Entrámos em Portugal pelo Vimioso, se não sabem, nós dizemos, somos muito felizes por aqui. Há termas, o PINTA onde não só lançamos a manta e comemos iguarias locais e caseiras sentados no chão no lameiro como penteamos e passeamos os burros de Miranda. Voltámos aos pombais em forma de ferradura de Uva, ao castelo do Algoso e desta vez subimos ao topo da torre e vimos a vista. Mogadouro está ao fundo. Vamos ter que voltar porque ainda não visitámos o Museu Etnográfico de Algoso. A sua localização estratégica à fronteira espanhola dá-lhe um passado contrabandista, e quem não gosta de encontrar alguém que nos conta como se faziam trocas comerciais pela calada da noite? Podem ir então ao Memorial da Mobilidade Transfronteiriça, Contrabando e Fiscalização.
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| Foto de Javier García Blanco |
Do Vimioso entramos no Parque Natural do Montesinho, com sorte podem ver lobos ou veados. Bragança recebe-nos bem, com a sua cidadela e o castelo, hoje Museu Militar, mas também tem o seu pelourinho, a Sé, o Domus Municipalis, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, a Igreja de São João Baptista, a Igreja de Santa Maria. Sobre este museu, aqui estão representados não só os Caretos do carnaval, como os de Lazarim ou de Podence, mas também o Zangarrón. Não fomos a Gimonde com tempo, mas não perdemos a oportunidade de ir à aldeia que se divide em dois países, Rio de Onor, ou Rihonor de Castilla. Numa próxima visita Gimonde, não nos escapas!!! Talvez quando decidirmos fazer o Caminho de Santiago (variante do caminho português do interior).
Vamos a Macedo de Cavaleiros e aqui há um sem fim de actividades, navegar na Albufeira, ir à praia do Azibo, voar de avioneta, pescar, fazer pão ou queijo, visitar Podence, a Casa do Careto, a Arte Urbana da aldeia e pintar a nossa máscara de Careto. Podem-se apanhar cogumelos (passeios micológicos), mas há mais, o Museu de Arte Sacra, a aldeia de Chacim, o Museu do Mel e Apicultura, o Museu Municipal de Arqueologia e o Museu Rural de Salselas.
Queremos falar duma experiência única para nós, a prova sensorial de azeite que fizemos no Nucleo Museológico do Azeite “Solar dos Cortiços”. Geralmente o azeite é nos dado a provar, já servido numa taça, para molharmos pão e comermos assim. Pois desta vez foi tudo diferente. Recebemos um copo baixo, pequeno e opaco da cor azul. Aquecemos o copo, já com o azeite, com as mãos, tapámos com um vidro e fomos rodando o copo, parecido com o que se faz com o vinho. Isto tudo guiado por uma especialista em azeite. A própria prova foi feita de forma muito especifica para conseguirmos sentir todo o paladar do azeite. Podemos dizer que nunca tínhamos degustado azeite assim e descobrem-se sabores desconhecidos.
Publicação original AQUI.


















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