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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Postura sobre Águas e Fontes - Bragança 1957
Miranda do Douro voa com a TAP
Durante o mês de junho, o concelho de Miranda do Douro vai viajar diariamente nos aviões da TAP, na revista UP, Ouse Sonhar mais alto, Dare to dream higher.
Esta é mais uma campanha promocional que visa destacar Miranda do Douro e todos os seus atrativos, convidando os passageiros da companhia a área a conhecer e visitar este paraíso natural.
Recordo que a Revista bilingue Up é distribuída de forma gratuita a todos os passageiros da TAP, e por semana opera cerca de 2.500 voos, em 2014 foram transportados pela companhia área cerca de 11,5 milhões de pessoas que viajaram para 75 destinos em 34 países na Europa, América e África.
Está é mais uma campanha de promoção de Trás os Montes, nomeadamente Miranda do Douro.
Fica o convite… Bamos a Miranda… um destino que não deixa ninguém indiferente.
Esta é mais uma campanha promocional que visa destacar Miranda do Douro e todos os seus atrativos, convidando os passageiros da companhia a área a conhecer e visitar este paraíso natural.
Recordo que a Revista bilingue Up é distribuída de forma gratuita a todos os passageiros da TAP, e por semana opera cerca de 2.500 voos, em 2014 foram transportados pela companhia área cerca de 11,5 milhões de pessoas que viajaram para 75 destinos em 34 países na Europa, América e África.
Está é mais uma campanha de promoção de Trás os Montes, nomeadamente Miranda do Douro.
Fica o convite… Bamos a Miranda… um destino que não deixa ninguém indiferente.
Linho - da Arranca ao Estender
O linho era semeado em terras de regadio abundante ou húmidas, pois o linho é uma planta que tem que ter bastante humidade para se desenvolver e crescer convenientemente. A qualidade do linho depende do seu desenvolvimento, quanto mais ele for regado mais ele se desenvolve aumentando assim a sua qualidade.
Quando maduro era atado em molhos para ser conduzido à eira. Aí era ripado para lhe separar as sementes. Depois de separado das sementes, era novamente atado em molhos e lançado à água nos ribeiros e regatos, para apodrecimento da casca exterior.
Depois a estopa e o linho eram fiados na roca e no fuso que mãos ageis manobravam habilmente. Fiar a estopa era um trabalho difícil por ser uma fibra mais grosseira e áspera. Acabada a fiação, procedia-se ao arranjo das meadas com o auxilio do sarilho, onde se enrolava os fios das maçarocas, à medida que ele rodava.
Terminada esta tarefa, estendiam-se as meadas nas lameiras a corar. depois de coradas, metiam-se numa barrela, feita num grande cortiço, envolvidas em água quente e cinza. Tiradas da barrela, as meadas eram lavadas e estendidas novamente a corar.
Depois de tecido o linho era novamente lavado e corado.
Só depois de todos estes trabalhos, é que o tecido de linho ficava pronto para confecção de lençóis, toalhas de rosto e de mesa, camisas, ceroulas etc. Com a estopa procedia-se de igual modo e tinha quase a mesma utilização que o linho.
António Ramos Rosa
A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só
Este homem que pensou
com uma pedra na mão
tranformá-la num pão
tranformá-la num beijo
Este homem que parou
no meio da sua vida
e se sentiu mais leve
que a sua própria sombra
in:astormentas.com
Bragança // Camião despistou-se na A4
Um veículo pesado despistou-se esta segunda-feira, depois da 9h00, na auto-estrada transmontana (A4), a poucos quilómetros do nó de Vinhas, concelho de Bragança.
Não há feridos a registar.
O socorro foi prestado por equipas dos Bombeiros de Bragança e pela GNR.
in:mdb.pt
Não há feridos a registar.
O socorro foi prestado por equipas dos Bombeiros de Bragança e pela GNR.
in:mdb.pt
Detido na posse de haxixe em Moncorvo
Foi detido um indivíduo, ontem, ao início da madrugada, em Torre de Moncorvo, por posse de droga.
No momento da detenção, o indivíduo, de nacionalidade portuguesa, estava na posse de 281 gramas de haxixe.
O suspeito vai hoje ser presente no Tribunal de Bragança.
Escrito por ONDA LIVRE
No momento da detenção, o indivíduo, de nacionalidade portuguesa, estava na posse de 281 gramas de haxixe.
O suspeito vai hoje ser presente no Tribunal de Bragança.
Escrito por ONDA LIVRE
Mostra Agrícola promete continuar a investir no setor
Ontem, terminou a II Mostra Agrícola em Macedo de Cavaleiros.
Um certame onde não faltou a inovação, nem os habituais produtos da terra.
Neste segundo ano de certame, terão sido cerca de 10 mil pessoa a visitar o espaço, onde se juntaram 26 freguesias do concelho, 35 expositores ligados à agricultura e muitos produtores de raças autóctones, como a ovelha churra badana e o gado mirandês.
A organização coube à câmara municipal, e o presidente, Duarte Moreno, considera que o concelho macedense é uma pérola por laminar, onde não falta o bem essencial – água.
E a ambição desta Mostra Agrícola já está definida.
Ontem, domingo, comemorou-se o Dia do Agricultor. 300 máquinas agrícolas concentraram-se no Parque Municipal de Exposições para assinar a data, ainda que os agricultores pareçam desanimados com a realidade atual do setor.
Terminou ontem a II Mostra Agrícola, em Macedo de Cavaleiros.
Ontem de manhã houve ainda um seminário sobre os apoios à agricultura no novo quadro comunitário.
Escrito por ONDA LIVRE
Um certame onde não faltou a inovação, nem os habituais produtos da terra.
Neste segundo ano de certame, terão sido cerca de 10 mil pessoa a visitar o espaço, onde se juntaram 26 freguesias do concelho, 35 expositores ligados à agricultura e muitos produtores de raças autóctones, como a ovelha churra badana e o gado mirandês.
A organização coube à câmara municipal, e o presidente, Duarte Moreno, considera que o concelho macedense é uma pérola por laminar, onde não falta o bem essencial – água.
E a ambição desta Mostra Agrícola já está definida.
Ontem, domingo, comemorou-se o Dia do Agricultor. 300 máquinas agrícolas concentraram-se no Parque Municipal de Exposições para assinar a data, ainda que os agricultores pareçam desanimados com a realidade atual do setor.
Terminou ontem a II Mostra Agrícola, em Macedo de Cavaleiros.
Ontem de manhã houve ainda um seminário sobre os apoios à agricultura no novo quadro comunitário.
Escrito por ONDA LIVRE
Reiki ajuda à socialização numa instituição para a deficiência de Bragança
Uma instituição dedicada à deficiência em Bragança está a apostar no Reiki para utentes e colaboradores e encontrou nesta terapia alternativa uma ajuda para aliviar problemas e abrir portas à socialização.
A Associação Sócio Cultural dos Deficientes de Trás-os-Montes (ASCUDT) oferece há dois anos esta terapia natural baseada na transmissão de energias através do toque e os beneficiários testemunham melhorias no bem-estar, qualidade de vida e na integração.
A instituição, com 56 utentes dos 18 aos 101 anos, abriu as portas à comunidade num dia dedicado ao Reiki com sessões da terapia que surgiu no âmbito de um projeto de melhoria e inovação.
A autora da ideia foi Maria Miranda, gestora de formação na associação e mestre de Reiki em Bragança, com o propósito de "melhorar anímica e psicologicamente o estado dos utentes".
Apesar das dificuldades de alguns de expressão e até de perceção, a terapeuta conclui que são visíveis "melhoras significativas".
"Sentem-se mais leves, mais calmos, mais relaxados", contou à Lusa, acrescentando que "em alguns casos de mal-estar e dores, esses sintomas desaparecem".
Maria Miranda garante que o Reiki "não é uma simples técnica de relaxamento", embora a parte visível seja a colocação das mãos no paciente deitado numa marquesa, numa sala aromatizada por velas e ambientada com melodias orientais.
Atualmente estão a receber a terapia sete utentes e quatro colaboradores e daqueles que passaram por estas sessões três já aplicam Reiki, o que faz com que o projeto sirva também para se "sentirem úteis", como realçou.
Prova disso é o entusiasmo de Sérgio Rabaçal que ostenta um crachá de terapeuta de Reiki e expressa o orgulho na nova função que o ajuda a "andar mais distraído".
"Parece que ando nas nuvens e sinto-me bem em saber que as pessoas também se sentem bem em receber a minha aplicação de Reiki", disse à Lusa.
E "lá está o Sérgio sempre pronto e à disposição para aplicar a quem quiser", sobretudo à companheira, Conceição Cruz, também ela utente da instituição e adepta do Reiki.
"Vim para aqui triste em baixo, quase não dormia, andava sempre nervosa, com maus pensamentos... agora sinto-me com ânimo, com vida, mais leve", partilhou com à Lusa, garantindo que esta terapia lhe "alivia as dores" e até deixou de ir tanto ao médico.
Testemunho idêntico tem Paula Fernandes que aproveitou o dia aberto à comunidade para beneficiar de uma sessão da terapia que descobriu há já algum tempo quando procurava soluções para problemas na coluna.
Já tinha experimentado outro tipo de terapias desde fisioterapia, acupuntura, e o reiki "foi a melhor solução".
Deixou de tomar medicação e de ter dores, como contou à Lusa.
"Não é de imediato, é com o tempo que se nota", ressalvou.
Luísa Sousa é colaboradora da instituição, trabalha em informática e chega ao final do dia "desgastada e com algumas dores de cabeça".
Até que começou a fazer Reiki e sente-se " mais relaxada, menos stressada".
A colabora testemunha que "os utentes que recebem esta terapia manifestam-se muito mais calmo, mais tolerantes".
Além dos benefícios físicos e emocionais apontou ainda os sociais, concretamente para os três utentes que se tornaram terapeutas.
" É uma forma de se integrarem na sociedade", considerou.
E o Reiki foi também, no dia aberto à comunidade, uma forma de Alexandrina Versos conhecer "uma instituição importante para Bragança" ao visitar pela primeira vez a ASCUDT para participar nas sessões oferecidas.
É uma terapia que Alexandrina já pratica há "muito tempo" e parece-lhe "muito bom" aplicá-la na área da deficiência.
HFI // JGJ
Lusa/fim
A Associação Sócio Cultural dos Deficientes de Trás-os-Montes (ASCUDT) oferece há dois anos esta terapia natural baseada na transmissão de energias através do toque e os beneficiários testemunham melhorias no bem-estar, qualidade de vida e na integração.
A instituição, com 56 utentes dos 18 aos 101 anos, abriu as portas à comunidade num dia dedicado ao Reiki com sessões da terapia que surgiu no âmbito de um projeto de melhoria e inovação.
A autora da ideia foi Maria Miranda, gestora de formação na associação e mestre de Reiki em Bragança, com o propósito de "melhorar anímica e psicologicamente o estado dos utentes".
Apesar das dificuldades de alguns de expressão e até de perceção, a terapeuta conclui que são visíveis "melhoras significativas".
"Sentem-se mais leves, mais calmos, mais relaxados", contou à Lusa, acrescentando que "em alguns casos de mal-estar e dores, esses sintomas desaparecem".
Maria Miranda garante que o Reiki "não é uma simples técnica de relaxamento", embora a parte visível seja a colocação das mãos no paciente deitado numa marquesa, numa sala aromatizada por velas e ambientada com melodias orientais.
Atualmente estão a receber a terapia sete utentes e quatro colaboradores e daqueles que passaram por estas sessões três já aplicam Reiki, o que faz com que o projeto sirva também para se "sentirem úteis", como realçou.
Prova disso é o entusiasmo de Sérgio Rabaçal que ostenta um crachá de terapeuta de Reiki e expressa o orgulho na nova função que o ajuda a "andar mais distraído".
"Parece que ando nas nuvens e sinto-me bem em saber que as pessoas também se sentem bem em receber a minha aplicação de Reiki", disse à Lusa.
E "lá está o Sérgio sempre pronto e à disposição para aplicar a quem quiser", sobretudo à companheira, Conceição Cruz, também ela utente da instituição e adepta do Reiki.
"Vim para aqui triste em baixo, quase não dormia, andava sempre nervosa, com maus pensamentos... agora sinto-me com ânimo, com vida, mais leve", partilhou com à Lusa, garantindo que esta terapia lhe "alivia as dores" e até deixou de ir tanto ao médico.
Testemunho idêntico tem Paula Fernandes que aproveitou o dia aberto à comunidade para beneficiar de uma sessão da terapia que descobriu há já algum tempo quando procurava soluções para problemas na coluna.
Já tinha experimentado outro tipo de terapias desde fisioterapia, acupuntura, e o reiki "foi a melhor solução".
Deixou de tomar medicação e de ter dores, como contou à Lusa.
"Não é de imediato, é com o tempo que se nota", ressalvou.
Luísa Sousa é colaboradora da instituição, trabalha em informática e chega ao final do dia "desgastada e com algumas dores de cabeça".
Até que começou a fazer Reiki e sente-se " mais relaxada, menos stressada".
A colabora testemunha que "os utentes que recebem esta terapia manifestam-se muito mais calmo, mais tolerantes".
Além dos benefícios físicos e emocionais apontou ainda os sociais, concretamente para os três utentes que se tornaram terapeutas.
" É uma forma de se integrarem na sociedade", considerou.
E o Reiki foi também, no dia aberto à comunidade, uma forma de Alexandrina Versos conhecer "uma instituição importante para Bragança" ao visitar pela primeira vez a ASCUDT para participar nas sessões oferecidas.
É uma terapia que Alexandrina já pratica há "muito tempo" e parece-lhe "muito bom" aplicá-la na área da deficiência.
HFI // JGJ
Lusa/fim
Passos Coelho quer implementar política de descentralização do Estado
O Primeiro-ministro veio a Trás-os-Montes anunciar a intenção de levar a cabo uma política de descentralização do estado num futuro próximo.
Pedro Passos Coelho falava esteve sábado na sessão de encerramento da convenção autárquica distrital conjunta de PSD e CDS PP, em Mogadouro, onde defendeu a atribuição de mais competências ao poder local.
“Creio que a experiência que os autarcas acumularam nestes anos os capacita para no futuro reunirem ainda mais competências e atribuições que lhes permita lidar melhor e de forma ainda mais próxima com os problemas das comunidades mais modernas”, referiu o Primeiro Ministro.
Passos Coelho falou da importância de haver uma coordenação entre os municípios no que diz respeito à programação de equipamentos que possam servir vários concelhos. “Teríamos tido vantagem, quando olhamos para a forma como programamos a construção de novos equipamentos, como os sociais, se as autarquias tivessem uma coordenação maior poderiam beneficiar de melhores equipamentos sem estar a reproduzi-los em todos os municípios”, sustentou ainda.
Na mesma convenção o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia anunciou que a reabilitação da rede em alta no sector da água será prioritária no próximo quadro comunitário.
Jorge Moreira da Silva considera que se trata de contrariar a tendência dos últimos anos que privilegiou investimentos na rede em baixa. Uma estratégia que, de acordo com o governante, prejudicou em especial territórios de baixa densidade. “É um sector que tem disparidades entre interior e litoral de um para três com prejuízo para os cidadãos do interior. Onde se perde 40 por cento da água que se distribui, e em alguns municípios 80 por cento.
Sucessivos governos entenderam que o dinheiro devia ir para as infraestruturas em alta, na captação e transporte até à porta dos concelhos, e não para as redes municipais em baixa”, frisa o responsável da tutela.
O Ministro do Ambiente estima que com a reforma do sector da água nos concelhos do interior se poupe 3,1 euros por ano num consumo médio de 10 metros cúbicos.
Escrito por Brigantia
Pedro Passos Coelho falava esteve sábado na sessão de encerramento da convenção autárquica distrital conjunta de PSD e CDS PP, em Mogadouro, onde defendeu a atribuição de mais competências ao poder local.
“Creio que a experiência que os autarcas acumularam nestes anos os capacita para no futuro reunirem ainda mais competências e atribuições que lhes permita lidar melhor e de forma ainda mais próxima com os problemas das comunidades mais modernas”, referiu o Primeiro Ministro.
Passos Coelho falou da importância de haver uma coordenação entre os municípios no que diz respeito à programação de equipamentos que possam servir vários concelhos. “Teríamos tido vantagem, quando olhamos para a forma como programamos a construção de novos equipamentos, como os sociais, se as autarquias tivessem uma coordenação maior poderiam beneficiar de melhores equipamentos sem estar a reproduzi-los em todos os municípios”, sustentou ainda.
Na mesma convenção o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia anunciou que a reabilitação da rede em alta no sector da água será prioritária no próximo quadro comunitário.
Jorge Moreira da Silva considera que se trata de contrariar a tendência dos últimos anos que privilegiou investimentos na rede em baixa. Uma estratégia que, de acordo com o governante, prejudicou em especial territórios de baixa densidade. “É um sector que tem disparidades entre interior e litoral de um para três com prejuízo para os cidadãos do interior. Onde se perde 40 por cento da água que se distribui, e em alguns municípios 80 por cento.
Sucessivos governos entenderam que o dinheiro devia ir para as infraestruturas em alta, na captação e transporte até à porta dos concelhos, e não para as redes municipais em baixa”, frisa o responsável da tutela.
O Ministro do Ambiente estima que com a reforma do sector da água nos concelhos do interior se poupe 3,1 euros por ano num consumo médio de 10 metros cúbicos.
Escrito por Brigantia
Internacionalização é imagem de marca Expo Trás-os-Montes
A internacionalização dos produtos e serviços transmontanos foi a imagem de marca da 4ª edição da Expo Trás-os-Montes, que terminou ontem em Bragança.
O Presidente da Associação Empresarial do NERBA, entidade organizadora da exposição, acredita que a forma como o certame promove a marca de Trás-os-Montes e a troca de experiências entre empresários de dezenas de países fazem com que Bragança são características que tornam a Expo Trás o Montes no maior evento de promoção económico território transmontano.
“A Expo Trás-os-Montes contou com a presença de alguns dos melhores especialistas do país que debateram oportunidades de negócio, empresários de todo o mundo e representantes e diplomatas de 27 países do Mundo. Conheceram a região, perceberam que este é um território de grandes oportunidades e para investir. Perceberam que é um território desenvolvido e, acima de tudo, a Expo Trás-os-Montes, ajudou a reforçar essa imagem positiva de Trás-os-Montes e a aumentar a sua notoriedade e visibilidade”, considera Eduardo Malhão.
O presidente do Nerba acrescenta que “as empresas presentes na Expo representam um volume de negócios de mais de 40 milhões de euros e mais de 2 mil postos de trabalho. É o evento na área da promoção da economia com maior escala e densidade económica no território de Trás-os-Montes”.
A partilha de experiências entre empresários transmontanos foi também promovida no Encontro Empresarial da Diáspora Transmontana. Um dos participantes foi António Pereira, de 64 anos, natural de Gebelim, no concelho de Alfândega da Fé.. Foi aos 14 anos foi para S. Paulo, no Brasil onde abriu uma padaria. Hoje representa uma associação com 73 mil empresas do sector. Os empresários deste ramo de actividade no Brasil não dispensam os produtos transmontanos. “Usamos muitos produtos regionais transmontanos, como fumeiro, azeite e vinho, não só para consumo nas nossas lojas mas também para vender directamente ao consumidor”, conta o transmontano.
A Expo Trás-os-Montes terminou ontem em Bragança.
Escrito por Brigantia
O Presidente da Associação Empresarial do NERBA, entidade organizadora da exposição, acredita que a forma como o certame promove a marca de Trás-os-Montes e a troca de experiências entre empresários de dezenas de países fazem com que Bragança são características que tornam a Expo Trás o Montes no maior evento de promoção económico território transmontano.
“A Expo Trás-os-Montes contou com a presença de alguns dos melhores especialistas do país que debateram oportunidades de negócio, empresários de todo o mundo e representantes e diplomatas de 27 países do Mundo. Conheceram a região, perceberam que este é um território de grandes oportunidades e para investir. Perceberam que é um território desenvolvido e, acima de tudo, a Expo Trás-os-Montes, ajudou a reforçar essa imagem positiva de Trás-os-Montes e a aumentar a sua notoriedade e visibilidade”, considera Eduardo Malhão.
O presidente do Nerba acrescenta que “as empresas presentes na Expo representam um volume de negócios de mais de 40 milhões de euros e mais de 2 mil postos de trabalho. É o evento na área da promoção da economia com maior escala e densidade económica no território de Trás-os-Montes”.
A partilha de experiências entre empresários transmontanos foi também promovida no Encontro Empresarial da Diáspora Transmontana. Um dos participantes foi António Pereira, de 64 anos, natural de Gebelim, no concelho de Alfândega da Fé.. Foi aos 14 anos foi para S. Paulo, no Brasil onde abriu uma padaria. Hoje representa uma associação com 73 mil empresas do sector. Os empresários deste ramo de actividade no Brasil não dispensam os produtos transmontanos. “Usamos muitos produtos regionais transmontanos, como fumeiro, azeite e vinho, não só para consumo nas nossas lojas mas também para vender directamente ao consumidor”, conta o transmontano.
A Expo Trás-os-Montes terminou ontem em Bragança.
Escrito por Brigantia
Anselmo Borges defende combate ao Estado Islâmico "com a força das armas"
“É necessário combater o Estado Islâmico com a força das armas”. A afirmação é do padre Anselmo Borges que, na passada sexta-feira, apresentou uma reflexão sobre o tema “Religiões e Liberdade”, em Bragança.
À margem desta conferência, o também professor universitário, confessou à Brigantia, que considera “uma loucura” os actos de violência praticados pelos islamitas, por exemplo na Síria, que se encontra em guerra civil há quatro anos. “Aquilo é a loucura.
Nós não podemos, de maneira nenhuma tolerar que um auto proclamado Estado crucifique e viole inocentes, enterre pessoas vivas, destrua o património histórico cultural da humanidade.
Por isso é necessário combater com a força das armas este Estado Islâmico, no quadro da lei, com o apoio das Nações Unidas”, considera o padre Anselmo Borges. Nesta conferência, o padre Anselmo Borges apelou ao diálogo entre as religiões, a uma leitura histórica e critica dos textos sagrados e à laicidade do Estado. Elementos que considera essenciais para garantir a paz mundial.
Anselmo Borges é autor de vários livros de reflexão sobre a religião. O último intitulado “ Deus ainda tem futuro?” retrata temas como a situação religiosa actual e o conceito de Deus no Oriente e Ocidente.
Escrito por Brigantia
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| Anselmo Borges |
Nós não podemos, de maneira nenhuma tolerar que um auto proclamado Estado crucifique e viole inocentes, enterre pessoas vivas, destrua o património histórico cultural da humanidade.
Por isso é necessário combater com a força das armas este Estado Islâmico, no quadro da lei, com o apoio das Nações Unidas”, considera o padre Anselmo Borges. Nesta conferência, o padre Anselmo Borges apelou ao diálogo entre as religiões, a uma leitura histórica e critica dos textos sagrados e à laicidade do Estado. Elementos que considera essenciais para garantir a paz mundial.
Anselmo Borges é autor de vários livros de reflexão sobre a religião. O último intitulado “ Deus ainda tem futuro?” retrata temas como a situação religiosa actual e o conceito de Deus no Oriente e Ocidente.
Escrito por Brigantia
Bombeiros de Bragança têm 2 novas ambulâncias
Os Bombeiros de Bragança têm duas novas ambulâncias. Os novos veículos foram benzidos no passado sábado, dia em que comemoraram 125 anos.
Uma das ambulâncias foi oferecida pelo Município de Bragança, a outra foi adquirida pela própria Associação Humanitária.
O presidente desta associação, Rui Correia, explica que os novos veículos vêm substituir ambulâncias antigas, melhorando assim o serviço prestado à população “ Estas ambulâncias vêm substituir ambulâncias antigas. Nós temos um desgaste enorme, fazemos vários quilómetros todos os dias. Cada ambulância tem um custo que ronda os 35 a 40 mil euros”, revela o responsável.
As comemorações do aniversário dos Bombeiros de Bragança prolongam-se até ao dia 8 de Dezembro, com várias iniciativas ao longo do ano. Um dos pontos altos foi a exposição de 18 carros antigos, das corporações de bombeiros do distrito e uma de Famalicão, que decorreu este fim-de-semana. “São carros muito bonitos, preciosidades, que normalmente estão fechadas nos quartéis, e entendemos que devíamos mostrar às pessoas estas viaturas que fazem parte da nossa história”, afirma Rui Correia.
A exposição de carros antigos terminou ontem à noite com um desfile pelas ruas da cidade.
Escrito por Brigantia
Uma das ambulâncias foi oferecida pelo Município de Bragança, a outra foi adquirida pela própria Associação Humanitária.
O presidente desta associação, Rui Correia, explica que os novos veículos vêm substituir ambulâncias antigas, melhorando assim o serviço prestado à população “ Estas ambulâncias vêm substituir ambulâncias antigas. Nós temos um desgaste enorme, fazemos vários quilómetros todos os dias. Cada ambulância tem um custo que ronda os 35 a 40 mil euros”, revela o responsável.
As comemorações do aniversário dos Bombeiros de Bragança prolongam-se até ao dia 8 de Dezembro, com várias iniciativas ao longo do ano. Um dos pontos altos foi a exposição de 18 carros antigos, das corporações de bombeiros do distrito e uma de Famalicão, que decorreu este fim-de-semana. “São carros muito bonitos, preciosidades, que normalmente estão fechadas nos quartéis, e entendemos que devíamos mostrar às pessoas estas viaturas que fazem parte da nossa história”, afirma Rui Correia.
A exposição de carros antigos terminou ontem à noite com um desfile pelas ruas da cidade.
Escrito por Brigantia
Ministro visita Moncorvo em dias de festa de Constantino e pode ter trazido novidades
Em Torre de Moncorvo, os três últimos dias foram de festa, com as comemorações em honra de Constantino, o rei dos floristas.
De sexta a domingo, além dos ateliês de flores, houve ruas enfeitadas, visitas guiadas e até lançamento de livros.
O presidente do município, Nuno Gonçalves, conta que a festa começa a atrair já os vizinhos espanhóis, e isso são bons pronúncios.
Bons pronúncios parece ter trazido também o Ministro da Ação Social, Pedro Mota Soares, que se deslocou sábado a Moncorvo. Depois da recente assinatura de dez acórdãos para o lar da freguesia da Lousa, Pedro Mota Soares deixou a promessa de continuar a reforçar a rede de acórdãos em todo o país, com enfoque para o interior.
E para o concelho moncorvense, esta visita pode ser ainda pronúncio de algo mais, que Nuno Gonçalves não revela, para já.
Novidades para o concelho de Torre de Moncorvo poderão ser anunciadas em julho.
Escrito por ONDA LIVRE
De sexta a domingo, além dos ateliês de flores, houve ruas enfeitadas, visitas guiadas e até lançamento de livros.
O presidente do município, Nuno Gonçalves, conta que a festa começa a atrair já os vizinhos espanhóis, e isso são bons pronúncios.
Bons pronúncios parece ter trazido também o Ministro da Ação Social, Pedro Mota Soares, que se deslocou sábado a Moncorvo. Depois da recente assinatura de dez acórdãos para o lar da freguesia da Lousa, Pedro Mota Soares deixou a promessa de continuar a reforçar a rede de acórdãos em todo o país, com enfoque para o interior.
E para o concelho moncorvense, esta visita pode ser ainda pronúncio de algo mais, que Nuno Gonçalves não revela, para já.
Novidades para o concelho de Torre de Moncorvo poderão ser anunciadas em julho.
Escrito por ONDA LIVRE
O Pão-nosso de cada dia
O pão trigo «abarretado», comprido como o barrete militar, que é o melhor pão que se faz na cidade de Mirandela, merece a primeira referência. Segue-se o pão centeio, «centeio-alveiro» e que a farinha muito fina saía da poética mó albeira. Esta farinha fina consegue-se ao ser peneirada «esbeijada» na peneira mais fina e a deslizar nas «varilhas» por cima da masseira.
Quando a farinha triga não é tão apurada, na mó alveira, peneirada só pela peneira grossa, temos o charrão ou «pão charrão» e do farelo podemos fazer uma «enfarnada» para o cavalo ou para o porco, bastando juntar ao balde de água duas ou três malgas deste fibroso alimento.
Estamos a «escangar» a farinha quando lhe tiramos o farelo mais grosso ou «relão» ou «ralão». E é posta no «missoulo» ou saco pequeno quando é pouca, sendo a maquia cobrada pelo moleiro menor. O pão charrão obtém-se do «relão» (também se chama «pão-ralão» ou «pão-relão») que é a farinha ou farelo mais grossos. Da farinha centeia menos apurada na azenha (maior) ou no moinho (pequeno) faz-se o «pão-preto» (o último que comi foi feito em Pitões – Montalegre) (le pain noir dos franceses) ou pão dos pobres, ou pão que o «Diabo amassou». Hoje só quase temos o pão dos parasitas que recebem e não querem trabalhar.
A «sêmea» ou pão-sêmea, tal como o charrão são feitos de farinha trigo e farelo. Mas, a sêmea é confeccionada a partir de uma farinha de grossura média. Por sua vez, o «pão albeiro» ou «pão coado» é conseguido com a farinha mais fina que se utiliza na regueifa e noutros pãos finos.
O «pão arfado» ou empolado, levantado pela acção do calor brusco é uma característica de algum do nosso pão ou bolos cozidos. Por sua vez, «o pão resinado» é aquele que fica mal cozido e acaçapado. Mesmo assim, quando temos muita fome podemos partir um «benairo» de pão.
Por mais que as pás mecânicas batam a farinha, o melhor pão é aquele é amassado a braços. A farinha não pode ficar «ingrunhada» e sempre que vemos algum «ingrunho» é sinal de que precisa de ser mais trabalhada.
O pão ao ir para o tendal, para a massa não se pegar ao bragal, tem que levar um cheirinho de farinha e estamos a «fingir» ou fangir, isto é, quase fingimos ou fangimos que deitamos. Também se finge o pão quando vai para a pá para entrar no forno. Quando se pedia a alguém para cozer uma fornada de pão pagava-se-lhe com a poia ou pão mais pequeno.
O «molête» ou pão trigo de poucas gramas, como o de três/quatro cantos, é um produto mais da cidade, porque nas aldeias havia mais fartura e o pão era de quilos.
Como diz o ilustre Prof. Adriano Moreira, que «Mirandela é o Poço do Azeite», este precioso e fino «ouro da terra» entra na «bola sovada» (devido à tareia que leva na masseira) ou «bola calcada», na «bola de azeite» e na novíssima bola de azeitonas e em muita da nossa bolaria.
A «painça» ou farinha de milho (tem o seu nome no milho miúdo ou painço, ou pão-de-passarinho, que depois passou para o milho americano ou graúdo) faz um pão mais pesado, fibroso e nutritivo, mais usado no Minho e litoral norte.
Nem todo o pão que se come (ou se comia antigamente) provem de cereal, também se obtém pão moendo a bolota ou a sua prima castanha. Foi o pão mais tradicional da castanha, a «falacha» que me motivou a escrita do livro «Castanea uma dádiva dos deuses».
À guisa de conselhos não «poupa no farelo e gasta na farinha », porque é sinal de pouca inteligência. Este ano, prevejo que vai ser «ano de muito gaimão, ano de muito pão».
Que saudades eu tenho do «bolo molhado» que fazia a minha mãe, quando cozia a fornada, e com um pão centeio mais pequeno ainda quente, em vez de o incertar, escarolava-o para uma panela, juntando-lhe açúcar (escuro) e vinho tinto (também gosto das sopas-de-cavalo-cansado)!
No último Verão a minha irmã mandou-me levantar o testo a uma panela e tinha dentro o bolo molhado!… Fiquei petrificado com emoção húmida e feliz que me encheu a alma!...
Com os nacos ou carolos de pão, ao sair do forno, a minha avó, M.ª Rosa, costumava fazer outro petisco juntando-lhe só azeite e açúcar.
No Verão, com o pão duro ou pão velho, costumo, seguindo os saberes da minha mãe, esfarolar ou esforgalhar o pão e fazer uma «salada de pão», juntando-lhe cebola picada, alcaparras ou azeitonas quartilhadas, azeite e vinagre de lavrador. É tão delicioso que nem uma forgalha deixo no prato.
«Paniegos» ou «pãozeiros» são os que comem muito pão e temos algumas aldeias no concelho de Mirandela com esta nomeada. Quem gosta pouco de pão come só um «tantinho», para não ser desmancha-prazeres.
in:jornal.netbila.net
por:Jorge Lage
Quem guarda os nossos tesouros?
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| bula ‘Manifestis Probatum' |
Quanto vale a bula ‘Manifestis Probatum' certidão do séc. XII que atesta o nascimento de Portugal? Ou o Tratado de Tordesilhas, que em 1494 dividiu o Mundo entre espanhóis e portugueses, hoje reconhecido pela Unesco como memória mundial? Estes são apenas dois dos documentos de extraordinário valor informativo e simbólico, inqualificável em termos monetários, que Portugal se orgulha de guardar nos arquivos centrais da Torre do Tombo, em Lisboa, mas preserva de olhares públicos.
O furto recente do Códice Calixtino, guia dos peregrinos datado do século XII que desapareceu da Catedral de Santiago de Compostela e cujo valor comercial pode rondar os cem milhões de euros, suscitou novos alertas sobre a segurança dos tesouros nacionais. "Nos últimos anos estas obras têm vindo a atrair redes internacionais de crime organizado e Portugal tem peças apetecíveis", nota a inspectora Teresa Esteves, da Brigada de Obras de Arte da Polícia Judiciária.
Oito casas-fortes
No interior da Torre do Tombo, oito casas-fortes, sistemas de videovigilância a funcionar 24 horas por dia e apertada segurança humana guardam a memória do País. "Temos 90 quilómetros de documentos, equivalente a uma estante entre Lisboa e Caldas da Rainha, e várias obras identificadas como tesouros nacionais", explica Silvestre Lacerda, director da casa. Com acesso particularmente controlado, esses documentos - entre os quais se encontram ‘O Livro das Aves', ‘O Apocalipse de Lorvão', os arquivos da Inquisição, a carta de Pêro Vaz de Caminha sobre o ‘achamento' do Brasil e a colecção do Corpo Cronológico (83 mil documentos diplomáticos dos séculos XII ao XVI) - estão catalogados como peças a salvar em caso de catástrofe e a preservar de qualquer tentativa de furto.
A segurança esteve na base da concepção do edifício, inaugurado há 20 anos e visitado por vários investigadores internacionais. Um estudo da European Arcadle Group detectou que grande parte dos furtos deste género de obras ocorre nas salas de leitura. Aconteceu em Santiago de Compostela e em vários países da Europa do Norte, alvo privilegiado destas redes. A Torre do Tombo reage ao perigo. "Seguiram-se critérios de preservação dos documentos e de apenas se aceder a eles em ambiente reservado. Evitar o contacto com a obra é fundamental e o que fazemos é digitalizar os documentos e disponibilizá-los apenas nesse formato. Temos disponíveis 8 milhões de imagens na internet. Mesmo em caso de grandes individualidades, estas são sempre acompanhadas e obrigadas a deixar objectos pessoais, como sacos e casacos, no exterior", adianta Silvestre Lacerda. "Não podemos desconfiar de todos, mas os furtos acontecem e o acesso aos tesouros nacionais tem de ser condicionado. Há cartões que identificam os movimentos desde que a porta se abre, além das câmaras instaladas em vários locais".
Joias da coroa
Alvo de cobiça, o património português perdeu parte das jóias da coroa, furtadas em 2002 quando foram emprestadas para uma exposição em Haia, Holanda. Entre as peças mais valiosas, que nunca foram encontradas, estavam um anel de D. Miguel e dois diamantes em bruto. Nos anos 40 do século passado, 25 Códices Alcobacenses, iluminuras, manuscritos, incunábulos (primeiras edições impressas), livros de horas, de música e de missa, gravuras e peças de numismática foram desviadas pelo então chefe das Secções de Reservados e de Numismática da Biblioteca Nacional. Detectado o autor do roubo - pessoa até então acima de qualquer suspeita -, algumas obras foram interceptadas em antiquários e alfarrabistas, mas muitas tinham sido fragmentadas e vendidas à peça, o que prejudicou o seu valor histórico.
Menos bem sucedida foi a tentativa de roubo, em 2006, da Custódia da Sé de Lisboa, peça de arte em ouro com mais de 4 mil pedras preciosas, cujos ladrões "foram apanhados em flagrante pela polícia, após denúncia de um eventual comprador", explica Teresa Esteves.
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| Tratado de Tordesilhas |
Há cerca de dois anos, o roubo em Espanha de gravuras e mapas em incunábulos alertou para a existência de rotas criminosas encabeçadas por indivíduos especializados em Arte e História. "A mesma pessoa esteve em Portugal, nomeadamente na Biblioteca Nacional, apresentou-se como investigador de uma universidade, mostrando papéis falsos. Quando detectamos esse perfil, alguém desconhecido, que tem pouco tempo e vem à pressa consultar documentos raros, ficamos mais atentos e mantemos sempre a vigilância física", adianta Lígia Martins, chefe da divisão de Reservados daquela organização.
Mais procura
O furto de obras e documentos históricos aumentou nos últimos dez anos, abrangendo "peças que não são tradicionalmente material de arquivo, como mapas, autógrafos e também peças iconográficas, com desenhos, o que é mais apetecível pelo coleccionador", adianta Silvestre Lacerda.
Do ponto de vista comercial, estes documentos são adquiridos por pessoas que possuem uma apetência rara por objectos históricos e dispõem de folga financeira para não perspectivar nova venda em mercado, alerta Teresa Esteves. No entanto, a informação neles contida pode ter outra rentabilidade e, à semelhança do que mostram os filmes e livros de ficção, a decifração de códigos em textos históricos pode revelar tesouros escondidos. "O interesse acrescido por mapas de determinada época indicia a tentativa de identificar as alterações nas costas marítimas para detectar eventuais achados arqueológicos", destaca a inspectora da Polícia Judiciária. Por outro lado, muitas destas obras podem ter valor de prova. "Possuímos um mapa do século XVI, de Teixeira Albernaz, que tem indicação dos habitantes à época de umas ilhas em particular que estão neste momento a ser disputadas pela China e o Vietname. Provavelmente será uma das peças levada a tribunal como valor de prova", diz Silvestre Lacerda.
Trancas na porta
Apesar de Portugal ter escapado aos roubos históricos recentes, há um cuidado acrescido em preservar a História. A actual casa Torre do Tombo, instituição que data do século XIV, foi construída para resistir a catástrofes. "A casa-forte central responde em situação de sismo e parte do edifício, construído em T, desmorona e protege essa zona, à semelhança do que aconteceu no terramoto de 1755, quando uma zona do castelo de S. Jorge ruiu, abafando e protegendo do incêndio parte significativa do arquivo nacional", refere o director da instituição, que tem no restauro e recuperação de documentos outra das prioridades.
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A Biblioteca Nacional, em Lisboa, guarda uma cópia do Códice Calixtino, cuja autoria é atribuída ao Papa Calixto II. Datada de 1175, esta versão mais modesta obedece ao mesmo texto, mas não inclui as páginas dedicadas à música e possui menos iluminuras, explica Teresa Duarte Ferreira, responsável pela área de manuscritos. A obra pertencia à Livraria da Ordem de Alcobaça e não está acessível a consulta pública.
CM, 17/07/2011, por Isabel Faria
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