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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Duas minas de captação de água do séc. XVIII permitem descobrir mais sobre a história de Bragança

As duas minas de captação de água datadas, provavelmente do século XVIII encontradas junto ao convento de São Francisco estão a fornecer novos dados sobre a história da ocupação na zona histórica de Bragança.
Ao que conta arqueóloga da câmara municipal de Bragança, Clara André, foram os trabalhos de requalificação do acesso ao antigo convento e igreja de São Francisco, que permitiram este achado. “ Já se conheciam algumas galerias para captação de água. Fazem parte do imaginário de alguns bragançanos que as associam a histórias de fuga do castelo em momentos de invasões ou de instabilidade. Mas na realidade são minas, para captação de água subterrânea que existe na colina do castelo. Já se conheciam algumas, neste caso conhecíamos uma abertura que já indicava a existência de uma dessas galerias mas foi encontrada uma outra. Neste momento, nesta área tem duas galerias para captação de água subterrânea essas estruturas serão provavelmente do séc XVIII.” 
Também um fosso que fazia parte de uma estrutura defensiva do castelo e da própria cidade na época medieval foi posto a descoberto nestes trabalhos.
Os achados ficarão visíveis e segundo o presidente do município de Bragança, Hernâni Dias, serão visitáveis em breve quando terminarem os trabalhos arqueológicos e de arranjos junto do arquivo distrital:
“São achados que vêm ajudar a perceber melhor o passado daquele espaço. O processo inicial era apenas um arranjo urbanístico quando se começou a fazer algumas escavações, começou a perceber-se que poderia haver ali algo de importante e imediatamente diligenciou-se no sentido de uma equipa de arqueólogos poderem iniciar um trabalho para perceber o que ali existia para que, se possível, se fica a musealização do espaço, que é o que está a acontecer para que todas as pessoas visitá-lo.”
Além destas estruturas, foram encontrados milhares de fragmentos cerâmicos, de restos de ossos de animais, moedas e peças de jogo, que são importantes testemunhos sobre as técnicas construtivas e os hábitos alimentares, circuitos comerciais, produtos locais e importados e a circulação monetária, entre outros aspectos do quotidiano bragançano. Achados que estão agora a ser estudados e poderão vir a ser expostos.

Escrito por Brigantia

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