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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 2 de novembro de 2014

Aldeia de Cidões, Vinhais, recebe anualmente milhares de visitantes nesta noite para reviver tradição milenar

DIA DE TODOS OS SANTOS NA ALDEIA


POUPAR NA ALDEIA


A OLIVEIRA

SÍMBOLO DE PAZ, FECUNDIDADE, FORÇA E PURIFICAÇÃO

No tempo em que os vegetais falavam, as árvores reuniram-se em assembleia para eleger a sua rainha. Após longa discussão, todos concordaram em escolher a oliveira. Todavia, esta recusou o honroso cargo, argumentando que a sua nobre missão em prol do bem da humanidade era por demais importante, não podendo desperdiçar o seu tempo em ocupações de governo.

Segundo a mitologia grega, Atenas, a deusa da sabedoria e da paz e Poseidon, o deus dos mares, discutiram sobre quem daria o seu nome à nova cidade da região de Ática. Zeus, o rei dos deuses, decidiu que ganharia quem apresentasse a melhor oferta. Então, Poseidon espetou o seu tridente num rochedo e logo fez brotar uma fonte de água cristalina. Atenas, por sua vez, brandiu a sua lança no solo e imediatamente surgiu uma oliveira. Esta foi considerada a oferta mais valiosa, pois proporcionava iluminação, aquecimento, alimentação, medicamentos, cosméticos, etc. Assim, de acordo com a lenda, nasceu a cidade de Atenas que, ainda hoje, possui a oliveira como seu símbolo hierárquico.

Os cientistas, com base nos estudos efectuados sobre folhas petrificadas, concluíram que a oliveira possui uma história de 60 mil anos, em que a realidade se confunde com a lenda. Conhecida dos assírios e babilónios, teria sido apresentada no Egipto pela deusa Isis e na Grécia por Minerva. Os hebreus já a conheceriam desde o tempo de Adão. Mas, fosse qual fosse a sua origem, sempre foi um símbolo de paz, fecundidade, força e purificação.

A Olea europaea L., ou a sua variedade selvagem “sylvestris” (zambujeiro), é claramente oriunda da bacia mediterrânica, dando-se em solos alcalinos e soalheiros com clima idêntico ao da citada região. Abro um parêntesis para recordar que, na última viagem à Madeira, fui encontrar em Câmara de Lobos, várias oliveiras muito viçosas. Logo indaguei se davam azeitonas. Responderam-me que serviam apenas como espécie ornamental, pois jamais frutificavam.

Creio que não vale a pena descrever, em pormenor, as características botânicas desta árvore milenária, pois toda a gente a conhece com o seu tronco acinzentado e as suas folhas coriáceas, lanceoladas e verde-claras. Também todos conhecem as azeitonas que começam por ser verdes e gradualmente vão escurecendo. E até “vão à mesa do rei”!

Pondo de parte os aspetos culturais, sociais, etnográficos, mitológicos, religiosos, históricos e económicos da oliveira que, só por si, dariam para elaborar volumosos tratados, iremos deter-nos, apenas e resumidamente, nos atributos da área da saúde, já que se trata de uma planta medicinal das mais preciosas, embora, por vezes, seja injustamente subavaliada.

Comecemos pela casca que é adstringente e febrífuga. Usa-se o seu cozimento na proporção de 50g para um litro de água.

As folhas são vasodilatadoras e diuréticas, sendo adequadas para o reumatismo, a gota, a arteriosclerose, a diabetes e sobretudo, a hipertensão arterial. Fervem-se lentamente 200g de folhas num litro de água, até reduzir o líquido para metade do seu volume inicial.

O azeite deve ser tomado em jejum (duas colheres de sopa) como laxativo, ou usado em clisteres evacuadores (50cl para um litro de água, adicionado duma substância emulsionante). Para queimaduras, é eficaz a aplicação de uma mistura de duas colheres de azeite com uma clara de ovo bem batida.

Da dieta mediterrânica em que o azeite é ingrediente central, também não iremos falar, dada, felizmente, a sua atual divulgação, mas valerá a pena referir os benefícios deste salutar óleo vegetal para atenuar conhecidas enfermidades.

Problemas cardíacos – Está comprovado que o azeite reduz o nível das gorduras de baixa densidade, ou seja o “mau colesterol”, aumentando o teor das gorduras proteicas de alta densidade – o “colesterol bom”. Desta maneira, evita a formação de gordura nas artérias e reduz os riscos de enfartes de miocárdio. 

Úlceras – O azeite não irrita o estômago, reduz os líquidos gástricos e ajuda na cura das úlceras.

Pele – O azeite contém vitaminas B e E e provitamina A, protegendo a pele das radiações solares nocivas e das queimaduras.

Sistema nervoso – A clorofila existente no azeite contribui para o aumento das células e reforça o metabolismo e o dinamismo do sangue.

Cancro – O consumo regular de azeite reduz até 25% as probabilidades de cancro na mama, segundo estudos da conceituada universidade americana de Harvard.

Velhice – As substâncias antioxidantes contidas no azeite protegem as células do cérebro e ajudam a envelhecer bem.

Bílis – O azeite contribui para o bom funcionamento da bílis.

Ossos – O azeite tonifica o esqueleto e o desenvolvimento dos ossos. É particularmente importante para a prevenção da osteoporose e para o fortalecimento da estrutura óssea das crianças.

Pâncreas – O azeite activa o funcionamento do pâncreas, pelo que os diabéticos que o consomem, necessitam de menos insulina.

Finalmente, não devemos menosprezar o uso externo do azeite no fortalecimento das unhas, no alívio de pés cansados, no brilho e saúde capilar, na suavidade das mãos e da pele, nos preparados contra as rugas e em imensos tratamentos cosméticos.

Nos últimos tempos temos menosprezado o cultivo da oliveira, ao contrário do que acontece em Espanha, na Itália, na Grécia e na Turquia. Nestes dois últimos países, como tivemos recentemente ocasião de comprovar, as oliveiras são adoradas e protegidas legalmente, sendo as suas virtudes alimentícias e curativas ensinadas às crianças, desde os jardins-de-infância. No México, país que não tem oliveiras, o azeite é vendido nas farmácias, como valioso medicamento.

Com este modesto escrito, mais não se deseja do que aumentar a sensibilidade dos cidadãos face a um património natural vivo que urge estudar, enaltecer, intensificar a produção e utilizar de forma adequada e criteriosa.

Miguel Boieiro

Nota: Miguel Boieiro nasceu na «Margem Sul do Tejo – Seixal», com Curso de Contabilidade e Administração. Tem um currículo muito rico, de que destaco, ter sido Presidente do Município de Alcochete durante 19 anos, é Presidente da Assembleia Municipal e foi Presidente da Assembleia Municipal do Seixal. É Presidente da Sociedade Portuguesa de Naturologia e especialista em Esperanto. Publica textos em vários jornais e editou o livro «As Plantas, nossas irmãs». Vai apresentar o seu novo livro «Plantas para curar e para comer»: 19OUT2014 na Sociedade Portuguesa de Naturalogia (Lisboa), 07NO2014 na UNICEPE (Porto), 10NOV2014 na Biblioteca Municipal dos Coruchéus (Lisboa) e 15NOV2014 na Biblioteca Municipal de Alcochete. Este texto foi produzido no âmbito da comunicação que fez na Universidade Sénior dos Coruchéus. Pelo que a Oliveira representa para Mirandela e a nossa região dá-se a conhecer aos amigos leitores este texto. Conheci (e sinto-me honrado) o Miguel Boieiro por intermédio de uma amiga comum e investigadora, Teresa Perdigão. (Jorge Lage)

Na foto, de Jorge Lage, a «Oliveira de Tavira» a árvore mais antiga de Portugal com cerca de 2.000 anos. Coeva de Jesus Cristo. Situa-se no aldeamento turístico Pedras d’El Rei, concelho de Tavira.

Miguel Boieiro
in:diario.netbila.net

Relevos

"Relevos" é o título do novo livro de poesia de Virgínia do Carmo, o seu terceiro trabalho dedicado à poesia. Depois de uma breve incursão pela prosa, a autora decidiu voltar de novo à poesia, o seu meio natural, regressando com um relevo de palavras onde se perde a "triangulação das estrelas e a síntese química das pedras".

[...]
 Além do que, creio, ficou patente quanto ao valor literário da poesia de Virgínia do Carmo, gostaria de referir pormenores que me não passaram desapercebidos. Falo da riqueza vocabular por vezes conseguida pela inusitada adjectivação (liquidez inabraçável do mar; gritos angulares; um anseio vertical; flores acéfalas; aresta áspera e estrídula) pelo recurso a termos eruditos (atérmico, admonição; disfásicas; assíncronos; ambular), pela pluralidade de léxicos relativos a áreas do saber convocadas como a geologia, a geografia, a psicologia e a filosofia, a física e a química e, sobretudo, a geometria. Não se trata de intromissões abusivas e arbitrárias, antes surgem como elementos de clarificação de ideias: 

Perdi […] a triangulação das estrelas e a síntese química das pedras; …na rota recta dos/ olhos, na planura esguia dos ângulos do tempo // [obtusos demais]; …Não tenho ângulos para / medir a congruência dos passos.
 [...]

 Hercília Agarez 

[...]
 Não é difícil percebermos o que a autora procura, porque ela própria nos diz, na p. 30: Preciso perdoar-me. Para correr e ser de novo a criança que pulava todos os muros. Sem a medida dos passos. Sem o cálculo dos ângulos. E ser de novo o acaso feliz de acreditar. As asas invisíveis de um crer maior […]. Recuperar a inocência é essa forma de ter asas invisíveis para voar sobre o abismo acreditando que a redenção está dentro dela. 

Vamos, então, nesta viagem de emoções onde cada escolha pode ser imaginária ou real, onde podemos esbarrar no relevo da linguagem, onde cada expressão nos surpreende, nos inquieta, ou nos comove, porque este livro é, essencialmente, um estado de espírito que podemos analisar e percorrer em todas as direcções.

Editora: Poética Edições
Autor: Virgínia do Carmo
Preço: 12,90€
Comprar online

Obras de reparação do Complexo Desportivo de Alfândega da Fé em fase de conclusão

O Complexo Desportivo de Alfândega da Fé está a ser alvo de obras com o objetivo de reparar e corrigir as deficiências encontradas na obra.

A intervenção, a cargo da empresa construtura da infraestrutura, engloba a substituição da pista de tartan existente, reparações no interior do edifício e a resolução dos problemas de assentamento no muro de suporte de terras e passeios. Trata-se de defeitos de obra que punham em causa o bom funcionamento do complexo e que e estão, agora, a ser corrigidos. A intervenção encontra-se na reta final e resulta de um acordo a que o município conseguiu chegar com a empresa responsável pela construção. Um acordo que permitiu evitar a degradação do complexo e pôr termo a um processo que se arrastava desde 2005. 

Em causa estava o pagamento de uma dívida de mais de 950 mil euros reclamada pela Casais e relacionada com a realização de trabalhos a mais aquando da construção da infraestrutura. Na altura, o contrato adicional para a realização destes trabalhos não teve o visto do tribunal de contas. Os trabalhos foram efetuados e a empresa reclamava junto da Câmara esse montante e os juros de mora correspondentes. 

Com este acordo a Câmara consegui reduzir o valor da dívida para os 646 mil euros e deixou de estar obrigada a pagar juros de mora, em contrapartida a empresa comprometeu-se a realizar todos os trabalhos para corrigir os defeitos e problemas que apareceram no complexo. Deste montante a Câmara atual já teve que pagar 502 mil euros e vai ter que pagar até março do próximo ano os restantes 144 mil euros.

in:noticiasdonordeste.pt

Memórias da pesca tradicional no rio Douro

A pesca tradicional no rio Douro foi desde sempre um complemento económico de vital importância para algumas das famílias que habitavam a zona ribeirinha. O barco em madeira era o apetrecho indispensável a esta actividade, sendo usado para a pesca e também como o único meio de transporte que permitia a comunicação entre as várias comunidades que habitavam as margens do rio.(VIDEO)

Este barco, ou barca, também assim muitas vezes designado, precisava de destro manuseamento, sendo impelido por dois remos movidos pela força braçal de um homem (remador) que em pé, em frente à proa, orientava cirurgicamente a embarcação por entre os inúmeros obstáculos, assoreamentos e rápidos que integravam o leito do rio Douro antes deste ser represado pelas barragens. 

A proliferação destes barcos de passagem era uma constante ao longo do curso fluvial, uma vez que eram eles, dado o reduzido número de pontes, que permitiam a ligação entre margens. 

A pesca surgia neste contexto como um complemento económico com alguma rentabilidade. O barqueiro, além de atravessar pessoas e bens entre quintas e lugares, também era habitual dedicar-se à pesca. 

Ao cair da noite as redes eram lançadas no rio, em lugares estratégicos e previamente seleccionados, para depois, no romper da madrugada, serem recolhidas. Logo pelo início da manhã, e muito antes do meio-dia, o peixe era distribuído pelas redondezas, constituindo o suplemento de pescado que iria ser consumido frito ou em modo de escabeche pelas famílias de camponeses que habitavam as povoações que polarizam ambas as margens. 

Ainda hoje assim é. O já reduzidíssimo número de pescadores que pratica o lançamento das redes em embarcações tradicionais no rio Douro continua a vender o seu peixe entre a já escassa população dos aglomerados locais, mas o mais habitual é encontrarmos alguns restaurantes que o confeccionam e o comercializam frito, estaladiço e condimentado com muito piripiri; ou então envinagrado, mergulhado num molho saborosíssimo, onde abunda a cebola cortada às rodelas. 

As imagens deste vídeo foram recolhidas no concelho de Carrazeda de Ansiães e constituem um dos testemunhos ainda existentes desta antiga actividade. O vídeo foi produzido para estar disponível no sistema multimédia do Museu da Memória Rural de Vilarinho da Castanheira, onde pode ser visualizado em alta qualidade e em ecrãs de grande dimensão, constituindo um complemento visual produzido no âmbito do discurso museográfico que foi elaborado para este ofício tradicional. No fundo, este vídeo é uma intenção. A intenção de fazer um registo que nada mais pretende do que tentar perpetuar no tempo as memórias de um tempo de que quase já não há memória.

Durante este fim de semana Miranda do Douro recebe o primeiro Mercado Rural Mirandês! Uma oportunidade para comprar o que é genuíno!

Os jornalistas foram desafiados e aceitaram participar num showcooking com uma caixa mistério! Descubra quem são os vencedores!!

A montaria ao javali, inserida na Norcaça, Norpesca e Norcastanha juntou 100 caçadores em Rebordãos

sábado, 1 de novembro de 2014

Solar dos Condes de Vinhais recebe o Primeiro Simpósio Internacional de Máscaras Artesanais inserido na Festa da Cabra e do Canhoto

Fundos Comunitários e Fórum Internacional de Países Produtores de Castanha foram temas em discussão na Norcaça, Norpesca e Norcastanha

Mercado Rural promete dinamizar Mercado Municipal de Miranda

Dinamizar o Mercado Municipal de Miranda do Douro e promover os produtos regionais do planalto mirandês são os objectivos do Mercado Rural Mirandês, que decorre pela primeira vez, este fim-de-semana.
Anabela Torrão, vereadora de Desenvolvimento Rural do Município de Miranda, acredita que esta feira agroalimentar pode ser o ponto de partida para trazer mais dinamismo ao mercado municipal. “ O mercado tem em funcionamento talhos e, uma vez por semana, peixaria. O que nós pretendemos é que haja uma nova dinâmica do mercado municipal, que existiu já noutros tempos, em que os produtores vinham ao mercado e vendiam todos os produtos regionais”. A vereadora acredita que esta é uma oportunidade para produtores e consumidores voltarem a frequentar o mercado, o que poderá ser uma mais valia para a economia local. 
O Mercado Rural Mirandês é organizado em parceria com a Associação Sabores de Miranda e conta com a participação de 20 expositores. 

Escrito por Brigantia

Comércio e serviços emprega 79 por cento da população das cidades – INE

O setor terciário, de comércio e serviços, emprega 79 por cento da população das 159 cidades portuguesas, percentagem superior ao total nacional, que se situa nos 70 por cento, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Por região, as cidades da Madeira e Algarve registam a maior proporção de emprego no setor terciário (com 85% e 84%, respetivamente), enquanto no Norte (74%) e Centro (76%) a proporção da população empregada no comércio e serviços residente em cidades é inferior à média nacional. 

Por localidade, o setor terciário tem mais expressão em Lisboa (89% da população empregada no comércio e serviços), Faro (88%), Caniço, Funchal e Coimbra (87%) e Odivelas, Albufeira, Beja e Miranda do Douro (86%). 

Por ramos de atividade, o comércio por grosso e a retalho e a reparação de veículos automóveis e motociclos representam mais de um quinto (22 por cento) do emprego nas cidades, ligeiramente inferior aos dados registados no conjunto do país. 

Já os setores da Educação (13,5%) e das atividades de saúde humana e apoio social (12%) são mais elevados nas cidades do que no resto do país. 

O relatório "Cidades Portuguesas: Um Retrato Estatístico", com dados relativos a 2011 e hoje divulgado aborda também os movimentos da população residente para trabalhar ou estudar (denominados "pendulares"), concluindo que cerca de 28 por cento dos residentes nas cidades se deslocam para outro município, valor ligeiramente inferior ao total nacional (29%). 

De acordo com o INE, mais de metade da população residente em cidades das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto desloca-se para trabalhar ou estudar noutro concelho: estão nesse lote as cidades de Odivelas (58,2 por cento), Rio Tinto (58,1) Póvoa de Santa Iria (57,7), Amadora (54,8), Sacavém (53,2), São Mamede de Infesta (50,9) e Loures (50,1). 

No entanto, a cidade com mais residentes que se deslocam para trabalhar ou estudar é o Caniço (Madeira), com 62 por cento, quase dois terços da população. 

Ainda de acordo com os dados do INE, em 2011 cerca de 20 por cento da população empregada ou estudante residente nas cidades portuguesas deslocava-se a pé para o local de trabalho ou de estudo, percentagem superior à registada no total do país (16%). 

A percentagem é idêntica à dos utilizadores de transportes coletivos (20%), com maior expressão nas cidades da região de Lisboa e da Madeira e menor no Centro do país (9%), Algarve (8%) e Alentejo (7%). 

Segundo o INE, os trabalhadores ou estudantes residentes nas cidades portuguesas demoravam, em 2011, em média, 20 minutos a chegar ao local de trabalho ou estudo, embora a região de Lisboa seja a única em que as deslocações "ultrapassava o valor médio" das cidades portuguesas, com a população empregada do Barreiro (33 minutos) e Costa da Caparica. Amora e Agualva-Cacém (30 minutos) a ter de suportar as deslocações mais morosas.

Lusa

Surto de aparente origem viral leva 19 alunos e 2 docentes a receber assistência médica

Ontem, um surto, que se supõe ser de origem viral, levou 19 alunos e 2 docentes, da escola básica e da secundária de Macedo de Cavaleiros a terem que receber assistência médica.

Alguns alunos apresentaram os mesmos sintomas, vómitos e mal-estar, durante a manhã, explica Paulo Dias, diretor do Agrupamento de Escolas.

Para já, está descartada a hipótese de intoxicação alimentar, dado que não foi possível estabelecer um padrão entre os casos. Alguns dos afetados tinham consumido comida feita na escola, outros não, e alguns tinham começado já a apresentar sintomas ainda em casa, durante a noite.

12 destes alunos são do 2º ciclo e 5 do 1º. Os restantes 2 são do ensino secundário, que não partilham o mesmo espaço escolar nem os mesmos refeitórios. Quanto aos docentes, só um deles terá almoçado na escola.

Entretanto, a ASAE já esteve no estabelecimento de ensino, e não foram encontradas anomalias.

Foram enviadas amostras da comida confecionada nas últimas 72 horas para o Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, para ter a garantia que não se trata mesmo de uma intoxicação.

Os alunos e docentes que apresentaram sintomas foram atendidos no Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros, e hoje, afirma Paulo Dias, não houve mais nenhuma queixa.

19 alunos e 2 docentes de Macedo de Cavaleiros a apresentar sintomas daquilo que terá sido, ao que tudo indica, um surto viral.

Escrito por ONDA LIVRE

Produção de azeite pode cair até 30%: a culpa é da mosca-da-azeitona

A mosca-da-azeitona vai reduzir entre 20% e 30% a produção de azeite em Trás-os-Montes. Um verão ameno e um inverno pouco frio favoreceram a praga.

José Alberto Pereira, investigador do Instituto Politécnico de Bragança, explica porque é que os olivicultores estão este ano confrontados com um ataque tão grande de mosca-da-azeitona, que é considerada a maior praga do olival em todo o mundo.

Como se não bastasse, a ação das larvas na azeitona cria condições para o aparecimento da gafa, um fungo que não era nada habitual na região e que também compromete a qualidade do azeite, salienta José Alberto Pereira.

A próxima semana deve trazer tempo mais fresco, mas os ataques não vão parar de um momento para o outro. Colher mais cedo é a solução para atenuar problema.

Informação CIR (Rádio Ansiães)

Alfândega da Fé aderiu à Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento

A Câmara Municipal de Alfândega da Fé aderiu à Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento. Trata-se de uma associação, constituída por 13 municípios portugueses, que atua na área da cooperação intermunicipal para o desenvolvimento.

Alfândega da Fé junta-se assim a municípios como Amadora, Faro, Grândola, Loures, Maia, Marinha Grande, Miranda do Corvo, Moita, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal e Setúbal numa rede que pretende cooperar no combate à pobreza nos países de língua oficial portuguesa e contribuir para a implementação dos objectivos de desenvolvimento do milénio, reforçando e sedimentando as relações de geminação já existentes. 

Recorde-se que Alfândega da Fé está geminada com o município Cabo-Verdiano de Santa Cruz um relação que pode agora conhecer um novo desenvolvimento com a adesão a esta rede. A adesão a esta associação intermunicipal permite a partilha de experiências e saberes, mas também o estreitamento de laços e a concretização de iniciativas que vão permitir o desenvolvimento sustentável dos países de língua oficial portuguesa.

Iniciativas que não serão isoladas, como até agora tem acontecido e, que no entender da Câmara Municipal de Alfândega da Fé terão reflexos positivos não só nas localidades beneficiárias como nos municípios promotores, podendo potenciar um retorno a nível económico, cultural e até turístico.

in:noticiasdonordeste.pt

Carreira aérea transmontana deverá ser retomada nos primeiros meses de 2015

O presidente da Câmara de Vila Real afirmou hoje ter a garantia do Governo de que a carreira aérea de Trás-os-Montes a Lisboa estará a operar até fevereiro/março de 2015, mais de dois anos depois da suspensão do serviço.

"Temos a garantia por parte do Governo de que em breve será lançado o concurso internacional e previsivelmente no primeiro trimestre do próximo ano voltaremos a ter avião", afirmou Rui Santos aos jornalistas. 

Em maio, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, anunciou a criação de uma nova ligação aérea que seguirá de Trás-os-Montes para Viseu, Tires e Portimão.

in:noticiasdonordeste.pt

'Eles tapam o rosto com máscaras de lata ou de madeira' no Centro Cultural de Vinhais

Na noite de 02 de novembro, a ESTE - Estação Teatral, leva ao palco do Centro Cultural de Vinhais a peça "Eles tapam a cara com máscaras de lata e de madeira". O espectáculo é apresentado domingo, às 21h30, no âmbito das Festas de inverno que se iniciaram no dia 31 de outubro, em Vinhais e na aldeia de Cidões.

Este espetáculo foi desenhado para estrear no Mascararte 2013 e parte do universo parateatral das festas mascaradas transmontanas para lhes encontrar uma dimensão concreta no campo do teatro. 

Criado em coprodução com o Teatro Municipal de Bragança, o projecto teatral "Eles tapam a cara com máscaras de lata e de madeira" define-se como uma “criação em torno do Careto e da tradição mascarada transmontana das festas de inverno. Máscara que se tem constituído desde o início como a sua ferramenta metodológica, norteando a companhia tanto na criação artística como na abordagem pedagógica de um teatro que se percebe cada vez mais necessário, justamente, nesta grande aldeia feita... de gente desencontrada, abandonada, angustiada ou sepultada viva”. 

Dramaturgia e encenação: Nuno Pino Custódio (em cocriação com Alexandre Barata, Ana Brum, Ana Vargas, Patrick Murys, Pedro Fino, Roberto Querido e Tiago Poiares)
Espaço, figurinos e adereços: Ana Brum
Desenho e operação de luz: Pedro Fino
Máscaras: Tó Zé (Vila Boa de Ouzilhão) e Tó Alves (Varge)
Música: Nuno Pino Custódio (O medo vem do medo) e cancioneiro popular
Montagem: Pedro Fino
Costura: Lurdes Fortunato e Salvado & Matos
Fotografia: António Supico
Design de comunicação: Hugo Landeiro Domingues
Direção de Produção: Alexandre Brarata
Produção executiva: Juliana Gamas
Atores: Ana Vargas, Patrick Murys, Roberto Querido e Tiago Poiares Músicos: Alexandre Barata, Alfredo Abrantes e António Supico

in:noticiasdonordeste.pt

«Contramão» de Pedro Abrunhosa e Comité Caviar no Teatro Municipal de Bragança

Abrunhosa apresenta neste concerto o seu novo disco, "Contramão", com edição prevista para dia 02 de Dezembro.

No espectáculo que o músico traz até Bragança no próxomo dia  8 de novembro vai também haver a oportunidade de ouvir temas como "Toma Conta de Mim" ou o novo single "Voámos em Contramão",  que constituiu e ainda constitui um imenso êxito  nas rádios nacionais. 

Pedro Abrunhosa faz-se acompanhar pela sua nova banda "Comité Caviar", formado por Marco Nunes (guitarras), Cláudio Souto (piano), Miguel Barros (baixo) e Pedro Martins (bateria).

Quando:8 novembro às 21:30
Onde:Teatro Municipal de Bragança