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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

AVE SAUDADES!

Por: Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS
São Paulo (Brasil)
(Colaborador do Memórias...e outras coisas)


 Lembra da época que fazíamos pamonha em casa ?

Era uma lambança só.

Os meninos tiravam cabelos das espigas, depois cortávamos os milhos à faca. Passávamos os grãos na máquina de cortar carne, púnhamos uma bacia na saída da máquina, para apurar a massa, enquanto um balde abaixo, aparava o leite do milho para se fazer o curau e /ou o polvilho!

Enquanto isso, as meninas separavam as melhores, maiores e bonitas palhas das espigas, para se fazer as "bolsinhas", em que a mãe enchia com a mistura temperada da pamonha, com leite, açúcar, canela em pó, cravo, e pedaços de queijo feito em casa, já curado. As bolsinhas, então, recebiam a tampa, feita também das palhas de milho; quando então eram amarradas na cinturas delas, com fina tiras de palhas de milho. A seguir, dispunham as pamonhas no tacho com água fervente, cobriam as bolsinhas com palhas de milho (verdes), e deixávamos cozinhar até as palhas que cobriam as pamonhas ficassem amarelas. Era o ponto!

- Depois, era aquela algazarra para comê-las ainda quentes ! E os pedaços de queijo curado, dissolviam-se na boca !

Aí, que saudades do tempo em que eu, menino e caipira, vivenciava estas cenas que, gravadas em minhas íris e cérebro, me levaram a escrever este depoimento, para descrever um mundo que já existiu; mas que se perdeu!

Ave Vita; Ave Saudade!


Antônio Carlos Affonso dos Santos
– ACAS. É natural de Cravinhos-SP. É Físico, poeta e contista. Tem textos publicados em 9 livros, sendo 4 “solos e entre eles, o Pequeno Dicionário de Caipirês e o livro infantil “A Sementinha” além de cinco outros publicados em antologias junto a outros escritores.

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