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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Depois do 25 de Abril no Liceu Nacional de Bragança


 O 25 de Abril trouxe ao país uma lufada de ar fresco, e nós, estudantes, não ficámos indiferentes. O Liceu Nacional de Bragança foi o terceiro a nível nacional a aderir à greve geral, a seguir ao de Setúbal e ao de Vila Real. Estávamos em polvorosa. Pela primeira vez, sentíamos que a nossa voz contava, que o futuro podia ser discutido por todos nós, e que os corredores do liceu e as salas não eram apenas lugar de aulas, mas também de debates e de sonhos.

De repente, começámos a falar de projetos, de sonhos, de poesia, de futuro, de liberdade. Ouvíamos notícias, líamos panfletos, fazíamos comunicados, comentávamos entre nós o que tinha mudado e o que ainda podia mudar. Era como se tivéssemos acordado de um longo silêncio.

Eu estava lá. Era um deles. Um dos alunos que ajudaram a dar corpo à primeira Associação de Estudantes do Liceu Nacional de Bragança. Antes, os estudantes eram “representados” pela Academia, com funções mais limitadas e controladas. Depois da Revolução, abrimos caminho para uma nova forma de organização estudantil, mais livre, mais crítica, mais próxima dos anseios da juventude.

O nosso amigo Manuel Vitorino, como Presidente da última Academia do Liceu, penso que em parceria com a Rosalia Vargas, poderá, se assim entender, valorizar, enriquecer, corrigir e acrescentar o que possa ajudar a que esta minha memória não se afaste da realidade que todos os que lá estiveram… sentiram.

Vivíamos tudo com intensidade. Era um tempo de esperança, de discussão e de aprendizagem coletiva. Não tínhamos todas as respostas, mas tínhamos a vontade de construir. E essa vontade era a maior força da nossa geração e que, em muitos, ainda hoje se mantém.

HM

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