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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Projeto Memória da Saudade leva música e alegria aos idosos dos lares de Vinhais

 É com música e sorrisos que começa o dia de segunda-feira no lar de idosos de Vila Boa, em Vinhais.


A viola do professor Alexandre Rodrigues dá o mote. É o maestro seguido pelos idosos que tocam bombo, ferrinhos, caixa e outros instrumentos. A animação é evidente, a alegria é grande. “Para mim a música é tudo. Até tenho uma aparelhagem em casa. Quando a ligo até os gatos dançam”, garantiu Ramiro que gosta muito de folclore e música tradicional portuguesa. Estes dias do projeto Memória da Saudade, transportam-no para a juventude quando tocava realejo nos bailes da aldeia.

O seu colega de lar, antigo fadista, Albertino Teixeira, 90 anos, agora toca bombo. “Aprendi aqui. Eu cantava fado. Estive 18 anos em Angola e quando cantava muita gente saia das barracas para me ouvir. Tinha uma voz fantástica. Agora já não. Foi pena não ter nascido numa cidade que tinha ido para uma casa de fados”, contou Albertino que gosta desta “forma de alegrar o povo, que está aqui a dormir”.

Ao entrar neste lar à segunda-feira de manhã sente-se a boa disposição graças ao projeto Memória da Saudade, uma proposta da Câmara Municipal de Vinhais para as Instituições Particulares de Solidariedade Social, no terreno há cerca de um mês. O principal objetivo é contribuir para o bem-estar emocional, a estimulação cognitiva e interação social dos idosos. “Só por este sorriso que eles têm na cara já vale a pena. É uma forma de melhorar o bem-estar e a não terem uma vida tão sedentária”, explicou Alexandre Rodrigues.

Irene do Ó, outra utente, ainda não se aventurou a tocar qualquer instrumento musical, mas vai trauteando as modinhas e dançando sentada. “Eu canto pouco, mas estamos mais animados e passamos melhor o tempo”, explicou.

Glória Lopes

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