“ É quase anedótico que, vários dias por semana, os advogados e arguidos e até o juiz, que são de Mirandela , tenham que se deslocar a Bragança para fazer um julgamento que podia ser feito em Mirandela, onde existe um tribunal com condições para esse efeito e que foi desqualificado. Aquilo que a senhora ministra tinha afirmado, de que os julgamentos se fariam nos locais e nas sedes dos municípios, a tal justiça de proximidade que vendeu aos cidadão do interior do país, acabou por não se concretizar”, frisa a advogada.
O mega julgamento das cartas de condução vai custar cerca de 70 mil euros ao Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça.
Elina Fraga considera, no entanto, os cidadãos os maiores prejudicados neste processo e com a reforma judiciária. “A justiça existe para servir o cidadão, não para servir os magistrados nem para que eles estejam confortavelmente instalados nas capitais de distrito.
O que aconteceu no distrito de Bragança, à semelhança do resto do país, foi desqualificar tribunais muito importantes e encerrar tribunais, transformando-os em meros balcões de atendimento ao público”, constata a bastonária.
A bastonária da ordem dos advogados a criticar a realização do mega julgamento das cartas de condução no pavilhão do NERBA em Bragança.
Escrito por Brigantia
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