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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Multinacional irlandesa e câmara de Moncorvo assinam contrato para parque eólico

A Câmara de Torre de Moncorvo e a multinacional irlandesa Island assinaram hoje um contrato de contrapartidas e parcerias regionais para a instalação de um parque eólico no concelho transmontano, com uma potência instalada de 50 megawatts.
"Para a Island este é um projeto importante já que se trata do primeiro investimento da empresa feito em Portugal, sendo o mesmo efetuado num clima de dificuldades económicas e sociais que o país atravessa",disse à Lusa o diretor executivo da Island, Paulo Amante.
O investimento da multinacional de capitais irlandeses ronda os 75 milhões de euros, o que vai permitir a instalação de 25 a 30 aerogeradores com uma potência que vai de 2 a 2,5 megawatts, tratando-se assim de um investimento "viável".

in:noticiasdonordestes.com

Vídeo Com Passagem de Fotografias "Lenda dos Cavaleiros das Esporas Dourada" - Alfândega da Fé

Vídeo a decorrer com passagem de fotografias e música de fundo dos Al Medievo, na Exposição de Fotografia de Jorge Delfim "Lenda dos Cavaleiros das Esporas Dourada" na Casa da Cultura de Alfândega da Fé de 03 de setembro a 30 de setembro. Estes são alguns dos momentos captados durante a a dramatização " Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas" realizada a 9 de Junho, inserida no cartaz da XXXI edição da Festa da Cereja 2013, que o Grupo de Teatro de Alfândega da Fé (TAFÉ) e em colaboração com a Filandorra Teatro do Nordeste recriou.


CASO ALGUÉM ESTEJA INTERESSADO NESTA APRESENTAÇÃO GRAVADA EM DVD EM ALTA DEFINIÇÃO (HD) PARA PODER VISUALIZAR NA TELEVISÃO, BEM COMO NA IMPRESSÃO DE ALGUMAS DAS FOTOGRAFIAS, É FAVOR CONTACTAR PARA O SEGUINTE MAIL: Jorge.delf@gmail.com, OU DEIXAR UMA MENSAGEM  NA MINHA PÁGINA NO FACEBOOK Jorge Delfim

A Associação de Jovens Médicos tem uma equipa apoiada pela Unidade de Saúde Móvel de Alfândega da Fé, a fazer rastreios e a sensibilizar a população.

Capela de Nossa Senhora do Loreto / Igreja Paroquial dos Santos Mártires do Brasil

Portugal, Bragança, Bragança, Sé

Arquitectura religiosa, maneirista e tardo-barroca. Igreja de planta longitudinal composta de nave de três tramos e capela-mor, flanqueada por sacristias, interiormente com iluminação axial e bilateral e com coberturas em falsa abóbada de berço. 
Fachada principal de tradição maneirista, terminada em empena truncada por sineira e rasgada por vãos rasgados em eixo, composto por portal de verga recta, encimado por entablamento e frontão triangular, e por uma janela, ladeado por duas outras janelas. Fachadas circunscritas por cunhais apilastrados, coroados por pináculos e remadas em cornija, a lateral direita rasgada por janelas de capialço na nave e capela-mor. 
No interior, possui coro-alto, púlpito no lado do Evangelho e retábulos laterais e retábulo-mor de talha policroma e dourada tardo-barroca, de planta recta ou côncava, respectivamente, de três eixos.
Número IPA Antigo: PT010402450260
Categoria
Monumento
Descrição
Planta longitudinal composta de nave e capela-mor, mais estreita e ligeiramente mais baixa, tendo adossado de ambos os lados sacristias rectangulares, mais baixas. Volumes articulados, dispostos horizontalmente, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave e capela-mor, bem como na sacristia do lado N. e de uma água na sacristia do lado S.. Fachadas de alvenaria rebocada e pintada de branco, à excepção da fachada lateral N. da capela-mor e do topo da fachada lateral S. da nave que apresentam alvenaria de xisto aparente; têm pilastras toscanas nos cunhais, salvo nos das sacristias, sendo os das extremidades coroados por pináculos em pera sobre plintos paralelepipédicos, são percorridas por embasamento de betão e têm remates diferenciados: em cornija de granito na nave e capela-mor, beirada nas sacristias e em cornija de betão na fachada N. da sacristia deste mesmo lado. 
Fachada principal virada a E., terminada em empena ligeiramente alteada relativamente à cornija, truncada por pequena sineira, em arco de volta perfeita, sobre pilares, albergando sino, e rematada em cornija, sobreposta por cruz latina de braços quadrangulares ladeada de pináculos piramidais. 
É rasgada por portal de verga recta, envolvido por larga moldura que integra duas pilastras almofadadas de capitéis decorados com concheados e querubim, encimado por entablamento, com friso de almofadas rectangulares côncavas e frontão triangular, interrompido por nicho, que ocupa o tímpano, em arco de volta perfeita, interiormente concheado, e com pináculos piramidais com bola no alinhamento das pilastras; o portal é encimado por janela de verga abatida, moldurada e gradeada, para iluminação do coro, servindo de base à sineira, e é ladeado por janelas rectangulares, igualmente molduradas e gradeadas, assentes em cornija. 
A fachada lateral esquerda, virada a S., tem oculta a nave, mas a sacristia é rasgada por porta de verga recta, sem moldura, encimada por janela de capialço. A fachada lateral direita, virada a N., é rasgada, na zona do coro-alto, por uma janela rectangular, de moldura com ângulos salientes, e a nave e a capela-mor por janela de capialço; a sacristia, com cunhais de xisto e terminada em empena, é rasgada por janelão de capialço. A fachada posterior tem construções parcialmente adossadas, dispondo-se sobre a empena da capela-mor uma cruz latina sobre acrotério. INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, a nave com lambril de madeira envernizada e de três tramos, definidos por arcos diafragma de volta perfeita, assentes em pilastras toscanas, pavimento em soalho de pinho e cobertura de madeira pintada de azul, em masseira no primeiro tramo, e em falsa abóbada de berço, de estafe pintado de branco, nos seguintes e capela-mor, assente em cornija de betão pintado da mesma cor; vãos com molduras de cantaria de granito, à excepção dos que ladeiam o portal axial, que estão parcialmente forrados a madeira, em resultado do prolongamento do lambril. 
Coro-alto em estrutura de betão, com acesso por duas escadas adossadas a cada uma das paredes laterais da nave, todos com guarda plena em alvenaria rebocada e pintada de branco e capeamento de madeira envernizada; no lado do Evangelho, uma porta sobrelevada, de verga recta, actualmente entaipada, indicia um acesso diferente ao coro, a partir das construções adossadas. No sub-coro, do lado da Epístola, existe pia de água benta cilíndrica lisa sobre colunelo. 
No tramo central, do lado do Evangelho, dispõe-se o púlpito, de bacia quadrangular em cantaria, sobre consola, pintada a marmoreados fingidos e elementos vegetalistas, com guarda em balaustrada e acedido por porta de verga recta, moldurada. No tramo seguinte, de cada um dos lados e dispostos de ângulo, surgem retábulos laterais de talha policroma e dourada, de planta recta e três eixos, dedicados a Nossa Senhora de Fátima (Evangelho) e a Santo Amaro (Epístola). Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas almofadadas. 
Um degrau estabelece a passagem para a capela-mor com pavimento de mármore, antecedendo o supedâneo de dois degraus, que corre a toda a largura do espaço e sobre o qual está colocado o retábulo-mor, de talha dourada e policroma, de planta côncava e de três eixos definidos por quatro pilastras, decoradas com motivos fitomórficos assentes em plintos paralelepipédicos, ornados com concheados, e por quatro colunas com fustes decorados com caneluras e terço inferior marcado, assentes em consolas sobre plintos, ambos com concheados; no eixo central, abre-se a tribuna, de perfil curvo, interiormente com apainelados lisos intercalados por pilastras com concheados, que se prolongam para a cobertura em abóbada de falsa concha e com florão, albergando trono expositivo de três degraus, decorados com cartelas concheadas, sobreposto por imaginária; nos eixos laterais abrem-se nichos curvos, de fundo azul pintado com flores, sobrepostos por mísulas que sustentariam imaginária encimada por concha formando falso baldaquino; ático adaptado ao perfil da cobertura, em espaldar de moldura delimitada por volutas de acantos, tendo ao centro ampla cartela com motivos vegetalistas, e terminado em fragmentos de cornija; sotobanco decorado de apainelados com concheados e integrando ao centro sacrário tipo templete, terminado em cornija apontada sobreposta de acantos, e frontalmente com candelabras ladeando a porta com cruz e elementos vegetalistas. 
No banco surgem as portas de acesso à tribuna, com cartelas recortadas e concheadas. Altar tipo urna com frontal ornado com cartela central, concheados e elementos fitomórficos. Nas paredes laterais abrem-se simetricamente as portas de acesso às sacristias e as janelas de capialço, estando a do lado do Evangelho entaipada. As sacristias são amplas, com paredes rebocadas e pintadas de branco; a do lado do Evangelho, tem lavabo de granito, com espaldar rectangular, disposto na vertical, terminado em cornija, decorado com bica carranca encimada por reservatório em abóbada concheada, e sobreposto por espaldar almofadado com cornija angular; bacia semicircular. É ladeado por porta de acesso exterior, à qual se desce por três degraus resguardados por duas pequenas paredes de tijolo e betão, rebocadas e pintadas de branco; pavimento e rodapé cerâmico e tecto em apainelado de madeira pintada. 
Na sacristia existe ainda um pequeno arcaz com moldura e gavetas decorados com tremidos. Na sacristia do lado da Epístola, na parede O., existe um outro lavabo de granito, de configuração semelhante à do anterior, mas de espaldar mais baixo; pavimento em betonilha pigmentada de vermelho e cobertura de masseira pintada.
Acessos
Rua do Loreto
Protecção
Inexistente
Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.
Enquadramento
Urbano, a meia-encosta, adossado. Implanta-se fora do centro histórico de Bragança, no denominado Bairro das Beatas, em plano elevado às vias circundantes, tendo casas de habitação de dois pisos adossadas às fachadas S. e E., incaracterísticas, mas que deveriam corresponder ao antigo recolhimento. A fachada principal possui a plataforma delimitada por muro e gradeamento de ferro fundido pintado, com rampa e escadas laterais de acesso ao adro. 
Este, contido entre os cunhais apilastrados da frontaria, é delimitado lateralmente por muros rebocados e caiados de branco, capeados por lajes de granito e com bancos corridos, também de granito, pelo seu interior, e na frente por escada larga com quatro degraus. No lado N., subjazem-lhe taludes e muros de betão para suporte de terras, marginando a via pública.
Descrição Complementar
Retábulos laterais semelhantes, de talha dourada e policroma a imitar marmoreados brancos, rosa e verdes, de planta recta e três eixos, definidos por duas pilastras coríntias, exteriores, e duas colunas coríntias, interiores, assentes em plintos galbados; no eixo central abre-se nicho em arco de volta perfeita de moldura e arquivolta côncava, decorada com elementos vegetalistas, interiormente pintado de azul e com mísula para sustentação de imaginária; nos eixos laterais, existem apainelados, pintados de azul, delimitados por filete de remate curvo e encimado de acantos relevados, e sobreposto de mísula; ático em espaldar com falsa tabela recortada, circunscrita por quarteirões e aletas unidas por elementos curvos, rematando em cornija borromínica, encimada por acantos; sotobanco com apainelados e integrando sacrário ao centro. Altar tipo urna com frontal decorado de motivos fitomórficos e concheados.
Utilização Inicial
Religiosa: capela
Utilização Actual
Religiosa: igreja paroquial
Propriedade
Privada: Igreja Católica
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 16 / 18 / 20
Arquitecto / Construtor / Autor
CARPINTEIRO: Manuel Ferreira (1732).
Cronologia
1535 - segundo José Cardoso Borges, neste ano Frei Manuel Corvo, frade franciscano no Convento de Bragança, teria viajado a Roma e visitado a Casa do Loreto na Província de Marca; 1536 - obtém do papa Paulo III uma Bula que lhe permitia abandonar a clausura do convento para "em estado mais perfeito, solitario seguir a vida contemplativa" e construir uma capela dedicada à Senhora do Loreto; 1545 - data da construção da capela por Frei Manuel Corvo, num terreno cedido pelo licenciado Manuel Gomes Correia, nela colocando uma imagem de Nossa Senhora, da invocação do Loreto, que tem "o menino Deos nos braços"; 1553, Fevereiro - acórdão da Câmara de Bragança para quem passou o padroado da capela; 1607, 1 Junho - sentença eclesiástica contra Bartolomeu de Abreu, natural e morador em Bragança, que, pretendendo ser padroeiro da capela, protestara contra alguns capítulos da visitação do bispo; Bartolomeu de Abreu alegara o facto de terem sido padroeiros os "seus maiores" e que um seu ascendente tinha dado licença para que, enquanto se construía o Colégio de São Pedro na cidade, os colegiais ficassem na casa da ermida, onde estiveram durante dois anos; 1661 - segundo o Abade de Baçal, o licenciado Manuel Gomes Correia também tentou tornar-se padroeiro da capela, não o conseguindo; 1706 - reconstrução e ampliação da capela custeada pelo Padre João de Prada, antigo abade de Monforte de Rio Livre; 1717 - referência documental a óbitos de mulheres recolhidas na igreja do Loreto, o que poderá indiciar a existência já nesta data de um recolhimento a funcionar em casas contíguas; 1721 - referência à existência do recolhimento junto à capela-mor, onde existia uma tribuna para algumas devotas poderem assistir ao culto; 1730 - a igreja tinha apenas como meios de sustentação as esmolas dos devotos e os 4$000 ou 5$000 que rendiam umas terras que a Câmara de Bragança lhe dera, o que era manifestamente insuficiente para assegurar a decência do culto e a manutenção do edifício; assim, porque a igreja ameaçava ruína, e se caísse seria muito dificultoso levantá-la, e porque para acudir-lhe necessitava de esmolas, o eremita dirige-se à autoridade eclesiástica, que depois comunicou ao bispo de Miranda, D. João de Sousa Carvalho, e faz petição de uma provisão para que cada confraria dê de esmola o que "Vossa Illustríssima for servido" determinar; 28 Abril - solicita-se informação ao abade de São João, o qual deveria averiguar os factos e, junto com oficiais, verificar quanto custaria a obra; 8 Maio - na informação dada ao bispo de Miranda declara-se que a igreja estava especada para evitar que caísse e o tecto ameaçava ruína; o oficial de carpinteiro que inspeccionou o templo informou que toda a ruína se devia à "ruindade" das paredes,
e que qualquer compostura seria de pouca duração, aconselhando assim a fazer as paredes e o tecto de novo, o que orçava em 200$000, porque as madeiras, de velhas e ruins, pouco poderiam servir; 13 Maio - data da provisão para, na área do bispado, se poder fazer peditório durante um ano e para que as confrarias pudessem comparticipar com $060 para as obras da igreja do Loreto; 1732, 9 Abril - escritura de obrigação com o mestre carpinteiro Manuel Ferreira para realização de obra no telhado e tectos, ajustada em 100$000, que seriam pagos em três prestações: no início, no meio e no final da obra, que se previa para Outubro; o mestre comprometia-se a fazer o forro em madeira de castanho, repartido em trinta e dois painéis, cada um com 10 palmos, os quais seriam guarnecidos com "rompantes de aparelhar de taboas" e o entablamento de roda com friso por cima e por baixo, com correspondência aos rompantes; séc. 18 - na capela diziam-se duas missas rezadas no dia de Santo António, deixadas pelo Dr. António Homem Leitão, natural de Bragança e lente jubilado das cadeiras de Véspera e Prima, na Universidade de Coimbra, cónego da Sé de Coimbra e inquisidor do Santo Ofício; 1758 - referência à Capela de Nossa Senhora do Loreto nas Memórias Paroquiais da freguesia de São João Baptista, como ficando numa das entradas da cidade; 1794, 5 Agosto - segundo o abade Baçal, o bispo D. António Luís da Veiga Cabral e Câmara tomou sob a sua protecção o Recolhimento das Oblatas do Menino Jesus, vulgarmente chamadas de Beatas, destinado a receber mulheres nobres, órfãs e desamparadas, dando-lhe estatutos e inaugurando-o solenemente; a sua primeira superiora foi Domingas de Jesus Vaz, natural de Dine, concelho de Bragança; 1797, 20 Fevereiro - aquando do desterro do bispo D. António Luís, as superioras dos recolhimentos do Loreto e de Mofreita, foram presas à ordem da Inquisição, recolhidas no aljube de Bragança e remetidas para os cárceres da Inquisição em Coimbra, onde foram condenadas por ilusas e fingidas nos milagres e êxtases que praticavam "para agradar a certa pessoa" - o bispo D. António; séc. 18, finais / séc. 19, início - feitura dos retábulos; 1806 - Relatório do engenheiro militar José Joaquim de Freitas Coelho dirigido ao ministro António de Araújo de Azevedo sobre o hospital militar da cidade, declarando que a melhor maneira para se curarem os doentes passava pela mudança de instalações; sugere o aproveitamento e adaptação dos edifícios do Recolhimento das Oblatas do Menino Jesus, no Loreto, e o Mosteiro de Santa Clara (v. PT010402450236); o engenheiro encarregar-se-ia de estudar as condições que estes edifícios ofereciam e as obras de raiz que precisavam; o orçamento que acompanhava o projecto de instalação do hospital no recolhimento do Loreto era de 5.676$730 *1; relativamente à localização do Recolhimento das Oblatas, o relatório de apreciação refere que lhe corria a S. uma ribeira, para a qual tinha bons "desagoadeiros" e muitos nascentes de boa qualidade, porém a vizinhança de um lameiro e algumas pedreiras alagadas, que lhe ficavam a N., desenvolvendo no estio podres "measmas", faziam este sítio muito doentio e pouco apto para hospital, além de ser incómodo o seu serviço, devido a ficar muito longe do quartel de infantaria que ficava a E. da cidade; o hospital acabou por não ser instalado nem no Recolhimento, nem no Mosteiro de Santa Clara; 1819, 20 Maio - segundo o Abade de Baçal, as Oblatas do Menino Jesus foram transferidas para a aldeia de Fornos de Ledra, onde perseveraram até à implantação da República; 26 Junho - D. João VI ordenou que as recolhidas nas casas de Bragança e Mofreita fossem conservadas sem alguma alteração até nova resolução sua; 29 Dezembro - a rainha D. Carlota Joaquina, por meio do conde de Peniche, fez saber ao vigário capitular da diocese que tomara sob a sua real protecção os dois recolhimentos; 1828, 6 Dezembro - o bispo D. Frei José Maria de Santa Ana Noronha concede aos recolhimentos de Loreto e de Monfreita a isenção paroquial e a liberdade de tocar os sinos, ficando apenas sujeitos à jurisdição do Ordinário; 1830, 7 Janeiro - data do testamento da rainha D. Carlota Joaquina, determinando que o rendimento anual de um padrão que tinha em poder de Inácio Rufino de Almeida, comprador da casa real, correspondente a 3:000$000, fosse aplicado para a sustentação dos três recolhimentos de donzelas estabelecidos em Fornos de Ledra, no lugar de Mofreita, ambos no bispado de Bragança, e o terceiro em Lisboa, em frente do Jardim Botânico, para se estabelecerem na sua real Quinta dos Quadros, termo da vila de Sintra, a qual doava às mesmas donzelas; determinava ainda que se mandasse dizer em cada um desses recolhimentos, em todos os dias santos do ano, in perpetuum, uma missa pela sua alma; 1900, cerca - segundo Albino Lobo, a igreja estava quase abandonada e o recolhimento havia servido à poucos anos para instalação de uma fábrica de sabão; 1910 - após a implantação da República, ordenou-se o desaparecimento dos recolhimentos, os quais deviam ser vendidos em hasta pública; séc. 20, década de 80 - a sacristia do lado S., propriedade de particulares, foi comprada pela Comissão Fabriqueira; 1981, 5 Maio - criação da Paróquia dos Santos Mártires do Brasil, da qual a igreja passa a ser paroquial, com a primeira pedra benzida por D. António Rafael; construção do coro-alto em betão.
Características Particulares
Igreja exteriormente muito simples, destacando-se o portal encimado por frontão com nicho e flanqueado por pilastras com capitéis de inspiração clássica mas de execução fruste, ostentando concheado e querubim. 
A janela no topo da fachada deve ser de construção posterior. A que existe na fachada lateral direita, na zona do coro é mais recente ainda. Interiormente salienta-se a volumetria da nave, dividida por tramos e arcos diafragma, tendo no primeiro tramo coro-alto de betão, de feitura recente, e, do lado do Evangelho, ainda que entaipada, a primitiva porta de acesso, mostrando que primitivamente era maior e se prolongava até ao final do tramo. O púlpito tem acesso por porta de verga recta. O arco triunfal assenta em pilastras almofadadas e os retábulos são de transição do séc. 18 para o 19, com estrutura barroca e decoração rococó. 
Existência de duas sacristias, ambas com lavabos, um deles com bica carranca no espaldar, o qual apresenta motivos fitomórficos pintados a grisaille, do séc. 19.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura em alvenaria de xisto, rebocada e pintada ou parcialmente aparente; pilastras dos cunhais, pináculos, moldura dos vãos, cornijas, sineira e bancos do adro de cantaria de granito; cornija em betão; vãos com vidro simples e gradeamentos de ferro forjado; pavimento da nave em madeira, da capela-mor em mármore, supedâneo em cantaria e cerâmico e em betonilha queimada e pigmentada nas sacristias; lambril da nave, tecto do primeiro tramo em madeira envernizada; caixilharia e portas em madeira pintada; cobertura de parte da nave e capela-mor de estafe; guarda do púlpito em balaustrada de madeira; retábulos em talha policroma e dourada; pia de água benta, bacia do púlpito e lavabos das sacristias em granito; coberturas de telha.
Bibliografia
ALVES, Francisco Manuel, Abade de Baçal, Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, tomo II, Santa Maria da Feira, Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus - Museu Abade de Baçal, 2000; LOPO, Albino Pereira, Bragança e Benquerença, Lisboa, Imprensa Nacional, 1900; CASTRO, P. José de, Bragança e Miranda (Bispado), vol. 3, Porto, 1948; JÚNIOR, Francisco Felgueiras, Roteiro e Escorço Histórico da Cidade de Bragança, Bragança, Amigos de Bragança, 1964; RODRIGUES, Luís Alexandre, Bragança no século XVIII. Urbanismo. Arquitectura, Bragança, 1997; DEPARTAMENTO DOS BENS CULTURAIS DA IGREJA - Guia das Igrejas e Capelas de Bragança, Bragança, 2001; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007.
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID, IHRU: SIPA
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Proprietário: séc. 20, década de 60 - substituição de cobertura exterior, limpeza de cantarias e aplicação de silhar de azulejo na nave e capela-mor; 1984 / 1985 - construção do coro-alto, reboco de paredes, aplicação de lambril de madeira na nave e capela-mor, pavimentação da capela-mor com placas de mármore, instalação de altar; década de 90 - arranjo da sacristia do lado S..
Observações
*1 - No projecto de adaptação do Recolhimento a hospital militar, previa-se que as despesas seriam bastante superiores às da adaptação do Mosteiro de Santa Clara, devido às construções existentes estarem muito arruinadas e serem insuficientes. Se optasse por esta solução, era preciso construir novos espaços, organizando-os em dois pisos, à excepção da área das enfermarias, que previa dois pavimentos sobre o piso térreo; assim, neste piso seriam instaladas as enfermarias de cirurgia, no segundo as de medicina e no terceiro os aposentos dos capelães, enfermeiros e cirurgiões. O orçamento incluía uma verba de 12.869$000 para caibros para tecer os tabiques, técnica utilizada para isolamento térmico na região. *2 - Em tempos idos, os vereadores da Câmara, no dia de Santo Amaro, vinham de visita à ermida, onde mandavam celebrar uma missa e sermão por voto antigo dos vereadores.
Autor e Data
Armando Redentor e Carla Cruz 2002 / Paula Noé 2010

in:monumentos.pt

Museu Abade de Baçal promove curso de Verão

O Museu Abade de Baçal, em Bragança, está a promover um curso de Verão, sobre Arte e Mentalidades no Período Medieval e Moderno. 
Cerca de dez participantes tiveram ontem a primeira formação sobre Arte Barroca. 
A Brigantia falou com alguns deles, que se mostram entusiasmados com o curso.
Daniela Alves “Achei muito interessante, terminei agora o curso de antropologia e esta formação enriquece o meu currículo.
”Domingos Costa“ diz que o que lhe chamou mais atenção é o facto de fazermos uma analise explorativa da arte barroca e medieval e foi um período muito marcante na história”.  
João Cavalheiro “decidi inscrever-me neste curso pelo conteúdo e tem a parte das visitas e da teoria e é bastante interessante”. 
A dirigir o curso está o professor Luís Alexandre Rodrigues, que explica que esta formação engloba uma parte teórica e uma componente prática, com a visita à Igreja de Santo Cristo de Outeiro e ao Santuário da Senhora da Serra
Este curso de Verão no Museu Abade de Baçal decorre até quinta-feira.

Escrito por Brigantia

Vimioso já tem financiamento para Parque Ambiental

Arrancam na próxima semana as obras de construção do Parque Ambiental de Vimioso. 
Este projecto vai nascer na zona do rio Angueira e representa um investimento de 980 mil euros, financiados através do PROVERE. 
O vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Jorge Fidalgo, diz que foi preciso esperar mais de um ano pelo financiamento, mas não tem dúvidas que este projecto é uma mais-valia para o concelho. “Temos aqui duas empreitadas. Uma tem a ver com o edifício de recepção aos visitantes e o outro tem a ver com o complexo para o burro mirandês. 
O Parque Ambiental é um projecto que nós já abraçamos há algum tempo, infelizmente pelos atrasos na aprovação e no financiamento das candidaturas estivemos mais de um ano parados, porque não podíamos fazer as obras sem ter esse financiamento. Estas obras vêm completar todo o investimento que já lá foi feito”, salienta o autarca.
Com a concretização deste projecto, a Câmara de Vimioso pretende atrair mais turistas ao concelho. “O Parque Ambiental fica no curso do rio Angueira, entre as aldeias de Angueira, Serapicos e S. Joanico, e que acaba por ser também o curso onde temos também o complexo termal. 
Temos aqui uma zona turística ligada, por um lado à Saúde, e por outro lado à parte Ambiental. É um potencial para o concelho em termos turísticos e de atracção de pessoas e criação também de alguns postos de trabalho”, realça Jorge Fidalgo. E na vila de Argoselo também vai ser construído o Centro Interpretativo das Minas.
Este projecto representa um investimento de 265 mil euros. “Também através do programa PROVERE conseguimos financiamento para o Centro Interpretativo das Minas de Argoselo. Vai ter uma sala para exposições e ligada à interpretação do que foram as minas de Argoselo, um auditório e salas de trabalho para se poderem desenvolver ali algumas actividades”, afirma o vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso.
A construção destes projectos arranca na próxima semana e deverá estar concluída dentro de um ano.

Escrito por Brigantia

Já arderam mais de 18 mil hectares no distrito de Bragança

As chamas já consumiram mais de 18 mil hectares de floresta no distrito de Bragança. 
O número é avançado pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas no relatório provisório que faz o balanço dos fogos até ao final de Agosto.
O maior incêndio registado este ano foi no distrito de Bragança. Teve início a 9 de Julho, na freguesia de Ferradosa, em Alfândega da Fé, e consumiu perto de 15 mil hectares de floresta, cerca de 12 mil dos quais são espaços florestais.
No mês passado, registou-se também um grande incêndio em Freixiel, no concelho de Vila Flor, que dizimou mais de 3 mil hectares.
Até ao final do mês passado foram registados 325 incêndios no distrito de Bragança.
Em relação à área ardida, Viseu é o distrito com mais área consumida pelas chamas, seguindo-se Bragança e Vila Real.

Escrito por Brigantia

PORTUGAL - CRENÇAS E MITOS

A HISTÓRIA DE PORTUGAL ESTÁ ALICERÇADA EM CRENÇAS E MITOS
Portugal é um exemplo vivo do problema mitológico. Nomeadamente a vida do nosso I Rei,  está indissoluvelmente ligada à mitologia. Desde o nascimento de Afonso Henriques até ao dia que o leitor lê esta crónica. Há hoje tantas dúvidas como havia em 25 de Julho de 1111, data mais provável em que ele nasceu. Era dia de Santiago. Dizem os cronistas mais antigos que ele nasceu raquítico e teve de ser levado a Cárquere (Resende) para que a Virgem o curasse. Esse mito faz parte da história Portuguesa. Anda ligado a esse um outro mito: que foi trocado por um filho do aio Egas Moniz. Existem outros não menos importantes em torno do nosso I Rei: é o da Batalha de Ourique (em 25/7/1139), quando lhe apareceu Cristo e o animou a vencer os 5 reis mouros. Completava 28 anos de vida nessa tarde em que pela primeira vez se intitulou Rei de Portugal.
Estes e outros mitos que rodeiam a vida de Afonso Henriques, fizeram com que em 1727 fosse publicada uma tese de doutoramento, da autoria de João Pereira Pinto onde se demonstrava que o Fundador de Portugal fora: Pio, Beato e Santo.
Estes são alguns dos mitos históricos que trazem os historiadores portugueses, quase «às turras», já que não se sabe distinguir a mitologia da realidade.
A Câmara de Viseu, apenas apoiada na mitologia, ordenou nesta fase de campanha eleitoral, erguer uma estátua de «braços abertos e sem rosto», intuindo um qualquer monstro sagrado que há 900 anos, andou por aí a tentar, sem êxito, nos caminhos que percorrera o também mítico Viriato.
Que foi um homúnculo sem rosto, leu-se na nota distribuída à imprensa em Julho último quando Fernando Ruas convocou os mass media para anunciar essa monstruosidade. O país ficou atónito, não com a certeza de que uma zona comercial de Viseu, das mais influentes, vai servir de palco a essa estátua que se aplaude por um lado, mas se condena pelas intenções que geraram.
Sabendo que a História de Portugal está alicerçada na mitologia, é de espantar que levianamente se acredite num piropo fantasioso, principalmente acerca de uma terra, onde não há qualquer espécie de prova, nem sequer de tradição. Mal anda a cultura portuguesa quando se pretende içar ao pico do Evereste, o casco de um barco apodrecido, fazendo crer que ali foi construída essa embarcação.
Todas as vilas e cidades portuguesas deveriam ter uma estátua, um nome na via pública, um letreiro a perpetuar as efemérides referentes ao Fundador da Pátria. Mas que esse mostrengo venha encoberto num plástico pastoso, fazendo crer que os braços abertos pretendem arcar a Lusofonia e deixar na opinião pública a ideia de que tão eloquente figura não teve rosto, nem sonhou a odisseia que se amuralhou em 900 anos, é uma afronta ao império que Camões, Pessoa e tantos outros intelectos registaram em obras que as Bibliotecas, os Arquivos e as Salas de Arte evidenciam.
A tanto não chegou Manuela Mendonça, a Presidente da Academia de História que em 27 de Janeiro de 2009, entrevistada pelo jornalista João Pedro Meneses, exactamente questionada sobre se Afonso Henriques era «um rei sem rosto», ela foi categórica: «não lhe chamaria um rei sem rosto, nem diria que não nasceu para ser rei. Ele nunca quis ser outra coisa e tem um rosto que é Portugal». E a Presidente da Academia Portuguesa de História, que em Setembro seguinte, viria a afirmar coisas gravíssimas, aceitando a teoria de A. Fernandes de que não existira o segundo Condado Portucalense, naquele contexto de ter ou não ter rosto, afirmou: «pessoalmente sou contra a desmistificação de certos mitos».
Como se constata a mitologia é um fenómeno indissociável da realidade. É uma espécie de binómio, como a noite e o dia, o sol e a lua, Deus e o diabo, o alto e o baixo, o feio e bonito. Em todas as actividades, situações e procedimentos humanos coexistem duas faces, dois pontos de vista, duas dimensões da mesma realidade. Daí a bidimensionalidade que deve co-existir, no pleno direito pelo ponto de vista de quem concorda e de quem discorda. Essa é a mundividência dos políticos que têm de defender-se da oposição.
Escrevo estes conceitos na semana anterior em que vai decorrer em Vilar de Perdizes o XXVII congresso de Medicina Popular, criado e sempre organizado pelo famoso Padre Fontes. O mesmo que se lembrou de homenagear as «bruxas» em que não acredita. No próximo dia 13, Sexta-Feira, a capital de Barroso, vai ser mais uma romaria, como já se realizaram muitas mais, transformando a mais fronteiriça Vila Barrosã, num misterioso cortejo em que o sagrado e o profano mais parece estarem de acordo, num inexplicável conluio de tréguas entre Deus e o Diabo. 
Toda esta dialéctica filosófica entronca no mundo imaginário dos mitos, dos ritos, dos atritos e conflitos que desde o princípio da humanidade até aos nossos dias trazem o mundo em guerras, convencionais e subversivas, como mais esta que a Síria deixa perceber.

Barroso da Fonte
in:jornal.netbila.com

«AS VIRTUDES DA CASTANHA», EM VILAR DE PERDIZES

O Congresso de Vilar de Perdizes vai realizar-se dia 6, 7 e 8 de Setembro e, depois de três anos a ser convidado pelo ilustre Padre Lourenço Fontes, para participar no «Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes», desta vez tinha que dizer, presente. Tanto mais que o nosso ilustre clérigo fez, há dias, as suas «bodas de ouro sacerdotais» e estes seus 50 anos de sacerdócio bem merecem atenções dos amigos, em que me incluo.
Foi-me lançado o repto para ali apresentar o meu novo livro, «Memórias da Maria Castanha». Mas, para um público tão específico e mais exigente do que muitos pensam (ali já vi uma mestre duma universidade aflita como nunca vi ninguém, por não ser capaz de responder às questões que lhe eram colocadas, tendo, por fim confessado a sua limitação sobre tema tão abrangente), o livro podia ser um tema desalinhado, pelo que propus falar sobre «As Virtudes da Castanha», um produto que há um século era essencial para a economia de subsistência do Barroso e da maioria do Norte de Portugal e de parte do interior.
Dia 6 (sexta-feira) de Setembro pelas 21H00 apresentarei a comunicação sobre «as virtudes da castanha» e sobre alguns poderes exotéricos que ao longo de séculos e milénios lhe são atribuídos, como ser afrodisíaca ou se comer castanhas no primeiro de Maio para não doerem os dentes todo o ano.
Previno os senhores congressistas que, apesar de década e meia a estudar e pesquisar sobre o «fruto dos frutos», como a apelidava Miguel Torga, reconheço as minhas limitações e ali estarei, também, na expectativa de aprender com a douta e interessante assistência.
Douta? Pois claro! Há congressistas que se apresentam com a «lição bem estudada». Melhor dizendo, o Congresso de Medicina Popular não tem só pessoas a falar de poderes exotéricos, porque nas plantas há remédios para muitos males e menos agressivos ao corpo (e ao espírito) do que alguns «químicos».
Para sossegar alguns cépticos ou «espertos», vou-vos dar conta de uma experiência que tive há cerca de 20 anos. Acordava de noute com as dores nas articulações e tinha que fazer alguns movimentos para aliviar as dores fortes. E lá me arrastei para o reumatologista que me receitou uma bateria de comprimidos. Como sou avesso a medicação (só a tomo quando é absolutamente necessária) protelei a ida à farmácia. Por esses dias, quando me preparava para atravessar uma passadeira, olho para o lado direito e vejo ao meu lado o mais ilustre Botânico do país (requisitado pela comunidade científica internacional para muitas missões científicas nos países mais díspares) e falei-lhe das minhas mazelas.
Com a calma de um sábio disse-me: coma muito...
Segui o seu conselho e passei a ter uma qualidade de vida que, quando penso pelo que passei..., ponho as mãos para o Criador em agradecimento.
Isto para dizer, que em saúde «nem tanto ao mar, nem tanto à terra». Ou seja, deve saber-se separar o «trigo do joio». Ou, ainda, pode haver mais que um «caminho para ir a Roma».
O meu livro «Memórias da Maria Castanha», que procura preservar muita da memória imaterial em torno da castanha, estará disponível, para consulta durante o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes.

Jorge Lage
in:jornal.netbila.com

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Programa de empreendedorismo apoia novas ideias de negócio no Tua

O programa de apoio ao empreendedorismo no Vale do Tua vai procurar durante os meses de setembro e outubro novas ideias de negócios nos cincos concelhos banhados pela barragem em construção nesta zona de Trás-os-Montes.
A medida faz parte das contrapartidas da EDP pela construção da barragem de Foz Tua e na primeira edição, em 2012, ajudou a criar 35 novas empresas e 57 postos de trabalhos nos concelhos de Alijó e Murça, no distrito de Vila Real, e Carrazeda de Ansiães, Mirandela e Vila Flor, no distrito de Bragança.
A segunda edição do Programa de Empreendedorismo no Vale do Tua é promovida pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua em colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Durante os meses de setembro e outubro vão decorrer nos cinco concelhos fóruns para "recolher ideias de negócio, avaliar o seu potencial de execução, viabilidade e sustentabilidade, capacitar os futuros empreendedores e apoiar na constituição das ideias de negócio", divulgaram os promotores.
O programa de criação de autoemprego no Vale do Tua tem, segundo ainda os promotores, como principal objetivo "o aumento da capacidade empreendedora, o aproveitamento das oportunidades impulsionadas pela construção da nova barragem, potenciar os negócios existentes na região, aumentar a taxa de sobrevivência das empresas, fixar as populações e melhorar as suas condições de vida".
Os fóruns que irão decorrer em cada município servem para divulgar o programa, para detetar e debater oportunidades de negócio e a identificar potenciais interessados.
O público-alvo destes fóruns "são todos aqueles que tenham a vontade de empreender ou que procuram desenvolver ideais de negócio".
Os fóruns concelhios decorrem a 17 de setembro em Mirandela, 18 em Murça e 24 em Carrazeda de Ansiães.
A iniciativa chegará aos municípios de Alijó e Vila Flor em outubro, em data a anunciar.
O programa de apoio ao empreendedorismo foi lançado, em 2010, na zona da barragem do Baixo Sabor, também em Trás-os-Montes, e foi alargado ao Tua, em 2012.
De acordo com a EDP, a iniciativa já criou um total de "perto de cem empresas" nesta região.  

HFI // JGJ
Lusa/fim

Torre de Moncorvo:Espetáculo musical de Rogério Charraz com a participação especial de Ricardo Carriço

O Cine-Teatro de Torre de Moncorvo recebe no próximo dia 6 de Setembro, sexta-feira, pelas 22h00 um espetáculo musical de Rogério Charraz com a participação especial de Ricardo Carriço.
Rogério Charraz nasceu em Lisboa e formou e integrou de 1994 até 2006 o projeto Boémia. A partir de então apresenta-se como cantautor, que canta, toca, escreve e compõe as suas próprias canções.
Em Torre de Moncorvo apresenta temas do seu 1º álbum a solo, intitulado “A Chave”, novos temas e versões de algumas músicas bem conhecidas de Jorge Palma e José Mário Branco.
 Em palco estará também o convidado Ricardo Carriço, mais conhecido como ator de várias séries e novelas televisivas mas com um percurso ligado à música, tendo na década de 90 formado a banda “Ibéria”.

in:noticiasdonordeste.com

Jovens médicos realizam rastreios a idosos do Interior

A Associação dos Jovens Médicos (AJOMED) inicia na quarta-feira em Alfândega da Fé, distrito de Bragança, um rastreio a algumas doenças que mais afetam a população idosa no interior do país.
Durante esta semana e na próxima, equipas de duas médicas vão “apanhar boleia” na Unidade Móvel de Saúde de Alfândega da Fé e deslocar-se às aldeias para efetuar rastreios e sensibilizar a população nas áreas da demência e pé diabético.
A associação de jovens médicos vai, segundo adiantou o presidente Marques Pinto à Lusa, levar estes rasteiros ao interior do país, onde prevalece uma população envelhecida e com difícil acesso ao diagnóstico e cuidados de saúde.
“Pretendemos cobrir a maior parte das regiões do interior e colmatar algumas falhas que existem por dificuldades de acesso aos serviços e cuidados de saúde”, realçou.
Segundo o presidente da associação, existe em Portugal “uma subdiagnosticação muito grande da demência e o rastreio está muito pouco implementado”.
O propósito da iniciativa é “ajudar a colmatar esta lacuna” e “aproveitar os dados recolhidos para estudos da prevalência e incidência e grau de subsdiagnosticação” da doença.
Os jovens médicos escolheram também como objeto desta intervenção o problema do pé diabético por se tratar “de uma consequência grave da diabetes mal controlada”.
Os rastreios foram pensados sobretudo para idosos, por ser a faixa etária com maior incidência destas doenças, mas estão abertos a toda a população, segundo o presidente da associação.
Marques Pinto garantiu ainda que o propósito é também “encaminhar os doentes para os serviços de saúde adequados” e que, para esse efeito, os dados recolhidos serão enviados para a Administração Regional de Saúde, centros de saúde e instituições prestadoras de cuidados.
A AJOMED tem sede em Santo Tirso, no norte de Portugal, e um âmbito nacional, segundo o seu presidente. Os rastreios em Alfândega da Fé serão realizados nos dias 04, 05, 06, 12 e 13 de setembro por uma médica e uma dietista nas aldeias que ficam no itinerário da Unidade Móvel de Saúde.
A Câmara Municipal de Alfândega da Fé fez saber que se “associa a este projeto reconhecendo a extrema necessidade de ações deste género tanto para cuidadores como para doentes”, por se tratar de um completo ao trabalho desenvolvido pela Unidade Móvel de Saúde e “que ganha especial importância num concelho marcado pelo envelhecimento populacional”.
A autarquia acrescenta, em comunicado, que “há uma correlação estreita entre o envelhecimento e o aumento das patologias, nomeadamente as demências e, a maior parte dos idosos está por diagnosticar e sem tratamento”.

Agência Lusa

A vitória da Alheira de Mirandela

A Alheira de Mirandela só pode ser produzida a partir de agora no concelho de origem, uma ambição antiga dos produtores locais que se concretiza com a atribuição de Indicação Geográfica Protegida (IGP) ao enchido tradicional.
O novo estatuto foi autorizado pela Comissão Europeia e confirmado pelo Governo português no despacho do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Gomes da Silva, publicado a 3 de Julho em Diário da República.
A partir de agora o nome Alheira de Mirandela é de uso exclusivo dos produtores do concelho, como Pedro Caldeira, que vê nesta certificação “uma mais-valia para a economia local” e o resultado de “uma luta pela defesa da região, do produto e do bom nome dos produtores”.
Desde 1996 que este enchido tem protecção de Especialidade Tradicional Garantida (ETG), mas o nome da “Alheira de Mirandela podia ser usado e o produto fabricado em qualquer parte”, como recordou aquele produtor.
A IGP limita a produção ao concelho e “vai acabar com as falsificações, em que muitas vezes o produto era apresentado ao consumidor dizendo que era de Mirandela, na realidade não sendo”, afiançou.
Pedro Caldeira é gerente de uma das maiores empresas da Alheira de Mirandela, a Topitéu, criada em 1982 pelo agrupamento de três pequenos produtores.
Este produtor faz chegar a Alheira de Mirandela a 11 países, com as exportações a representarem 20% da facturação anual de “três milhões de euros”, em que se incluem também outros enchidos e 40 postos de trabalho.
Há mais de sete anos que a Associação Comercial e Industrial de Mirandela tinha requerido a IGP agora alcançada.
A Lusa tentou contactar, sem sucesso, o presidente daquele organismo, Jorge Morais.
Já para o presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, esta certificação “é fundamental para o futuro da alheira”, um dos produtos regionais com maior peso económico no concelho, que movimenta 28 milhões de euros anualmente e emprega 550 pessoas.
Segundo o autarca, actualmente existem, em Mirandela, sete produtores certificados para a confecção da alheira, mas o novo estatuto, acredita, “pode ser o impulso para a união e para outros aderirem”.
António Branco assegurou que a IGP “é uma forma de garantir que a Alheira de Mirandela é apenas produzida no concelho e uma forma de proteger a qualidade” do enchido.

Lusa

Lenda de Val do Torno

Local: Vila Flor, BRAGANÇA

A freguezia é atravessada por trez ribeiros, cujas aguas servem para regar e fertilizar as terras, e de motor a varios moinhos de pão. Depois de reunidos, desaguam na ribeira do Sabôr. Alem d’isso ha na freguezia muitas fontes de optima agua potavel. Entre estas, ha uma de bôa cantaria lavrada, dentro de um arco, com assentos dos lados, que é legendaria. Cré o povo que alli habita uma Naiade, que não é mais nem menos do que uma moura encantada, que se ouve tecêr, em um tear de marfim, uma têa d’ouro, em todas as manhans do dia de S. João, antes de nascer o sol. Ha muitos que teem passado a noite em claro, para terem a ventura de ouvir tecêr a moura, mas não o teem conseguido.
É ponto averiguado (e geralmente acreditado na freguezia...) que, hindo certa mulher a esta fonte em uma das taes manhans de S. João, em vez de agua trouxe o cantaro cheio de novellos d’ouro. A mulher, enthusiasmada com tanta riqueza, exclamou «Santo nome de Jesuz» – Foi a sua desgraça; porque apenas pronunciou o nome de Deus, os novellos d’ouro desappareceram! (Parece que a tal tecedeira tinha mais de diabo do que de moira encantada!) O que é certo, é estar o terreno em volta da fonte todo esfoçado pelos buscadores de thesouros encantados.

Fonte: PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Portugal Antigo e Moderno Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 2006 [1873] , p.Tomo X, p. 91

Bragança tem um novo Centro de Memória. Um pequeno edifício que completa o Forte S. João de Deus e que, a partir de agora, vai ser o espelho da história militar da cidade.

Bragança - Eventos Locais

«A Festa Continua» - Kumpania Algazarra
Bragança - Teatro Municipal de Bragança
20-09-2013

«Comer a Língua», de Regina Guimarães
Bragança - Teatro Municipal de Bragança
25-09-2013

«Graça Morais - Uma Antologia: Da Terra ao Mar - Pintura e Desenho (1970/2013)»
Bragança - Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
30-06-2013

Combater a evasão e a fraude fiscal também é alternativa

Eugénio Rosa
Numa altura em que o governo e a “troika” se preparam para fazer mais um corte brutal na despesa pública essencial, através do OE-2014, é importante que os portugueses saibam que existem outras soluções para equilibrar as contas públicas.
 E isto porque uma das teclas mais repetidas no discurso propagandístico do governo, da “troika” e dos seus defensores nos media é que a despesa pública em Portugal é incomportável; que os portugueses têm um sistema de saúde, de educação, e de segurança social que não podem pagar; enfim, que os portugueses vivem acima das suas possibilidades. 
E que, portanto, não existe outra solução para equilibrar as contas do Estado que não seja um corte brutal da despesa pública essencial, ou seja, na despesa com os sistemas públicos de saúde, educação e segurança social. Os seus defensores nos media não se cansam de repetir esta mentira papagueando-a acriticamente e eliminando todo o contraditório que carateriza uma informação objetiva.
Outros, aproveitando-se de um reduzido aumento do PIB em apenas 1,1% no 2º Trim.2013, que é ainda provisório (o valor definitivo do INE é normalmente mais baixo), sendo o valor do 2ªTrim.2013 ainda inferior ao do 2ª Trim.2012 em -2%, e de uma quebra temporária no desemprego vêm já dizer, como José Gomes Ferreira na SIC, que a “receita da troika é muito dolorosa, mas está a resultar” ou, como Nicolau dos Santos embora mais comedido que, no Expresso, escreveu “O horizonte está a alaranjar”, esquecendo que não há milagres na economia (Vitor Gaspar também acreditou durante muito tempo que uma politica recessiva determinasse crescimento económico) ou, para empregar um proverbio popular, esquecendo-se que “uma andorinha não faz a primavera”. É um outro discurso mas com o mesmo objetivo, que é a manutenção de uma política de corte da despesa pública essencial, já que ela está a ter resultados que consideram positivos.
Este discurso, por um lado, engana a opinião pública e, por outro lado, procura levá-la a aceitar novos cortes brutais na despesa pública que o governo e “troika” pretendem impor ao país, como fossem indispensáveis, quando só provocariam uma recessão ainda mais prolongada e profunda, e a destruição de serviços públicos essenciais à população. 

É importante desmontar estas mentiras que, de tão repetidas, acabam por serem aceites por muitos como verdadeiras mostrando que existem alternativas ao corte de despesa pública essencial. É o que procuraremos fazer neste estudo.
ESTUDO COMPLETO

in:noticiasdonordeste.com

“Tio João” despertou Carrazeda de Ansiães

Feira da Maçã, Vinho e Azeite foi pretexto para levar a rádio junto da população
A Feira da Maçã, Vinho e Azeite continua a ser a grande montra para a afirmação dos produtos mais representativos na economia do concelho de Carrazeda de Ansiães. 
O presidente da Câmara Municipal acredita que o futuro passa pela produção agrícola aliada à inovação tecnológica e agro-turismo. José Luís Correia vai mais longe e acredita mesmo que a sobrevivência económica do concelho depende da capacidade dos produtores unirem esforços, através de uma sociedade comercial, que, segundo o autarca, está já a constituir-se legalmente, de forma a permitir uniformizar técnicas de produção, ter maior escala e capacidade de valorização na hora de vender os produtos, assim como desenvolver a agro-indústria.
Um dos problemas que continua a preocupar José Luís Correia neste sector continua a ser a venda ao desbarato de uvas, directamente a grandes empresas nacionais do sector vinícola. “Estamos no Douro, Património da Humanidade, e não estamos a tirar qualquer vantagem disso. O vinho e as uvas continuam a vender-se a preços irrisórios pelos pequenos produtores às grandes casas exportadoras. É preciso contrariar isso”, defende o presidente da Câmara.
Aqui quem produz maçã, produz também vinho e azeite. A persistência na produção destes produtos agrícolas só é possível porque está ainda assente numa estrutura familiar. Ainda assim, estão já a surgir no concelho algumas empresas que apresentam já algumas inovações tecnológicas no armazenamento e conservação da maçã, bem como a aposta nos novos mercados mundiais.
O Tio João ajudou a despertar Carrazeda
O “Bom dia Tio João” continua com a “Presidência Aberta” na Rádio Brigantia. Desta vez em directo de Carrazeda de Ansiães.
O Tio João ajudou a despertar Carrazeda de Ansiães e acompanhou os apanhadores da maçã, através da emissão em directo.
Às cinco da manhã do passado sábado, eram ainda muitos os jovens que se divertiam na festa “After Hours”, a uns escassos metros de onde o programa de rádio “Bom Dia Tio João” se estava a instalar, para dali a menos de uma hora a festa se fazer para quem desperta cedo. As madrugadas já estão frescas e a necessidade de agasalho sente-se já na pele do “Tio João”, que não levou casaco. Mas depois de dez minutos de programa um membro da maior família do mundo deslocou-se à Praça do Centro de Inovação Tecnológica Inova Rural, junto à feira, com um casaco para o “Tio João”. 
Depois foram quatro horas em directo de Carrazeda de Ansiães, com telefonemas que chegaram de toda a região e até do estrangeiro. Ouvintes de Carrazeda que estando longe, aproveitaram para matar saudades pela rádio.
Esta foi também uma oportunidade para ver o “Tio João” fazer o programa ao vivo e dar-lhe um abraço.
Destaque
Maçã, vinho e azeite são os produtos que fortalecem a economia do concelho

in:jornalnordeste.com

Bombeiros do distrito de Bragança em dificuldades

Unidade Local de Saúde do Nordeste promete pagar parte da dívida nas próximas semanas
Há corporações de bombeiros no distrito de Bragança com dificuldades em pagar os salários aos trabalhadores por causa de uma dívida da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste relativa ao transporte de doentes.
Em causa estão cerca de 500 mil euros de dívida, sendo que o último pagamento feito às associações humanitárias é referente a Dezembro. “A ULS deixou atrasar o pagamento aos bombeiros. Neste momento, devem-nos seis meses e só na semana passada é que pagaram o último mês do ano de 2012”, afirma o presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Bragança.
O responsável diz mesmo que os soldados da paz estão a atravessar dificuldades. “ Este atraso faz com que as associações tenham dificuldade em pagar aos funcionários e fornecedores”, garante o presidente da Federação.
Diamantino Lopes teme pelos postos de trabalho. “Espero que não haja esse risco, porque os funcionários fazem falta e não podemos despedir pessoal, porque temos de cumprir uma função social”, lembra o representante das corporações de bombeiros do distrito.
Mais atrasos
O responsável salienta que a dívida da ULS aos bombeiros tem aumentado nos últimos dois anos. “Esta situação de deixar atrasar de forma significativa os pagamentos agravou-se ao longo destes dois últimos anos e meio. Antes os atrasos eram de 90 dias, mas agora a situação agravou-se”, refere Diamantino Lopes.
Contactada pelo Jornal NORDESTE, o conselho de administração da ULS do Nordeste adianta, em comunicado, que nas próximas semanas será feita uma transferência, entre os 200 e os 300 mil euros, que já está autorizada pela tutela. Além disso, esclarece que os 206 mil euros pagos na semana passada já incluíam a facturação de Janeiro. Actualmente, o valor em dívida fixa-se nos 489 mil euros.
Destaque
Dívida da ULS do Nordeste aos bombeiros do distrito de Bragança ronda os 500 mil euros

in:jornalnordeste.pt

Capela de São Gregório

Portugal, Bragança, Vila Flor, Trindade
Arquitectura religiosa, vernácula. Capela de planta longitudinal simples, com nave, capela-mor mais estreita e baixa e sacristia adossada ao lado esquerdo. Fachada principal em empena truncada por sineira e rasgada por portal em arco de volta perfeita, com moldura formada pelas aduelas. Fachadas com cunhais simples e remates em cornija e beiral, a lateral esquerda com janelas rectangulares e a direita com portal de verga recta e janela na capela-mor. Coberturas interiores de madeira, em masseira na nave e falsa abóbada de berço abatido na capela-mor, com arco triunfal em arco de volta perfeita, ladeado por retábulos em ângulo e, na capela-mor, simples ara de altar. Púlpito rectangular no lado do Evangelho.
Número IPA Antigo: PT010410140121
Categoria
Monumento
Descrição
Planta longitudinal simples, com nave, capela-mor mais estreita e baixa e sacristia adossada a N., de volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave e capela-mor, que se prolonga a uma na sacristia. 
Fachadas rebocadas e pintadas de branco, excepto a principal em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, com cunhais simples, pintados de amarelo e remates em cornija e beiral. Fachada principal voltada a O., com cunhais encimados por pináculos cónicos com fogaréus e terminada em empena truncada por sineira em arco de volta perfeita, assente em impostas salientes e encimada por frontão volutado coroado por cruz; é rasgada por portal em arco de volta perfeita com moldura formada pelas aduelas, com extradorso desalinhado. Fachada lateral esquerda virada a N., com duas frestas gradeadas na nave e porta de verga recta na face O. da sacristia e uma fresta na face N.. Fachada lateral direita virada a S., com porta de verga recta na nave e fresta gradeada na capela-mor. Fachada posterior cega, em empena, tendo faixa pintada de amarelo na base. INTERIOR rebocado e pintado de branco, tendo, na nave, pavimento lajeado e cobertura de madeira em masseira com dois tirantes de metal. 
Portal axial com perfil em verga recta, surgindo, no lado do Evangelho, púlpito com bacia em cantaria e guarda vazada de madeira, com acesso por escadas de um lanço, no lado direito. No lado da Epístola, a porta de verga recta é ladeada por pia de água benta. Arco triunfal de volta perfeita, sobre impostas salientes, flanqueado por retábulos de ângulo, o do Evangelho dedicado a Nossa Senhora de Fátima e o oposto a Nossa Senhora da Esperança. 
Capela-mor pavimentada a tijoleira e cobertura em falsa abóbada de berço abatido de madeira pintada de azul. assente em cornija; paredes percorridas por rodapé pintado de azul. Sobre dois degraus o altar-mor em mármore e, na parede testeira, três mísulas com imagens.
Acessos
A partir de Vila Flor, pela EN 214, em direcção a Macedo de Cavaleiros, 16 Km. até à Trindade e 2 Km. pela EN 102 e depois por EM até Valbom; Gauss: M-289.7, P-492.1, fl. 91
Protecção
Inexistente
Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.
Enquadramento
Urbano, isolado, na montanha, no centro da povoação, sobre uma pequena cumeeira, nas faldas que descem do alto da serra, em direcção ao Vale de Vilariça; ergue-se no centro de um adro pavimentado a saibro, limitado por muro em cantaria de granito e com acesso axial por portão gradeado com umbrais apilastrados terminados em pirâmide.
Descrição Complementar
Na fachada principal, a inscrição: "FOI ESTA CAPELA / CONSTRUIDA COM O ESFORÇO / DO POVO DE VALE-BOM / INAUGURADA E BENZIDA / A 15 DE MAIO DE 1958". Retábulo colateral do Evangelho de planta recta e um eixo, com nicho central enquadrado por pilastras e ladeado por duas mísulas, terminando em frontão contracurvado, ladeado por urnas; altar em forma de urna com frontal ostentando decoração fitomórfica. Retábulo colateral da Epístola de planta recta e um eixo, com nicho central ladeado por edículas com baldaquinos, e enquadrado por colunas pseudo-salomónicas decoradas com pâmpanos, que suportam cornija e frontão curvo, decorado com motivos fitomórficos; altar em forma de urna, tendo base marmoreada e motivos fitomórficos no frontal.
Utilização Inicial
Religiosa: capela
Utilização Actual
Religiosa: capela
Propriedade
Privada: Igreja Católica
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 16 (conjectural) / 20
Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido.
Cronologia
1341 - Valbom é isenta por D. Afonso IV da jurisdição do Mosteiro do Bouro; séc. 16 - provável construção da capela no local original; 1565 - sentença contra os moradores de Valbom e de outras povoações, obrigando-os a pagar anualmente 4 alqueires de cevada e 6 reis em dinheiro ao donatário de Vila Flor; 1706 - Valbom tinha 30 vizinhos e a igreja pertencia a Santa Comba de Vilariça; séc. 18 - colocação da sineira; 1791 - Manuel António Pinto Escovar, provedor da comarca de Moncorvo, mandou fazer uma relação das capelas da Coroa existentes na comarca, incluindo-se esta capela, que se encontrava vaga, referindo-se ter sido instituída por Martins Anes com a obrigação de 30 missas; o seu último administrador havia sido João Barbosa Pinto e os bens que lhe pertenciam situavam-se em Alfândega da Fé e Castro Vicente; 1796 - Valbom pertence ao termo de vila flor e tem 16 fogos; 1836 - os moradores de Valbom deixam de ser sepultados na Igreja de Trindade e passam a ser sepultados na Capela da Quinta; 1958 - trasladação e reconstrução da capela no actual local, a qual se encontrava mais para S., fora da povoação.
Características Particulares
Capela de raiz quinhentista com alterações no período barroco, trasladada e reconstruída no séc. 20, conforme inscrição na fachada principal, com as dimensões primitivas e integrando a fachada, púlpito e arco triunfal originais. Sineira com remate em frontão volutado nos ângulos, surgindo, sobre os cunhais da fachada principal, pináculos cónicos com fogaréus. No interior, o portal axial apresenta perfil em verga recta, destacando-se o retábulo colateral da Epístola, que mantém reaproveitamento de duas colunas torsas, de um primitivo retábulo do estilo nacional.
Dados Técnicos
Sistema estrutural de paredes portantes.
Materiais
Estrutura em alvenaria de xisto rebocada; fachada principal em cantaria de granito; pavimento em tijoleira; coberturas, retábulos, portas e balaustradas em madeira; cobertura em telha de aba e canudo; janelas envidraçadas.
Bibliografia
COSTA, António Carvalho da, Corografia Portuguesa, Lisboa, 1706; ALVES, Francisco Manuel, Memórias Arqueológico-históricas do Distrito de Bragança, Porto, 1911-1948; MENDES, José Maria Amado, Trás-os-Montes nos finais do séc. XVIII, Coimbra, 1981; MORAIS, Cristiano, Cronologia histórica de Vila Flor (1286-1986), Vila flor, 1986; MORAIS, Cristiano, Roteiro de Vila Flor, Vila Flor, 1988.
Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID
Documentação Administrativa
Intervenção Realizada
Proprietário: 1985 - colocação de pavimento em tijoleira no interior; 2002 - remodelação da sacristia e coberturas (em obras).
Observações
Autor e Data
Miguel Rodrigues 2002

in:monumentos.pt