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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Jornalista chileno está em Bragança a realizar documentário sobre portugueses no Chile

 Udo Gonçalves tem raízes no concelho, já que o bisavô partiu da aldeia de Salsas, no início do século passado, para o país sul-americano


A ideia de fazer este trabalho surgiu durante pandemia, quando o jornalista teve tempo para investigar mais aprofundadamente as suas origens portuguesas e também porque havia pouca informação sobre o assunto. “Tinha algumas ideias de como tinha ido a família mas nunca tinha pesquisado com tanta precisão, o que aconteceu... com a pandemia tive mais tempo, comecei a falar com o meu pai, tios e avós e pus a pergunta: quantos portugueses ou descendentes há no Chile? Sabia que não eram muitos, porque a maioria escolhia o Brasil, a Venezuela, e, portanto, podia ser uma amostra mais fácil de investigar. Comecei a investigar e assim nasceu a ideia do documentário de famílias portuguesas no Chile ”.

O documentarista começou a realizar pesquisas e a fazer filmagens no Chile no país em meados do ano passado. Entretanto em Maio deste ano veio para Portugal e radicou-se em Bragança, com a família, onde pensa mesmo passar a viver. “Pesquisei no arquivo de Bragança os passaportes, de 1909 e 1910, eram cerca de 1200, quase 90% eram para ir para o Brasil e cerca de 4% para ir ao Chile, que era a segunda opção dos brigantinos. Nesse período, foram muitos portugueses e especialmente do Norte de Portugal, que era a zona mais pobre do país. De Bragança emigraram cerca de 50 famílias para o Chile”.

A sua família e história da emigração para o Chile será uma das que vai figurar no documentário, que, também por isso, é na primeira pessoa. “Não posso não o contar na primeira pessoa, porque sou parte da história, mas falo de muitas famílias portuguesas. Uma delas é uma família muito importante na história do Chile e do mundo, a de Carlos Jorge Nascimento, que criou uma editora, a primeira que publicou Pablo Neruda e Gabriela Mistral, os dois prémios Nobel do Chile”.

A princípio, a investigação para o documentário concentrou-se no início do século XX, altura em que houve uma campanha para atrair imigrantes para povoar o país. “O Chile precisava de povoar o sul do país, onde não vivia muita gente e havia muitos territórios sem produzir e o estado chileno criou uma instituição que procurava migrantes para o Chile na Europa”.

O projecto conseguiu o apoio do Instituto Camões e de instituições culturais chilenas. O jornalista está também a escrever um livro, em que vai ser incluída informação que não terá espaço no documentário. A obra, “Famílias Portugueses no Chile”, deve estar terminada no final de 2022 ou início de 2023 e será primeiramente apresentada em Bragança.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Alunos da Escola Emídio Garcia entregam donativo à delegação brigantina da Liga Portuguesa Contra o Cancro

 Um grupo de jovens entregou ontem um donativo de 1000 euros à delegação de Bragança da Liga Portuguesa Contra o Cancro


Os alunos da Escola Secundária Emídio Garcia, na capital de distrito, tinham feito uma campanha de angariação de fundos para ajudar uma jovem que sofria de cancro e necessitava dinheiro para tratamentos oncológicos, a que chamaram Vamos Ajudar a Mara. A jovem brigantina acabou por falecer vítima da doença e o grupo de alunos decidiu entregar o dinheiro, reunido com a venda de kit’s, à Liga Portuguesa Contra o Cancro, explica Tomás Preto.

“Éramos candidatos à Associação de Estudantes da nossa escola e, na altura, estava a circular um post na internet, em que a Mara pedia ajuda. Estávamos a pensar fazer a venda destes produtos e decidimos ajudar. Produzimos cerca de 600 kit's. Infelizmente não fomos a tempo de ajudar a Mara e pensamos 'porquê não ajudar outra Mara?'”.

António Machado, coordenador da delegação de Bragança da Liga, valorizou o gesto dos jovens e explica que envolver os mais novos nas actividades da liga é um dos objectivos da delegação. “Foi muito gratificante, principalmente por ter partido de jovens. Neste momento, já estamos a trabalhar com dois agrupamentos, para que os jovens possam ser porta-vozes daquilo que se passa na liga”.

O donativo vai ser utilizado nos serviços que a delegação de Bragança da LPCC disponibiliza, como transporte e apoio aos doentes oncológicos e família, rastreios e investigação.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Até 1 de agosto do próximo ano, condutores de tratores agrícolas têm de ter habilitação para conduzi-los

 Até ao dia um de agosto do próximo ano, os titulares de cartas de condução das categorias B, C e/ou D, que não tenham licença para conduzir veículos agrícolas e pretendam fazê-lo, terão de ter frequentado, com aprovação e até à data limite, as ações de formação obrigatórias para o efeito.
Em declarações ao programa Ao Sabor do Vento da Onda Livre, o Comandante do Destacamento de Trânsito do Distrito de Bragança, Capitão Mazeda, explicou como se processa:

“Quem tem licença para conduzir tratores agrícolas continua habilitado. Basta que na altura da renovação da carta de condução, junte a ela a respetiva licença, pedindo para converter e ser inserida na categoria T da carta de condução.

Quem não a tiver, a partir do dia um de agosto de 2022, passa a estar obrigado a ter já a formação para poder conduzir os tratores em segurança.”

O objetivo é prevenir acidentes com máquinas agrícolas, que só este ano já são pelo menos 30 no distrito de Bragança.

O capitão lembra que são vários os fatores que podem estar na origem destas ocorrências, sendo por isso necessário cumprir as regras:

“Uma delas é a impossibilidade de poder fiscalizar em terrenos particulares, também a idade e o estado da máquina, a experiência, idade, capacidade e reflexos do condutor, e, por fim, temos as características do terreno, onde o declive for mais acentuado, a probabilidade que haja mais sinistralidade rodoviária é maior.

O legislador implementou um conjunto de alterações, nomeadamente a obrigatoriedade de usar o cinto de segurança nos tratores que o tiverem e o arco de Santo António é obrigatório para viaturas que tenham o certificado de matrícula após um de janeiro de 1994, estando as anteriores isentas dessa obrigatoriedade.

Outra das obrigações é o pirilampo e a habilitação legal.”

Conduzir sem licença ou habilitação conferida com a formação vai dar coimas.

Inicialmente, a lei mandava que as formações tivessem de ser frequentadas até fevereiro deste ano, mas devido à pandemia, o prazo foi prolongado para um de agosto de 2022.

Escrito por ONDA LIVRE

Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas considera que obrigatoriedade de testes nas viagens não afastará emigrantes

 Até dia 9 de Janeiro, quem quiser entrar em Portugal, por via aérea, tem apresentar comprovativo de teste negativo à covid-19
As exceções vão para os menores de 12 anos e as pessoas que tenham recuperado da doença nos últimos seis meses.

As pessoas que entrarem no país por via terrestre devem apresentar o certificado digital de vacinação, que só será aceite para quem vier de países da União Europeia e de baixo risco.

Este foi um Natal que se chegou a esperar de alguma normalidade e de alguma recuperação económica para o país, mas agora o cenário voltou a piorar. Ainda assim, apesar destes novas imposições, Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, acredita que os emigrantes não se vão afastar do país e que nesta quadra não deixarão de vir a casa. “Muitos virão. Não é o facto de ter que se fazer teste que os afastará de vir. Por outro lado, eles e os próprios familiares sentir-se-ão mais seguros”.

A governante considera que o grande problema, neste momento, está para quem viaja da Suíça, já que no retorno é obrigado a fazer quarentena de dez dias. Muitos emigrantes não têm como se sujeitar a estar em casa sem trabalhar e, por isso, podem deixar de vir. “Temos o problema particular da Suíça que colocou Portugal na lista de países onde já foi detectada a nova variante e vai obrigar no retorno a uma quarentena de dez dias. Aí sim pode haver impedimentos”.

Só são válidos os testes PCR, com um máximo de 72 horas, ou os testes de antigénio, com 48 horas, feitos nas farmácias ou laboratórios. A obrigatoriedade de apresentar teste negativo à covid-19 para entrar em Portugal a partir de dezembro não abrange só os passageiros aéreos mas também as pessoas que chegam por via marítima.

Os portugueses que vierem dos Açores ou da Madeira não estão obrigados a fazer testes. Apenas os estrangeiros que se desloquem das ilhas para o continente.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Mulher que se disfarçou de fantasma para assaltar casa julgada por furtos no valor de milhares de euros

 Começou a ser julgada no Tribunal de Bragança uma mulher, com cerca de 40 anos, acusada de vários crimes de furto qualificado e de dano, cujos lesados reclamam milhares de euros de prejuízos sobretudo em joias em ouro, relógios, dinheiro e material informático.


Os furtos terão ocorrido ao longo de 2019 em casas onde a mulher trabalhava ou tinha 
trabalhado a dias e onde se introduzia usando, por vezes, as chaves das residências ou arrombando portas.

No dia 24 de dezembro de 2019 entrou numa casa disfarçada com um lençol branco, com orifícios para os olhos e a boca, com o objetivo de não ser reconhecida nas câmaras de vigilância, mas acabou por ser apanhada dentro da residência pelo proprietário que a manietou e até chegar a PSP.

A arguida foi detida em flagrante delito, na noite de consoada quando se encontrava a furtar no interior da casa, onde fazia horas como empregada doméstica.

Glória Lopes

1.º Simpósio dedicado ao Vale do Côa e à sua Arte Rupestre

 O Fundação Côa Parque (FCP) acolhe, até domingo, um simpósio internacional sobre a Gestão e Conservação de Sítios com Arte Rupestre, tratando-se de uma reunião científica com participantes de vários países, anunciou a organização.
“Serão apresentadas comunicações sobre a gestão e conservação de diversos sítios de arte rupestre da Península Ibérica, tais como arte paleolítica nas grutas da região espanhola da Cantábria e Siega Verde (Salamanca), assim como as várias manifestações gráficas e cronológicas. No fundo vamos reunir um conjunto alargado de especialistas mundiais em matéria de gestão e conservação destes sítios”, disse à Agência Lusa, a presidente da FCP, Aida Carvalho.

Outros dos objetivos do encontro, de acordo com a responsável, é fazer uma reflexão da importância dos sítios e da arte pré-histórica, para as regiões, e fomentar um debate sobre as boas práticas em cada um dos seus locais.

Neste simpósio internacional serão apresentados trabalhos de países como a Austrália, Noruega, França, Espanha, Brasil e Portugal.

“Objetivo é o de perceber do ponto de vista científico de quem gere este património [arte pré – histórica] quais as boas práticas, os caminhos e os desafios que cada gestor desse local enfrenta”, explicou a também investigadora e docente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) à Lusa.

Para sábado, está marcada uma mesa redonda “alargada a vários investigadores", sobre estas questões, "e outros dois momentos importantes [são] o lançamento do 1.º Simpósio dedicado ao Vale do Côa e à sua Arte Rupestre".

Ainda para sábado está marcada a divulgação de um projeto científico que terá como patrono o antigo presidente da FCP, Bruno Navarro, que morreu no final de janeiro deste ano.

Os prémios Bruno Navarro e Dryas/Fundação Côa Parque visam promover a excelência científica e o mérito académico através do reconhecimento de trabalhos de investigação em qualquer domínio que contribuam de forma significativa para o estudo, preservação e divulgação da herança cultural em Portugal.

Estes prémios compreendem a atribuição de um valor pecuniário aos vencedores de cada uma das categorias avaliadas: excelência científica – 1.000 euros; doutoramento – 1.250 euros; mestrado – 750 euros; licenciatura – 500 euros.

Este Prémio é instituído por um consórcio científico integrado pela Fundação Côa Parque e o grupo Dryas Octopetala, especificamente criado para este efeito.

Os valores dos prémios são suportados pela Dryas Octopetala e pela Fundação Côa Parque.

Feira da Caça e Turismo de Macedo de Cavaleiros cancelada devido à evolução da pandemia

 Afinal, já não vai haver Feira da Caça e Turismo e Festa dos Caçadores do Norte em Macedo de Cavaleiros no próximo mês de janeiro.


Depois de um ano sem acontecer, devido à pandemia, o regresso da feira já tinha sido anunciado, mas o aumento de casos levou a que ontem se tomasse a decisão de a cancelar, como explica o vice-presidente da autarquia de Macedo, Rui Vilarinho:

“Tivemos uma decisão difícil de tomar, mas consciente.

Estivemos numa reunião com os serviços de saúde pública, nomeadamente com a Delegada de Saúde, Dra. Inácia Rosa, que nos aconselhou vivamente a não fazer a feira, e como queremos ser parte da solução e não do problema, vamos respeitar a sua orientação.

Sabemos que são medidas impopulares mas responsáveis, pois temos de tentar fazer aqui uma barreira à evolução pandémica.

Neste momento, a suspensão da feira da caça é uma medida constrangedora para todos os macedenses, pois toda a gente gosta desta feira que é icónica e este ano fazia 25 anos.

O certame exige uma preparação com alguma antecedência, já há mais de 15 dias ou três semanas que os serviços estavam a organizar-se para a sua realização, mas outros valores se levantam.”

Todas as atividades ligadas à feira estão também suspensas.

Rui Vilarinho adianta ainda que vão recomendar a não realização de outras atividades relacionadas com a caça que possam juntar muita gente:

“Vamos também aconselhar todas as juntas de freguesia e associativas de caça para que a partir deste momento não realizem os seus eventos cinegéticos, onde possam propiciar o ajuntamento de pessoas.

Vamos aguardar para ver a evolução da situação, mas iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para tomar medidas que o evitem.

Temos de respeitar e esperemos que no ano seguinte não haja estas condicionantes e consigamos realizar a feira.”

A Feira da Caça e Turismo celebraria nesta edição 25 anos, ficando as comemorações adiadas para 2023, se a pandemia o permitir.

Escrito por ONDA LIVRE

D. José Cordeiro é o novo arcebispo de Braga

 D. José Cordeiro, que era até agora bispo de Bragança - Miranda, é o novo arcebispo de Braga. A nomeação em Roma vai ser feita quando forem 11h00 em Lisboa.

D. Manuel José Garcia Cordeiro, de 54 anos, há muito que desejava a condição de arcebispo de Braga© DR

D. José Cordeiro, até agora bispo de Bragança - Miranda, vai ser o novo arcebispo novo arcebispo de Braga, apurou a TSF. A nomeação, feita pelo padre Francisco vai ser oficialmente apresentada esta manhã em Roma.

Havia, de facto, contentamento generalizado entre os católicos da arquidiocese de Braga que há dois anos e oito meses rogavam que um novo prelado se acercasse da cidade dos arcebispos para governar uma das mais antigas dioceses que, na sua origem, vem do século III.

D. Manuel José Garcia Cordeiro, de 54 anos, há muito que desejava a condição de arcebispo de Braga, e será o presente deste Natal para os católicos bracarenses.

Apesar de terem sido contemplados outros nomes, como o bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, para esta difícil sucessão, D. José Cordeiro, o bispo português que mais sabe de redes sociais e também é doutor em liturgia, foi, tanto quanto se sabe, aposta permanente da Nunciatura em Lisboa.

No entanto, não é nada fácil o trajeto de Bragança para Braga. Há dez anos, D. José Cordeiro era o bispo mais novo do país nascido em Angola e vindo diretamente do Vaticano, onde era reitor do pontifício Colégio Português.

Se o novo arcebispo de Braga chegava em 2011 a Bragança - Miranda, para acordar, nas suas palavras, o "gigante adormecido", outros sonos mal dormidos terá certamente D. José na arquidiocese onde os seus arcebispos foram senhores de Braga e são simbolicamente ainda Primaz das Espanhas.

Manuel Vilas Boas

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

EN103: eco road trip de Bragança ao Alto Minho

 A Estrada Nacional 103 (EN103) liga o interior transmontano ao litoral minhoto. É um percurso sinuoso, algo agreste, mas de uma beleza natural emocionante. Banda sonora escolhida, vamos fazer-nos à estrada


Depois da estrada nacional 2 se ter tornado um íman para os Jack Kerouac portugueses, surgem alternativas não menos encantadoras. A norte, há duas estradas que convidam a uma road trip: a EN222, que já foi considerada a mais bela do mundo (no Alto Douro Vinhateiro), e a EN103, desconhecida até agora.

O percurso da EN103 estende-se da zona raiana de Trás-os-Montes até Neiva, perto de Viana do Castelo, e é marcado pela água, com grandes rios a irromperem a paisagem, e por duas regiões protegidas: o Parque Natural de Montesinho e o Parque Nacional da Peneda-Gerês, ambos considerados reserva da biosfera pela UNESCO.

Ao longo de quatro dias, fiz esta road trip com uma vibe ecológica e regressei a casa encantada. A aventura passou por várias localidades transmontanas e estendeu-se ao Alto Minho, já fora dos limites da EN103. Querem reviver o percurso comigo? Primeiro é preciso escolher a música – já se sabe que não há viagem de carro sem banda sonora. Eu ando numa onda Mayra Andrade (cliquem aí no play).

A EN103 começa, ou termina, em Bragança: foi precisamente no extremo nordeste de Portugal que iniciei a road trip. A estrada convida a uma paragem em Vinhais, Chaves, Boticas, Montalegre (com um pequeno desvio), Vieira do Minho, Braga e Viana do Castelo. Paragens que se podem facilmente multiplicar, assim haja vontade e tempo.

Cada uma destas localidades oferece múltiplos encantos, rios caudalosos, mesa farta, ar puro, desportos radicais e, para quem o procura, tranquilidade e silêncio.

BRAGANÇA

Muito do encanto de Bragança concentra-se no interior da cidadela, uma segunda cidade dentro da cidade, rodeada de muralhas. Vocês conhecem bem o meu amor a lugares históricos ?. Ali encontra um castelo belíssimo, incluído na minha lista Castelos em Portugal: 8 sugestões encantadoras, cuja torre de menagem funciona como museu militar, a Domus Municipalis, a Igreja de Santa Maria e um pelourinho peculiar com um verraco, ou berrão, que remete para raízes celtas.

As muralhas escondem ainda o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, com fatos e máscaras das festas de Inverno de Trás-os-Montes e de Zamora (Espanha), incluindo os famosos caretos de Podence, elevados à categoria de Património Mundial da Humanidade.

Mas nesta road trip procuro Natureza, pelo que transponho os limites da cidade, rumo ao Parque Natural de Montesinho, que esconde a Serra da Coroa (1273 m) e de Montesinho (1486 m), lobos, javalis, corças, veados e cerca de 240 outras espécies.

Entre estas paisagens selvagens existem ainda aldeias com tradições ancestrais. Uma das mais encantadoras é Rio de Onor, que toma o nome do rio que a atravessa, e se estende para além da fronteira, para a homónima Rihonor. Em breve escrevo um post mais detalhado sobre esta e outras aldeias, onde as fachadas de xisto ou granito se fundem com a paisagem, e a ruralidade continua muito presente.

Onde ficar em Bragança

Na Pousada de Bragança – São Bartolomeu, com uma linda vista sobre o castelo. Duas opções mais em conta, mas um pouco mais afastadas do centro histórico, são o Hotel São Lázaro e o Ibis. Em Gimonde, perto do rio Sabor, o hotel rural O Abel é uma opção segura. Já em Rio de Onor, gostei muito da Casa do Rio, que para além da privacidade, oferece várias actividades de piqueniques a passeios TT, workshops de cogumelos ou de fotografia.

VINHAIS

A pequena vila de Vinhais não possui um património esmagador, mas convida a uma breve visita ao Castelo, ao Convento de São Francisco, à Igreja de S. Facundo, ao centro cultural Solar dos Condes de Vinhais e ao pelourinho manuelino. Vinhais é também conhecida pelos enchidos e pela tradição do Dia dos Diabos, na quarta-feira de cinzas.

O encanto da região – uma das portas de entrada para o Parque Natural de Montesinho – reside na natureza envolvente e nas águas cristalinas dos rios Baceiro e Tuela. Vale muito a pena conhecer o Parque Biológico de Vinhais (PBV), no perímetro florestal da Serra da Coroa.

As cápsulas com vista para a piscina biológica são uma opção de alojamento muito divertida.

Rodeado por grandes bosques de carvalhos, o Parque de Vinhais tem uma piscina biológica, um parque aventura, um centro hípico e um grande recinto com animais: ouriços-caixeiros, javalis, corças, raposas e várias aves de rapina que não têm condições de serem reintegradas no seu habitat. Estão também ali representadas algumas raças autóctones como a cabra-preta de Montesinho, o porco bísaro, a ovelha churra galega bragançana e o simpático burro mirandês.

Alimentar ou tratar dos animais são actividades divertidas para se fazer em família (as crianças adoram). O Parque Biológico de Vinhais foi, sem dúvida, um dos pontos altos da road trip pela EN103.

Onde ficar em Vinhais

O próprio Parque Biológico de Vinhais tem parque de campismo. Pode também fazer glamping numa cápsula de madeira, com vista para a piscina, ou ficar num bungalow (T1 a T4), com cozinha completa. Existe ainda a Hospedaria do Parque, na aldeia de Rio dos Fornos, com capacidade para 50 pessoas.

CHAVES

Chegámos ao vale do rio Tâmega e à Aquae Flavia (como os romanos chamaram a Chaves) onde fica o quilómetro zero da EN2, a route mais longa do país, que até tem um passaporte. Vale muito a pena perder-se no colorido da Rua Direita até à linda Praça de Camões, provar os pastéis de Chaves, conhecer o castelo, o Museu da Região Flaviense, instalado no paço dos Duques de Bragança, e o Museu de Arte Nadir Afonso.

Depois pode rumar à zona ribeirinha, para apreciar o Jardim do Tabolado e a mítica ponte de Trajano [a este propósito, leia Império Romano: vestígios em Portugal], antes de tratar as maleitas do corpo nas Termas de Chaves. As águas termais mais quentes da Europa chegam à superfície a cerca de 74° C e são úteis no tratamento de doenças respiratórias, digestivas e reumáticas. Um copinho por dia, não sabe o bem que lhe fazia!

Onde ficar em Chaves

Entre as unidades de 4 estrelas, destaco o Forte de São Francisco Hotel e o Castelo Hotel, este último muito próximo das termas e com quartos anti-alérgicos. Pessoalmente, acho que o Castelo Hotel tem melhor relação custo-benefício. O Ibis Styles Chaves é uma opção bem mais económica, no centro histórico. A cerca de 8 km de Chaves, encontra uma opção de alojamento rural muito interessante – a Quinta do Souto.

BOTICAS

Continuamos pela EN103 até à vila de Boticas, com paragem no centro de artes Nadir Afonso (ando apaixonada pelo seu trabalho), no Museu Rural e no Centro de Escultura Castreja. Na Praça do Município, encontra uma réplica do Guerreiro Calaico-Lusitano, que se acredita ser a figura antropomórfica mais antiga da Península Ibérica. O original foi encontrado no concelho e está actualmente em Lisboa, no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia.

Outra história curiosa diz respeito ao vinho dos mortos. Durante as primeiras invasões francesas, a população enterrou o vinho, para evitar que fosse pilhado pelos homens de Junot. Quando o desenterraram, descobriram-no mais saboroso, pois a humidade e obscuridade tinham-lhe emprestado novas propriedades. De fenómeno milagroso, o vinho dos mortos ressurgiu como estratégia de marketing no século XXI e é hoje uma marca registada.

Porque esta é uma eco road trip, sigo para o Boticas Parque, depois de um almoço copioso no Hotel Beça, onde honrei uma bela de uma truta do rio que não só baptiza o hotel como atravessa o Parque. Sobre este, refira-se que disponibiliza uma vasta área de tranquilo contacto com a natureza. Para além de moinhos, estábulos, galinheiros, tanque de anfíbios, borboletário, campo de ervas aromáticas e parque de merendas, possui ainda um tanque de trutas fário, para repovoação dos rios da região.

Onde ficar em Boticas

No centro da vila, o Boticas Hotel Art & Spa ou o Primavera Perfume Hotel são escolhas seguras.  Uma opção bem mais económica é a Casa de São Cristovão mas, pessoalmente, não aprecio a decoração. O Boticas Parque também possui 2 unidades de alojamento (T1 e T2), num contexto muito tranquilo. Os hóspedes podem pescar livremente no parque e usar os ovos do galinheiro, basta servirem-se. Neste caso, deve fazer a reserva directamente no site.

VILARINHO DE NEGRÕES (Montalegre)

O centro de Montalegre é muito interessante e merece, por si só, uma visita, em particular durante a Sexta-feira 13, o Congresso de medicina tradicional (em Vilar das Perdizes), ou a monumental Feira do Fumeiro e Presunto do Barroso.

A riqueza natural do concelho passa muito pelo Parque Nacional Peneda-Gerês. Quero muito voltar e explorar melhor esta região onde existem várias cascatas, a linda aldeia de Pitões das Júnias (para fotografar as ruínas do mosteiro) e a aldeia comunitária de Fafião.

Hoje não se pretende fugir muito à EN103, pelo que deslizo até ao rio Rabagão, onde se vislumbra a encantadora aldeia de Vilarinho de Negrões, espraiada numa estreita península. A aventura inclui a travessia de barco, cortesia do município, tão divertida como molhada. Do outro lado (na área de lazer de Penedones), espera-me roupa seca e um cálice de Porto, para aquecer os ânimos, antes de seguir pelo vale do Cávado.

Onde ficar em Montalegre

Na aldeia de Negrões, recomendo as Casas Avelã Brava. Na margem oposta, a Casa do Alto Montalegre oferece uma linda paisagem sobre o rio e, alguns quilómetros adiante, ficam os encantadores Moinhos da Corga. Mais perto da barragem da Venda Nova (seguindo a EN103), a Padrões Guest House possui uma boa classificação no Booking.

ALTO MINHO: Ponte da Barca, Arcos de Valdevez e Ponte de Lima

A road trip pela EN103 devia terminar perto de Viana do Castelo, mas faço um desvio para mais uma aventura na natureza, em Ponte da Barca. A Aktivanatura faz as honras do rio, numa sessão de stand-up paddle. Foi a minha primeira experiência e fui ao banho duas vezes, mas diverti-me imenso.

Já no concelho dos Arcos de Valdevez, fiz arborismo e slide na Porta de Mezio, uma das entradas mais conhecidas do Gerês, revisitei a linda aldeia do Soajo, com alguns dos espigueiros mais antigos do país, onde jantei como uma rainha no restaurante Saber ao Borralho. Os charutos dos Arcos, uma das 7 maravilhas doces do país, o bolo de discos e as broinhas cilindraram a minha mísera força de vontade.

Terminei a noite novamente na Porta do Mezio, para uma observação nocturna memorável. Este é um novo serviço disponível no Mezio, que identificou sete locais do Gerês, onde o céu estrelado não é ofuscado por poluição luminosa, para actividades astronómicas. Aplausos!

Despedi-me em Ponte de Lima. Apesar de visitar a vila minhota regularmente, nunca tivera oportunidade de navegar no rio numa réplica do barco arriva (que noutros tempos ligava as duas margens, com os produtos das Feiras Novas) ou conversar com o campeão olímpico Fernando Pimenta, junto ao Clube Náutico.

Onde ficar no Alto Minho

Fiquei fã do glamping e das casas da árvore do Lima Escape (perto de Ponte da Barca). Em Arcos de Valdevez, o confortável Ribeira Collection Hotel, é garantia de uma noite bem dormida. Já em Ponte de Lima, poderá desfrutar das boas vindas de um conde, no Paço de Calheiros, degustar os seus vinhos e até dormir numa cama que, outrora, pertenceu à rainha consorte Carlota Joaquina.

Tudo somado, fui conquistada pela EN103, pelo conceito de ecoturismo que carrega, pelas tradições que me ajudou a descobrir. Não é só este Verão que afirmo #euficoemportugal. Esta será uma escolha regular, mesmo quando as viagens internacionais voltarem a ser normalizadas.


Nota: esta viagem foi realizada a convite do Turismo Porto e Norte.

Ruthia Portelinha

Outeiro


Uma visita a Outeiro revela-nos outro dos maiores motivos de orgulho das aldeias de Bragança. Outeiro é uma singela aldeia que guarda um dos maiores tesouros da arquitetura religiosa de Portugal. Não uma igreja. Uma basílica! A única basílica aldeã de Portugal pertence a esta aldeia de Bragança e mais que merece a sua visita. Depois de se pasmar com a Basílica do Santo Cristo do Outeiro, deambule pelas ruas e praças da aldeia e suba ao cume do monte onde ainda restam vestígios do Castelo do Outeiro, tal qual uma coroa imperfeita. As vistas são de cortar a respiração!

A não perder numa visita a Outeiro
Igreja Matriz do Outeiro – Basílica do Santo Cristo | Castelo do Outeiro | Castro Mouro do Outeiro | Cruzeiro de Santo Cristo | Pelourinho de Outeiro | Capela de Santo Cristo | Cadeia e Câmara de Outeiro

Anabela e Alexandre

Panorama do Santuário da Senhora do Castelo da Adeganha (Torre de Moncorvo)

Depois de termos descrito a espectacular igreja românica da Adeganha, dirigimo-nos ao Santuário da Senhora do Castelo. Percorremos a orla do Planalto da Adeganha em estradão que desengonça a nossa pobre viatura! Dos três “castelos” indicados pelo povo-Castelo dos Mouros, da Junqueira e este, vou ao mais cómodo; mesmo assim, repito, pobre viatura!

O ambiente granítico é agreste com carvalhas, zimbros e carrascos, por  vezes saltita à nossa frente uma perdiz. Local ideal para cobras, salteadores, anacoretas, pensadores e estetas.

A poente, descomunais, thors graníticos, a fragada, segundo as gentes locais, que por vezes permitem divisar, em abrupta quebrada o fértil Vale da Vilariça (**).

O santuário, de poderosa fama milagreira é constituído por uma capela principal, a da Senhora do Castelo e uma menor, a de São João, implantada no outeiro como um ninho de águias; o povo chama-lhe carinhosamente São Joãozinho. Era o padroeiro das maleitas. E não levava caro, bastava o seu chapéuzinho atestado de trigo…

Segundo se diz, a capela foi construída no século XVI e consta ainda que foi templo mourisco antes de ser cristão.

A capela da Nossa Senhora, a maior, fica mais em baixo num vasto terreiro.

É um espaço pejado de histórias (como a das açucenas que mais tarde contarei (se o leitor estiver disposto a ler artigos tão longos) e de vestígios arqueológicos. O local teve ocupação do Calcolítico até à Alta Idade Média, sendo os achados mais significativos da Idade do Ferro; aqui e além ainda se observam vestígios de troços de muralhas.

Em meados do século XVIII, dizia o Padre Luís Cardoso que “no sitio em  que se acha hoje a Senhora do Castelo, houve antigamente uma grande  cidade, da qual ainda se descobrem parte de muros” e ali perto” à  muita pedra que parece ruínas de antiga fortaleza e dizem ser um  castelo de mouros”.

Por aqui andou o Abade de Baçal achando restos arqueológicos, e segundo este “é  muito frequente ao longo da encosta do cabeço de S. João e após as  chuvas de Inverno encontrarem-se fragmentos de barro decorados, pedras  aparelhadas.”

A lenda da Senhora das Açucenas

Uma anciã passa com uma azémola, ligeiro crio diálogo, a princípio suspeitosa, depois  simpática pois não há quem resista à simpatia deste vosso viajante!

Conta-me a lenda (o milagre) associada à (re) construção do santuário.

“Há já muitos, muitos anos, vinha para aqui guardar o rebanho uma  pastorinha das redondezas. Logo que chegava, entrava na capela e  rezava à Senhora do Castelo. Dava dó, a capela! Já chovia no altar. E as raposas acoitavam-se ali de noite. Um dia Nossa Senhora sorriu-lhe.  Ficou a pastorinha muito assustada! Mas logo a Mãe de Deus a sossegou:  “não tenhas medo, minha filha. Gosto muito das tuas visitas. E quero  pedir-te um favor. Diz ás pessoas do Vale e da Fragada que venham  rezar aqui e que me componham a capela”. Perguntou a pastorinha como  acreditariam nela. Mas logo a Senhora a sossegou prometendo um sinal.

Foi-se logo ela dali. E aonde não foi, mandou. No domingo seguinte  muita gente veio cantar e rezar à Senhora do Castelo. Até o Sr. Padre, com a estola e água benta, não fosse o Demónio tecê-las. Lamentavam  todo o estado de abandono em que se encontrava a capela. E logo  fizeram o peditório para a compor quanto antes. De repente gritou a  pastorinha: “Olhem para o monte de São João”. Todos olharam. Até as  ovelhas! Foi tão grande o clamor, que ainda hoje, em certas alturas,  ela ecoa pela Fragada fora. O monte de São João estava todo cobertinho de açucenas! E desde então, até ao dia de hoje, sempre aqui  floresceram em Maio…”1

Poética lenda, com a senhora a porfiar que ali é que deveria ser a verdadeira peregrinação à “Nossa Senhora” e não à Cova da Iria; mas a  romagem, sem as multidões de Fátima, ainda hoje existe, em peregrinação às açucenas e à Senhora. A festa realiza-se no terceiro domingo de Maio.

Quase que esquecia de informar o leitor que a razão da nossa ida ao lugar começou por ser o panorama imponente do local, sobre o tectónico Vale da Vilariça (**), com as quintas da Terrincha, da Silveira a seus pés. Mas a imagem forte que retenho é outra.

Mau grado o meu lado agnóstico, comoveu-me profundamente a  espiritualidade (mais do que a religiosidade) da camponesa com o seu burrico, afastando-se, a descer o íngreme monte; peça bucólica na imensidão tempo e do espaço perdido, recolhe-mos à nossa pequenez  e mergulha nas profundidades do “meu” sagrado. É quase noite e apenas  um borrão de luto se desloca ao longe. Um novo aceno, estamos vivos, eu, a senhora Maria e o burrico. Partamos desprendidos!

Fonte de Informação – “Mensageiro de Bragança” de 25-05-2006, de um  texto retirado do Sr. Padre Joaquim Leite. Maria.

Aluno do AEMC ameaçava e injuriava outros jovens com recurso a armas brancas

 Um jovem de 16 anos foi detido, em Macedo de Cavaleiros, pelos crimes de ameaça agravada, ofensas à integridade física e injúrias.
A prática dos crimes decorria em ambiente escolar (na Escola Secundária) e no âmbito da investigação foi possível apurar que o agressor recorria a armas brancas para a prática dos crimes contra outros alunos do mesmo estabelecimento.

Ao que conseguimos apurar, o processo teve início na queixa de um encarregado de educação que levou à suspensão imediata do aluno em causa.

Após várias diligências, foi realizada uma busca domiciliária, que culminou na apreensão de um telemóvel, um computador e quatro facas.

O suspeito foi constituído arguido, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros.

A investigação ainda está a decorrer mas o jovem já terá voltado à escola.

Escrito por ONDA LIVRE

Novo Livro de Fernando Calado já disponível

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Muito obrigado


115 anos sobre a inauguração da Linha do Tua

 A partir de hoje, passados 115 anos sobre a inauguração da Linha do Tua, mais de 80 peças do Museu Nacional Ferroviário em Bragança estão disponíveis online no Google Arts & Culture.


Devido a esta nova exposição virtual, em apenas alguns clique, os utilizadores do Google Arts & Culture poderão ver Locomotivas a Vapor, Carruagens e muitas outras peças emblemáticas que ao longo de mais de um século foram usadas na via férrea que unia a cidade Bragança a Mirandela e, pelo Vale do Tua, à Linha do Douro.

Esta exposição online permite que o visitante percorra a Linha do Tua, não só através de material circulante como também equipamentos de estação ou objetos do quotidiano ferroviário. Os trabalhos de construção do troço Mirandela – Bragança começaram em julho de 1903, numa cerimónia festiva em Bragança, que contou com a presença de muitas personalidades ilustres. A construção avançou e os vários troços foram sendo sucessivamente abertos à medida que o caminho de ferro estava completamente funcional. Em dezembro de 1905 chegou até Sendas, localidade situada a 30 km de Bragança, mas somente quase um ano depois o caminho de ferro chegava a Bragança, tendo sido inaugurado a 1 de dezembro de 1906. A comemoração da restauração da independência foi completamente assoberbada pela chegada do progresso.

Desde 2019 que é possível visitar o Museu Nacional Ferroviário em Bragança e conhecer o património e a história do caminho de ferro associada a esta região, e desde hoje que é possível conhecer também esta história AQUI.

Sobre o Museu Nacional Ferroviário

O Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, conta mais de 160 anos de história do caminho de ferro em Portugal. Com uma das melhores coleções de património ferroviário da Europa, ocupa uma área de 4,5 hectares, que comporta 19 linhas e edifícios ferroviários notáveis. Tem à sua espera verdadeiros tesouros nacionais, como o Comboio Real e o Comboio Presidencial, e outras máquinas fantásticas que trilharam os carris desde o tempo do vapor!

Sobre o Museu Nacional Ferroviário _ Bragança

Localizado no centro da cidade, no edifício da antiga estação ferroviária, este núcleo encontrava-se encerrado ao público desde 2002, reabrindo no dia 25 de abril de 2019. Resultante de projeto da Câmara Municipal de Bragança, a requalificação deste museu contemplou a reabilitação da antiga cocheira de locomotivas e a duplicação da área expositiva.

O Museu contempla o impacto desta ligação para o desenvolvimento da região, da sua ligação ao país e ao mundo através do comboio. Locomotivas, carruagens, vagões, equipamentos oficinais e múltiplos objetos contam a história da construção e exploração da Linha do Tua, homenageando, muito em particular, a identidade e memória da comunidade, cuja vivência ficaria para sempre ligada ao caminho-de-ferro. Destacam-se peças como a Locomotiva CN1, uma das primeiras a operar no primeiro troço Linha do Tua, entre esta estação e Mirandela.

Sobre o Google Arts & Culture

O Google Arts & Culture apresenta tesouros, histórias e conhecimento de mais de 2.000 instituições culturais de 80 países. Se a missão do Google é tornar as informações do mundo mais acessíveis, então a missão da Arts & Culture é tornar a cultura mundial acessível a qualquer pessoa, em qualquer lugar. É a sua porta para explorar a arte, a história e as maravilhas do mundo. Descubra histórias sobre o patrimônio cultural que vão desde as os quadros de Van Gogh ao património de Puerto Rico, aos Desportos na Australia ou o movimento dos direitos das mulheres até aos antigos Templos Maya, Comida Japonesa ou o Caminho de Ferro Indiano.

MNF

Associação de municípios quer criar uma bio-região

 A Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS) pretende certificar os quatro concelhos abrangidos numa bio-região para manter a autenticidade de um território rural onde “abundam bioprodutos” agrícolas, explicou o presidente daquele organismo intermunicipal.


“Pretendemos trabalhar num projeto para a criação de uma bio-região e esperamos que este anseio venha a ser uma realidade para todo o território dos Lagos do Sabor, que abrange quatro concelhos. Estamos a promover uma candidatura a nível europeu que terá de cumprir alguns requisitos. 
Este é um território rural onde abundam os bioprodutos pelo facto de ainda se manterem práticas agrícolas ancestrais”, explicou Eduardo Tavares.

Os Lagos do Sabor abrangem os concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, numa área de 2.300 quilómetros quadrados que resultam da albufeira da barragem do Baixo Sabor.

Francisco Pinto

Município dá descontos em compras no comércio tradicional

 O município de Vinhais vai atribuir vales de descontos a quem fizer compras no comércio tradicional para ajudar os negócios locais, à semelhança do que fez na época natalícia de 2020, com o propósito de minimizar os efeitos da pandemia covid-19.


Esta Câmara Municipal do distrito de Bragança “vai atribuir um vale de desconto no valor de dez euros por cada 50 euros de valor acumulado de faturas de compras realizadas nos estabelecimentos comerciais, até um montante máximo de 1.000 euros por agregado familiar”.

Como divulgou a autarquia, a campanha decorre entre 04 de dezembro e 14 de janeiro e pretende “mitigar os efeitos provenientes da situação pandémica que o mundo enfrenta, apoiando e estimulando o comércio local, ao mesmo tempo que incentiva a população a comprar no comércio local, dinamizando o tecido empresarial concelhio”

Foto: Raul Coelho

AVISO

Bragança abriu ontem portas à época natalícia, com a Terra Natal e de Sonhos

 A iniciativa, que no ano passado não se pôde realizar, por causa da pandemia, este ano também sofreu alguns constrangimentos


A chegada do Pai Natal e o desfile até à Praça Camões, onde estão instaladas as diversões, deviam ter acontecido ontem, mas o aumento do número de casos de covid-19 obrigou a a câmara municipal a cancelar estas iniciativas. Ainda assim, ontem à tarde, aproveitando o feriado, foram vários os que foram patinar na pista de gelo. “Costumo vir, já nos anteriores vinha sempre. Isto é divertido”, disse Alexandre Pinto. “Venho sempre. É fixe. Divertido. É bom para passar o tempo”, vincou Leandro Mendes. “Gosto muito de patinar”, explicou Gonçalo Jorge.

Os brigantinos mostraram-se descansados já que consideram que as medidas estão todas acauteladas. “Está tudo muito bem organizado. Tem saídas e entradas diferentes. Parece-me tudo bastante bem”, referiu Alexandre Pinto. “Quem quiser vir acho que o pode fazer em segurança, desde que se use máscara e se seja responsável. Está tudo bem organizado”, disse Leandro Mendes. “Há gel desinfectante por todo o lado, saídas diferentes. Está tudo muito bem organizado”, esclareceu Gonçalo Jorge.

Os visitantes lamentam que algumas iniciativas tenham sido canceladas mas aplaudem as medidas da câmara.

Além da chegada do Pai Natal também foram canceladas as actividades desportivas, algumas delas de cariz solidário.

Por causa do aumento de casos de covid-19, o país entrou, ontem, em estado de calamidade. Passou a ser novamente obrigatório utilizar máscara em todos os espaços fechados. A apresentação do certificado digital é agora obrigatória no acesso a restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, eventos com lugares marcados e ginásios. É obrigatório apresentar teste negativo à covid-19 nas visitas a lares, em grandes eventos sem lugares marcados, assim como discotecas e bares.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Em breve nas Livrarias o novo Livro de José Mário Leite.

 José Mário Leite, colaborador do Memórias... e outras coisas BRAGANÇA, nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia) A Morte de Germano Trancoso (Romance), Canto d'Encantos (Contos). tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Angariação de brinquedos para Serviços de Pediatria do Hospital de Bragança

 Encher um saco de sonhos e de sorrisos, esse é o objetivo da campanha de recolha de brinquedos que a ACISB vai desenvolver neste Natal.


Um brinquedo é uma porta aberta para o sonho, um brinquedo é um estímulo para a fantasia, para a imaginação e para a superação.

Seja qual for a definição que queiramos dar, um brinquedo nas mãos de uma criança é sempre um amigo que dá conforto. E quem mais precisa de conforto do que uma criança doente?

Foi por esta razão que a Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB) decidiu lançar uma campanha de recolha de brinquedos para os Serviços de Pediatria do Hospital de Bragança. Com a situação de pandemia que ainda vivemos, os brinquedos não podem ser partilhados, o que implica que aqueles serviços tenham maior quantidade para que todas as meninas e meninos possam encontrar um brinquedo que, enquanto estiverem internados, possa ser só seu.

A ACISB, não tendo nenhuma competência direta nesta área, não quer nunca demitir-se da sua responsabilidade social, de ser uma associação ativa na procura de respostas e melhorias para a comunidade em geral.

Porque é Natal, e o Natal é especialmente das crianças, esta campanha vai para os mais vulneráveis, aqueles que lutam contra alguma adversidade na sua saúde e bem-estar.

O apelo vai para todas as pessoas que tendo em casa brinquedos, livros ou jogos em bom estado, que já não sejam usados pelos seus filhos, os possam entregar para esta causa.

Se conseguirmos transformar os Serviços de Pediatria do Hospital de Bragança num “mundo encantado, cheio de alegria e de cor”, estamos certos que qualquer adversidade que as crianças que por ali passarem estiverem a enfrentar, será mais leve.

A campanha decorre de 1 a 22 de dezembro, os brinquedos ou livros devem ser entregues na ACISB, que em os fará chegar aos Serviços de Pediatria do Hospital de Bragança.