Maria Cândida Vara, nasceu em Quintela de Lampaças concelho e distrito de Bragança. Nesta pequena aldeia transmontana, fez a sua primeira comunhão, quando tinha 7 anos de idade, altura em que também foi crismada.
Foi quando completou 8 anos de idade, que os seus pais decidiram que ela iria viver com os seus padrinhos de batismo, a sua Madrinha de seu nome Helena Correia e seu padrinho, que era pai desta, o Sr. Correia, nome pelo qual era chamado e conhecido pelas gentes da terra. Assim foi, e mudou-se para a aldeia de Edroso do Concelho de Macedo de Cavaleiros, terra onde os seus padrinhos viviam. Foram estes, que sempre incentivaram e cultivaram em si valores morais e humanos, mostrando por si sentimentos de ternura, afetividade e preocupação com o seu bem-estar e educação, como se de verdadeiros pais se tratasse.
Sempre lhe ensinaram que devemos ser humildes e bondosos com as pessoas que estão à nossa volta, que devemos ter fé em Deus, e seguir um caminho dentro dos valores da fé e da cristandade.
Foram os seus padrinhos que lhe ensinaram a ter fé e respeito por Deus e pela Virgem Maria. A poucos metros da casa dos seus padrinhos, viviam duas irmãs que ornamentavam os altares da igreja, e faziam as hóstias, de vez em quando convidavam-na para as ajudar nessas tarefas da Igreja, ao que esta acedia sempre com a maior das alegrias e satisfação, pois era uma coisa que lhe dava muito prazer e a fazia muito feliz. Foi com estas duas irmãs que aprendeu as orações que ainda hoje reza e diz várias vezes ao dia, e foi também com estas que reforçou a sua fé e o seu respeito para com Deus Nosso Senhor e para com Nossa Senhora.
Eram duas Senhoras muito crentes em Deus e transmitiram-lhe toda a sua crença e fé. Depois de uma semana de escola, era habitual no fim-de-semana ao acordar ir ter com os seus padrinhos, ajudar nas lides dos campos, altura em que aproveitava para no caminho dizer as suas orações, e para falar com Deus.
Ao longo da sua vida, passou por algumas dificuldades, que puseram à prova a sua fé, entre elas, está a doença do seu filho. Foi então, que, depois de percorrer o País de Norte a Sul e ter consultado vários médicos, tendo ido até a Espanha, por indicação de amigos, e não tendo encontrado solução para o problema, pediu a Nossa Senhora dos Milagres que lhe cura-se o seu filho e lhe mandaria fazer uma capelinha. A promessa que fez foi no sentido, de que se o seu pedido (curar o seu filho do problema que este tinha) fosse atendido, mandaria fazer uma capelinha a Nossa Senhora dos Milagres, e mandaria dizer uma missa campal. Foi só depois de esta se ter realizado, que pode constatar que tinha sido ouvida, o seu pedido tinha sido atendido por Nossa Senhora dos Milagres; o seu filho estava curado.
Sempre foi uma pessoa de fé, que deixa as suas orações em todos os sítios por onde passa, sendo uma pessoa recatada e reservada, gosta de entrar nas igrejas e rezar sozinha, bem como falar com Nosso Senhor e Nossa Senhora.
in:jornaldonordeste.com
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
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