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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

A NOVA FORMA DE VIVER DE ALGUNS JOVENS

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Meu pai – que Deus o tenha em bom recado, – apesar das dificuldades financeiras em que viveu, nunca deixou que minha mãe, o auxiliasse. A seu parecer, a mãe, devia ser dona de casa: cuidar do maneio do lar e da educação dos filhos.
Nesse recuado tempo, a mulher só devia trabalhar fora, por extrema necessidade. Era deprimente para alguém, da classe média, viver à custa da esposa.
Seguiam o velho rifão:” o homem abarca e a mulher arca”.
Só as operárias ou algumas licenciadas, exerciam a profissão. Umas, por necessidade, porque o salário do marido, não chegava; outras, porque queriam ser independentes.
A classe média – sempre a mais esquecida pelos políticos, – é que tinha o " preconceito" da esposa ser, somente, dona de casa.
Os tempos mudaram. A mulher tornou-se autónoma. Deixou de ser dependente do marido. Vive com o conjugue, porque o ama, não porque dependa dele economicamente.
Infelizmente há quem se aproveite dessa mudança. Quem dependa da mulher, não por necessidade – o que seria justo, – mas por comodismo.
Os rapazes da nossa época – pelo menos alguns, – ao procurarem moça para casar, verificam antes se tem bom emprego.
Desta forma, ao libertarem-se economicamente do marido, passaram, em muitos casos, a sustentarem o companheiro interesseiro e preguiçoso...
Se outrora o homem labutava, sem cessar, para sustentar a família, agora alguns (são muitos? Não sei) preferem vagabundear ou a dedicarem-se a divertimentos, à custa do trabalho da mulher.
É justo ambos colaborarem no sustento do lar, mas não me parece digno aproveitar sem necessidade, do trabalho da esposa, como outrora, esta vivia do trabalho do marido.
É bem verdade: que o mundo dá muitas voltas…Mudam-se as vontades e as posições....

Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

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