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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Era o dia de Carnaval no ano de 1963...

Batem leve, levemente...

Lagos do Sabor recebem Circuito Cultural Lusófono dedicado a Cabo Verde

 𝑬𝒔𝒑𝒆𝒕𝒂́𝒄𝒖𝒍𝒐𝒔 𝒎𝒖𝒔𝒊𝒄𝒂𝒊𝒔, 𝒐𝒇𝒊𝒄𝒊𝒏𝒂𝒔 𝒄𝒖𝒍𝒕𝒖𝒓𝒂𝒊𝒔 𝒆 𝒄𝒐𝒐𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒊𝒏𝒔𝒕𝒊𝒕𝒖𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 𝒔𝒂̃𝒐 𝒐𝒔 𝒑𝒐𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂𝒊𝒔 𝒅𝒂 𝒗𝒊𝒔𝒊𝒕𝒂
Entre os dias 9 e 12 de janeiro, os territórios que integram a Associação de Municípios do Baixo Sabor, vão receber a caravana artística e institucional do Município de Ribeira Grande de Santiago/Cidade Velha no âmbito do Circuito Cultural Lusófono dedicado a Cabo Verde.

𝗘𝗺 𝗔𝗹𝗳𝗮̂𝗻𝗱𝗲𝗴𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗲́ 𝗻𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟵 𝗱𝗲 𝗷𝗮𝗻𝗲𝗶𝗿𝗼!

ENCONTRO DE MÁSCARAS | MOGADOURO 👹👺

Carla Alves nova secretária de Estado da Agricultura em substituição de Rui Martinho

 A atual diretora regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves, vai ser nomeada secretária de Estado da Agricultura, substituindo nestas funções Rui Martinho, lê-se na página da Presidência da República na Internet.


De acordo com fonte oficial do Governo, Rui Martinho abandona as funções de secretário de Estado da Agricultura por motivos de saúde.

Carla Alves Pereira, natural de Bragança, tem 52 anos e é licenciada em Engenharia Zootécnica pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

É diretora regional de Agricultura e Pescas do Norte desde dezembro de 2018, tendo sido antes, a partir de 2007, diretora do Parque Biológico de Vinhais. Carla Alves faz parte do quadro técnico da Câmara Municipal de Vinhais desde 2000.

No plano profissional, foi administradora da Empresa Municipal de Vinhais e coordenadora da Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara (1995-2018) e secretária técnica do Livro Genealógico da Raça Bísara (2007-2018).

Segundo o Governo, é perita da Confederação dos Agricultores de Portugal e foi vice-presidente da Federação Nacional de Raças Autóctones (2005-2018). Lecionou como professora convidada no Instituto Politécnico de Bragança (1997-1999) e na Escola Secundária de Vinhais (1993-1994).

PMF // JPS
Lusa/Fim

QUATRO VIATURAS E TRÊS CONTENTORES DO LIXO INCENDIADOS NA ÚLTIMA MADRUGADA EM MIRANDELA

 Polícia Judiciária está a investigar os casos de vandalismo.


A última madrugada, em Mirandela, ficou marcada por vários atos de vandalismo.

Três automóveis, um camião e três contentores do lixo terão sido incendiados e a Polícia Judiciária já está a investigar.

Os bombeiros voluntários de Mirandela tiveram uma noite agitada que só terminou depois das cinco e meia da manhã para apagar as chamas. 

O primeiro caso aconteceu pouco depois das dez e meia da noite, na zona verde do Parque Dr. José Gama, onde uma viatura foi incendiada causando danos no tejadilho e na mala.

À meia-noite, os operacionais da corporação mirandelense foram alertados para outra viatura em chamas, desta vez próximo do cemitério de Golfeiras, onde um automóvel ficou totalmente destruído.

Às duas da manhã, novo incêndio numa viatura, novamente na zona verde, também foi totalmente destruída pelas chamas. 

Uma hora e meia depois, nova situação, desta vez na aldeia do Franco, onde uma viatura pesada de mercadorias foi incendiada ficando também completamente destruída.

Finalmente, às 05,25 horas, os bombeiros foram alertados para três contentores do lixo, em chamas, na aldeia de Vila Nova das Patas.

A PSP e a GNR tomaram conta das ocorrências, mas remeteram as investigações para a PJ.

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

Câmara de Macedo atribui apoio de 600 mil euros aos bombeiros locais até 2025

 Protocolo visa assegurar a manutenção da capacidade de resposta e níveis de prontidão, bem como aumentar a eficiência da estrutura municipal de proteção civil.


A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros (AHBVMC) celebraram um protocolo de cooperação até final de 2025. Este acordo, em vigor desde 2021 e agora renovado, visa assegurar à corporação local condições para a manutenção da capacidade de resposta e níveis de prontidão, servindo também para aumentar a eficiência da estrutura municipal de proteção civil. “Com este protocolo, a autarquia compromete-se a atribuir aos bombeiros uma verba anual de 200 mil euros”, explica o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Bombeiros e Heliporto, Paulo Rogão.

“Queremos, acima de tudo, garantir a melhoria da qualidade de intervenção, a articulação e potencial dos meios e recursos existentes”, explica o vereador, recordando que o objetivo final das duas instituições é obter “uma resposta eficaz e coordenada na proteção e socorro das pessoas”.

O protocolo ora assinado entrou em vigor no primeiro dia de 2023 e termina a 31 de dezembro de 2025. O facto de ser rubricado para um período de três anos, explica o Paulo Rogão, “visa garantir aos bombeiros uma estabilidade nos apoios recebidos por parte do município”.

O financiamento anual terá como destino a manutenção da Sala de Operações e Comunicações (SALOC), 24 horas por dia e composta por cinco operadores. Aqui serão atendidas e encaminhadas as chamadas de socorro, bem como despachados os meios de socorro e salvamento necessários a cada situação. Em simultâneo, além de outras tarefas, a SALOC será responsável por receber as participações de avarias respeitantes às redes de abastecimento público de água e saneamento, e, igualmente, outras participações e encaminhá-las para os serviços a indicar pelo município no mais curto espaço de tempo.

O protocolo estipula ainda que serão os Bombeiros de Macedo de Cavaleiros, durante a época balnear e nas praias da albufeira do Azibo, a operacionalizar um Dispositivo de Salvamento Aquático que garanta uma ambulância de apoio e socorro nas praias da albufeira do Azibo. E que seja, ainda, capaz de intervir em qualquer ponto da frente de linha de água no território do Município.

Paulo Rogão recorda que “este modelo de cooperação tem vindo a ser implementado desde 2019 e, acreditamos, os resultados são bastante positivos”. “Os bombeiros desempenham um papel muito relevante no nosso território, um trabalho muito meritório não só na vertente de socorro e salvamento, mas também no apoio às populações, por exemplo, com o espalhamento de sal no Inverno, o apoio ao Azibo no Verão e as operações no Heliporto Municipal”, salienta o vereador. Também por isso, salienta o mesmo responsável autárquico, “o município assume esta cooperação e assegura a estabilidade financeira necessária para garantir serviços operacionais mínimos da corporação”.

Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros com a pior campanha de azeitona de que há memória

 Esta foi a pior campanha de azeitona de que há memória pelo menos nos últimos 20 anos na Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros


As condições climatéricas provocaram uma quebra acentuada na produção, que se verificou pior do que o esperado, confirma o presidente da cooperativa, Luís Rodrigues. “Ainda foi para números piores. Já se previa uma campanha, nas minhas contas, que poderia andar nos 50% relativamente ao ano passado, que foi um ano muito bom, mas o que verificámos é que a quebra é maior, neste momento de 60%, e a campanha está praticamente no fim. Tivemos o azar destas chuvadas que não trouxeram condições para que os agricultores entrassem às terras, muita azeitona perdeu-se e, por isso, é uma campanha muito má”.

Consequentemente o azeite também está mais caro. “O preço subiu substancialmente. Desde o dia o dia 1 de janeiro que o azeite virgem extra passou para 30 euros e o virgem para 27,5 euros. Vamos ver se fica por aqui. Já é quase melhor vendê-lo a granel do que estar a embalá-lo. No entanto, tem de haver aqui algum equilíbrio e manter os nossos clientes, pois eles aparecem nos anos bons e nos maus”.

No entanto, a qualidade não foi afetada. “A qualidade não está posta em causa, está assegurada”.

A campanha da azeitona da Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros está na reta final. Ontem chegou aos dois milhões e meio de quilos de azeitona, que é um terço da produção do ano passado.

Escrito por Onda Livre (CIR)

Concelho de Mirandela regista segundo caso de Xylella Fastidiosa

 Está oficialmente confirmado o segundo caso de Xylella Fastidiosa no concelho de Mirandela, a bactéria altamente destruidora que afeta várias culturas agrícolas e para a qual ainda não há tratamento.


Depois de, em novembro, ter sido confirmada numa amostra de oliveira, colhida num viveiro na freguesia de Alvites, o que determinou o estabelecimento de uma Zona Demarcada que abrangeu várias freguesias de Mirandela e até de Macedo de Cavaleiros, sabe-se agora que, no final de dezembro, a Xylella foi detetada numa amostra colhida num viveiro da cidade de Mirandela com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a estabelecer uma nova zona demarcada.

Tal como já tinha acontecido no primeiro caso, em Alvites, também os prejuízos para o proprietário do viveiro de Mirandela são avultados.

Depois de confirmado o novo caso, a DGAV emitiu um despacho, datado de 22 de dezembro, para estabelecer a zona demarcada para Xylella fastidiosa, que denominou de Mirandela II, que abrange parcialmente as freguesias de Mirandela, Carvalhais, Cabanelas e Suçães, formada pela zona infetada com um raio de, pelo menos, 50 metros em redor e a zona tampão com a largura de, pelo menos, 2,5 km em redor da zona infetada.

O despacho da DGAV determina ainda as medidas que devem ser aplicadas para a erradicação da bactéria, entre elas está a destruição dos vegetais infetados, a proibição de plantação na zona infetada, bem como a comercialização em feiras e mercados.

Nélson Novais, proprietário do viveiro de Mirandela onde foi detetada a bactéria, não esconde a preocupação com a situação até porque não tem dúvidas que pode implicar a paragem da atividade de vários profissionais do setor:

“A zona dos viveiristas já está demarcada, num raio de 2,5 km, onde 80% do profissionais vão parar. Só com 20% não dá para trabalhar.

Isto é muito complicado e é como uma bomba que aqui nos caiu.”

O proprietário deste viveiro na cidade mirandelense lamenta esta má notícia numa altura em que devia estar a faturar:

“No último mês deixei logo de vender 10 mil euros. Tinha programado até ao fim de janeiro 30 mil e para além deste temos de contar ainda com aquilo que possam vir a destruir, que representa muitos milhares de euros.

Isto apanhou-nos aqui mesmo no início da campanha.

Os viveiros trabalham meio ano para produzir e o outro meio para vender. O impacto vem já do ano passado pois os investimentos foram todos feitos nessa altura para agora podermos vender as plantas.”

Nélson Novais estima que esta situação possa vir a causar um prejuízo a rondar os 60 mil euros:

“Vai mais ou menos para esse valor, 60 mil.

Tenho o problema de ter feito investimentos agora e ter de os pagar, no valor de 50 mil euros.”

A Xylella fastidiosa é uma bactéria que afeta mais de 300 espécies de muitas culturas importantes como olivais, amendoais, citrinos e plantas ornamentais.

Está classificada como organismo de quarentena, dispersa-se através de insetos, em distâncias curtas, e pelo transporte de plantas contaminadas, em distâncias longas.

O perigo está identificado desde 2013, quando a bactéria dizimou os olivais no sul de Itália, levando ao abate de milhões de árvores.

Nos últimos anos, este agente infecioso saltou fronteiras para os restantes países europeus – Portugal incluído – onde a Xylella fastidiosa foi detetada, pela primeira vez, em Janeiro de 2019, na freguesia de Avintes, em Vila Nova de Gaia, em plantas ornamentais, como a lavanda.

Confrontada com este assunto, a Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Norte, sem prestar declarações gravadas, explicou que a DRAPN está a executar o plano emanado pela DGAV, entidade coordenadora nacional, para o cumprimento das medidas de proteção fitossanitária aplicáveis e sempre em estreita colaboração com os produtores e sem qualquer tipo de alarmismo, acrescentou Carla Alves revelando que o assunto está a ser acompanhado de perto também pelo Município de Mirandela e as associações agrícolas, numa concertação de esforços para sensibilizar o Ministério da Agricultura da necessidade de apoiar os produtores afetados.

INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)

Câmara de Carrazeda de Ansiães lança mais um número da Revista Memória Rural

 Esta revista é uma publicação de periodicidade anual, editada pelo Museu da Memória Rural, congregando estudos locais e regionais. Possui como principais objetivos a abordagem de temas associados à cultura, ao património material e imaterial e à memória histórica da região.


A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães apresenta no próximo dia 7 de janeiro, às 15:30, no Museu da Memória Rural, em Vilarinho da Castanheira, o número 5 da Revista Memória Rural (RMR). A edição que vai ser apresentada diz respeito ao ano de 2022 e integra um conjunto de artigos cujas temáticas estão centradas em assuntos de investigação histórica e do património cultural do concelho de Carrazeda de Ansiães e da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A apresentação está a cargo da Diretora do Museu D. Diogo de Sousa e Museu dos Biscainhos, Alexandra Lima, contando este ano com a presença da Diretora Regional de Cultura do Norte, Laura Castro.

Coordenada por António Luís Pereira, arqueólogo da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), a publicação correspondente ao ano de 2022 é composta por 292 páginas e apresenta artigos da autoria de António Luís Pereira, Nelson Tito Almeida Domingos, Cristiano Júlio Moreira de Sousa, Rodolfo Manaia, Isabel Alexandra Resende Justo Lopes, Fernando Figueiredo, Susana Maria Vasconcelos Mesquita, Ana Sampaio Monteiro, Joaquim Grácio, Carlos Seixas, Arnaldo Duarte da Silva, Ernesto Albino Vaz e Artur Oliveira.

Esta revista é uma publicação de periodicidade anual, editada pelo Museu da Memória Rural, congregando estudos locais e regionais. Possui como principais objetivos a abordagem de temas associados à cultura, ao património material e imaterial e à memória histórica da região, estando aberta a todos os colaboradores que desenvolvam a sua atividade de investigação ou de divulgação neste território e nestes domínios do saber.

É num contexto genérico de valorização do património cultural e da identidade local e regional que esta publicação surge, assumindo-se com o intuito de fortalecer o processo de comunicação do projeto museológico do Museu da Memória Rural, tentando dar-lhe visibilidade e dinâmica regional e nacional.

A publicação é também disponibilizada digitalmente, em formato PDF, a partir de um software orientado à difusão da informação científica (OJS), estando já integrada no sistema nacional de ciência através do Portal RCAAP, um portal de pesquisa nacional de informação científica em acesso aberto. O portal RCAAP tem como objetivo a recolha, agregação e indexação dos conteúdos científicos em acesso aberto (ou acesso livre) existentes nos repositórios institucionais das entidades nacionais de ensino superior e outras organizações que desenvolvam atividades de investigação. A integração da Revista Memória Rural nesta plataforma permitiu uma mais fácil difusão dos trabalhos aqui publicados, avançando desse modo para outros níveis de partilha como, por exemplo, os portais B-On, Google Scholar, OpenAIRE ou Ciência Vitae, entre outros.

A RMR integra ainda o repositório Europeu de “Open Science”, com localização no Zenodo, repositório da infraestrutura OpenAIRE, onde poderão ser pesquisados e encontrados todos os artigos produzidos no âmbito desta publicação destinada a tratar temáticas do património cultural e da cultura  do concelho de Carrazeda de Ansiães e de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Todos os números da Revista Memória Rural na versão impressa são distribuídos gratuitamente às bibliotecas municipais dos distritos de Bragança e Vila Real, bem como às instituições de Ensino Superior da região e a todas as outras do país que lecionam temáticas relacionadas com as Ciências Sociais e Humanidades.

O volume referente ao ano de 2022 (número 5), estará à venda partir do site do museu, da Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães e nas lojas das estruturas museológicas deste concelho duriense.

No final da apresentação da revista será assinada a Carta de Compromisso da Adesão de Vilarinho da Castanheira à Rede de Aldeias de Portugal.

Número de pessoas em situação de pobreza aumentou em 2022 mas em 2023 o cenário vai piorar

 O ano de 2022 foi marcado pelo aumento do número de pessoas a viver em situação de pobreza. Para já, ainda não há dados concretos, até porque o ano acaba de terminar, mas sabe-se que o cenário não é o melhor


Ivone Florêncio é técnica do Núcleo Distrital da EAPN - Rede Europeia Anti-Pobreza e assume que a situação se deve ao aumento do custo médio de vida. "O ano de 2022, com a guerra na Ucrânia, provocou aqui um aumento substancial do custo médio de vida a todas as pessoas, independentemente de serem trabalhadores, não trabalhadores ou pessoas em situação de pobreza, e que proporcionou uma perda do poder de compra e um custo do nível de vida. Em 2021 o número de pessoas em situação de pobreza aumentou no nosso país, aumentou também a taxa de risco de pobreza, passaram a viver numa situação de maior vulnerabilidade um maior número a pessoas, tivemos um aumento desta taxa de 12%, o que mostra que de facto a crise pandémica teve um grande impacto no aumento da po- breza, agudizou os problemas que já existiam, tornou outros 
muito mais visíveis e criou os problemas".

Tendo em conta que este ano vai continuar a haver um aumento do preço de vários serviços e produtos, considera ainda que a situação vai continuar a piorar. "O que os dados do observatório da EAPN nos dizem é que se perspectiva que a situação de pobreza e exclusão social vai ter tendência a intensificar-se, porque em 2022 já 11,3% da população vivenciava grandes dificuldades em gerir o seu orçamento familiar até ao fim do mês, ou seja, os recursos financeiros do agregado familiar não cobriam as despesas habituais, 9,6% chegava ao fim do mês com dificuldades e 35% com alguma dificuldade. Apenas menos de metade da população, cerca de 42%, é que afirmava não ter dificuldades em gerir o orçamento, ou seja, mais de metade da população já teve dificuldades em 2022. Mantendo-se este panorama, pressupõe-se que a situação se vai intensificar".

Ivone Florêncio diz ainda que embora o salário mínimo tenha vindo a sofrer aumentos, o valor não acompanha a inflação e o aumento do custo de vida. "Na maior parte das famílias, grande parte do vencimento que auferem é para pagar a renda de casa, tendo em conta a subida exorbitante que o preço da habitação teve nos últimos tempos. As pessoas têm de optar por pagar a renda, ou por comer, ou por pagar água, luz, gás ou por pagar a medicação. Não é por acaso que Portugal é um dos países com maior número de pessoas em situação de pobreza, mesmo a trabalhar. Nós temos 14,3% de trabalhadores que vivem numa situação de pobreza, porque com os vencimentos que auferem e com o custo de vida que temos, acabam por trabalhar para pagar as despesas. Há famílias que têm de arranjar part-times, dispensam pouco tempo para a vida familiar e social. As famílias trabalham para pagar as despesas e para se verem cada vez mais pobres e não conseguem por nada de lado".

A entrevista a Ivone Florêncio para ouvir na integra depois do noticiário das 17 horas ou para ler na edição desta semana do Jornal Nordeste.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

𝗕𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗰𝗮𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗹𝘀 𝗥𝗲𝗶𝘀 - 𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗻𝘁𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗥𝗲𝗶𝘀👑

 Com o intuito de manter viva a tradição do “Cantar ls Reis”, a Câmara Municipal de Miranda do Douro realiza no dia 7 de Janeiro de 2023, pelas 21h00, no Miniauditório de Miranda do Douro, mais um Encontro intitulado “Bamos a cantar ls Reis”.

Agenda | Esproarte - Escola Profissional de Arte de Mirandela apresenta a 06 de janeiro, no Centro Cultural, o tradicional Concerto de Reis. A entrada é livre. 🎻

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

EXPOSIÇÃO "DOURO" POR CASAL DE AGUIAR

 Inauguração da exposição "Douro e outras paisagens" do pintor Manuel Casal Aguiar. Um Douro observado através de apontamentos de um caderno de viagem registados durante uma viagem pela região, exemplos da paisagem humana duriense permanentemente vivida e desenhada nas imensas viagens pela Linha do Douro. Mais tarde, suporte para o desenvolvimento de um projeto de painel de azulejos situado no muro exterior da Estação de Caminhos de Ferro da Régua.
 Esta exposição compõe um conjunto de experiências onde a cor assume a intenção da mensagem a passar, no todo, a permanente procura do “essencial” através de meios e instrumentos simples do desenho e da pintura como reflexo de um profundo encantamento provocado pela paisagem e gentes do Douro.

Para ver no Centro de Inovação Tecnológica Inovarural de Carrazeda de Ansiães (CITICA) a partir do dia 08 de janeiro. 

Exposição patente de 08 de janeiro a 23 de abril de 2023.

Empresários da região têm cada vez mais dificuldade em arranjar mão-de-obra qualificada

 Queixam-se de as pessoas não quererem trabalhar e estarem dependentes dos subsídios, mas também da falta de formação nas diferentes áreas


A Sofrinor é uma empresa de climatização em Bragança. Devido à falta de funcionários, os clientes têm que esperar quase um mês por uma instalação. Neste momento encontrar algum técnico na área, é um achado. Para o proprietário, João Machado, os jovens não estão interessados em trabalhar e preferem os subsídios. "Eu acho que cada vez há menos gente para trabalhar e que as pessoas estão a ser educadas para não trabalhar. “Eu procuro no centro de emprego, às vezes faço publicações, já nem peço técnicos, já só peço pessoas com alguns conhecimentos, tem aparecido algum pessoal de vez em quando, mas nem sequer tem conhecimentos e muitos não vêm educados para trabalhar. Tenho o exemplo de um rapaz que entrevistei há um mês e meio e ele mesmo me disse que vinha trabalhar, mas que não precisava, porque tinha direito ao desemprego. Portanto, os jovens estão a ser educados para ir buscar ajudas, em vez de se colocarem no mercado de trabalho".

Outro dos sectores mais afectados é a construção civil. Arranjar um carpinteiro ou um picheleiro em Bragança não parece ser tarefa fácil. Pelo menos não é para Pedro Nogueiro, da Abel Luís Nogueiro & Irmãos. O empresário acha mesmo que há obras do PRR que não vão ser executadas. "“Não temos grandes alternativas de recrutar mão-de-obra porque ela não existe. Também não há formação. Trabalho existe e há muito trabalho para fazer. Temos aí o PRR para executar mas há muitas obras que não vamos conseguir executar".

Na restauração o cenário não é diferente. Tiago Alves, proprietário dos restaurantes Pasta Café e Iguarias da Veiga e ainda da distribuidora Comer em Casa, admite que tem sido muito difícil encontrar quem queira trabalhar na área, mesmo com uma boa remuneração. Se houvesse cursos na região ligados ao sector, acredita que este problema poderia ser minimizado. "Os que querem mesmo ser profissionais vão ter trabalho sempre e vão ser muito mais bem remunerados do que aquilo que se pensa, ou daquilo que era comum quando havia muito oferta há 10 ou 20 anos".

São também poucos os que se dedicam à actividade agrícola. Para o presidente da Associação Distrital de Agricultores, José Pegado, as pessoas preferem ficar em casa e receber subsídios. "Só vai para a agricultura quem goste muito ou quem não consiga fazer mais nada mas depois optam por apoios sociais, sendo que não é preciso fazer nada. A gente prefere ir para o desemprego porque ganha e não faz nada".

Em Novembro de 2021, estavam inscritos no Centro de Emprego quase 3900 pessoas do distrito, certa de mais 100 do que no mesmo período homólogo em 2020.

Os anos vão passando e a falta de pessoas para trabalhar em determinados sectores, como a restauração, construção civil, instalações e agricultura, vai sendo cada vez maior.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Douro, Cidade Europeia do Vinho, prepara várias iniciativas para se mostrar à Europa

O Douro é a Cidade Europeia do Vinho em 2023. Estão previstas dezenas de iniciativas para promover o território na Europa: o enoturismo, a cultura, o património e, claro, o vinho.

O Douro era uma das três candidaturas portuguesas à Cidade Europeia do Vinho
em 2023 JOSÉ SÉRGIO

O Douro é a Cidade Europeia do Vinho em 2023 e, nesse âmbito, tem previstas dezenas de iniciativas ao longo do ano para mostrar o território à Europa, promover o enoturismo, a cultura, o património e o vinho. O anúncio foi feito esta segunda-feira, em comunicado, pela Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro). A gala de apresentação do Douro Cidade Europeia do Vinho será a 4 de Fevereiro, em Lamego.

"All Aroud Wine, All Around Douro" era o lema da candidatura do Douro à Cidade Europeia do Vinho 2023 e este galardão, conquistado em Junho, em Bruxelas, é, segundo a CIM Douro, "um dos mais importantes da história da região", que é património mundial da humanidade desde 2001.

A cidade do Peso da Régua já tinha tentado o título em 2018 e dessa experiência resultou uma candidatura de âmbito regional, que envolveu os diferentes agentes do Douro. Sem especificar quais, a CIM Douro fala em "dezenas de iniciativas [previstas] ao longo do ano" para promover o Douro junto dos europeus.

"O Douro Património da Humanidade será, assim, uma referência europeia no vinho, na vinha, na cultura e na celebração harmoniosa da natureza e da obra secular realizada por gerações de durienses", refere a comunidade intermunicipal. Esta entidade salienta que este é "um dos maiores desafios colectivos que o Douro já assumiu em toda a sua história, materializando o desejo e o pulsar de toda uma região".

"Com esta distinção como Cidade Europeia do Vinho 2023, o Douro acalenta o desejo legítimo de que a região seja um grande contribuinte das exportações nacionais, faça do vinho e da vinha uma alavanca concreta e real para o desenvolvimento da sua economia e riqueza de quem aqui vive e trabalha", sublinha, no mesmo comunicado, a CIM Douro, que acrescenta que o objectivo último é "que o território transmita, represente e seja uma marca económica, social e cultural com notoriedade" e "um exemplo de interacção harmoniosa do homem com a natureza".

Segundo a CIM Douro, os 19 autarcas da região estão "preparados para dar corpo ao desafio", assim como "as entidades locais e regionais e os cerca de 22 mil produtores, assumindo a urgência da valorização do produto e a construção de uma região equilibrada e com sustentabilidade".

Vestir "a camisola" do Douro

"Abrir o Douro ao mundo é ademais outro propósito desta candidatura. A região do Douro, durante décadas a fio, centrou-se apenas e só na produção de vinho. Hoje o Douro, território de paisagens carismáticas com alma e atitude, com o seu aprazível rio navegável, tem a ambição legítima de trazer o mundo ao Douro. E será esta descoberta do Douro, esta vivência do Douro in situ que gerará mais-valias ao que produzimos, ao que aqui criamos, ao nosso vinho, à nossa vinha, à nossa gente", frisa a comunidade intermunicipal.

Esta é, para a CIM Douro, "uma oportunidade para promover o enoturismo, a cultura e o património" e evidenciar "o vinho como elemento estratégico e essência da actividade económica". Desde domingo que todos os municípios adoptaram a mesma imagem nas suas comunicações com o exterior, vestindo a "mesma camisola" do Douro.

A CIM Douro compreende os concelhos de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.

A Cidade Europeia do Vinho é um concurso anual lançado pela Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN), em 2012, e tem como objectivo a promoção turística e a divulgação das regiões europeias produtoras de vinho. A sua atribuição vai rodando entre os diversos países que fazem parte da rede.

A RECEVIN conta com o apoio das associações nacionais de vinhos presentes na maioria dos 11 países membros da rede: Alemanha, Áustria, Bulgária, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Portugal e Sérvia. O seu conselho de administração elegeu Aranda de Duero (Espanha) como Cidade Europeia do Vinho 2020 e, devido à situação de pandemia de covid-19, este título foi alargado até 2022.

Em 2023, a Cidade Europeia do Vinho teria que ser portuguesa e, além do Douro, foram apresentadas as candidaturas "Algarve Golden Terroir", que juntou os municípios de Lagoa, Albufeira, Lagos e Silves, e uma outra do Vale do Lima, que agregou os concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo.

Mirandela recebe a primeira edição do Festival de Patinagem Artística a 08 de janeiro, no Pavilhão INATEL

 Programa disponível AQUI.

XXV Feira da Caça e Turismo, XXVII Festa dos Caçadores do Norte

 A XXV Feira da Caça e Turismo e a XXVII Festa dos Caçadores do Norte está de volta entre os dias 26 e 29 de janeiro de 2023, após o interregno devido à pandemia.
Este certame é organizado pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros em parceria com a Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética, e pretende divulgar o nosso património cinegético, natural e paisagístico.

Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural distingue a pintora Graça Morais

 O Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, no valor de 20.000 euros, distingue este ano, a pintora Graça Morais, com mais de 50 anos de careira, realçando “o seu percurso cultural, artístico e cívico”, divulgaram hoje o promotor.


“Desde a sua juventude a artista teve uma permanente participação ativa na defesa do humanismo, do respeito pela dignidade humana e dos direitos humanos. Uma ligação muito forte à terra e às tradições populares e uma permanente atenção à dureza da vida e à compaixão têm caracterizado uma assinalável coerência na sua obra”, afirma o júri, ao qual presidiu Guilherme d’Oliveira Martins, sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

“Para Graça Morais a cidadania cultural constitui algo de natural e necessário. O seu talento artístico e a escolha dos temas para as suas obras, em estreita ligação íntima, têm sempre subjacente a atenção aos outros e o cuidado relativamente aos mais vulneráveis. A artista e a cidadã estão sempre presentes, o que constitui um singular exemplo no panorama artístico contemporâneo, merecedor de especial reconhecimento”, sublinhou o júri do prémio promovido pela Estoril Sol, em comunicado enviado à agência Lusa.

Este prémio junta-se a várias outras distinções que a artista plástica já recebeu, nomeadamente a Ordem do Infante D. Henrique, com o grau de Grande Oficial, atribuída em 1997, e a Medalha de Mérito Cultural, pelo seu contributo para as artes, atribuída em março de 2019, pela então ministra da Cultura Graça Fonseca, e o mais recente prémio “Personalidade do Norte”, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, que lhe foi entregue no final de novembro.

Maria da Graça Pinto de Almeida Morais nasceu há 74 anos em Vieiro, aldeia no concelho transmontano de Vila Flor. De 1957 a 1958 viveu em Moçambique, no vale do Limpopo, de onde regressou em 1959 para a sua aldeia natal.

Foi em Moçambique que despertou o interesse pela pintura, aos nove anos, incentivada pela professora, depois de o pai lhe ter oferecido uma caixa de aguarelas, como conta a José Jorge Letria no livro “Graça Morais: A Grande Arte Tem a Dimensão do Mistério” (2018).

De acordo com o seu relato, foi nesta altura que disse à mãe querer ser pintora, apesar dos receios da progenitora, convencida de que os artistas passavam fome. A mãe tinha outros projetos para si, como tornar-se professora primária, seguindo uma tradição familiar.

Em Bragança, porém, onde frequentou o liceu, começou a fazer ilustrações para o jornal Mensageiro de Bragança.

Aos 15 anos, desenhou os cenários para “Auto da Alma”, de Gil Vicente, quando começou a ser apelidada no liceu de “a pintora”.

Em 1990, voltou ao teatro, tendo desenhado os cenários para a peça “Os Biombos”, de Jean Genet, levada à cena Pelo Teatro Experimental de Cascais. Em 1995, desenhou os cenários para a peça “Ricardo II”, de Shakespeare, levada à cena no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

Em 1966, matriculou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto para estudar pintura, licenciatura que terminou em 1971. Em janeiro de 1974, expôs pela primeira vez, no Museu Alberto Sampaio, em Guimarães. Desde então realizou e participou em mais de uma centena de exposições individuais e coletivas, em Portugal e no estrangeiro.

Em 1983, representou Portugal na 17.ª Bienal de S. Paulo, no Brasil, dois anos mais tarde apresentou uma exposição no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Em 2007, levou a exposição “La Violence et la Grâce” ao Centro Gulbenkian, em Paris, tendo paralelamente decorrido o colóquio internacional “O Mito e a Metamorfose” que reuniu cerca de 20 especialistas sobre a sua obra.

Colaborou, entre outros, com os escritores José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís, Miguel Torga, Pedro Tamen e Nuno Júdice.

Em 2008, inaugurou o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (CACGM), em Bragança, um edifício da autoria do arquiteto Eduardo Souto de Moura, e que já acolheu diversas exposições da artista.

Dez anos mais tarde, foi criado o Laboratório de Artes na Montanha - Graça Morais (LAM-GM) que visa promover novas oportunidades para atividades de ensino e investigação.

Graça Morais é membro da Academia Nacional de Belas Artes e de diversas associações, confrarias e fundações culturais.

O Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultura foi instituído pela empresa Estoril Sol, em homenagem à memória do escritor Vasco Graça Moura (1942-2014), nascido há exatamente 81 anos, no Porto, em 03 de janeiro de 1942.

Segundo o regulamento, o Prémio “visa distinguir um escritor, ensaísta, poeta, jornalista, tradutor ou produtor cultural que ao longo da carreira - ou através de uma intervenção inovadora e de excecional importância -, haja contribuído para dignificar e projetar no espaço público o sector a que pertença”.

Guilherme d’Oliveira Martins presidiu ao júri da edição deste ano, que foi ainda constituído por Maria Carlos Gil Loureiro, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e, a convite da Estoril Sol, o escritor Liberto Cruz, o jornalista José Carlos de Vasconcelos, distinguido com este mesmo galardão em 2017, a diretora para a Educação, Ciência e Cultura na Organização de Estados Ibero-Americanos, Ana Paula Laborinho, e, ainda, o jornalista Dinis de Abreu, em representação da Estoril Sol.

O galardão foi entregue pela primeira vez em 2016 ao ensaísta Eduardo Lourenço. José Carlos Vasconcelos recebeu-o em 2017, o escritor e investigador Vítor Aguiar e Silva, em 2018, a atriz Maria do Céu Guerra, em 2019, o fadista Carlos do Carmo, em 2020, e, no ano passado, o gestor e jurista Emílio Rui Vilar, ex-administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, foi o distinguido.

A cerimónia da entrega do Prémio será “anunciada oportunamente”, conclui a Estoril Sol.

NL // MAG
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Exposição "Um Olhar sobre...a Violência Doméstica"

 A Exposição “Um Olhar sobre... a Violência Doméstica”, de Jorge Marinho, está patente no Espaço da Estação até ao dia 15 de fevereiro. Esta exposição encaminha a nossa visão para uma direção necessariamente bruta e dura sobre uma realidade tantas vezes escondida nas paredes de uma casa, fazendo (infelizmente) jus a uma velha máxima do povo: “entre marido e mulher que ninguém meta a colher”.
Visite esta coletânea de obras num olhar necessariamente provocativo e num alerta para um drama social que deve ser, cada vez menos, escondido e ocultado. Porque "tudo começa com gritos e nunca deve acabar com um silêncio".