O Governo autorizou o abate de mais de 14 mil árvores na zona do Tua para a segunda fase da construção da barragem nesta zona de Trás-os-Montes, invocando a utilidade pública da obra e impondo condicionantes.
O despacho conjunto dos secretários de Estado da Energia e das Florestas e do Desenvolvimento Regional do publicado hoje em Diário da República e aprova, para a execução da segunda fase da obra do Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua o abate de 1.484 sobreiros adultos e 643 jovens e 9.922 azinheiras adultas e 2026 jovens.
O despacho declara a "utilidade pública, com caráter de urgência, da expropriação das percelas de terreno necessárias à implementação da obra" e contempla o abate em 111 hectares de povoamentos e pequenos núcleos daquelas espécies, sendo que a autorização é condicionada.
A empresa concessionária da barragem, a EDP, fica obrigada ao cumprimento de medidas compensatórias como a arborização com novos sobreiros e azinheiras de 146 hectares.
A elétrica nacional deverá, de acordo ainda com as condições, comprometer-se a "estabelecer, para o efeito, contrato de comodato ou de natureza jurídica equivalente" com os afetados "existindo a concordância
dos representantes dos compartes eleitos e em funções nas áreas dos perímetros florestais".
O Governo justifica a autorização do abate de árvores, que já aconteceu também me fases anteriores da obra com o facto da localização da barragem ter sido a escolhida em sede de Avaliação de Impacte Ambiental e ter merecido Declaração de Impacte Ambiental Favorável Condicionada.
A barragem de Foz Tua começou a ser executada há cinco anos, em 2011, encontra-se em fase de conclusão entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães (Bragança) e Alijó (Vila Real) e faz parte do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico.
A empresa perspetiva que a albufeira comece a encher durante este ano de 2016.
HFI // JGJ
Lusa/fim
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