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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Proximidade, segurança rodoviária e proteção ambiental entre as prioridades do novo comandante da GNR

 O reforço do policiamento de proximidade, a proteção das pessoas mais vulneráveis, a redução da sinistralidade rodoviária, o combate aos crimes ambientais e a aposta em novas tecnologias estão entre as prioridades definidas pelo coronel Paulo Azevedo, que tomou posse, esta quarta-feira, como comandante do Comando Territorial de Bragança da Guarda Nacional Republicana (GNR).


A cerimónia pública de tomada de posse contou com a presença do comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Alberto Ribeiro Veloso, do Bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida, de representantes das Câmaras do distrito, autoridades judiciais e militares e de responsáveis das forças de segurança portuguesas e espanholas.

Paulo Azevedo sucede ao coronel António Lobo de Carvalho, que comandou a unidade durante três anos e oito meses e ingressou no Curso de Promoção a Oficial General, no Instituto Universitário Militar, em Lisboa, tal como o Mensageiro adiantou em primeira mão.

No primeiro discurso enquanto comandante, o coronel Paulo Azevedo assumiu o compromisso de exercer as novas funções com base no “exemplo, respeito, retidão, transparência e proximidade”, mantendo o cidadão no centro da atuação da Guarda.

“O comando não se afirma apenas pela posição que ocupamos, mas sobretudo pela forma como a exercemos, pelo exemplo que damos, pela justiça e pelo equilíbrio das nossas decisões e pela confiança que somos capazes de construir”, disse.

(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa)

António G. Rodrigues

Empresas de Bragança desafiadas a melhorar condições para atrair e fixar trabalhadores

 As empresas do distrito de Bragança precisam de tornar as ofertas de emprego mais competitivas, apostando não apenas nos salários, mas também na flexibilidade, progressão profissional e melhoria das condições de trabalho, para conseguirem atrair e reter trabalhadores. O desafio foi lançado por Filipe Ramos, líder nacional de outsourcing da Eurofirms — People First, num encontro promovido pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança (ACISB).


A iniciativa decorreu na segunda-feira, nas instalações da associação empresarial, e juntou empresários da região para uma conversa sobre atração e retenção de talento no interior, um dos principais obstáculos atualmente enfrentados pelo tecido económico local.

Filipe Ramos identificou a reduzida população ativa como um dos maiores condicionamentos do mercado de trabalho em Bragança. Apesar de a região apresentar atualmente um saldo populacional positivo, esse crescimento deve-se essencialmente à imigração, uma vez que o saldo natural, resultante da diferença entre nascimentos e óbitos, continua negativo.

António G. Rodrigues

Governo alerta que classificar castanha como fruto fresco leva a perda de apoios

 O Governo rejeitou alterar a classificação da castanha de fruto de casca rija para fruto fresco, argumentando que a mudança não tem sustentação científica e poderia afastar dos apoios agrícolas entre 60% e 75% dos soutos portugueses.


A posição foi assumida pelo secretário de Estado da Agricultura, João Moura, durante o XVI Encontro Europeu da Castanha, realizado em Carrazedo de Montenegro, no concelho de Valpaços. A iniciativa decorreu entre 10 e 12 de setembro e reuniu produtores, investigadores, empresas e organizações do setor. Respondendo a uma questão colocada pelo presidente da Câmara de Valpaços, Jorge Mata Pires, o governante afirmou que a castanha é internacionalmente integrada no grupo dos frutos de casca rija.

“Na classificação em todo o mundo, nos diferentes países que estão aqui apresentados, não há ninguém que classifique como fruto fresco. É um fruto seco, tem casca”, declarou João Moura.

O secretário de Estado reconheceu que a castanha possui um teor de humidade superior ao de produtos como a amêndoa, mas inferior ao de frutas como a maçã. Considerou, contudo, que a quantidade de água não é suficiente para determinar a sua classificação.

(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa)

António G. Rodrigues

Jornadas Nacionais de Comunicação Social debatem «gramática do encontro» e trabalho em rede

 O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) promove hoje as suas jornadas nacionais, no Seminário de Leiria, com o objetivo de desenhar um “mapa conjunto” para o setor na Igreja Católica em Portugal, sob o lema ‘Por uma gramática do encontro’.


O presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais, D. Alexandre Palma, definiu como urgência a articulação das diferentes instituições em rede e alertou para a perda da “arte do diálogo” na sociedade atual, exigindo que a Igreja aposte numa linguagem de “reflexão” e “provocação” para transmitir a sua mensagem.

Recusando um modelo limitado à mera “informação de eventos”, o bispo auxiliar de Lisboa disse à Agência ECCLESIA que a comunicação não pode ser tratada como um departamento paralelo fechado em “silos”, devendo antes assumir-se como “uma linha que atravessa as diversas expressões da atividade da Igreja”, desde a liturgia à juventude.

O encontro, que reúne responsáveis diocesanos, profissionais de comunicação institucional, jornalistas e produtores de conteúdos digitais, arranca com um debate focado na urgência de “reaprender a arte de conversar”, protagonizado por D. Alexandre Palma e pelo jornalista João Miguel Tavares.

Numa nota dirigida aos participantes, a organização assume a vontade de encontrar caminhos que ajudem os comunicadores a ser “construtores de templos de Jerusalém e não promotores de torres de Babel”, adotando a escuta recíproca como ponto de partida.

O programa de trabalho desenvolve-se, durante a tarde, através de dinâmicas de grupo centradas em eixos de ação práticos: a organização de secretariados diocesanos, o cuidado com a comunicação institucional, a criação de conteúdos digitais, o acompanhamento jornalístico do fenómeno religioso, a comunicação nos media eclesiais e o anúncio na missão digital.

A reflexão sobre os desafios contemporâneos estende-se ao impacto das ferramentas digitais e da inteligência artificial, com a comissão episcopal a vincar que a tecnologia tem de assumir um papel instrumental “ao serviço da promoção da dignidade da pessoa humana”, garantindo permanentemente uma comunicação “de humanos para humanos”.

🔥 𝐅𝐄𝐒𝐓𝐀 𝐃𝐀 𝐌𝐎𝐍𝐀 𝐄 𝐃𝐎 𝐌𝐎𝐍𝐎 🔥

Em Constantim, a tradição mantém-se viva!
No final do ciclo agrícola, a aldeia celebra uma tradição ancestral ligada à terra, à fertilidade e à renovação da natureza. Durante o mês de setembro, o Mono e a Mona ficam frente a frente, pendurados na aldeia, anunciando a chegada de um dos momentos mais emblemáticos da festa.

A celebração culmina com a Queima do Mono, um ritual simbólico em que o fogo representa a transformação, a renovação e o adubo que devolve força e fertilidade à terra.

Uma tradição que atravessa gerações e que continua a reunir a comunidade em torno da sua identidade, da sua cultura e das suas raízes.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Novo Comandante do Comando Territorial de Bragança da GNR

 Decorreu hoje a cerimónia de tomada de posse do Coronel Paulo Azevedo como novo Comandante do Comando Territorial de Bragança da GNR.
O Município de Bragança felicita o novo Comandante, desejando-lhe os maiores sucessos nesta missão, e agradece ao Coronel António Lobo de Carvalho pelo trabalho e dedicação ao longo dos últimos três anos e oito meses.

Rota da Terra Fria Transmontana

Aprovado o Programa de Ação para a Resiliência e Restauro da Natureza em Áreas Urbanas (PRO NAT.URBE)

 Aprovado o Programa de Ação para a Resiliência e Restauro da Natureza em Áreas Urbanas (PRO NAT.URBE), que define uma estratégia nacional até 2035 para tornar as cidades e vilas mais verdes e resilientes às alterações climáticas.
O programa prevê o aumento dos espaços verdes e do coberto arbóreo, a recuperação de linhas de água, a criação de corredores ecológicos e a desimpermeabilização dos solos, através de soluções baseadas na natureza.

Estão já em curso cinco projetos-piloto, em Évora, Beja, Vila Real, Guimarães e São João da Madeira, que permitirão testar soluções e criar modelos replicáveis por outros municípios. 

O PRO NAT.URBE prevê ainda a criação de redes de abrigos climáticos em meio urbano, com espaços acessíveis à população durante episódios de calor extremo.

A ciência sai à rua em Bragança!

 No dia 𝟐𝟓 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨, 𝐝𝐚𝐬 𝟏𝟕𝐡𝟎𝟎 à𝐬 𝟐𝟑𝐡𝟎𝟎, o centro da cidade transforma-se num grande ponto de encontro com a ciência, a investigação e a inovação.
A 𝗡𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗘𝘂𝗿𝗼𝗽𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗜𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 está de volta e Bragança junta-se a esta grande celebração europeia, aproximando a ciência e quem a faz de toda a comunidade.

Durante seis horas, venha experimentar, descobrir, questionar e surpreender-se!

Conheça os 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐠𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐈𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐠𝐚çã𝐨 𝐝𝐚 𝐔𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐥𝐢𝐭é𝐜𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐞 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧ç𝐚 e as entidades parceiras e empresas que transformam conhecimento em inovação e soluções para a sociedade.


"Tradições com Memória" - Hoje, a temática apresentada no episódio 6 fala-nos da profissão de estofador.

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


CICLO À DESCOBERTA DO NORDESTE TRANSMONTANO - ZPE RIOS SABOR E MAÇÃS | 10 de outubro

 No dia 10 de outubro, vamos desbravar o território da Zona de Proteção Especial (ZPE) Rios Sabor e Maçãs da Rede Natura 2000. Na última caminhada do Ciclo à Descoberta do Nordeste Transmontano deste ano, faremos um percurso que terá como ponto de partida a aldeia de Pinelo, no concelho de Vimioso, e seguirá rumo ao rio Maçãs e às suas frondosas margens, passando pela ponte medieval que o atravessa, um património secular único.
Áreas montanhosas, vales encaixados e uma rica biodiversidade marcam a identidade deste território a descobrir. Lontra, cegonha-preta, águia-real... quem nos irá surpreender?

Junte-se a nós nesta caminhada interpretativa para celebrar a chegada do outono!

Atividade gratuita, mas com inscrição necessária. 

Mais informações e inscrições AQUI.

4.º Passeio dos Cavalheiros realiza-se este sábado em apoio à Liga Portuguesa Contra o Cancro

 Mais de uma centena de participantes são esperados, este sábado, na 4.ª edição do Passeio dos Cavalheiros, em Macedo de Cavaleiros. A iniciativa, organizada pela Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros, junta carros clássicos e motos e tem uma vertente solidária.


Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros, David Vaz, o passeio pretende apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

“Estão previstos mais de uma centena de participantes entre carros clássicos e motos, que percorrerão o nosso concelho e, ao mesmo tempo, ajudaremos a Liga Portuguesa Contra o Cancro.”

Criado em 2023, o passeio mantém este ano o espírito vintage, com os participantes convidados a aderir também ao código de vestuário alusivo à iniciativa. O percurso vai passar por várias freguesias do concelho, contribuindo também para a promoção do território.

“O nosso objetivo também é a promoção do nosso território. Iremos parar em várias juntas de freguesia, elas também promoverão as suas terras e haverá convívios em todas essas aldeias.”

A organização espera receber entre 120 e 130 participantes. As inscrições continuam abertas e podem ser feitas no próprio dia.

“Qualquer pessoa que queira vir sábado, mesmo não estando inscrita, pode aparecer e inscrever-se na hora. O passeio tem início às 9 da manhã no Jardim 1.º de Maio.”

Além do passeio, está previsto um convívio final e um sorteio de prémios oferecidos pelos patrocinadores, entre os quais duas noites num hotel, uma noite numa unidade de turismo rural, dois cruzeiros no Azibo e uma “gift box”. David Vaz adianta ainda que haverá outras surpresas.

O 4.º Passeio dos Cavalheiros arranca às 9h00, no Jardim 1.º de Maio, em Macedo de Cavaleiros, seguindo depois por várias localidades do concelho, numa iniciativa que alia convívio, promoção do território e solidariedade.

Filipe Ventura Alves

Campanha solidária “Natal a Meias” apoia várias corporações de bombeiros do distrito de Bragança

 Várias corporações de bombeiros voluntários do distrito de Bragança receberam equipamentos de apoio no âmbito da 8.ª campanha solidária “Natal a Meias”, promovida pela Calzedonia e pela TVI durante o Natal do ano passado.


Este ano, a campanha angariou 375 mil euros e os materiais começaram agora a ser entregues às associações humanitárias.

Os Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros e de Vinhais receberam câmaras térmicas. As corporações de Bragança e Miranda do Douro foram contempladas com monitores de parâmetros vitais, enquanto os Bombeiros de Carrazeda de Ansiães e de Torre de Moncorvo receberam sistemas de Alarme Pessoal de Segurança (APS), aparelhos portáteis e resistentes ao calor e à água, utilizados para alertar quando um operacional se encontra em perigo.

O presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Bragança, Diamantino Lopes, explica como funciona esta campanha solidária e apela a uma maior adesão:

“Fazem um sorteio anualmente, na altura do Natal, em função dos lucros obtidos pela venda de um produto, que são meias. Uma percentagem da venda acaba por permitir adquirir material para os bombeiros, que depois é sorteado pelos corpos de bombeiros a nível nacional.

É importante que existam estas campanhas. Devia até existir mais gente envolvida nelas, para que os corpos de bombeiros pudessem ficar melhor apetrechados ao nível da proteção própria e individual, mas também para poderem ter mais meios para socorrer a população.

É esse o objetivo da campanha.”

Diamantino Lopes recorda que os bombeiros continuam a ter necessidades de equipamento que não estão totalmente asseguradas e considera que estas campanhas ajudam a colmatar algumas dessas carências:

“É verdade que o ideal seria que cada corpo de bombeiros tivesse um caderno de encargos com um conjunto de equipamentos que respondesse àquilo que é o plano de ação dos bombeiros.

Infelizmente, apesar de existir, não é cumprido e estas campanhas vão ajudando a superar essas deficiências.

Todos os corpos de bombeiros têm uma tipologia e, de acordo com ela, corresponde-lhes um determinado tipo de equipamento. Portanto, ainda não estamos no pleno cumprimento das necessidades de equipamentos.

Através destas campanhas solidárias, que algumas empresas fazem, através da Liga ou em nome individual, vão-se colmatando essas necessidades.”

No caso específico dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, a câmara térmica agora recebida é a segunda de que a corporação dispõe.

O comandante João Venceslau considera que o equipamento será uma mais-valia, sobretudo no combate a incêndios urbanos:

“É um equipamento importante para a identificação de pontos quentes no combate a incêndios urbanos.”

Este ano, a nível nacional, foram distribuídas três ambulâncias, cinco desfibrilhadores automáticos externos (DAE), 60 câmaras térmicas, 65 monitores de parâmetros vitais e 65 sistemas de alarme de segurança.

Fotografia: Bombeiros Voluntários da Guarda

Maria João Canadas

Festa das Línguas celebra a diversidade linguística no espaço europeu

 A Festa das Línguas regressa a Picote entre amanhã e domingo , no concelho de Miranda do Douro, para celebrar amanhã e domingo a diversidade linguística em Portugal, numa incitava que conta com o apoio do Parlamento Europeu.


Segundo a Associação Frauga, uma das entidades promotoras da Festa das Línguas afirma em comunicado que “deste modo, o evento volta a reunir diferentes comunidades e expressões linguísticas em torno da língua, da cultura e das identidades locais”.

O linguista António Bárbolo Alves, da organização disse que a Festa das Línguas destina-se a todos os públicos, pelo que são convidados a população, investigadores, agentes culturais, associações, instituições e todos os interessados na diversidade linguística e cultural a participarem no evento.

“Realizada no âmbito do Dia Europeu das Línguas, a Festa das Línguas assume-se como um espaço de encontro, reflexão e celebração da diversidade linguística, tendo este ano como tema “Políticas Linguísticas”, indicou.

Ao longo de três dias, Picote será palco de um programa diversificado, que junta debates, música, tradição, património, línguas e participação comunitária, procurando aproximar diferentes gerações e sensibilizar para a importância da preservação das línguas enquanto elementos fundamentais da identidade e da memória dos territórios.

A edição deste ano conta com a participação de instituições ligadas ao espaço linguístico asturo-leonês, ao barranquenho e também ao galego. Deste modo, o evento volta a reunir diferentes comunidades e expressões linguísticas em torno da língua, da cultura e das identidades locais.

Deste modo o Dia Europeu das Línguas, a Festa das Línguas assume-se como um espaço de encontro, reflexão e celebração da diversidade linguística, tendo este ano como tema “Políticas Linguísticas”.

Francisco Pinto

O Museu da Terra de Miranda volta a falar

 Nos dias 10 e 11 de outubro, o Museu da Terra de Miranda reabre as suas portas para celebrar a cultura, a língua, os saberes e as tradições que fazem parte da identidade deste território.
Serão dois dias de celebração, com música, exposições, visitas, sabores e muita tradição mirandesa.

Junte-se a nós e venha celebrar a reabertura do Museu da Terra de Miranda.

Consulte o programa e marque estas datas na agenda!

𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗥𝗲𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗘𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿 𝗔𝗿𝘁𝗲𝘀 - 3 outubro | 21h00 - Cineteatro de Torre de Moncorvo

Há caminhos que se fazem a pedalar… e paisagens que não conhecem fronteiras

 Há caminhos que se fazem a pedalar… e paisagens que não conhecem fronteiras


No âmbito do projeto Iberlobo – Interreg Espanha–Portugal, Vimioso recebe, no dia 17 de outubro, a Rota Cicloturística Transfronteiriça: um percurso de 38 km que une natureza, património e os territórios dos dois lados da fronteira.

A partida acontece às 10h00, em Vimioso, com passagem por Trabazos e regresso ao ponto de partida. No final, haverá degustação de doces típicos e animação folclórica, num verdadeiro encontro entre culturas e tradições.

As vagas são limitadas.

Garanta já a sua participação AQUI.

E porque este fim de semana merece ser vivido por inteiro, aproveite a passagem pelo nosso concelho para visitar também a Feira do Mel, em Angueira. 

Um convite para descobrir os sabores, os produtos e as tradições da nossa terra.

Venha pedalar, sentir e viver este território sem fronteiras. 

BIENAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA VAI PERCORRER OS 9 MUNICÍPIOS DAS TERRAS DE TRÁS-OS-MONTES ENTRE OUTUBRO E DEZEMBRO.

 160 artistas, 14 exposições ligam 9 concelhos num projeto de descentralização cultural. Alfândega da Fé será o primeiro concelho a acolher a Bienal, a 1 de outubro.


A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) promove, entre outubro e dezembro, a Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes - Linha da Terra. Um projeto cultural de dimensão intermunicipal que reúne 160 artistas e 14 exposições, distribuídas pelos nove concelhos que integram a CIM-TTM.

Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais passam a integrar uma mesma rede artística e cultural, 

Pela primeira vez, os nove concelhos são integrados numa programação comum, construída em rede e distribuída por diferentes espaços culturais do território. Ao longo de três meses, a “Linha da Terra” percorre os nove concelhos, ocupa diferentes espaços culturais e aproxima artistas, curadores, instituições e comunidades.

O projeto “procura estabelecer relações entre a criação contemporânea e o território, valorizar os equipamentos culturais existentes, promover a circulação de públicos e o acesso à cultura”, adianta o comunicado da CIM-TTM.

Num território de interior e de baixa densidade, esta dimensão “assume particular relevância”, acrescenta a nota.

A Bienal insere-se numa estratégia de “descentralização cultural”, procurando criar condições para que a criação e a fruição artística contemporâneas aconteçam também fora dos grandes centros urbanos e cheguem a novos públicos.

É neste princípio que assenta a Bienal: “na convicção de que o acesso à cultura não deve ser determinado pelo lugar onde se vive.  e de que a cultura pode funcionar como elemento de ligação entre pessoas e lugares, integrando uma estratégia mais ampla de coesão territorial e desenvolvimento das Terras de Trás-os-Montes”.

160 artistas 

A iniciativa reúne artistas de diferentes gerações, percursos e geografias, cruzando nomes de referência da arte portuguesa com criadores contemporâneos nacionais e internacionais.

Com direção artística de Inês Falcão, a Bienal desenvolve-se a partir de diferentes projetos curatoriais, reunindo nomes com percursos reconhecidos na criação, curadoria, investigação e direção de instituições artísticas: Ágata Rodrigues, Cabral Pinto, António Meireles, Natália Fauvrelle, Jorge da Costa, Rui Ferro, Marta Lima, Domingos Loureiro, Carlos Costa, Jacinta Costa, Jaime Silva, Ana Barroco, Alexandra Silvano, Felícia de Sousa e Agostinho Santos. 

A diversidade de olhares curatoriais acompanha a própria natureza intermunicipal do projeto: “cada exposição afirma uma identidade e uma proposta próprias, integrando-se, simultaneamente, numa programação comum à escala das Terras de Trás-os-Montes”, explica a CIM-TTM.

A Bienal conta ainda com uma rede de parceiros que integra o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira, o Museu Abade de Baçal, o Museu do Douro e a Sociedade Nacional de Belas Artes, alargando as relações do projeto com instituições ligadas à criação, investigação, preservação e divulgação artística.

A programação expositiva será acompanhada por atividades educativas, visitas orientadas, conversas, oficinas e outras iniciativas de aproximação entre artistas, obras e comunidades, procurando prolongar a relação entre as exposições e os diferentes públicos do território.

A Bienal arranca a 1 de outubro, em Alfândega da Fé, seguindo-se um calendário de inaugurações que percorre, por ordem alfabética, os restantes concelhos. 

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

𝗙𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼 𝗻𝗼 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼

𝗡𝘂𝗺 𝗽𝗮𝗶́𝘀 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗮 𝗹𝗶𝗱𝗲𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗺𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗽𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗰𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗮𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗺𝗮𝘀𝗰𝘂𝗹𝗶𝗻𝗮, 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝘀 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗮 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿𝗲𝗺 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝟭𝟱% 𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗰𝗮̂𝗺𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗻𝗶́𝘃𝗲𝗹 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹, 𝗮 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗧𝗿𝗮́𝘀-𝗼𝘀-𝗠𝗼𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗲 𝗔𝗹𝘁𝗼 𝗗𝗼𝘂𝗿𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗮 𝘁𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗮𝘀𝘀𝘂𝗺𝗲-𝘀𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗼 𝗲𝗽𝗶𝗰𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮 𝗻𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗿 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹. Na atualidade, seis mulheres estão aos comandos de municípios estratégicos do território, provando que a geografia do interior não é apenas um desafio de resiliência, mas também o palco onde se forja uma nova era de governação autárquica.


Este novo xadrez político regional ganha rosto através de percursos consolidados de compromisso e legitimidade popular. Em Montalegre, 𝗙𝗮́𝘁𝗶𝗺𝗮 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀 comanda os destinos das terras do Barroso com um perfil de inquestionável proximidade; em Vila Pouca de Aguiar, 𝗔𝗻𝗮 𝗥𝗶𝘁𝗮 𝗗𝗶𝗮𝘀 lidera um novo ciclo focado no desenvolvimento socioeconómico sustentável; em Santa Marta de Penaguião, 𝗦𝗶́𝗹𝘃𝗶𝗮 𝗦𝗶𝗹𝘃𝗮 quebrou barreiras ao ser a primeira mulher a assumir o executivo no coração do Douro vinhateiro; em Sabrosa, 𝗛𝗲𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗟𝗮𝗽𝗮 consolidou um mandato assente na modernização administrativa e coesão social; em Miranda do Douro, 𝗛𝗲𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗕𝗮𝗿𝗿𝗶𝗹 dá voz e estabilidade à gestão de um território de fronteira onde a identidade cultural é crucial; e, 𝗜𝘀𝗮𝗯𝗲𝗹 𝗙𝗲𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 assumiu a Câmara Municipal de Bragança, imprimindo uma visão estratégica alicerçada no conhecimento e na inovação territorial.

A ascensão destas seis autarcas não resulta de imposições burocráticas ou quotas partidárias, mas de uma liderança conquistada pelo mérito, pela competência técnica e pelo domínio rigoroso dos dossiers. A prática diária nas respetivas autarquias revela uma substituição definitiva do velho paternalismo político: o modelo do dirigente distante deu lugar a uma gestão colaborativa, aberta à auscultação popular e presente de forma contínua em cada aldeia e freguesia. Esta proximidade não abdicou do rigor orçamental; pelo contrário, traduz-se numa capacidade apurada de conciliação financeira, na captação eficiente de fundos comunitários do PRR e do Portugal 2030, e na canalização direta de recursos para as prioridades reais das famílias, com especial enfoque na saúde de proximidade, na educação e no apoio à população sénior.

O grande desafio que se desenha no horizonte é a consolidação destas seis presidências numa verdadeira rede colaborativa de influência regional. Ao partilharem problemas estruturais idênticos,  desde a urgência no combate ao despovoamento à atração de investimento qualificado e à quebra do isolamento geográfico, estas autarcas partilham uma sensibilidade estratégica capaz de transformar fraquezas em oportunidades coletivas. Mais do que ocupar lugares de decisão, estas seis líderes estão a demonstrar que a autoridade política se constrói no terreno e que a liderança comunitária não tem género: tem competência, determinação e um compromisso inegociável com o futuro de Trás-os-Montes.

Perante esta revolução silenciosa no poder local, impõe-se a pergunta que não quer calar: e esta, hein? Será que o futuro de Trás-os-Montes e Douro está, definitivamente, destinado à liderança no feminino?

vilatv.pt