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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Macedo de Cavaleiros recebeu, pela primeira vez, o Encontro Nacional de Geoparques

Macedo de Cavaleiros, recebeu este fim-de-semana, o Encontro Nacional de Geoparques, que pela primeira vez reuniu fora da sede da Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Em ano de reavaliação para o Geopark Terras de Cavaleiros, este é um evento de extrema importância para o concelho, como refere Benjamim Rodrigues, autarca Macedense.

“É um ano de avaliação, e dependendo da positividade, ou não, dessa avaliação, nós renovaremos o selo da chancela UNESCO, de Geoparques Mundiais. Este é um fórum, que é a primeira vez que é promovido fora da Capital, fora do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o que é um sinal positivo de descentralização. Vir para o território, fazer intercâmbio, troca de conhecimentos e informação, e ao mesmo tempo, termos aqui avaliadores Internacionais que vão permitir que nós façamos um pré-teste e ter a noção daquilo que temos bem e daquilo que está menos bem. Por isso, este fórum realizado aqui no território foi muito importante.” 

Partilhar conhecimentos e fomentar o início de novas práticas, bem como, investir para que as comunidades reconheçam a importância dos geosítios, são alguns dos objetivos deste tipo de encontros. Quem o diz é Elisabeth Silva, Coordenadora do Fórum Português de Geoparques Mundiais da UNESCO.

“Um dos grandes objetivos do fórum é a partilha de conhecimentos e de boas práticas, e este tipo de encontro permite exatamente isso. Termos aqui Geoparques pertencentes à Rede Mundial de Geoparques e Geoparques aspirantes, permite exatamente esse intercâmbio de conhecimento e aprendizagem, e podermos constatar que todos os Geoparques podem ter as suas dificuldades e desafios mas que, certamente em conjunto, podem ser identificadas soluções ou exemplos de boas práticas que podem ser replicadas noutras zonas e regiões, que são chanceladas pela UNESCO como Geoparques Mundiais. 

Nós todos, também somos um pouco embaixadores do que é o grande objetivo dos Geoparques, que é dar a conhecer uma parte da história do planeta Terra para que as pessoas valorizem o que aqui existe. Mais do que os visitantes, que sejam os locais, os primeiros a reconhecer o valor. Os cientistas já o fizeram, por isso estes locais estão todos referenciados como Geosítios.” 

Artur de Sá, Coordenador da cátedra UNESCO – “Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentado e Estilos de Vida Saudáveis”, refere que um Geoparque está em constante desenvolvimento e o Terras de Cavaleiros, não é exceção.

“Um geoparque, é um território que se constitui como um desafio permanente. Todos os dias, há coisas a fazer, há algo a melhorar, aqui não foge à regra, felizmente. O grande desafio neste território de Terras de Cavaleiros, é que, tendo características que são únicas na geologia de Portugal, e até Mundial, é uma geologia que muitas das vezes é complicada de ser transmitida. Há trabalho que foi feito ao longo destes últimos quatro anos, há trabalho que necessita de continuar a ser feito. Esse é um desafio em permanência, quer para os cientistas, a coordenação científica, quer para a equipa técnica.”

E em ano de avaliação, analisar a geologia e geografia do local, e perceber de perto as aspirações dos habitantes do território, são pontos essenciais para os avaliadores, considera ainda, Artur de Sá.


“Os avaliadores vêm ao terreno, ver em que medida é que foram cumpridas as recomendações que foram feitas há quatro anos. Isso é a primeira coisa que vão pedir, que sejam informados e depois vão pedir para ver.

Ver o território a funcionar como um todo, esta visão holística que é característica dos geoparques. O património geológico, em conjugação com o restante património natural e funcionando de forma articulada com as pessoas. O mais importante num geoparque são as pessoas, quem cá vive. Os avaliadores vêm muito atentos, vão falar com as pessoas, com o cidadão comum, os Macedenses vão ser, certamente, questionados por eles, aleatoriamente. Faz parte de qualquer missão de avaliação.”


Também neste Encontro Nacional de Geoparques estiveram presentes membros de Geoparques aspirantes. O último dia do encontro contou com uma visita aos geosítios do Geoparque Mundial da UNESCO Terras de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE

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