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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 2 de março de 2023

Todos os contadores da água no concelho de Macedo terão de estar fora das propriedades dos consumidores

 Todos os contadores de água do concelho de Macedo de Cavaleiros que se encontrem dentro da propriedade dos consumidores terão de ser colocados em local acessível, no exterior da área privada.


Uma exigência que é de lei e que agora a autarquia decidiu fazer cumprir, refere o vice-presidente da câmara, Rui Vilarinho:

“O regulamento prevê que os contadores têm de estar acessíveis à entidade gestora, ou seja, fora da sua propriedade, de forma a que se, eventualmente, um funcionário ou o leitor precisarem ter acesso ao contador não precisem de entrar na propriedade da pessoa.

Está previsto na lei e o que a Câmara está a fazer é tentar fazê-la cumprir, o que já deveria ter sido feito há mais tempo, mas como não foi temos agora de atender à necessidade urgente de o fazer. “

Rui Vilarinho explica que desta forma pretendem acabar com várias situações ilícitas:

“Para evitar que haja consumos ilícitos de água porque isso acontece.

De forma a não propiciar estas situações, vamos evitá-las.”

As pessoas cujos contadores estão dentro das propriedades estão a ser avisadas pelos serviços da Câmara Municipal para os instalarem no exterior. Se não o fizerem dentro do prazo estipulado, haverá consequências:

“Se isso não acontecer teremos de tomar outro tipo de medidas, que sejam aplicáveis legalmente e que surtam mais efeito, que é o que nos interessa a todos.

Não é nada contra ninguém mas sim a favor da autarquia, que somos todos.

Despesas e desperdícios são penalizadores para a população em geral. Portanto, vamos ter esse cuidado e, com critério, resolver a situação.”

As despesas com estes trabalhos terão de ser assumidas pelo proprietário.

Outra das medidas que está a ser aplicada pela Câmara Municipal de Macedo de forma a controlar melhor os consumos de água não faturada é a obrigatoriedade de colocação de contadores nos equipamentos que até então não os tinham, como são exemplo as igrejas e a própria Câmara Municipal:

“Chama-se a isso controlo minucioso dos gastos de água.

Temos de ter noção do que gastamos e no que gastamos, até para conseguirmos avaliar com exatidão onde poderá haver eventualmente uma perda.

O município, os bombeiros, o hospital, as igrejas, as casas mortuárias, as juntas de freguesia, os cemitérios, todas as entidades vão ter de ter contadores para podermos perceber que água é que é ali consumida.

Quem terá de pagar serão as entidades gestoras das áreas referidas.

No caso dos bombeiros, por exemplo, também terão de pagar, mas como a Câmara Municipal tem-lhes dado apoio, poderá eventualmente também dar apoio para isso.

Com esta ação o que pode ocorrer é um aumento de consciencialização e responsabilização das pessoas, quer de instituições grandes ou pequenas.”

Medidas com vista a fazer um melhor controlo da água consumida num concelho que tem estado posicionado com um dos que mais água desperdiça no país.

Escrito por ONDA LIVRE

Viagens [...] — 1

 Advertência
 Não desejando pôr os Leitores a especular sobre que diabo quererá dizer este título — “Viagens na terra das contas” —, fica desde já assente que se trata de uma espécie de pastiche inocente de um conhecido título de Garrett. Uma brincadeira, digamos assim. Quanto à palavra ‘contas’, é o nome que o povo trasmontano dá às histórias e historietas que eram contadas e recontadas, geralmente nos serões à lareira — o cenário que mais lhes convinha. 
Por outro lado, para evitar que algum Leitor mais exigente se sinta frustrado nas suas expectativas, que porventura tenha colocado demasiado alto, impõe-se uma chamada de atenção para a modéstia deste trabalho. Quero com a palavra ‘modéstia’ — não encontrei outra melhor — significar muito simplesmente que não se trata de um ensaio científico. Não é que o tema não merecesse um estudo profundo. Merecia. Simplesmente, esse estudo teria de ser feito por quem de direito, e não por mim, porque seria um voo desproporcionado à pequenez e fragilidade das minhas asas. 
O que temos então aqui? Pouco mais do que um simples alinhamento de contas, quase todas de fundo humorístico, que, ao longo das minhas oito décadas de vida, ouvi contar ou li, e com as quais muito me ri — e continuo a rir de cada vez que volto a elas. Algumas dessas historietas nordestinas foram já publicadas por mim em obra de livro ou em crónicas jornalísticas e são agora republicadas de um modo geral ipsis verbis ou com alterações mínimas que o tempo se encarregou de recomendar. 
Outras fui buscá-las em trabalhos de outrem, e essas são apresentadas tal qual vieram a lume, por respeito aos seus recolectores-divulgadores. A messe mais fecunda em que meti a seitoura são os volumes IX e X das célebres Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, de Francisco Manuel Alves, conhecido urbi et orbi por Abade de Baçal. É uma obra espantosa a que o Autor dá o sugestivo subtítulo de “Repositório amplo de notícias corográficas, hidro-orográficas, geológicas, mineralógicas, hidrológicas, biobibliográficas, heráldicas, etimológicas, industriais e estatísticas interessantes tanto à história profana como eclesiástica do distrito de Bragança”. Perde-se o fôlego ao dizê-lo. Mas, ao mesmo tempo, fica-se com a garantia de que o bom e erudito Abade não deixou por explorar, a bem dizer, disciplina nenhuma da actividade humana. A literatura de tradição oral foi uma das frentes em que mais batalhou. Não admira: há quase sempre nela uma implícita intenção de divertir que muito devia agradar ao homem divertido que foi o Abade de Baçal.
Ao mesmo tempo que transcrevi um razoável número de contas, fui-as salpicando de comentários de curto alcance para disfarçar a indigência teórica. E é nisto que consiste o livro: umas dúzias de páginas ao desenfado, cuja principal intenção é divertir. Se for um pouco além de divertir, tanto melhor. Mas nada de tiradas hermenêuticas mais ou menos judiciosas sobre o modo como o povo nordestino ri e porque ri e de que coisas ri. Não quis ir ultra crepidam, além da chinela, como dizem que foi o atrevido sapateiro da anedota. Acho que fiz bem.

(Continua.)

A. M. Pires Cabral

quarta-feira, 1 de março de 2023

CONTAS

 Amigos, acho que me vou meter numa camisa de onze varas, mas quê?, morde-me o corpo, como diz a minha boa gente trasmontana. O caso é que me está a apetecer uma experiência diferente: nada mais nada menos do que ir escrevendo um livro, tendo os Amigos por testemunhas. Eu explico melhor: vou colocar aqui, no meu mural, com a regularidade que me for possível, as páginas de um livro de que já tenho uma boa parte escrito e que quero agora concluir. 
E que livro? É um discorrer desenfadado sobre os contos populares (as gentes trasmontanas dizem ‘contas’) com que se entretinham as pessoas no tempo em que não era a televisão que mandava nos nossos serões. Ouvi muitos deles e li outros tantos na obra de alguns estudiosos, e, como são quase todos divertidos, vou reproduzi-los numa espécie de antologia. Reproduzi-los e comentá-los até onde me chegar a sabença. 
E vou fazer isso como se se tratasse de um daqueles folhetins que os jornais publicavam geralmente em rodapé da página de entretenimento.
Não sei no que me vou meter. No séc. XIX, o folhetim era popularíssimo e alguns dos maiores escritores portugueses — Camilo Castelo Branco, a dupla Eça de Queirós/Ramalho Ortigão, Júlio Dinis e outros — cultivaram o folhetim. 
Perguntarão os Amigos: E depois destes passarões ainda se atreve a fazer um folhetim? 
Confesso que estou cheio de medo. Mas está decidido: irei até onde puder. Se a certa altura vir que não posso mais, arreio. Valeu?
Ah, e a criatura vai chamar-se “Viagens na terra das contas”.

A. M. Pires Cabral

PARABÉNS RUY DE CARVALHO

 Hoje é o 96º aniversário de um "MONSTRO" na Arte da representação (1 de março de 1927). PARABÉNS RUY DE CARVALHO!

Fim-de-Semana Gastronómico do Borrego da Churra da Terra Quente em Torre de Moncorvo

 Esta iguaria, o borrego da Churra da Terra Quente, será servido assado no forno ou na brasa, estufado, com grelos e batata assada ou a murro, em ensopado ou em caldeirada.


Nos dias 3, 4 e 5 de março decorre o fim-de-semana Gastronómico do Borrego da Churra da Terra Quente, nos restaurantes aderentes, do concelho de Torre de Moncorvo.

O evento vai contar com a participação de 14 restaurantes do concelho nomeadamente, a Taberna do Carró, as Piscinas, o Lagar, o Frango, a Lareira, a Pizzaria Panorâmica, o Típico, o Artur, a Cozinha Regional Carviçais, o Botelho, o Cantinho Mineiro, o Cantinho da Terrincha, a Taberna do Zé Relhas e o restaurante Romanzeira.

Esta iguaria, o borrego da Churra da Terra Quente, será servido assado no forno ou na brasa, estufado, com grelos e batata assada ou a murro, em ensopado ou em caldeirada.

Este evento gastronómico é já um sucesso na divulgação dos pratos típicos do concelho, nomeadamente do borrego, pois os animais são criados à base de pastos e abatidos muito jovens, o que define e mantém o sabor caraterístico desta carne, normalmente de cor muito clara, tenra, sem gordura e extremamente saborosa.

Os Fins-de-Semana Gastronómicos do Borrego da Churra da Terra Quente são organizados pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e Associação de Comerciantes e Industriais de Moncorvo, com o apoio do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

FEIRA DA ALHEIRA DE MIRANDELA REGRESSA COM MODO PRESENCIAL E ALARGADA À RUA PEDONAL E AO JARDIM DO MERCADO

 Já não acontecia desde março de 2020, devido à pandemia. Três anos depois, está de regresso em regime presencial, a Feira da Alheira de Mirandela para celebrar o famoso enchido de fumeiro, eleito, em 2011, como uma das sete maravilhas da gastronomia. Nos dois últimos anos, a data foi assinalada com um festival, em modo take-away, com os restaurantes do concelho a confecionar o prato de alheira por um preço simbólico.


Numa nota à imprensa, o Município, que organiza o certame em conjunto com a Associação Comercial e Industrial de Mirandela, dá conta que a principal novidade deste ano, que acontece de 10 a 12 de março, prende-se com a expansão da área da feira. “O centro da festa continuará a ser no Parque do Império, onde se concentrará a zona comercial, a restauração e os espetáculos. Na zona pedonal da Rua da República ficará a área do artesanato, enquanto nos jardins do Mercado Municipal se realizará uma Feira à Moda Antiga, com tabernas e muita animação”, adianta a autarquia.

A alheira de Mirandela é um produto IGP - Indicação Geográfica Protegida – atribuída pela União Europeia, em 2016, produzida à base de ingredientes como as carnes de porco e de aves, azeite e pão de trigo. 

É o principal centro das atenções desta feira que “vai contar com cerca de uma centena de expositores”, garante o Município. Para além de uma montra da Alheira de Mirandela, o certame “também dá ao público a possibilidade de interagir com o que de melhor se produz em Mirandela. A degustação de iguarias, a prova de vinhos, as sessões de show-coocking e o já habitual cartaz musical são algumas das razões que motivam a deslocação de milhares de visitantes, à cidade”, sublinha a organização.

Na animação musical, destaque para a presença do Grupo “Os Azeitonas” na noite do dia 11 de março.

Artigo escrito por Fernando Jorge Pires
(jornalista)

A Feira de Vinhais está de volta – já é uma tradição! 👩‍🍳

 A XXIII Promoção Gastronómica e Mostra de Artesanato do concelho de Vinhais decorre entre os dias 10 e 12 de março, das 10h às 22h, no Mercado Municipal de Oeiras.


A Casa do Concelho de Vinhais, volta a organizar este evento com o apoio das Câmaras Municipais de Oeiras e de Vinhais, que contará com a venda de fumeiro de excelência, vinho, pão, folar, doces, mel e artesanato e com sabores e manjares genuinamente bons do restaurante “Sr. TAPAS”.

Esta edição, conta pela primeira vez com arraial abrilhantado pela Banda Mega Watt e com arruadas dos Caretos e Gaiteiros, no largo da Igreja em Paço de Arcos.

Haverá ainda atuações de ranchos folclóricos e grupo de concertinas.

São 24º edições a marcar um legado histórico de defesa, valorização e promoção da CAPITAL DO FUMEIRO, para além de dar a conhecer também as tradições culturais, gastronómicas e o artesanato da região.

A entrada é livre 

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𝐀𝐦𝐚𝐝𝐞𝐮 𝐅𝐞𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚: 𝟐𝟗/𝟎𝟕𝟏𝟗𝟓𝟎 - 𝟏/𝟎𝟑/𝟐𝟎𝟏𝟓

 Amadeu José Ferreira nasceu em Sendim, Miranda do Douro a 29 de julho de 1950, Foi advogado, escritor e professor universitário e um estudioso e divulgador da língua mirandesa, tendo sido ordenado comendador da Ordem do Mérito em 2004.

Traduziu várias obras de referência da literatura portuguesa e universal para mirandês, nomeadamente, Os Lusíadas, de Camões, Mensagem, de Pessoa, os clássicos romanos de Horácio, Virgílio e Cátulo, os quatro evangelhos do Novo Testamento e ainda dois volumes da banda desenhada francesa Astérix.

Chegou a escrever sob os pseudónimos Fracisco Niebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo. 

Foi presidente da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa (Associação da Língua e Cultura Mirandesa) e fundador e presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes. 

A nível profissional, foi vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (a entidade reguladora dos instrumentos financeiros em Portugal), professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Bragança.

PRESIDENTE DA DESTEQUE DENUNCIA: "HÁ INTENÇÃO DE ALGUNS MINISTÉRIOS EM EXTINGUIR OS GRUPOS DE AÇÃO LOCAL"

 Há intenção “de alguns Ministérios do Governo” em retirar protagonismo e até, eventualmente, extinguir os GAL – Grupos de Ação Local.


A denúncia parte de Benjamim Rodrigues, o presidente da direção da DESTEQUE - Associação de Desenvolvimento da Terra Quente. “Não vamos por nomes, mas toda a gente sabe que a intenção é tentar extinguir os GAL e passar parte das atividades que exercem para as comunidades intermunicipais, que penso não iria ser exercida da mesma mesma forma, até porque são atividades que se complementam e não temos de tirar esse protagonismo a entidades que estão no terreno há mais de 30 anos”, adianta o também presidente do Município de Macedo de Cavaleiros.

Além disso, Benjamim Rodrigues faz questão de recordar que várias personalidades já reconheceram publicamente o bom trabalho dos GAL. “O Presidente da República e a própria Ministra da Coesão Territorial já o fizeram, tal como os autarcas”, sublinha.

O presidente da direção da DESTEQUE ressalva “a importância dos GAL na captação de investimento para as regiões, num trabalho desenvolvido pelos técnicos de desenvolvimento local garantindo que os apoios comunitários chegam aos empresários de pequena escala ou às coletividades locais das zonas rurais, que não possuem as competências ou os recursos necessários para responder às exigências da máquina burocrática dos fundos europeus”, adianta.

Declarações de Benjamim Rodrigues, à margem da última Assembleia-Geral da DESTEQUE, que aconteceu, na quarta-feira, na sede desta associação, em Mirandela, para apresentação dos resultados dos trabalhos neste quadro de programação comunitário.

O presidente da direção diz ter ficado extremamente satisfeito com os números já conseguidos. “Confesso que são ótimos, como por exemplo na questão da empregabilidade o programa + Coeso começou com uma dotação muito baixa e chegou a mais de 6 milhões de euros, o que só revela que houve envolvimento e também capacidade para ir para o terreno e fazer a captação e a capacitação”, refere.

Ainda assim, lamenta a baixa taxa de execução em alguns programas, que atribui aos dois anos de pandemia, mas Benjamim Rodrigues acredita que será possível aumentar essa taxa de execução na fase final deste quadro comunitário. “Ainda temos tempo para melhorar bastante e penso que vamos reverter esta situação, porque esta equipa é dinâmica, anda no terrenos, faz várias sessões de esclarecimento e trabalha em todo o território.” 

A DESTEQUE está no terreno há 32 anos. É constituída por uma parceria público/privada de 26 organizações, que abrange um território composto pelos Municípios de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães. Tem um corpo técnico diversificado que presta apoio técnico para a orientação, encaminhamento e acompanhamento ao empreendedor.

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

Produtos, tradições e cultura da região vão estar patentes na Bolsa de Turismo de Lisboa

 A maior feira de turismo do país começa hoje, em Lisboa, e as tradições, a cultura, os produtos endógenos, o artesanato e a beleza paisagística da região vão estar presentes


A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes já costuma participar, mas este ano vão ter um espaço próprio, com mais destaque. O secretário da CIM, Rui Caseiro, explicou que pretendem mostrar o que de melhor tem o nordeste transmontano.

“Vamos convidar os visitantes a sentarem-se à mesa connosco e sentar à mesa connosco é vivenciar experiências que dizem respeito às terras de Trás-os-Montes e assim podem estar em contacto com os produtos, as tradições. Vamos estar à mesa com o azeite, o vinho, o pão, o mel, o Parque Natural de Montesinho, a Capa de Honras, o PINTA, o Parque Biológico, as alheiras de Mirandela, a cereja, os pauliteiros, a língua mirandesa”, referiu.

A Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes integra os municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, Miranda do Douro, Mirandela, Vinhais, Vila Flor e Vimioso.

A presença identitária da região na Bolsa de Turismo de Lisboa é mais uma estratégia para atrair visitantes, quer portugueses, quer estrangeiros ao território.

“É aqui que devemos fazer a promoção, porque a promoção em Lisboa não se faz só para o país, mas a feira também é internacional e sabemos que há vários agentes estrangeiros que vão estar na feira também para conhecer e descobrir destinos para novos visitantes, é isso que nós queremos, entrar nesse mercado”, disse.  

A empresa de Mirandela Portugal NTN também vai estar presente com programas turísticos que envolvem mais de 90 parceiros.

"São programas focados nas caminhadas e depois aos quais juntamos experiências essencialmente relacionadas com os produtos endógenos de cada um dos territórios onde operamos e depois tudo é estruturado em pacotes de diferentes dias, um, três, cinco, oito ou quinze dias, depois juntamos transporte, alojamentos e a restauração. Nos programas de um dia nós operamos no país todo, nos programas de mais de um dia é essencialmente em Trás-os-Montes e no Douro", explicou Domingos Pires. 

A Bolsa de Turismo de Lisboa começa hoje e termina no domingo, onde vão estar cerca de 1400 expositores.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Notícias da aldeia

Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)

O vizinho chegou da horta e trazia nas mãos o paraíso por inteiro no milagre do renovo.
- O senhor gosta de grelos?! Sabem que eu sei lá… com uma batata… um fio de azeite… vai ver!
A minha até se consola… mas fazem-lhe mal… o médico já lhos cortou… mas que se há de fazer… sabem que regalam… e tem que se comer alguma coisa…
O vizinho ficou contente e eu também na exuberância do verde… embora não goste muito de grelos… mas para que o meu vizinho fique contente, com o milagre da sua horta, claro que gosto de grelos, com uma batatinha e um fiozinho de azeite… sabem que eu sei lá!... obrigado vizinho que grelos tão bons!
… olhe, hoje vem o padeiro… quer que lhe fique com um pão?! Mas escute… tem que o partir ao meio e congelar metade… que pão tão bom!…
… acato a sabedoria do meu vizinho como um dogma sagrado… que vem dum tempo antiquíssimo… obrigado vizinho!
… e a tarde clareou… bendito seja o nordeste!
… obrigado vizinho!

Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Secretário de Estado diz que Plano de Mobilidade está a ser tratado mas ainda não há avanços

 As questões jurídicas que estão a atrasar o Sistema de Mobilidade do Tua estão a ser tratadas


De passagem por Bragança, na segunda-feira, o secretário de Estado das Infra-estruturas, Frederico Francisco, disse não querer entrar em detalhes, sendo que está programado o regresso do comboio, entre Mirandela e a Brunheda, viagens de barco, entre o cais da barragem e o cais da Brunheda e viagens de autocarro entre a estação ferroviária do Tua e a barragem.

“Há aqui de facto várias questões ao longo dos anos que se foram acumulando e que nós agora temos que desmontar para verificar como é que é possível conseguir dar cumprimento às expectativas da população e colocar um serviço de transporte a funcionar. Eu não queria entrar em detalhe sobre essas questões, só quando tivesse uma solução concreta para apresentar, que vai ser tão depressa quanto nós conseguirmos”, disse.

O secretário de Estado garantiu, ainda assim, que a resolução dos problemas está mesmo a acontecer e que o Governo não está parado.

“Aquilo que há para lhes dizer é que nós estamos a trabalhar seriamente sobre o assunto e já fizemos todo um trabalho de recolha do historial e avaliação. Conseguimos identificar os problemas que precisam de ser desenvolvidos, já identificámos soluções para alguns, não identificámos soluções para outros e é esse trabalho que estamos a fazer”, explicou.

O Sistema de Mobilidade do Tua é a principal contrapartida pela construção da barragem de Foz-Tua, que já está a funcionar há cinco anos, mas este projecto continua sem se concretizar.

Estão abrangidos, por esta contrapartida, os municípios de Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Alijó e Murça.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Olá Bebés🤴... venham daí saber como é o Castelo de Encantar! Um espetáculo musical repleto de melodias, ritmos e harmonias para desfrutar em família🎶.

 Inscrições AQUI.

Aterro da Resíduos do Nordeste vai ser aumentado mas empresa reclama soluções alternativas

 O aterro da Resíduos do Nordeste vai ter que ser alargado devido ao aumento de recolha de lixo


A empresa faz a recolha e tratamento de resíduos de todo o distrito e ainda do concelho de Foz Côa. Paulo Praça, director da Resíduos do Nordeste diz que é preciso criar soluções para que o aterro seja apenas utilizado em casos mais extremos.

“Vamos fazer uma nova célula de aterro sanitário com capacidade para mais cinco anos, mas esse não é naturalmente o futuro, nós temos que encontrar soluções em que o aterro passe a ser residual. Temos que ter a noção que o país tem os aterros dia após dia a esgotar a sua capacidade e temos que atempadamente planear esse aumento”, disse.

Além disso, a taxa sobre gestão de resíduos tem vindo a aumentar, porque os resíduos depositados em aterros também aumentaram. Este aumento custa mais 3 euros por tonelada. Quer isto dizer que também está a custar mais à população. E a verba nem está a ser usada pelo Governo para criar soluções alternativas.

“A taxa de gestão de resíduos implementada desde 2015 não tem revertido uma determinada parte, que é o que está previsto em lei, para projecto para financiar o sector. Apenas o ano passado 17 milhões voltaram a ser aplicados no sector. Nós pagamos 600 mil euros de taxa, se não tivéssemos um sistema com alguma eficiência que já reduz em 50% os resíduos que vão para aterro, estaríamos a falar de 1,2 milhões de euros de taxa, isto é um número muito expressivo que tem que ser suportado pela Resíduos do Nordeste, municípios e cidadãos que vivem neste território”, frisou.

Preocupações transmitidas esta segunda-feira à Comissão de Ambiente e Energia da Assembleia da República, com deputados do PS e PSD a virem ao Parque Ambiental da Resíduos do Nordeste, situado em Mirandela. O líder Tiago Brandão Rodrigues diz que é importante perceber como as coisas acontecem no terreno.

“Vimos conhecer o trabalho aqui desenvolvido, entender quais são as questões que possam ter estas empresas. Vimos ouvi-los, uma vez que também são ouvidos tantas vezes nas audiências que acontecem na comissão parlamentar, mas é importante os deputados da Assembleia da República poderem vir aqui e entender como é que existe todo o trabalho de gestão de resíduos, quais são os problemas que Portugal enfrenta, quais são as oportunidades dos resíduos”, disse.

A Dourogás e Sonorgás aproveitaram a vinda da comissão ambiental para apresentar um projecto pioneiro de gases renováveis. Estão agora em processos de licenciamento e de ensaios dentro da Resíduos do Nordeste. Preveem que em Março chegue às casas dos transmontanos, explica Nuno Moreira, delegado da Sonorgás.

“Estava previsto para Fevereiro, mas com certeza em Março já estará a chegar à casa das pessoas, que não vão dar conta de nada, porque é exactamente o mesmo gás, que é totalmente intermutável, ele pode ser substituído em 100%, por isso se chama Biometano, que é quando o Biogás tem as características exactamente iguais às do gás natural. Não tem nenhum aumento na factura, poderão no futuro e quando certificado poder vir a reduzir o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos”, explicou.

A Comissão de Ambiente e Energia visitou ainda a Unidade de Produção de Biometano e Estação de Injecção e Medida de Biometano da Resíduos do Nordeste.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

𝗠𝗼𝘀𝘁𝗿𝗮 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 - "𝗠𝗲𝗺ó𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗗𝗲𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗙𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗘𝗻𝗴. 𝗠𝗲𝗶𝗿𝗲𝗹𝗲𝘀 𝗚𝘂𝗲𝗿𝗿𝗮"

 Desde ontem e até ao final do mês de março, está patente para visita, no Arquivo Municipal de Freixo de Espada à Cinta, a mostra documental intitulada "Memórias Descritivas do Fundo Eng. Meireles Guerra".


Esta mostra contempla toda a documentação que o Eng. Meireles Guerra doou e se encontra à guarda da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta. Entre a documentação em exposição destacam-se livros, projetos, anotações e relatórios, entre muitos outros documentos, relativos à vida profissional e pessoal do Eng. Meireles Guerra.

Esta mostra documental dirige-se às escolas e ao público em geral, podendo ser visitada durante o horário de funcionamento do Arquivo Municipal, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h.

O Eng. Fernando Meireles Guerra nasceu em 1916, em Freixo de Espada à Cinta, e licenciou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Porto. Foi sempre reconhecido como notável na sua área profissional, tendo trabalhado em vários países como Macau, Moçambique e Brasil. A sua obra literária mais conhecida é "Descolonização", escrito em 1996, que reflete a história do Império Colonial Português em África, assim como os seus projetos e edificado que ficaram para a história depois do 25 de abril de 1974.

A mostra documental "Memórias Descritivas do Fundo Eng. Meireles Guerra" tem como objetivo dar a conhecer o acervo histórico-documental existente no Arquivo Municipal de Freixo de Espada à Cinta, que conta com documentos de grande importância para a história do concelho, cujo legado deve ser preservado e valorizado.

Mirandela e Torre de Dona Chama recebem estudantes de medicina para rastreios gratuitos e palestras de 3 a 5 de março 🩺

 O Med On Tour assenta a sua ação na promoção da saúde e prevenção da doença, através do desenvolvimento de atividades cujo objetivo primordial é o aumento da literacia em saúde da população portuguesa.
Através de várias ações, pretende-se formar, informar e sensibilizar a população para questões como as doenças não comunicáveis, as infeções sexualmente transmissíveis, a saúde mental, os direitos humanos, entre outros, bem como identificar e alterar comportamentos de risco, esperando, desta forma, contribuir para a diminuição do seu impacto em Portugal.

Desfile do Entrudo Chocalheiro

𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗗𝗼𝘂𝗿𝗼 𝗦𝘂𝗽𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗩𝗶𝗱𝗮 𝗲 𝗠𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼

 Torre de Moncorvo recebe no próximo dia 5 de março, pelas 14h00, o Festival Cultural Douro Superior com Vida e Movimento, promovido pela Associação de Municípios do Douro Superior em parceria com o Município de Torre de Moncorvo.
Na Praça Francisco Meireles, vão atuar vários grupos tradicionais dos vários concelhos que integram a Associação de Municípios do Douro Superior, como o Grupo Folclórico Mirandês de Duas Igrejas | Pauliteiros de Miranda do Douro, o Grupo de Cavaquinhos da Academia Sénior de Mêda, o Grupo de Gaiteiros ‘Os Chuços’ de Mogadouro, o Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães e o Grupo de Cavaquinhos da Escola Municipal Sabor Artes de Torre de Moncorvo.

O Festival Cultural Douro Superior com Vida e Movimento está inserido nas Festividades das Amendoeiras em Flor de Torre de Moncorvo.

Mais informação AQUI.

𝗗𝗶𝗮 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗣𝗿𝗼𝘁𝗲𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗖𝗶𝘃𝗶𝗹

 O Dia Internacional da Proteção Civil, instituído pela Organização Internacional de Proteção Civil (International Civil Defence Organization – ICDO) , celebra-se anualmente, a 1 de março.

A nível nacional, na sequência do Despacho n.º 6915/2008, 21 de fevereiro , foi instituído o Dia da Proteção Civil.

Em Portugal e no mundo, a celebração da data visa alertar e sensibilizar para a importância da proteção civil na salvaguarda da vida humana, da propriedade e do património cultural e ambiental, face à ocorrência de acidentes graves e catástrofes; prestar tributo a todos os seus agentes; promover a reflexão e o diálogo em torno dos riscos a que territórios e populações estão sujeitos; e o papel que cabe a cada um de nós, cidadãos, no esforço coletivo de criação de comunidades resilientes a catástrofes.

A data tem sido assinalada, a nível nacional, regional e municipal, com diversos eventos realizados, sobretudo, pelos vários agentes de proteção civil, bem como pelos municípios, com o propósito de promover a reflexão alargada dos valores que devem enformar esta área de atuação, envolvendo toda a comunidade e cidadãos.

Cabe à Organização Internacional de Proteção Civil (OIPC) a escolha do tema que serve de mote às comemorações. De acordo com a OIPC, o tema do Dia Internacional da Proteção Civil deste ano é o seguinte “LE RÔLE DES TECHNOLOGIES DE L’INFORMATION DANS L’ÉVALUATION DES RISQUES”.

Balanço Entrudo Chocalheiro 2023