O cibercrime está a aumentar em todo o país e o distrito não foge à regra, com uma subida de 31 denúncias para 76 relacionadas com cartões de garantia e de entre cinco e dez para 34 no acesso ilegítimo, com as burlas informáticas a subir de 103-117 para 192, segundo os dados apresentados pela magistrada do Ministério Público Coordenadora da Comarca de Bragança, durante o Seminário Cibercrime e Cibersegurança, organizado pela Polícia de Segurança Pública, na passada terça-feira.
Filipa Araújo ressalvou que os crimes mais expressivos na comarca de Bragança “não são os cibercrimes, mas são-o cada vez mais”, ainda que seja criminalidade contra as pessoas e o património que lidera. Só os crimes de falsidade informática ou praticados pela Internet aumentaram para o dobro nos últimos seis anos, e já rondam os mil no conjunto da comarca.
Se os anos entre 2020 e 2022, altura da pandemia de covid-19, este tipo de criminalidade não foi relevante em termos de denúncia, isso mudou após 2023.
A magistrada constatou que o cibercrime não é o mais expressivo “porque estamos todos a trabalhar bem”, mas contrapõe como a necessidade de aumentar a prevenção e o trabalho em rede entre várias instituições, designadamente o Ministério Público, PSP, GNR, PJ, municípios, Segurança Social, entre outras.
Glória Lopes


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