terça-feira, 29 de outubro de 2019

O MUSEU MILITAR DE BRAGANÇA: Resenha Histórica

A criação do museu resultou da grande devoção e determinação do Coronel António José Teixeira, antigo Comandante do Regimento de Infantaria N.º10 (RI10), que às coisas da terra e particularmente ás relacionadas com a história militar dedicou o melhor da sua inteligência, saber e vontade. O Museu Militar de Bragança surgiu em janeiro de 1929, conforme Ordem Regimental nº 14, de 14 de janeiro de 1929, ocupando na altura duas salas do piso superior da Torre de Menagem do Castelo de Bragança.


Em finais 1958, a extinção do Batalhão de Caçadores N. º3 (BC3), que se encontrava aquartelado no Castelo, determinou o encerramento do Museu Militar e a transferência do seu acervo para o Museu Militar de Lisboa.

Em 1966, no dia da Senhora da Graça, Padroeira da Cidade de Bragança, foi novamente reativado o BC3, ficando aquartelado nas antigas instalações do «Trinta» (agora sede da Câmara Municipal de Bragança), dado que o aquartelamento sito no Castelo havia sido entregue ao Património do Estado, que, através da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, o mandara demolir para dar início à reconstrução das muralhas e da cintura interna do Castelo tal como hoje se observa.

Em 1975, o BC3 passou a Destacamento do Regimento de Infantaria de Vila Real.

Em 1979 com a extinção do Destacamento do Regimento de Infantaria de Vila Real, última Unidade Militar sedeada em Bragança, toda a área do Distrito de Bragança ficou sem qualquer órgão ou estabelecimento militar. Posteriormente, a pedido das gentes boas de Bragança ao então Sr. Presidente da República, Sr. General Ramalho Eanes, foi decidido reativar o antigo Museu Militar, que havia existido na Torre de Menagem do Castelo e cujo espólio se encontrava guardado no Museu Militar de Lisboa.

A 22 de Agosto de 1983 foi reativado e inaugurado o novo Museu Militar de Bragança, ocupando todo o interior da torre de menagem do Castelo de Bragança e respetivo espaço circundante. Para esse efeito foi assinado um protocolo entre a então Direção de Documentação e História Militar (agora Direção de História e Cultura Militar) como representante do Estado-Maior do Exército e a Câmara Municipal de Bragança, em que estas entidades, considerando a necessidade de implementação e funcionamento do Museu Militar de Bragança, especificaram as atribuições de cada uma.

Em 1987, pela Portaria nº106/87, de 16 de fevereiro, publicada no Diário da República nº.39-I Série, da mesma data, foi formalizada a sua criação e estabelecidas as suas missões fundamentais, reportada a 22 de agosto de 1983.

Em 14 de Janeiro de 1987 por Portaria do General CEME, foram aprovadas as armas do Museu.

O Museu ocupa hoje todo o espaço da Torre de Menagem, que é constituído por 4 pisos, cripta e terraço, totalizando 16 salas expositivas. O museu ocupa também o espaço exterior circundante e as muralhas interiores, com os seus 7 torreões e a denominada Torre da Princesa.

Do acervo exposto destaca-se, o relacionado com as Unidades Militares que estiveram aquarteladas nesta cidade e a evolução do armamento ligeiro desde o Século XII até ao Século XX. O acervo existente no Museu conta com um elevado valor histórico-cultural, não só em termos de antiguidade, mas também em termos de riqueza patrimonial.

A 22 de Agosto de 2016 o Museu Militar de Bragança cumpriu 33 anos de existência. Observa-se a grande afluência de visitas de que é alvo, sendo o museu militar tutelado pelo Exército Português mais visitado e um dos mais procurados a nível nacional, conforme dados do Instituto Nacional de Estatísticas.

Ao longo dos 33 anos de existência contabiliza uma média anual superior a 50.000 visitantes, tendo o ano de 1995 sido o de maior afluência registada com 61.090 visitantes. De assinalar também que em fevereiro de 2006 foi atingido 1.000.000 (um milhão) de visitantes a esta Instituição, tendo ultrapassado o número de 1.500.000 visitantes em dezembro de 2015.

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