Sete funcionárias do serviço de limpeza no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) foram despedidas. Trabalhavam para a empresa Iberlim, agora substituída pela Byeva, que ganhou o concurso para a limpeza da instituição.
Uma das funcionárias é Maria Martins. A ex-trabalhadora, com 29 anos de trabalho nesta empresa, foi informada por carta registada do despedimento por extinção do posto de trabalho, terminando funções a 6 de Junho, depois de a empresa negociar com a trabalhadora para retirar uma hora do seu tempo de trabalho.
“Faz 29 anos dia 1 de Outubro que trabalho aqui. Os direitos eram os mesmos porque os trabalhadores transitaram de uma empresa para a outra. Nós trabalhámos para a Iberlim até Março e fomos informadas de que transitávamos para a empresa que ganhava o concurso. Nós nunca perdíamos os direitos a que tínhamos direito. O novo administrador disse-me que ia ficar com três horas, mas eu disse que não aceitava”, contou Maria Martins.
No entanto, Maria Martins não aceitou a redução do tempo de trabalho e refere que tem direito a uma indemnização de mais de 7 mil euros.
“A informação que me foi dada é que ia ser despedida. No entanto, não me foi enviada a declaração de desemprego, nem me deram a indemnização a que tinha direito. De acordo com a carta da empresa que me recebi, só tenho direito a 327 euros de indemnização, mas na verdade tenho direito a 7 mil euros de indemnização. Sinto-me indignada e preocupada com esta situação. A ACT e o sindicato ainda não resolveram e estamos à espera”, disse Maria Martins.
A colega Maria Olímpia está na mesma situação e diz que já se dirigiu à ACT para impugnar o despedimento.
“Já fui à ACT e ao STAL - Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional porque estava sindicalizada. Estão a impugnar o despedimento”, refriu Maria Olímpia.
Ontem, as trabalhadoras estiveram no IPB, e garantem que “o posto de trabalho não foi extinto, há já pessoas contratadas”. A Rádio Brigantia contactou a empresa Byeva e um interlocutor afirmou que este processo está a correr dentro da normalidade, porque a empresa não conseguia manter no quadro tantos recursos. Contou também que em plenário, as trabalhadoras foram abordadas para a redução do horário de trabalho, o que não foi aceite.
Escrito por Brigantia
Maria João Canadas
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