O Querubino sempre foi daqueles homens que chegam primeiro, não porque corram mais depressa, mas porque conseguem ver mais longe.
Em Bragança, nos tempos em que poucos arriscavam e quase ninguém acreditava que a cidade podia crescer para além do que já era, ele decidiu investir. Enquanto muitos hesitavam, o Querubino fazia. Apostou em negócios quando o ambiente era de prudência e desconfiança. Abriu portas onde outros viam paredes.
Das discotecas que deram nova vida às noites brigantinas, espaços de encontro, música e liberdade, às lojas de informática numa altura em que os computadores ainda eram novidade para quase todos, ele esteve sempre na linha da frente. Percebeu cedo que o futuro não espera por quem fica parado. E ele nunca ficou.
Vendeste-me o meu 1º computador. Um MAC Performa 5200. 500 MGB de disco, que loucura e com TV e comando à distância. Com a impressora, uma HP 600C, já a cores, paguei um balúrdio Pensava eu que jamais o disco seria insuficiente. Eu tinha que comprar software em Inglaterra, aqui nada havia e os meus filhos queriam jogos e interatividade. Que alegria quando à caixa do correio chegava a MACformat... Depois, passados uns anos, ligaste-me para ir testar o iMAC já com 6 GB de disco… um portento. Claro, época de Natal… lá teve que ser. E caminhámos juntos neste percurso.
Empreendedor por natureza, inquieto por convicção, o Querubino construiu mais do que negócios, criou oportunidades, gerou emprego, dinamizou a cidade e inspirou quem o rodeava. Teve a coragem de investir quando investir era quase um ato de fé. E essa fé, aliada ao trabalho e à persistência, fez a diferença.
Mas talvez o mais admirável seja isto… o tempo passou, os ciclos mudaram, as modas vieram e foram… e ele continua. Com a mesma energia, a mesma vontade, a mesma capacidade de acreditar antes dos outros. Uma força viva. Uma presença que não se apaga.
Bragança precisa de pessoas assim, visionários que não pedem licença para sonhar e que transformam ideias em realidade.
Grande abraço, Querubino. Que a tua energia continue a contagiar-nos a todos.

Sem comentários:
Enviar um comentário