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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Inteligência artificial vai mudar mercado de trabalho e empresas precisam de profissionais qualificados

A falta de profissionais qualificados e a necessidade de adaptar o mercado de trabalho à inteligência artificial são dois dos principais desafios identificados na primeira Semana da Economia e Inovação de Bragança, que começou terça-feira e decorre até esta quinta-feira, no Brigantia Ecopark.


O diretor daquele parque tecnológico, Jorge Humberto, considera que a capacidade de atrair e fixar trabalhadores qualificados é determinante para o desenvolvimento económico da região.

"Sem emprego qualificado é muito difícil conseguirmos trabalhar a inovação dentro das empresas, porque se as empresas não são dotadas de mão de obra qualificada, como lhes importamos novos processos, novos métodos, novos produtos?", questionou.

Para o responsável, a aproximação entre empresas e centros de investigação é fundamental para aumentar a competitividade e criar novas oportunidades de emprego.

"Se a competitividade crescer, necessariamente vamos cumprir o primeiro pressuposto de tudo isto, que é sermos uma região atrativa à fixação de talentos", defendeu.

Jorge Humberto espera que a iniciativa produza resultados duradouros. "Esta semana são três dias, na realidade, mas esperamos que gere anos de atividade no futuro", afirmou.

Apesar de considerar que a região está próxima do pleno emprego, alerta para as dificuldades de acesso dos jovens ao mercado de trabalho e para a importância dos salários.

A fixação de talento exige também outras condições. "O território tem que ter aquilo que hoje é crítico na atração de jovens: condições de habitação, condições sociais, condições desportivas, culturais", sublinhou.

Inteligência artificial exige novas competências

Hugo Borges, da empresa de tecnologias de informação Inetum, que participou num painel no dia de abertura, considera que a inteligência artificial vai transformar profundamente as competências exigidas aos trabalhadores.

"As necessidades do futuro vão residir muito em saber trabalhar com inteligência artificial", explicou, lembrando que muitas tarefas repetitivas já podem ser executadas por estas tecnologias.

"Isto não vai significar que vamos precisar de menos pessoas, vamos precisar de pessoas com competências diferentes", defendeu, apelando a uma maior articulação entre o ensino superior e as empresas.

O profissional alerta, contudo, para os riscos de perda de pensamento crítico. "O que nós vamos precisar no futuro será pessoas que saibam analisar o que essa inteligência artificial nos dá", afirmou, defendendo a validação humana dos resultados produzidos.

Natural de uma aldeia próxima de Bragança, Hugo Borges começou a estudar Engenharia Informática em 2013, convencido de que teria de procurar emprego no Porto ou em Lisboa.

A instalação de empresas tecnológicas no Brigantia Ecopark permitiu-lhe permanecer na região. Trabalha há oito anos na Inetum, que começou com nove trabalhadores em Bragança e emprega atualmente mais de 40, distribuídos por seis áreas de atividade.

Ainda assim, reconhece dificuldades no recrutamento de profissionais experientes, sobretudo para funções de gestão de projetos.

Empresas faturam perto de mil milhões

Segundo dados preliminares avançados por Jorge Humberto, o concelho de Bragança conta com cerca de 3500 sociedades comerciais, responsáveis por aproximadamente 5500 empregos e uma faturação anual entre 970 e 980 milhões de euros, excluindo o setor social e empresários em nome individual.

A iniciativa, integrada na estratégia "Bragança Inovadora", termina quinta-feira com debates sobre inovação e cooperação transfronteiriça, uma conferência do antigo ministro da Economia Pedro Siza Vieira e o reconhecimento das empresas distinguidas com o estatuto PME Líder 2025.

António G. Rodrigues

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