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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

25 de Abril, a Revolução dos Cravos - O Fim da Ditadura e o Nascimento da Liberdade


 O dia 25 de Abril de 1974 marcou um dos momentos mais importantes da história contemporânea de Portugal. Conhecido como a Revolução dos Cravos, este acontecimento pôs fim a quase meio século de ditadura, abrindo caminho para um regime democrático e para a consagração de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão.

Durante o Estado Novo, instaurado por António de Oliveira Salazar e depois liderado por Marcelo Caetano, o país vivia sob forte repressão política. A censura controlava jornais, livros, cinema, rádio e televisão, impedindo a divulgação de ideias contrárias ao regime. A polícia política, a PIDE, perseguia, prendia e torturava opositores. As liberdades individuais eram severamente limitadas e qualquer crítica pública ao governo podia significar prisão.

A Revolução começou nas primeiras horas de 25 de Abril, liderada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), um grupo de militares que contestava a guerra colonial e o regime autoritário. A senha para a ação foi dada através de duas músicas transmitidas na rádio. “E depois do adeus”, de Paulo de Carvalho, e “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso, esta última tornou-se símbolo da revolução.

Nas ruas, a população juntou-se aos militares, oferecendo cravos que foram colocados nos canos das espingardas e nos uniformes dos soldados, símbolo pacífico de um dia que, apesar de muito nervosismo, resultou em muito poucas vítimas. O gesto dos cravos tornou-se imagem eterna da revolução.

O 25 de Abril significou o fim da censura e da repressão política. Pela primeira vez em décadas, os portugueses puderam falar livremente, formar partidos, manifestar-se e ler jornais sem cortes. A liberdade de expressão tornou-se um dos pilares da nova ordem democrática.

A data é hoje celebrada como o “Dia da Liberdade” e recorda que os direitos conquistados, embora exigindo cuidado e preservação, nasceram do esforço conjunto de militares e povo. O 25 de Abril foi a abertura de portas e janelas para um país respirar a liberdade.

HM

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