiães tomará uma decisão sobre o futuro do sistema local de água e saneamento, segundo ainda o autarca.
HFI // MSP
Lusa/fim
D’gostar Alfândega à mesa com iguarias locais
As sopas de espargos bravos com cabrito; aveludado de aves com amêndoa torrada; trouxas de alheira com legumes; tarte de borrego com legumes assados; perna de porco zimbrada com legumes e as farófias bom petisco, há também sugestões para “comer de seco”.
E tradições revisitadas como Rolinho de Alheira em Couve Salteada, das Batatas de Luto; Migas de Caldeirada; Sopinhas da Cegada; Salada de Azedas e um leque variado de doçaria. São só algumas das sugestões para gostar e degustar Alfândega, durante os fins-de-semana de Março.
Trata-se de uma iniciativa da câmara como forma de valorizar e impulsionar a introdução de produtos locais na restauração. A ideia é trazer para a mesa dos restaurantes o que a natureza produziu sozinha, “ os sabores da serra, com o Puro Sal e o Zimbro a aromatizarem os pratos, das entradas à sobremesa”.
Ao programa aderiram o Hotel & SPA Alfândega da Fé, a Pizzaria Arregiça (Soeiro) e o Restaurante São Sebastião.
in:mdb.pt
E tradições revisitadas como Rolinho de Alheira em Couve Salteada, das Batatas de Luto; Migas de Caldeirada; Sopinhas da Cegada; Salada de Azedas e um leque variado de doçaria. São só algumas das sugestões para gostar e degustar Alfândega, durante os fins-de-semana de Março.
Trata-se de uma iniciativa da câmara como forma de valorizar e impulsionar a introdução de produtos locais na restauração. A ideia é trazer para a mesa dos restaurantes o que a natureza produziu sozinha, “ os sabores da serra, com o Puro Sal e o Zimbro a aromatizarem os pratos, das entradas à sobremesa”.
Ao programa aderiram o Hotel & SPA Alfândega da Fé, a Pizzaria Arregiça (Soeiro) e o Restaurante São Sebastião.
in:mdb.pt
Bragança - Jantar Rosa para angariar verbas para o movimento Vencer e Viver
Está marcado para 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, o Primeiro Jantar Rosa em Bragança.
Trata-se de uma organização do Vencer e Viver, um movimento que apoia todas as mulheres a quem é diagnosticado cancro da mama.O evento tem como objectivo uma recolha de fundos para o movimento.
O jantar custa 12,5 euros por pessoa, dos quais 2.5 euros revertem para o Vencer e Viver. O jantar tem lugar no Hotel S. Lázaro, em Bragança, e tem início às 19h00.
As inscrições podem ser feitas até ao dia 5 de Março pelo email ligavencerviver@hotmail.com ou pelo telefone 273 302 626 (ext. 102) e pelos telemóveis : 969034271; 934326669; 937364131.
in:mdb.pt
Trata-se de uma organização do Vencer e Viver, um movimento que apoia todas as mulheres a quem é diagnosticado cancro da mama.O evento tem como objectivo uma recolha de fundos para o movimento.
O jantar custa 12,5 euros por pessoa, dos quais 2.5 euros revertem para o Vencer e Viver. O jantar tem lugar no Hotel S. Lázaro, em Bragança, e tem início às 19h00.
As inscrições podem ser feitas até ao dia 5 de Março pelo email ligavencerviver@hotmail.com ou pelo telefone 273 302 626 (ext. 102) e pelos telemóveis : 969034271; 934326669; 937364131.
in:mdb.pt
Trás-os-Montes - Caretos herdeiros dos deuses romanos mantêm Carnaval original
Um investigador da Universidade de Vila Real recorda que é em Trás-os-Montes que se mantêm as formas mais originais do Entrudo, protagonizado por caretos «herdeiros diabólicos dos deuses da Roma antiga», que contrasta com o Carnaval citadino. Este, «uma miscenização civilizacional que colhe influências de outros carnavais do mundo».
«As figuras dos caretos de Podence, Ousilhão, Baçal, Varge, Vilas Boas e Salsas que marcam o Entrudo em Trás-os-Montes personificam seres sobrenaturais, herdeiros dos deuses diabólicos venerados na Roma antiga desde o império de Júlio César», afirmou o etnógrafo Alexandre Parafita.
O professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) defendeu que, por isso, esta é a «região de Portugal onde se mantêm as formas mais originais do Entrudo, longe do Carnaval que se vê nas grandes urbes».
Para o investigador, o Carnaval citadino resulta «de uma miscenização civilizacional que colhe influências de outros carnavais do mundo, especialmente do Brasil».
Alexandre Parafita considerou que a fisionomia dos caretos transmontanos, «com as suas máscaras demoníacas, impondo um misto de terror e diversão, apresenta evidentes semelhanças com as divindades das festas «Lupercais» romanas que eram celebradas igualmente nesta altura do ano em honra do deus Pã, também conhecido por «Fauno Luperco».
Esta figura, segundo explicou, apresentava-se com aspecto diabolizado, cornadura de bode e corpo peludo, perseguindo as pessoas que fugiam aterrorizadas.
Actualmente, por exemplo, em Podence, os caretos perseguem também as pessoas, especialmente as raparigas. «Ocultos nas suas máscaras de lata, chocalhos à cintura, fatos de franjas de cores garridas feitas de linho e lã, percorrem os cantos da aldeia, entram e saem pelas janelas das casas e alpendres, trepam aos telhados e arrastam para a rua as raparigas indefesas sujeitando-as ao barulho das chocalhadas e ensaiando com elas rituais eróticos», referiu.
Nesta altura, um pouco por todo a região de Trás-os-Montes, longe dos carnavais das grandes urbes, mantêm-se rituais «expurgatórios cujas origens se perdem nos tempos».
É, segundo Alexandre Parafita, o caso do «julgamento do Entrudo» em Santulhão, Vimioso, o qual é «responsabilizado pelas desgraças do Inverno, especialmente os males agrários» e, por isso, acaba queimado pelo povo na praça pública.
Também em Pinela, na segunda-feira, ao final da tarde, é construído um boneco, simbolizando o Entrudo, que é escondido numa casa, sem que o dono saiba, e terça-feira os habitantes saem à rua e dão a volta à aldeia à procura do Entrudo.
De acordo com o especialista, na casa onde ele for encontrado, os donos têm que lhes dar de comer, e, na quarta-feira, os habitantes juntam-se e queimam-no.
Por sua vez, em Carrazedo, na noite de Carnaval, os rapazes constroem um boneco de palha e colocam-no à porta de casa das raparigas solteiras e, no decorrer da noite, cada uma delas fica de vigia à sua porta, e se encontrar lá o boneco, vai colocá-lo à porta de outra rapariga. De manhã, na casa onde estiver o boneco de palha, é sinal de que a moça não irá casar.
«Os castigos e sevícias aplicados sobre este boneco, como símbolo do Entrudo, representam, simultaneamente, o seu esconjuro e a purificação da comunidade, que assim entrará, com outro ânimo, num novo ciclo produtivo», concluiu.
Café Portugal/Lusa; Foto - «Festas de Inverno com Máscaras»
«As figuras dos caretos de Podence, Ousilhão, Baçal, Varge, Vilas Boas e Salsas que marcam o Entrudo em Trás-os-Montes personificam seres sobrenaturais, herdeiros dos deuses diabólicos venerados na Roma antiga desde o império de Júlio César», afirmou o etnógrafo Alexandre Parafita.
O professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) defendeu que, por isso, esta é a «região de Portugal onde se mantêm as formas mais originais do Entrudo, longe do Carnaval que se vê nas grandes urbes».
Para o investigador, o Carnaval citadino resulta «de uma miscenização civilizacional que colhe influências de outros carnavais do mundo, especialmente do Brasil».
Alexandre Parafita considerou que a fisionomia dos caretos transmontanos, «com as suas máscaras demoníacas, impondo um misto de terror e diversão, apresenta evidentes semelhanças com as divindades das festas «Lupercais» romanas que eram celebradas igualmente nesta altura do ano em honra do deus Pã, também conhecido por «Fauno Luperco».
Esta figura, segundo explicou, apresentava-se com aspecto diabolizado, cornadura de bode e corpo peludo, perseguindo as pessoas que fugiam aterrorizadas.
Actualmente, por exemplo, em Podence, os caretos perseguem também as pessoas, especialmente as raparigas. «Ocultos nas suas máscaras de lata, chocalhos à cintura, fatos de franjas de cores garridas feitas de linho e lã, percorrem os cantos da aldeia, entram e saem pelas janelas das casas e alpendres, trepam aos telhados e arrastam para a rua as raparigas indefesas sujeitando-as ao barulho das chocalhadas e ensaiando com elas rituais eróticos», referiu.
Nesta altura, um pouco por todo a região de Trás-os-Montes, longe dos carnavais das grandes urbes, mantêm-se rituais «expurgatórios cujas origens se perdem nos tempos».
É, segundo Alexandre Parafita, o caso do «julgamento do Entrudo» em Santulhão, Vimioso, o qual é «responsabilizado pelas desgraças do Inverno, especialmente os males agrários» e, por isso, acaba queimado pelo povo na praça pública.
Também em Pinela, na segunda-feira, ao final da tarde, é construído um boneco, simbolizando o Entrudo, que é escondido numa casa, sem que o dono saiba, e terça-feira os habitantes saem à rua e dão a volta à aldeia à procura do Entrudo.
De acordo com o especialista, na casa onde ele for encontrado, os donos têm que lhes dar de comer, e, na quarta-feira, os habitantes juntam-se e queimam-no.
Por sua vez, em Carrazedo, na noite de Carnaval, os rapazes constroem um boneco de palha e colocam-no à porta de casa das raparigas solteiras e, no decorrer da noite, cada uma delas fica de vigia à sua porta, e se encontrar lá o boneco, vai colocá-lo à porta de outra rapariga. De manhã, na casa onde estiver o boneco de palha, é sinal de que a moça não irá casar.
«Os castigos e sevícias aplicados sobre este boneco, como símbolo do Entrudo, representam, simultaneamente, o seu esconjuro e a purificação da comunidade, que assim entrará, com outro ânimo, num novo ciclo produtivo», concluiu.
Café Portugal/Lusa; Foto - «Festas de Inverno com Máscaras»
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