O eclipse total do sol, o último ocorreu em 1912 e que só voltará a acontecer daqui a 100 anos, terá observação parcial ou total em Portugal, mas a zona do Parque Natural de Montesinho.
Será nas aldeias de Rio de Onor, Guadramil e Varge, no concelho de Bragança, que melhor se poderá ver o eclipse, prevendo-se que a visibilidade ronde 100%.
Durante cerca de 26 segundos, o dia transforma-se em noite no nordeste transmontano e em algumas regiões de Espanha, Islândia e Gronelândia. Em Portugal, no restante território continental e nas regiões autónomas, o eclipse será parcial, com uma ocultação muito significativa do Sol. “Aqui vai ser o ponto mais importante das observações. Será numa zona do Montesinho que o eclipse é visível como um eclipse total do sol, portanto, em que o disco do sol ficará completamente tapado pela lua. Durante uns instantes vai ser como se fosse de noite, mas uma noite estranha. Há outras zonas do país, e nas ilhas, onde se poderá observar, mas não com a espetacularidade que terá nesta região”, adiantou Ana Noronha, diretora executiva da Ciência Viva.
A Ciência Viva vai lançar uma campanha para que os cidadãos possam observar o eclipse em segurança, desde o olho humano, com telemóvel ou telescópio. Uma vez que olhar diretamente para o sol pode causar danos irreversíveis na retina. Serão criados óculos especiais para observar o eclipse disponíveis em farmácias e publicitados métodos seguros de observação, como a projeção indireta usando folhas de papel ou escorredor de cozinha, vidro de soldador. “Estamos a trabalhar em colaboração com a Direção-Geral da Saúde, com a Associação Nacional de Farmácias e com as instituições de área da Astronomia para explicar às pessoas formas de observar o eclipse em segurança. A primeira tentação será olhar para lá ver o que é que está a passar-se com o sol. Só que isso pode causar danos que são irreversíveis na retina. Portanto, a primeira indicação é não olhar para lá sem proteção”, referiu Ana Noronha.


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