A exposição, uma seleção de 18 das 40 fotografias que a compõem, é uma visão que resume as incursões do autor por algumas aldeias do concelho de Valpaços, entre 1982 e 1989 – Agordela, Calvo, Sá, Santa Valha, Sonim, Tinhela e Vilarandelo. Como o fotógrafo refere, nas aldeias havia poucos homens. Estavam emigrados. As aldeias eram compostas sobretudo por mulheres, crianças e idosos. Sentia-se muito a ausência dos mortos da guerra colonial que as viúvas, vestidas de negro no verão e no inverno, não os deixavam esquecer.
A dureza da saudade, do trabalho, do clima e a pobreza feroz contrastava com a alegria de viver que transbordava nas expressões das crianças das aldeias.
Para além das gentes, Eduardo Perez Sanchez registou também as suas atividades: a pastorícia, a cultura de cereais, as colheitas, a matança do porco, um costume importante nesta região por gerar uma enorme quantidade de alimento, que pode ser consumido ao longo de todo o ano.
O fotógrafo nasceu em Barcelona, mas considera-se um portuense de gema – mudou-se para o Porto com seis ou sete anos. Licenciou-se em Engenharia Mecânica e graduou-se em Direção e Gestão de Empresas, tendo desenvolvido a sua atividade profissional de 40 anos nessas áreas. É fotógrafo autodidata e publicou o seu primeiro livro com 71 anos.
Os conteúdos deste artigo são da responsabilidade da Biblioteca Municipal A.M. Pires Cabral de Macedo de Cavaleiros


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