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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A mosca que pode salvar a produção de castanhas

É quase certo que a produção de castanha em Portugal nos próximos anos vai diminuir consideravelmente, podendo mesmo atingir índices de calamidade. Tudo por causa da vespa da galha do castanheiro.
Foto: Afonso de Sousa
A vespa da galha do castanheiro que já está em praticamente todo o país. O pequeno inseto destrói a floração das galhas e anula qualquer possibilidade de haver fruto. A única esperança de combate a esta praga é outro inseto - Torymus Sinensis, uma pequena mosca que mata a vespa.

No concelho de Vinhais no distrito de Bragança, onde a castanha é a principal fonte de receita de praticamente toda a população, a preocupação é grande. "Isto é a nossa fonte de rendimento. No concelho de Vinhais é do que sobrevivemos, é da castanha".

O receio é partilhado por João Vila, produtor da aldeia de Edral. "É a maior economia da região e muita gente só vive da castanha". O produtor diz que tem esperança que a mosca possa resolver um problema que não tem outra forma de ser combatido.

São vários os produtores que assistem com expectativa à terceira largada do ano, na freguesia de Edral, na zona de Lomba, no concelho de Vinhais, das pequenas moscas que se esperam milagrosas.

Quem o faz são alguns investigadores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), numa das mais afetadas zonas de Vinhais, concelho onde já foram identificados 181 focos da vespa da galha do castanheiro em árvores adultas. "O fulcral é fazer a largada agora enquanto as galhas ainda estão muito tenras", diz o investigador do IPB Albino Bento que acrescenta que estas largadas têm que ser feitas agora, "porque os resultados são demorados e não há outra forma de combate à praga".

"Não, não há e os resultados pretendidos, que passam por eliminar as vespas, podem demorar até sete anos". E até lá, acrescenta, as perdas podem ser grandes. "No Minho há zonas onde a produção está quase toda afetada e aqui pode ultrapassar os 50%.

A ser assim diz Abel Pereira, responsável da ARBÓREA, Associação Agroflorestal da Terra Fria transmontana, que tem acompanhado este problema desde que apareceram os primeiros focos da praga na região, pode estar à vista uma calamidade nas zonas onde a castanha é a cultura principal. "Vinhais e Bragança têm uma produção de cerca de 20 milhões de euros por ano. Pensar que as perdas poderão chegar aos 60, 70% pode ser uma calamidade".

Nos próximos dias vão ser feitas 36 largadas nos pontos de maior intensidade da praga, até porque ressalva o investigador Albino Bento, o panorama não é nada favorável. "A zona do Minho está completamente atacada, toda a zona de Chaves, Serra da Padrela (Carrazedo de Montenegro) está muito atacada, aqui Vinhais está muito, e depois Sernancelhe, Trancoso, Lamego, a Guarda e Seia."

Agora é esperar que a pequena mosca faça um trabalho rápido e consiga o mais depressa possível eliminar essa praga que veio do oriente e que já entro em Portugal em 2014.

Afonso de Sousa
TSF

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